Em 2021, o Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI BH acontece em uma edição totalmente digital. De 10 a 20 de agosto são mais de 100 atrações em uma jornada literária de 11 dias no Portal Belo Horizonte.
Com atividades diversas e opções para todos os públicos, a programação contempla discussões sobre a criação, a circulação, a leitura e a literatura na cidade, incluindo seu diálogo com outras linguagens artísticas.
O 4º FLI BH tem como tema “VIRANDO A PÁGINA: Livro e leitura tecendo amanhãs”, e uma das novidades dessa edição é a possibilidade de autores e autoras independentes poderem mostrar suas obras mais recentes.
E é com muita alegria que estarei participando com o livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados – das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis”, publicado pelo selo Alforria Literária, da Árvore das Letras.
A participação será em vídeo que será disponibilizado na página do FLI BH na abertura do festival.
Este mês, dia 04 de agosto, é o meu aniversário, e eu, como Quixote das Gerais, filho literário e legitimo de Dom Quixote de La Mancha com a pastora Marcela, tenho a grande felicidade de apresentar a todos a Rocinante, minha bicicleta das letras.
Rocinante é o mesmo nome dado ao cavalo do Engenhoso Fidalgo, que eu me aproprio com todas as licenças poéticas possíveis, uma vez que ganhei essa alcunha de um grande amigo e que, com muita honra, assumi de bom grado.
Sempre acreditei que tudo nessa vida não é por acaso, e não foi por acaso que essa história aconteceu. Assim como Dom Quixote é um cavaleiro andante, estarei andando com a Rocinante pelas praças das cidades, bibliotecas, feiras literárias e eventos de arte, munido de uma “Paula Brito” (minha prensa de madeira), linha, cola e agulhas, mostrando às pessoas o processo de fabricação dos livros da Alforria Literária e disponibilizando-os para quem quiser adquiri-los. A Rocinante é, assim, a base de uma oficina e loja itinerantes.
Era esse o trabalho que estava para acontecer quando iniciou a pandemia, esse grande e tenebroso moinho o qual estamos lutando e o qual iremos vencer.
Até que eu e a Rocinante possamos ir para as ruas, ela será, mesmo quando o retorno vier, a minha nova bancada para lives e outras ações que serão reveladas a seu tempo. Ela terá outros acessórios, mas o motivo de querer mostrá-la hoje é para coincidir com a sua chegada exatamente no meu aniversário e ter, a partir de então, uma data precisa também para o seu nascimento.
Que a literatura nos abençoe e que possamos seguir o nosso caminho deixando algo neste mundo que valha a pena ser lembrado.
Se você segue este blog já me conhece e sabe do meu trabalho na confecção de livros a partir das prensas de madeira – as chamadas “Paula Brito” e de como me tornei um escritor artífice.
Se está chegando por aqui agora, já, já irá descobrir isso.
O meu trabalho, pautado na sustentabilidade, me faz ser um artesão das palavras, não apenas no processo sagrado da escrita, mas na materialização dos pensamentos que a constrói. É nessa materialização que escolhi o livro físico como suporte a partir da encadernação artesanal.
Neste processo de fazer nascerem os livros, há sobras de materiais, como recortes de papel e linha que sempre são guardados para daí surgirem novos produtos que podem ser tão vastos quanto a nossa imaginação e criatividade permitirem.
Aqui apresento pequenos cadernos in-fólios costurados para colecionar palavras… O que iria para o descarte vira arte e ganha nova existência.
Respeitar é o ato da consideração e de reverência pelo que a natureza nos proporciona, e eu reverencio tudo isso.
… Assim, por estas trilhas da Índia, chega a princesa SAVITRI que nos ensinará sobre a coragem para amar…
SAVITRI é um conto de ensinamento tradicional da Índia e ensina sobre amor e determinação, sobre como preparar-se para conseguir o que se deseja, o que na narrativa é indicado pelo jejum e vigília e, sobretudo, nos fala de coragem e do pedido generoso que alcança também o bem-estar daqueles que estão próximos. Mas, acima de tudo, reflete a grande sabedoria da mulher.
O Eu leio para você é uma proposta biblioterapêutica de incentivo ao autoconhecimento e ao amor pelos livros e pelas histórias.
Será possível adentrar os mistérios da alma e descortinar janelas que possam desvendá-la? Este exercício interno em conflito contínuo com o meio é essência da natureza humana. Os seres que se veem refletidos em situações, encontros e desencontros são puramente isto: humanos. E como uma obra de ficção, um romance, pode revelar tão bem esta nuance genuinamente real e presente no viver ou no imaginário de cada um de nós? A esta e outras perguntas, temos o aguçar aqui nesta obra.
Na leitura deste livro que mescla emoções, sentidos, memórias e devaneios – o encontro pessoal do personagem Jorge é brilhantemente construído nesta narrativa que cativa o leitor do início ao fim do texto. Penso que um bom romance é aquele que, ao fim de um capítulo, nos convida à leitura do próximo. Quando isso acontece, a conexão está estabelecida e o leitor já se deixou cativar pelo enredo. Este é o momento em que a mágica surge: o texto, antes vivo apenas no imaginário do autor, ganha ares e, com asas literárias, alça voo recebendo vida também no universo dos leitores. Foi assim aqui comigo ao leu o “Janelas da alma – uma tempestade íntima, um conflito, um retorno”. Jorge foi apresentando-se e, gradativamente, desvelando seus segredos. Vi-me em conflito de compreensão e, por vezes, voltei para conferir se havia me distraído e perdido algum ponto que me desse pistas para o desenrolar da história. Gosto disso, quando o livro não nos mantém inertes e então nos convida a revê-lo, transitar em suas páginas e buscar elementos de significação e ressignificação. Afinal, é aí que está a graça de tudo, não é? Sem esse remelexo no pensamento, a leitura não nos move, e é nele que o texto toma forma e sentido. Não penso em sentidos prontos e acabados, mas em diferentes e vastas elaborações pessoais, que dialogam com o cerne da narrativa. Isto sim me parece bom: dialogar com o texto, construindo possibilidades e gestando o impossível também.
As janelas do personagem, por vezes, abriram-se às minhas próprias. Um texto que faz parar, pensar, amadurecer. O zelo com informações pontuais como a nomenclatura das flores ou de cenas do cenário artístico teatral, bem como o dialogar de detalhes e de aprendizados nas entrelinhas. Uma obra completa: instigante, bem arquitetada, com jogos simbólicos e confrontos entre o abstrato e o real. Permito-me parafrasear Rubem Alves que diz que “todo jardim nasce de um sonho e, este por sua vez, nasce dentro da alma; assim, quem não tem jardins por dentro, não os plantam por fora, nem passeia por eles”. Jorge me conduziu aos seus jardins externos e internos. Leandro Bertoldo Silva manejou bem as palavras e este livro é um jardim completo.
Jéssica Rodrigues é pedagoga, professora e escritora.
Das pinturas rupestres, passando pelo volumen ao codex, os homens foram registrando suas histórias. Os livros, como todas as coisas, viveram e ainda vivem a sua evolução, haja vista os e-books hoje em dia que, respeitosamente e sem nenhum preconceito, pois os tenho, não é a minha preferência.
A partir das lajotas de barro, passando pelo papiro – planta que cresce em regiões lodosas que no antigo Egito existia nas margens do rio Nilo – os livros evoluíram para as peles de animais, onde era possível dobrá-los, uma vez que o papiro, quebradiço, não permitia.
Os chineses já imprimiam calendários e livros sagrados no século VII, mas foi a partir da prensa de tipos móveis de Johannes Gensfleish, conhecido como Gutenberg, no século XV, que tivemos a primeira grande evolução dos livros, podendo estes se popularizarem, uma vez que não eram mais escritos à mão e deixaram de ser uma exclusividade dos nobres e do clero, alcançando o seu maior objetivo: propagar a arte e o conhecimento.
O que isso nos mostra?
Que tudo, absolutamente tudo evolui, principalmente em se tratando de arte, que há sempre outros caminhos a serem percorridos para quem se propõe a encontrá-los, e se eles por acaso não existirem podem ser construídos.
Foi este pensamento que me fez construir com a parceria do luthier Egídio Alves de Souza a minha própria prensa, também de madeira, como a de Gutenberg, e dei a ela o nome de “Paula Brito” em homenagem ao nosso tipógrafo brasileiro no século XIX. Com ela criei uma técnica autoral de feitura de livros utilizando folhas soltas coladas e costuradas ao invés dos tradicionais cadernos em blocos.
Não se trata de querer voltar ao passado, mas se inspirar nele e trazer para a contemporaneidade uma nova forma de fazer e consumir literatura de uma maneira livre e descompromissada de verdades absolutas e receitas prontas, porque elas não existem; o que existe é a vontade, pois, como diz Agualusa, um escritor angolano:
“quando nós fazemos o que quer que seja com paixão, vamos acabar por fazer bem, e os livros bons acabam sempre por encontrar os seus leitores”.
Sou de Belo Horizonte e amo minha cidade. Acabei de publicar um livro com histórias de BH contadas pelo fantasma de Aarão Reis, que foi aprovado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Mas foi nesta pequena cidade de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, que fiz nascer a Árvore das Letras e junto dela a Alforria Literária. E é daqui que todos os meus livros autorais, na escrita e na forma, são distribuídos para todo o Brasil. Clique em Alforria Literária para conhecer.
Se estiver passando pelo Vale, venha conhecer Padre Paraíso, a Árvore, a Alforria Literária, as prensas de madeira – as chamadas “Paula Brito” – e toda a arte que floresce nessa terra que se tornou a casa de tantos que aqui chegaram e mesmo dos que saíram, pois, como diz a famosa referência, “quem bebe a água da biquinha, não passa da igrejinha”.
E já que está por aqui, aproveite para ler o conto mínimo “Para lá desse quintal”, inspirado na tranquilidade de todos os Vales que moram em nosso interior.
Quando a pátria que temos não a temos perdida por silêncio e por renúncia até a voz do mar se torna exílio e a luz que nos rodeia é como grades.
– Sophia de Mello Breyner Andresen –
Ilustração: Adilson Amaral
Para lá desse quintal, sempre houve uma noite infinita. Contudo, agora que o transpôs, não sabia se deveria. Talvez fosse melhor imaginá-la pelo rádio ao debruçar-se sobre a mesa a ouvir aquela música e deixar-se fazer dela – a noite – o que as suas lágrimas sugerissem.
Mas a curiosidade o abateu como estrelas cadentes a viajarem em excessos. Era evidente a sua felicidade na simples-cidade em que vivia: meiga, pequena, pacata, protegida dos adereços que tornam cheios os nossos pensamentos.
E quão mais confortável era a vida pouca neste quintal vazio que o tempo ainda não preenchera…
Tudo era tão cheio de nada a sua volta, que a falta, além de não se fazer presente, apresentava-se como possibilidades. Um banho quente em noite fria era um bálsamo de abundância! O que dizer da velha bicicleta que o ajudava a vencer a longa distância entre a casa e a escola e ainda emprestava-lhe a suave carícia do vento?
Mas o menino cresceu…
E o quintal não mais lhe cabia. Não se arrependia de ter desejado o infinito, mas de tê-lo deixado ser ilusão…
Sabe aqueles livros da sua estante e também da biblioteca da sua cidade, assim como aqueles outros tantos das livrarias que você ainda sonha em comprar?
Então…
Se você também é um amante da leitura como eu deve ficar meio em dúvida às vezes com tantos livros que gostaria de ler, mas que o tempo castiga nosso adorado desejo de viver em meio às páginas. Mas tenho uma boa notícia, uma não, duas! Primeiro, não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; e como esse não é o seu caso, se não nem teria começado a ler este post, vem a segunda boa notícia: há maneiras de resolver essa questão!
Mas, olha! Planejamento é tudo, e é o que devemos fazer, pois ele é muito necessário, ainda mais nos dias corridos de hoje. Devo dizer, entretanto, que não existe um método ou uma cartilha a ser seguida. Cada qual é cada qual e cada um sabe, melhor do que ninguém, onde os calos apertam, ou melhor, do seu dia a dia.
O que vou escrever aqui funciona comigo dentro da minha rotina e escolhas. Sou escritor e mediador afetivo de leitura e ela é matéria-prima do meu trabalho. Tenho tantos livros para ler quanto são as estrelas no céu…! Por isso, faço uma divisão de três modalidades de leitura:
LEITURA DE ENTRETENIMENTO;
LEITURA DE PESQUISA;
LEITURA DE REFERÊNCIA.
Funciona mais ou menos assim:
LEITURA DE ENTRETENIMENTO
É a que eu faço pelo meu bel prazer (não que as outras não sejam). É a leitura do divertimento puro, do deleite, sem maiores compromissos do que a apreciação da arte literária. Aqui incluo contos, romances, poesias, etc. Costumo realizar essa leitura de segunda à quinta-feira logo após o horário de almoço, mais especificamente de 13h:00 até 13h:45, que é quando estou em meu momento de descanso do trabalho da manhã, o que inclui a escrita e a confecção de livros. Assim, posso me entregar e desfrutar dos personagens e versos…
LEITURA DE PESQUISA
É a que eu realizo quando estou escrevendo um livro, seja ele de contos ou romance. Um escritor é um contador de histórias e precisa estar atento a tantas histórias já contadas por aí. Isso nos ajuda a estarmos mais presentes, sintonizados com a nossa época, com os gostos e preferências do nosso tempo, sem dizer que um escritor é antes de tudo um pesquisador da sua própria arte. Essa leitura eu a faço às sextas-feiras na parte da tarde, que é o dia de planejar toda a semana que virá.
LEITURA DE REFERÊNCIA
É a leitura dos grandes autores, daqueles que me dizem mais profundamente, seja em termos de estilo, seja em termos de ideias. Aqui estão os escritores da literatura clássica e contemporânea. Como diz Mia Couto (um dos meus escritores de referência), “os escritores nascem de outros escritores”, e é exatamente assim que acontece. Para essa leitura eu reservei os fins de semana, não todo, claro, pois também tenho uma vida social e familiar que é tão importante quanto. Mas para um leitor sempre sobra um tempinho…
Bem, como disse, não há um modelo a ser seguido. O importante é que cada um encontre o seu jeito, seja ele qual for, pois deixar de ler é algo que não devemos, tanto porque, como disse Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”.
Se você gostou, aproveite para divulgar essas dicas para aquele amigo ou amiga que, como você, ama a leitura e tem vontade de ler muitas coisas, mas, no entanto, esbarra na “falta de tempo”.
Vamos lá?
Ah, e já que estamos em companhia de leitores, aproveito para indicar os meus livros. Saiba sobre eles clicando AQUI
Ser um leitor vai muito além da leitura propriamente dita. Ser um leitor passa pelo amor aos livros e o prazer de tê-los. Ser um leitor é realmente muito diferente de um não leitor…
Tudo bem! Vivemos uma era de modernidade impossível de ignorar (e nem podemos e queremos), em que os livros eletrônicos — os chamados ebooks — com diferentes formatos de arquivos de leitura e programas estão em evidência, deixando os livros tradicionais com os dias contados.
Será mesmo?
Machado de Assis, no célebre conto A igreja do Diabo, diz:
“As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão”.
Isso nos leva a pensar, e no meu caso ter a certeza, de que o velho e bom livro de papel… Ah, esses sempre irão existir… Há quem acredite que não; felizmente, tanto como leitor e também como escritor, não faço parte dessa opinião.
Para fortalecer e sustentar a tese dos que acreditam na continuidade da espécie, leia a deliciosa crônica de Millôr Fernandes, que vem ilustrar muito bem o que quero dizer.
Vamos lá…
L.I.V.R.O
“Existe entre nós, muito utilizado, mas que vem perdendo prestígio por falta de propaganda dirigida, e comentários cultos, embora seja superior a qualquer outro meio de divulgação, educação e divertimento, um revolucionário conceito de tecnologia de informação.
Chama-se de: Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.
L.I.V.R.O. que, em sua forma atual vem sendo utilizado há mais de quinhentos anos, representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, nem pilhas. Não necessita ser conectado a nada, ligado a coisa alguma – nem mesmo à internet (grifo meu). É tão fácil de usar que qualquer criança pode operá-lo. Basta abri-lo!
Cada L.I.V.R.O. é formado por uma sequência de folhas numeradas, feitas de papel (atualmente reciclável) que podem armazenar milhares, e até milhões, de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém permanentemente em sequência correta. Com recurso do TPO – Tecnologia do Papel Opaco – os fabricantes de L.I.V.R.O.S podem usar as duas faces (páginas) da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os custos à metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.S com mais informações, basta se usar mais folhas. Isso, porém, os tornam mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema, visivelmente influenciados pela nanoestupidez.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, no próprio cérebro, sem qualquer formatação especial. Lembramos que, quanto maior e mais complexa a informação a ser absorvida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Vantagem imbatível do aparelho é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. E a leitura do L.I.V.R.O. pode ser retomada a qualquer momento, bastando abri-lo. Nunca apresenta “ERRO FATAL DE SENHA”, nem precisa ser reinicializado. Só fica estragado ou até mesmo inutilizável quando atingido por líquido – caso caia no mar, por exemplo. Acontecimento raríssimo, que só acontece em caso de naufrágio.
O comando adicional moderno chamado ÍNDICE REMISSIVO, muito ajudado em sua confecção pelos computadores (L.I.V.R.O. se utiliza de toda tecnologia adicional), permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder na busca com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com esse FOFO (softer) instalado.
Um acessório opcional, o marcador de páginas, permite também que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou tipo de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. Todo L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso o usuário deseje manter selecionados múltiplos trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com a metade do número de páginas do L.I.V.R.O.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. por meio de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S.
Elegante, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro, como já foi de todo o passado ocidental. São milhões de títulos e formas que anualmente programadores (editores) põem à disposição do público utilizando essa plataforma.
E, uma característica de suma importância: L.I.V.R.O. não enguiça!”
Fantástico, não é?
Sei que como eu, existem muitas pessoas que amam seus livros, que se sentem bem simplesmente estando na companhia deles, sentindo o seu cheiro, o prazer de passar as páginas, namorando cada folha, cada detalhe numa espécie de ritual mágico para a leitura…
Mas o livro, como qualquer objeto, principalmente valioso, precisa de cuidados… Muitos cuidados…
Você que está lendo esse artigo e, que como eu e muitos, ama os seus livros, responda rápido:
Você limpa os seus livros? Conserva-os? Sabe como fazer isso?
Bem, conheço muita gente que nunca ou raramente se predispõe a esse serviço…
Mas como quem “ama, cuida”, resolvi publicar esse artigo mostrando como é possível fazer a limpeza dos seus livros de maneira correta e eficiente.
Na verdade, a ideia veio a partir de uma coleção de Jorge Amado que ganhei recentemente… Os livros são editados pela Livraria Martins Editora, capa dura, marrom, tipo couro, uma verdadeira relíquia. Para os amantes dos livros e da boa, boa não, ótima literatura, não poderia haver presente maior!
Porém, como os livros estavam um tanto velhos, alguns mofados e estragados, parti para uma busca pela internet de como poderia limpá-los da melhor forma. Encontrei muitas dicas aqui e ali, lá e acolá…
Prece interessante? Então continue lendo para saber mais sobre:
O material necessário para a limpeza dos livros;
O passo a passo de uma limpeza correta e eficaz de seu livro;
Alguns cuidados e dicas essenciais;
Um conselho final, que faz toda a diferença na conservação do seu livro.
Como sei que essas informações também podem ser de muita valia para muitas pessoas, resolvi reunir as melhores dicas que encontrei em um único lugar e publicar este conteúdo aqui no blog. O resultado gerou o infográfico abaixo e que tenho o prazer de compartilhar com você. Espero que goste.
E então, gostou do conteúdo? Viu como é fácil e possível cuidar dos seus livros?
Então, compartilhe esse artigo e ajude outras pessoas que também amam os seus livros a saberem a melhor maneira de limpá-los e conservá-los. Os livros agradecem e a cultura também…
Essa é uma questão mais séria do que pode parecer. Não se trata apenas de ter tempo para fazer o que gosta, mas ter tempo de se preparar para fazer o que quer que seja.
Antes mesmo de começar a ler um livro, eu me preparo para a leitura; antes de trabalhar, antes de estudar, antes de comer, antes de dormir… Tudo o que vamos fazer requer um tempo de relaxamento e preparação.
O resultado é termos mais presença e consequentemente mais prazer. Quando temos pressa para fazer as coisas, geralmente não a vivenciamos como deveríamos. Assista esse vídeo para refletir mais um pouquinho sobre isso…