QUIXOTE DAS GERAIS

ESCRITOR MINEIRO NO VALE DO JEQUITINHONHA CONSTRÓI UMA PRENSA DE MADEIRA – A “PAULA BRITO” – POR ONDE CONFECCIONA E PUBLICA OS SEUS LIVROS QUE JÁ SÃO ENVIADOS DO NORTE AO SUL DO BRASIL.

Sou escritor, portanto preciso de uma editora para publicar os meus livros… Bem, há controvérsias! Talvez este seja o sonho de 99,9% dos escritores Brasileiros e até fora do Brasil. Talvez este seja o desejo daqueles que querem vender milhares de livros ou, pelo menos, tê-los nas prateleiras das livrarias levados pela famosa pergunta: “o que as editoras querem?”. Devo dizer com muita humildade que não é o meu sonho e, embora não seja contra as editoras, nunca ninguém havia me perguntado o que eu queria delas. E longe de pensar que eu seja um escritor que não deseja vender os meus livros, que não me preocupo com marketing e essas coisas do tipo, não, não é assim; eu me preocupo, eu quero vender os meus livros e vê-los nas mãos dos leitores, mas de um jeito que seja o meu propósito literário e não o dos outros.

Por isso escolhi o caminho da alforria literária. Aliás, esse é o nome do selo criado na Árvore das Letras, minha escola e editora independente. Por ela publiquei 4 livros entre romance, contos, poesia e infantil e estou indo para o meu 5º livro e segundo romance, todos feitos de forma sustentável, com papel reciclado e ecológico, prensados, colados e costurados à mão. Por ela também publiquei outros escritores que, como eu, acredita no Pequeno Príncipe ao pensar que o essencial é invisível aos olhos, bem, não tão invisível assim, pois a “Paula Brito” existe e hoje, após 3 anos da minha alforria, tenho livros vendidos e enviados para várias cidades em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Curitiba e também participei da Feira do Livro do Porto, em Portugal neste ano de 2020, onde, além do conteúdo literário, mostrei o meu processo de produção.

Recebi carinhosamente por um amigo a alcunha de Quixote das Gerais. Pode ser que eu seja mesmo ao acreditar que é possível construir um novo caminho e consolidar esse caminho como uma nova forma de fazer e consumir literatura. É o que venho fazendo entre os muitos moinhos de vento…

Mas se quiser saber melhor sobre essa história, sobre os meus livros, sobre a “Paula Brito” e como eu venho construindo esse lugar está tudo aqui neste blog. Entre e fique a vontade. Se quiser falar comigo, terei muito prazer em atender, é só enviar uma mensagem, me seguir no Instagram, acompanhar os meus vídeos no Youtube.

Quero terminar citando George Bernard Shaw ao dizer: “Alguns homens observam o mundo e se perguntam “por quê?”. Outros homens observam o mundo e se perguntam “por que não?”.

É neste lugar que eu me encontro.

Forte abraço!

Leandro Bertoldo Silva.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

Este vídeo é um incentivo à leitura de um dos clássicos mais importantes da nossa literatura brasileira. E é também um recado aos professores e às escolas…

“Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico com saudosa lembrança estas memórias póstumas”

Com essa dedicatória – uma das mais emblemáticas de toda a história da literatura de todos os tempos – inicia-se Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, um clássico do final do século XIX, que conta a história de Brás Cubas que, depois de morrer, resolve voltar para narrar suas histórias e reviver os pontos mais importantes da sua vida.

Neste vídeo vai narrado a cena do enterro, a primeira, já invertendo genialmente o fim e o começo…