VOCÊ TEM TEMPO PARA VOCÊ?

Você tem tempo para você?

Essa é uma questão mais séria do que pode parecer. Não se trata apenas de ter tempo para fazer o que gosta, mas ter tempo de se preparar para fazer o que quer que seja.

Antes mesmo de começar a ler um livro, eu me preparo para a leitura; antes de trabalhar, antes de estudar, antes de comer, antes de dormir… Tudo o que vamos fazer requer um tempo de relaxamento e preparação.

O resultado é termos mais presença e consequentemente mais prazer. Quando temos pressa para fazer as coisas, geralmente não a vivenciamos como deveríamos. Assista esse vídeo para refletir mais um pouquinho sobre isso…

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

O ENCONTRO DAS IMPROBABILIDADES

“O nascer do sol…

Que dia será este?

Apostas incertas.”

Essa é a aposta feita na primeira página. Aposta ou evidências de um improvável encontro. Nem sei. O que sei é que acordei nesse domingo, bem cedo, sob o miado de Mia Couto, meu gato, que todos os dias me acorda às seis horas e trinta minutos. Um despertador inusitado. E ele só perdeu a hora no único dia em que dele precisei para um encontro marcado às sete horas mais ou menos. Não me atrasei, mas tive que usar do expediente de dirigir até o local do encontro, eu que pretendia ir a pé.

O encontro de hoje era um pouco diferente. Queria terminar de ler As Janelas da Alma, o livro de Leandro Bertoldo Silva que deixei pela metade no sábado e que estava me intrigando. A narrativa parecia dispersa, ou alucinada. Estaria Jorge, o personagem, sob efeito de uma marijuana mal tragada? Ou ele vivia um sonho, ou pesadelo, desses que a gente tem de vez em quando, onde os encontros e as falas dos personagens sonhados aparecem sem a lógica que a gente pensa sempre em dar a nossos diálogos escritos e falados? Quantas vezes na vida eu também tive sonhos assim? Freud os explicaria, será?

Terminei a leitura com Mia Couto em meu colo e Marlon Brando, meu cão, solicitando minha presença para um passeio na rua, como em todos os dias. E ainda estou sob os efeitos alucinógenos de minha imaginação que sempre insiste em fazer parte, como um personagem invisível, das histórias que gosto. Eu, que tinha, em minha juventude, o hábito de escolher um desconhecido na rua e segui-lo, aleatoriamente, para elucidar sua caminhada e seu destino, comecei a seguir o Jorge nas ruas de Belo Horizonte. Até entrei no Borges da Costa onde, em meus tempos de estudante, ia de vez em quando visitar um amigo que lá morava. Só que esse meu amigo não se suicidou no Borges. Ele foi morto pelos cães da ditadura nos anos setenta.

A leitura não me surpreendeu, na verdade. Ela me pegou de roldão, me conduziu a uns labirintos da memória, dentro dos quais eu não entrava há uns tempos. Eu sabia o efeito que ela, a história, faria em mim desde a metade de ontem. Só que hoje, ao acordar, eu queria logo ser conduzido a essa espiral de reminiscências, de sentimentos que fazem parte de meu espírito tanto leitor quanto escritor. E funcionou. Foi exatamente como eu previa, não o desenrolar do texto, mas a minha sensação de alegria com algo tão bem conduzido e escrito.

Mas, afinal, quem é Leandro Bertoldo da Silva? Eu não tinha a menor ideia de quem ele fosse até umas duas ou três semanas atrás. Foi um verdadeiro encontro das improbabilidades o que aconteceu. De repente esse cara que mora em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, apareceu, virtualmente, em minha vida. Pelo menos a pandemia vivida no momento não impede os encontros improváveis. Eles continuam acontecendo, virtualmente. E aí um agente dos correios bate no meu portão e me entrega um pacote com cinco de suas obras publicadas, presente do próprio, com quem eu havia falado apenas uma vez através da internet, mas a amizade através das fibras óticas aconteceu como um sorteio ganho em loteria.

Relicário Pessoal – Haicais – foi o primeiro. Um raro escritor de haicais aos moldes ensinados pelos mestres japoneses, cinco-sete-cinco sílabas poéticas em uma síntese da beleza estética da natureza.

“As rosas escrevem

Palavras em pétalas.

Verdades sutis.”

Entre Linhas: Contos mínimos, li em seguida. Uma surpresa depois da outra. Os contos são, de fato, mínimos. Uma a duas páginas. Mas o engajamento desse leitor foi ao máximo. Que delícia surfar entre as ondas da Despedida, de O Chamado, das Incertezas, entre outros, condensados de ricas histórias.

Depois li O Menino que Aprendeu a Imaginar, outra delícia. O menino segue uma trajetória muito parecida a tantos meninos, como eu, por exemplo, que não tive tantos livros na infância e juventude, mas fui salvo pela poesia de Rudyard Kipling e Carlos Drummond de Andrade, e pelos Capitães de Areia, de Jorge Amado. Esses caras não só me ensinaram a imaginar como cochicharam em minhas orelhas que eu também podia escrever. E comecei a escrever poesia tão logo ganhei o primeiro beijo na boca.

E chegou a vez de Histórias de um certo Aarão e outros casos contados. Que imaginação desse Leandro Bertoldo! Parecia até que eu ouvia de novo as velhas histórias dos fantasmas de Belo Horizonte. Todas as cidades têm seus fantasmas. Mas os da cidade com a qual você conviveu e convive há tantos anos parecem ser mais reais que os outros. Porque você os encontra de vez em quando, seja em roda de conversa em botequim, seja em histórias recontadas nos teatros.

O que nos dá alegria mesmo é a forma de contar todas estas histórias, com estilo e leveza. Parece uma conversa entre dois amigos que se encontram após uma longa ausência, como se tivessem jogado bolinha de gude na infância, ou roubado jabuticaba, juntos, no pomar daquele vizinho chato, na juventude. Essa sensação de pertencimento às histórias, como se você fosse um personagem, ou mesmo como se as pudesse ter escrito, em forma de poesia, de pintura, de escultura ou nos fornos de cerâmica do Jequitinhonha, como me disse uma vez o filósofo francês Serge Feaucherau, é que faz as grandes histórias e os grandes escritores. Obrigado, Leandro Bertoldo da Silva, por me colocar, sem mesmo me conhecer, e suas histórias. E por mais esse encontro das improbabilidades que me trouxe a outros encontros e tantos novos improváveis (hoje certeiros) amigos.

Paulo Cezar S. Ventura nasceu em Timóteo, Minas Gerais, mas considera-se um cidadão de Nova Lima, cidade vizinha a Belo Horizonte. Cursou a Educação Básica em Nova Lima, fez o antigo ginásio no Liceu Imaculada Conceição e o científico no Colégio Estadual Augusto de Lima. Em 1971 entrou na UFMG para cursar Física, e se formou em 1975. Paulo é escritor e autor de várias obras, entre elas, “Mistérios de Marte”. É editor e fundador da Editora Rolimã.

CAMPANHA LEITURA SOLIDÁRIA – UMA ABORDAGEM BILBIOTERAPÊUTICA

A Árvore das Letras, através do selo Alforria Literária, e a Casa da Criança “Alertas”, de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, firmaram uma parceria social, literária, educacional e cultural com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher.

O objetivo desse encontro é atuar no cuidado, afeto e equilíbrio emocional por meio dos livros e da literatura, envolvendo não apenas as crianças, mas todos os profissionais, como professoras, monitoras e demais funcionários e membros da equipe.

O trabalho será realizado de forma voluntária pela Árvore das Letras, utilizando a Biblioterapia de Desenvolvimento, que é o cuidado do Ser a partir das histórias, sejam elas lidas, narradas ou dramatizadas.

É meta dessa parceria a criação de uma biblioteca na Casa da Criança “Alertas” que funcionará junto a uma brinquedoteca, criando um espaço lúdico, de leitura e atividades educacionais e socioculturais.

Para isso, está sendo lançada a campanha Leitura Solidária, que acontecerá em duas frentes. A primeira envolve as obras do escritor Leandro Bertoldo Silva, em que cada livro do autor vendido em qualquer cidade do Brasil, 10% do valor será revertido à compra de novos livros infantis com potencial terapêutico a serem trabalhados tanto com as crianças como com toda a equipe e serão doados à “Alertas” para que seja criada a biblioteca da instituição.

A segunda diz respeito a doações de livros infantis que poderão ser encaminhados para a secretaria de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher, que propôs ser um ponto de apoio para a arrecadação dos mesmos.

Além da doação dos livros, o trabalho conta com encontros de Biblioterapia, em que, a partir de temáticas, histórias são lidas e interpretadas e são feitos processos de dinamizações com o objetivo de integrar, acolher e apoiar, por meio da escuta afetuosa, uns aos outros, atuando no crescimento e desenvolvimento humanos.

A sua adesão a essa campanha é muito importante e bem-vinda! Quem quiser adquirir os livros do autor é só entrar em contato pelo whatsapp (33)98461-2688, ou pelo e-mail alforrialiteraria@hotmail.com.

Quem tiver livros infantis para doar também pode entrar em contato ou encaminhá-los à Secretaria de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher, da Prefeitura de Padre Paraíso, situada na Praça dos Estudantes, nº 100.

Este é um trabalho piloto da Árvore das Letras e outras instituições serão contempladas.

A Casa da Criança “Alertas” atende 90 crianças de 0 a 3 anos de idade e fica na rua São Francisco, 539 – Bairro Bela Vista – Padre Paraíso/MG. No momento, por motivo da pandemia, as crianças estão sendo assistidas em casa. A instituição tem o seguinte quadro de funcionários:

Supervisora: Eliana Gomes Ramalho Ribeiro.

Presidente: Ednei Ferreira Silva.

08 professoras.

06 monitoras.

04 serviçais de limpeza.

04 cozinheiras.

01 nutricionista.

01 zelador.

01 vigia.

01 servidor administrativo.

Participe desta campanha. É só um livro, mas que tem o potencial de transformar vidas!

HISTÓRIAS LIBERTAS, LIVRO LANÇADO

Lançamento ocorrido no dia 06 de maio de 2021

Caros amigos e amigas, leitores e leitoras, hoje venho com o coração radiante de alegria agradecer a presença de todos que puderam estar no lançamento do meu livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados – das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis”. Da mesma forma, agradeço a todos que de alguma forma acompanharam todo o processo ou parte dele recebendo as divulgações (e foram muitas!), comentando, sugerindo, felicitando. Tudo isso foi muito importante para que o evento fosse um sucesso e mostrasse que para a arte não existem fronteiras. O que seria presencial, por causa da pandemia, precisou ser virtual, mas mesmo assim mostramos que é possível criar, ousar e fazer de um instante um momento inesquecível.

Obrigado a cada pessoa que direta ou indiretamente participou para que esse evento acontecesse. Obrigado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerias por ter visto neste projeto algo substancioso que permitisse a sua aprovação via Lei Aldir Blanc. Obrigado aos amigos, familiares, leitores de todas as partes, conhecidos e que se fizeram conhecer a partir deste livro.

Agradecimento especial a Geane Matos, minha esposa, Yasmin Bertoldo, minha filha (a loira – ou rosa? – do Bonfim) e aos meus pais que entenderam o meu tempo e o meu processo de criação. Especial A Paulo Fernandes e Pierre André, que interpretaram Xavier de Novais e o fantasma de Aarão Reis na live de lançamento, abrilhantando ainda mais esse trabalho. A Bhuvi Libanio e Elisa Valadão, pela revisão e ilustração deste livro. A novamente Paulo Fernandes, pelo prefácio. A Robson Vieira, pela transmissão da live. A Angelo Campos e Conceição Franco, pelas lives de pré-lançamento. E um muito especial a Laise Áurea e Luzia Maria de Souza que acreditaram nesse projeto e aceitaram produzi-lo com maestria, dedicação, carinho e amor.

Para quem não pôde assistir a live no dia do lançamento, a mesma se encontra gravada no Youtube da Árvore das Letras e pode ser acompanhada abaixo. Pelo celular, clique em “chat ao vivo” para acessar os comentários.

Gratidão e vamos para a próxima!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

MATERNIDADE

Por Leandro Bertoldo Silva – do livro “Entrelinhas contos mínimos”.

Maternidade era uma das palavras esquecidas no seu dicionário. Era fácil demais para algumas pessoas pensarem nisso, não para ela, de corpo perfeito e vida em liberdade. Por isso, seu ventre crescido estava na contramão de todos e recordava sua rejeição. Daquele invólucro perfeito, ficariam cicatrizes, marcas que sobreporiam ao efemeramente físico e atingiriam sonhos interrompidos.

Dejanira era mulher do mundo. Esse era o resguardo que nunca pensou em abandonar, nem sequer substituí-lo por um momento que fosse. Sentia-se sem vida, apesar da vida que crescia dentro de si. E, agora, mesmo sendo duas, teimava em sua solidão. O tempo passava, mas não levava a angústia que aumentava a cada dia que a circunscrição de seu estado apontava. Já dividia seu alimento, mesmo sem sua permissão, como seria dividir o resto? Era o que pensava desolada e inquieta. Só havia um jeito: acabar logo com aquilo. Porém, o feto crescido já era uma criança e, antes mesmo de pensar em qualquer outra coisa, de seu corpo redondo começou a emergir um líquido que, ao rebentar da bolsa, jorrou junto com uma sensação indefinível que a urgência do momento não permitiu reflexões. Elas só vieram quando, já com a criança liberta deitada em seu peito em meio aos médicos, começou a cantarolar uma cantiga de ninar no mesmo momento em que seus seios saciavam o filho que calava a ouvir.

Seus olhos recém-maternos se iluminaram, e o coração, que antes rejeitava, agora acalentava e se punha a descobrir uma desconhecida impressão felina e protetora.

A mulher do mundo sem fronteiras não sabia se o choro convulso que irrompia naquele instante era amor ou remorso, talvez fossem os dois. Aquele momento eternizado na música que embalava sua criança fazia pensar: afinal, é a mãe quem dá à luz um filho ou é o filho que faz nascer a mãe?

ESTÁ CHEGANDO!

CONTAGEM REGRESSIVA para o lançamento deste livro que traz as histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis.

Nunca pensei ser possível encontrar e conversar com meu próprio personagem após o livro ser escrito…

E como se não bastasse, dia 06 é o aniversário de Aarão Reis que estaria completando 168 anos de idade. E adivinha só quem virá para esse aniversário!! Será??…

Eu, Aarão Reis, Xavier de Novais e outras surpresas esperamos você com muito carinho no dia 06 de maio, depois de amanhã, às 19 horas, no Youtube da Árvore das Letras.

Acesse o link https://youtu.be/ksonOa1FPhI no horário marcado. Assista à live e, se quiser ganhar um kit com o livro e outros presentes, siga o Instagram @arv.das.letras, curta o post do kit e concorra ao sorteio.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

KIT DE LANÇAMENTO

Olá!!

Hoje é dia 03 de maio e só faltam 3 dias para o lançamento do livro Histórias de um certo Aarão e outros casos contados! E como prometido na sexta-feira passada, vejam só que linda surpresa!!

Um kit exclusivo que você pode ganhar ao assistir a live de lançamento. Nele você irá encontrar:

– 4 livros do escritor Leandro Bertoldo Silva;
– 1 caneca com a marca do Aarão Reis (fantasminha);
– 4 chocogodes (chocolates em formato de bigode);
– uma linda vela aromatizada com essência de café;
– saco com 150gr. de grãos selecionados do maravilhoso café Catuaí 100% Arábica;
– 5 ímãs de geladeira com palavras em 《mineirês》;
– uma mini garrafa com mensagem.

Para concorrer, você precisa seguir o Instagram @arv.das.letras, curtir o post do kit que está lá e assistir a live de lançamento no dia 06/05, quinta-feira que vem, no Youtube, às 19 horas. Amanhã divulgarei o convite com o link de acesso. Só assim teremos como identificar todas as pessoas.

MAS ATENÇÃO!!

O sorteio será em live no dia seguinte, ou seja, 07 de maio, às 19 horas, no Instagram @arv.das.letras. Venha participar deste momento que está sendo oferecido para você com muito carinho e que contará com visitantes muito especiais…👻👻😊

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.