QUAL É A SUA LETRA?

qual é a sua letra

Escrever à mão nos conecta com nós mesmos e fortalece a nossa individualidade. Cada um tem a sua letra: qual é a sua?

A Árvore das Letras oferece cadernos que incentivam a escrita à mão, resgatando o encontro consigo mesmo através da poesia, de um pensamento, do registro de um sonho, de uma receita especial de família…

As possibilidades são infinitas. Eu, como escritor, sei bem disso… É comum eu escrever os meus primeiros esboços em um caderno. É como se eu tivesse a necessidade de sentir a escrita de maneira completa, e escrevendo à mão essa sensação me torna próximo de mim mesmo e me leva a um lugar que antes é preciso ser meu para depois ser do outro. Só depois é que vou para o computador…

Como sei bem disso e desejo oferecer a mesma experiência para as pessoas, é que criamos o nosso modelo de cadernos sustentáveis. Eles são feitos de material reciclável, costurados à mão um a um, colados e prensados na máquina “Paula Brito” nas mesmas condições dos livros da Alforria Literária. O acabamento fica por conta da artesã Geane Matos, que emprega toda sua sensibilidade, criatividade e sentimento transformando cada caderno em um objeto único pronto para receber a sua história.

Por isso deixo aqui um convite: Presenteie a si mesmo ou alguém e incentive a escrita à mão. Muita gente vai gostar desse retorno!

Convido também a conhecer e seguir o espaço oficial da Árvore das Letras no Instagram. Tem muita informação bacana por lá 🙂

O endereço é @arv.das.letras

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

UM PRESENTE ME DADO POR MACHADO

Um presente me dado por Machado

Por Leandro Bertoldo Silva

Não sou um desocupado, mas aceito de bom grado o presente me dado por Machado. Sim, ele mesmo: o bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis me presenteou! Não é um sonho, não é um delírio; é real. Basta ir ao capítulo LV de Dom Casmurro e terás a prova nua e crua. Não vou descrever a sentença para que não lhe furte o prazer da procura. Se bem que aqueles versos me foram dados por Bentinho… Mas vá lá! Fica o dito pelas mãos do seu criador e não se fala mais nisso. Se bem, que é preciso falar, pois algum outro “desocupado” é bem possível requerer os versos como seus. Acontece que eu, nos meus 47 anos, nunca vi ninguém utilizá-los ao soneto nunca escrito até então. Nunca ninguém veio ao cabo de se pronunciar e, se isso vier acontecer, agora já vai tarde. São meus, assim como o recheio que ora vos apresento…

CAPITOLINA

“Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!”

Que brilho as estrelas refletem de ti!

Olha a aurora serena que eu vi

Vinda de manso a pousar-lhe brandura.

 

Versos esperados entregues à cura.

Oh! Anos idos… Zéfiros calmos, senti.

Que me apraz tenra lembrança do que li

Ao brindar com falácias doce ternura.

 

Naquele tempo tudo era encanto

Ora nos fugidos da dor que me valha.

Ei-la, agora, soberana em pranto.

 

Mas, ah! Queria eu revolver da mortalha

O sorrir que a hora já não diz tanto:

“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”

POR QUE EU AINDA ACREDITO EM LIVROS?

Por que eu ainda acredito em livros

Por Leandro Bertoldo Silva

O motivo pelo qual eu ainda acredito em livros – mesmo com a última pesquisa do Instituo Pró-Livro, da 4º edição dos “Retratos da Leitura no Brasil”, em 2016, apontar que 44% da população não é leitora e 30% nunca ter comprado um livro na vida – pode ser um tanto romântico, mas é verdadeiro: Eu ainda acredito em livros porque eu ainda acredito nas pessoas, e livros transformam pessoas.

A esse pensamento se juntou um outro, que se transformou no meu modelo de trabalho: a produção sob demanda. Você certamente já ouviu falar dela, mas realmente sabe o que ela significa?

Bem, a definição é simples. É aquela produção onde o produto é feito especialmente para o consumidor. Mas a ideia vai muito além disso. O que torna esse tipo de produção interessante é o fato que ela influencia diretamente o meio ambiente através do nosso comportamento, pois ela reduz significativamente a geração de lixo e melhora a qualidade de vida desta e das futuras gerações.

Sim, através da produção sob demanda diminuímos livros em estoque, e livros estocados são árvores mortas, trabalho perdido, esforços e tempo jogados fora, materiais desperdiçados, sonhos congelados.

Há outras consequências que poderíamos apontar, mas uma delas é fundamental: em um livro – seja um romance, um conto ou poesia – pode estar a solução tão procurada por alguma coisa, seja uma mudança de vida, a coragem que faltava para isso, o princípio de uma ideia, ou quem sabe a ideia completa para algo que você nunca havia pensado… Pois é, é como eu disse: livros transformam pessoas.

É por acreditar nessa ideia que me tornei escritor. E é por acreditar ainda mais nela que criei a minha própria produção sob demanda. Você pode conhecê-la aqui neste blog, em especial acessando AQUI, e ver como os livros são feitos na máquina “Paula Brito” e todo o conceito construído, as etapas de desenvolvimento e tudo o que sustenta esse trabalho.

Tenho 4 livros publicados: Janelas da Alma: uma tempestade íntima, um conflito, um retorno, Entrelinhas Contos mínimos, Relicário Pessoal – haicais e o infantil O Menino que Aprendeu a Imaginar. Todos eles são feitos utilizando a produção sob demanda, ou seja, os livros são feitos para você na quantidade que desejar e enviados para a sua casa com toda segurança e conforto. Mas isso, por si só, seria comum. O que faz com que meus livros sejam diferentes é a matéria-prima utilizada. Todos eles são feitos com capa em papel ecológico inteiramente personalizada com fibras de material orgânico e tinta natural, numa verdadeira artesania literária, sendo o miolo do livro de papel reciclável, demonstrando um valor importante na preservação do meio ambiente, através do uso consciente de recursos renováveis.

É isso que faz da Árvore das Letras, além de uma escola, uma editora realmente independente e do selo Alforria Literária uma nova forma de fazer literatura. Conheça os livros, veja-os de perto, sinta-os e entenderão, através de sua leitura e de todo o trabalho envolvido, a materialização do pensamento de George Bernard Shaw: “Alguns homens observam o mundo e se perguntam “por quê?”. Outros homens observam o mundo e se perguntam “por que não?”.