STORYTELLING ALFORRIA LITERÁRIA

Certa vez, assisti a uma entrevista de um escritor angolano que gosto muito – José Eduardo Agualusa – e ele dizia:

“aconselho a qualquer jovem: primeira coisa é ler muito; a segunda coisa é nunca perder a paciência, nem a vontade de continuar, mesmo que ao princípio pareça difícil. Quando nós fazemos o que quer que seja com paixão, vamos acabar por fazer bem, e os livros bons acabam sempre por encontrar os seus leitores…”.

Quanto aos meus livros serem bons, bem… A julgar pelas mensagens que recebo, depoimentos e fotos de leitores, e quando eu penso que os meus livros já estão espalhados por tantas cidades e estados, vejo que a seriedade, pesquisa e verdade com as quais eu os escrevo, está me levando para um caminho bem interessante!

Quanto a fazer com paixão… este é o propósito deste pequeno vídeo que é uma storytelling da Alforria Literária, um resumo das minhas produções, das minhas pesquisas, e, sim, da minha grande paixão por essa arte espetacular que é não apenas escrever, mas produzir e publicar o próprio livro em harmonia e respeito à natureza das coisas e das pessoas.

O vídeo é simples, como é simples todo o meu trabalho, até mesmo para receber por ele o valor financeiro justo e necessário. E aqui me lembro de outro artista – Oswaldo Montenegro – que disse em um poema algo o qual pauto minha vida:

“Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer…”

Forte abraço!

LBS.

QUANDO AS LUZES SE APAGAM

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Por Leandro Bertoldo Silva

QUANDO AS LUZES SE APAGAM É QUE ENXERGAMOS COM MAIS CLAREZA…

 

Imagine uma cidade num sábado à noite, que, de repente, se vê com metade de suas luzes apagadas. Uma visita de amigos que viriam para o jantar e a hora bem próxima. Qual a sensação que você teria?

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 Muitas vezes temos a tendência de enxergar somente o lado negativo de certos acontecimentos, o que nos faz achar que tudo é relativamente sombrio. Isto, naturalmente, é um engano que a vida, com a sua sutileza peculiar, mostra-nos o contrário e como estamos é doente dos olhos e, por que não, dos sentidos, como bem disse Alberto Caeiro:

“O que vejo a cada momento

é aquilo que nunca antes eu tinha visto,

e eu sei dar por isso muito bem.”

Quando nos colocamos frente às situações tais quais elas se apresentam e olhamos de verdade para elas tentando extrair o melhor que podemos, vamos descobrir a poesia que ali existe e não percebíamos, e o que aparentemente é um transtorno, na verdade é um enorme presente embrulhado no papel das possibilidades.

Sim, estava eu fazendo a barba após um banho num início de noite de sábado, quando subitamente a luz foi embora, não apenas da minha casa, como da metade da cidade de Padre Paraíso, deixando todos na mais completa escuridão. Era possível ouvir os bramidos e os lamentos ecoando de cada canto, de cada esquina e casas, como se as paredes, ao invés de ouvidos, tinham enormes bocas que emitiam gritos a la Edvard Munch. Pedi minha filha para trazer uma lanterna para acabar de fazer a barba e assim fiz tranquilamente já pensando como faríamos com a visita de dois amigos que viriam para o jantar. Em momento algum, tanto eu como Geane, minha esposa, queríamos desmarcar o encontro, afinal não tinha sido a primeira vez que tentávamos e tudo já estava adiantado desde o dia anterior, o que incluía os ingredientes de um delicioso yakissoba e as jabuticabas colhidas do pé do quintal da minha casa para o preparo de um vinho frisante, sem nos importar de estarmos cometendo ali qualquer tipo de gafe ou incoerência culinária. Mas o melhor mesmo estava por acontecer… Fomos os três – eu, minha esposa e minha filha – para a sala, e enquanto Geane tentava falar com os amigos pelos dados móveis do celular, deixando nele a luz da lanterna acesa, esta fez refletir na parede as nossas sombras enormes. Para mim e minha filha foi o mesmo que oferecer doce para criança. Começamos a brincar de fazer animais com as mãos e a criar histórias onde a cobra de 3 metros engolia uma aranha frágil e indefesa. Tudo bem, também criamos histórias de lindos passarinhos voando entre as flores… Lembrei-me de quando eu era criança e de como passava horas fazendo essas projeções usando o abajur da minha mãe, e só então me dei conta de que nunca as havia feito com minha filha! Larguei a reflexão de tamanha perda de tempo e mergulhei nas aventuras do cachorro que corria atrás do coelho, do jacaré que mostrava língua para o sapo e do elefante que bebia água no poço.

Geane confirmou que nossos amigos viriam mesmo sem luz e, a partir daí, começamos a encher a casa de velas. Enquanto as velas eram acesas na cozinha e na sala, encarreguei-me de acendê-las na varanda para uma boa recepção de boas-vindas. Tudo começou a ficar num clima mágico, meio idade média, e nossa casa já não era casa, mas um livro de histórias onde cada quarto guardava um capítulo surpreendente. O melhor deles aconteceu quando fomos para a cama de casal e eu perguntei para minha filha se ela queria de fato ouvir uma história, pois eu leria para ela usando uma lanterna. Yasmin logo disse que sim. Eu fui até minha estante e peguei o primeiro livro que minhas mãos tocaram. O título? “O menino que perdeu a sombra”, do Jorge Fernando dos Santos. Quase não acreditei na deliciosa coincidência de um menino que tateava no escuro à procura de si mesmo. A diferença é que nós havíamos nos encontrado naquela escuridão.

No fim da leitura, como todo bom livro que nos surpreende, a luz voltou, mas nada era como antes, tudo tinha mudado: as percepções, os sentimentos, as descobertas. As velas foram apagadas, os amigos chegaram, sorrisos e abraços em festejos de carinho, brindes erguidos. Mas dentro de mim continuava aquela doce escuridão que enche de luz as nossas sombras. E mais uma vez me veio à memória o velho Caeiro e de como estava certo:

“O mundo não se fez para pensarmos nele

(pensar é estar doente dos olhos)

mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…”

Pura verdade…

QUEM SÃO OS SEUS HERÓIS

QUEM SÃO OS SEUS HERÓIS_

Por Leandro Bertoldo Silva

É comum termos personagens que marcam ou marcaram nossas vidas. Quem nunca se imaginou sobrevoar os arranha-céus das cidades como o Super-Homem, ou subir pelas paredes como o Homem-Aranha e até combater o crime usando um laço mágico como a Mulher-Maravilha? Eu também tenho os meus personagens, mas nenhum, por mais poderes que poderia ter, me falou tão profundamente quanto um específico, e olha que nem poder ele possui, a não ser sua inteligência… Engana-se quem pensou em Batman! O meu herói, sim, pois acabou por se transformar em um herói para mim, não era bravo, valente, nunca salvou ninguém de perigos, a não ser a mim que fui salvo do não saber das coisas, do não gostar de ler, de não conhecer histórias e mitologias, filósofos e inventores. O meu personagem é, e sempre foi um sábio sabugo de milho feito pelas mãos talentosas e generosas de Tia Nastácia, colhido em um milharal no Sítio do Picapau Amarelo: Visconde de Sabugosa.

                Desde criança, Visconde povoa meu coração de sonhos e viagens inesquecíveis. Quantas vezes fui à lua em um foguete, ajudei Teseu a vencer o Minotauro e quase morri de susto ao ficar a poucos centímetros da boca do Boitatá! Sim, vivia as aventuras do Sítio como se fossem reais e, embora admirado com a coragem de Pedrinho e sua música que quase me fazia chorar, como faz até hoje (ela é, inclusive, o toque do meu celular), diferente da maioria dos meninos da minha idade, era o Visconde que eu queria ser. Na minha imaginação, passava horas na biblioteca e os meus poucos livros reais se transformavam nas enciclopédias e compêndios lidos e estudados pelo sábio sabugo. E os pregadores de roupa da minha mãe que se transformavam em máquinas e equipamentos moderníssimos capazes de nos transportar pelo tempo? Tampinhas de garrafa, alfinetes, papéis laminados de bombom, tudo eu levava para o meu quarto, ou melhor, para o meu laboratório, e ficava lá inventando coisas. Afinal, eu era o Visconde!

                Este personagem é mais do que um gosto de criança, uma simpatia infantil que depois que a gente cresce desaparece. Visconde permanece em mim como uma entidade real, lúcida. Em todos os momentos da minha vida ele esteve presente, e sempre da melhor forma, silencioso, introspectivo, cúmplice… Inclusive, poucas pessoas sabem disso (até agora). Até a minha história do pé de ameixa que não me canso de contar e que hoje se transformou na Árvore das Letras, Visconde estava lá. Era nele que eu me transformava ao subir na árvore e fazer de seus galhos as estantes dos meus livros. Hoje tenho uma filha já moça, e é uma das poucas que sabe da minha “identidade secreta”… Ela faz com que os meus sonhos permaneçam acordados. Sou muito grato a ela, pois, apesar dos tempos modernos, ela permitiu que eu a apresentasse ao meu mundo, às minhas aventuras e, mais do que conhecer, ela entrou neles, compactuou com meus personagens, estendeu-lhes a mão e acolheu-os em seu coração. Não tenho dúvidas que Yasmin é uma daquelas princesas contadas pela Dona Benta que fazia com que eu, Visconde, pesquisasse a respeito nos livros de história. Mas me faltava uma coisa: faltava, além de ser o Visconde por dentro, ser também o Visconde por fora, deixar que ele se mostrasse em mim assim como eu sempre me mostrei nele. E mais uma vez, foi ela, minha filha, que me permitiu isso. Em seu aniversário de 11 anos onde todos podiam se fantasiar de alguma coisa, resolvi fazer o contrário… Quando todos colocaram suas máscaras, resolvi tirar a minha…

                Quero terminar este exto fazendo um agradecimento mais do que especial a uma pessoa que não está mais entre nós, uma pessoa que não conheci pessoalmente, mas que foi responsável por proporcionar tudo o que contei: o ator André Valli, o verdadeiro Visconde, único, insubstituível. Tenho certeza que de onde ele está deve estar feliz com um profundo sentimento de missão cumprida. Obrigado, Visconde, por todas as nossas aventuras. Elas ainda não acabaram…

2016-04-17_00.00.51Este sou eu que, mesmo depois da festa, foi difícil voltar à fantasia da vida… Mas qualquer dia eu volto à realidade.

E você, qual é o seu herói ou heroína, aquele ser maravilhoso que mexeu com as suas emoções? Adoraria saber! E acredite: é tão bom libertá-los…

Forte abraço!

 

NO PRINCÍPIO, A PALAVRA: FEMININA, DIVINA

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Por Leandro Bertoldo Silva

Tencionava descer à Terra e finalmente dar-se a conhecer aos homens. Foi assim que Deus deixou de ser mulher, e de uma forma tão brutal, que esta história virou lenda para que nunca mais fosse tida como verdade…

            Fala-se de um tempo onde tudo eram fragrâncias; fala-se da chuva e do sol – harmonia perfeita das estações; do calor e do frio, da maciez das flores, das sementes que germinam em tempos de esperas. Para que a pressa? Não há pressa; há lucidez, e tudo basta. Assim era a vida no mundo: sem embates, sem crimes contra a íntima Natureza. Durante muito tempo, as mulheres viveram na mais absoluta bem-aventurança. Eram as senhoras de todos os saberes. Conheciam, pelo cheiro, os segredos das ervas, e por suas infusões cantavam a essência dos sentimentos. Não havia terra que não pudessem cultivar, nem animais que não pudessem domar. Na escala da Natureza, a mulher reinava, mas sem armas; seus instrumentos eram feitos de fragilidade, pois não conheciam impetuosidades e tinham na humildade o regaço de sua beleza. A terra, também feminina, entendia o trabalho e se deixava fecundar pela semente da mulher, pois não conhecia varão e, sendo assim, nunca fora aberta, em suas partes, chagas violentas, mas sulcos com total respeito e devoção onde a vida continuava a crescer ininterruptamente.

            Mas eis que um dia, as mulheres ficaram atônitas. Um fruto diferente, de uma beleza incomparável surgira de entre as folhas de uma macieira. Como tendia a crescer a cada mês diferente dos outros frutos, as mulheres o esconderam por nove meses, quando de dentro de seu invólucro vermelho surgiu uma criança tão bela como um anjo. As mulheres, hipnotizadas pela beleza da criança, viram que a sua anatomia era diferente, mas como todo o resto era tão igual, porém de uma beleza nunca vista, não deram a importância que o caso merecia. Estava acontecida a invasão original.

            A partir daquele dia, algo mudou. As mulheres, antes tão altruístas, viram nascer um sentimento desconhecido, pois lhes doía ter que dividir entre elas a criança, desejando-a só para si. Sabedoras de que o desequilíbrio fortuitamente fazia morada em suas almas, foram ter com a Deusa que pressentira a quebra da harmonia, mas a sabia inevitável. Faltava-lhes um ensinamento e era chegado o momento do grande dilúvio, tão grande e medonho que a história não o mencionou…

            O menino cresceu resguardado pela Deusa e a beleza crescia junto dele, mas crescia também, mesmo veladamente, os sentimentos de ciúme, inveja e discórdia. O menino, agora homem feito, logo entendeu que a origem do infortúnio era ele mesmo e se sentiu poderoso, tão poderoso que se estabeleceu como o senhor das mulheres. A Deusa, em sua compreensão, sabia que o ponto do conflito era exatamente onde haveria de existir o equilíbrio entre as polaridades que agora, à sua vontade, se misturavam entre homens e mulheres que passaram a dividir a mesma terra. Como as mulheres eram filhas do céu e, sendo assim, possuidoras das verdades, e os homens filhos da terra maculada e por isso, cegos pelo véu da ambição, a Deusa se fez Deus para ter aceitação nos corações vaidosos de quem se achavam, agora, donos do mundo. Muitos anos se passariam, muitos conflitos aconteceriam até que entendessem – homens e mulheres – que não eram mais dissociados; um se completaria no outro como o dia e a noite, o sol e a lua, o fogo e a água. Até lá, as mulheres se recolheriam em suas sabedoria e verdade que só elas possuíam, só elas sentiam, ao ponto de realizarem o que desejassem tendo nos olhos a morada de seus mistérios. Os homens, por suas vezes, se revelariam na força e na coragem, mas mediante o barulho que criariam na fantasia de seus domínios, revelariam suas fraquezas e seus medos daquilo que ainda não conheciam. Mas o tempo chegaria e, quando chegasse, o verbo, que havia se feito carne, entenderia que antes existira algo muito maior que lhe gerara: a palavra, alma feminina em sua natureza divina. E o tempo se refez…

EM QUE PLANETA VOCÊ VIVE?

_Que multidão de dependências na vida, leitor! Umas coisas nascemde outras, enroscam-se, desatam-se,confundem-se, perdem-se, eo tempo vai andando semse perder a si._- Machado de Assis

Por Leandro Bertoldo Silva – do livro Entrelinhas Contos mínimos

Sexta-feira. Os carros avançam os sinais na hora da Ave-Maria. Na verdade, as horas todas foram tensas, de uma tensão de espera. É hoje o grande dia! Multidões caminham de um lado para o outro e ninguém se olha, ninguém se percebe nas ruas, nos ônibus lotados, nos sinais fechados. Esbarrão.

— Oh, seu moço, desculpe! Eu…

— Seu filho da…

Fui percebido, afinal. Melhor não ter sido… Por que tudo isso? Para que tanta correria? Seja como for, sinto que estou a descobrir o que move e o que moveu, neste dia, a vida de tantos Joões e de tantas Marias. Chego à minha casa e não me dou conta de nada. “Em que planeta eu vivo?”. Vivem me perguntando isso… A Renata! Sempre tão bem informada… Pego o telefone.

— Alô, Renata! Como vai? Você…

— Agora?! Daria para ligar depois? Hoje é o grande dia!

— Mas é isso mesmo que eu quero saber! Dia do quê?

— Dia do quê?! Em que planeta você vive? Ligue a televisão, rápido! Não vai querer perder o último capítulo da novela, vai? Depois a gente se fala, tchau!

Tu… tu… tu…

Desligo o telefone. Absorto em meus pensamentos e num misto de tristeza e alegria por, enfim, saber a resposta, vou até o grande quadrado de sonhos e desejos e, ao invés de ligá-lo, desconecto o cabo da tomada na garantia de continuar no meu planeta…

Tchau, Renata.

 

 

LITERATURA SUSTENTÁVEL SOB DEMANDA

Por Leandro Bertoldo Silva

Há tempos venho construindo uma identidade literária que seja realmente minha, e venho buscando isso com muita dedicação, escrita, leitura, pesquisa, experimentos. Com a publicação do meu terceiro livro – Relicário Pessoal – haicais – pela Alforria Literária, através da máquina “Paula Brito”, consegui alcançar uma independência de trabalho que justifica essa busca pelo que venho chamando de publicação sustentável sob demanda.

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Associar um estilo próprio a uma linha editorial ecológica, dando ao livro uma outra “cara” e função é um grande desafio. O trabalho é gigantesco, do tamanho do prazer de criar este outro lugar e estabelecê-lo como uma nova forma de fazer e consumir literatura.

Gratidão a todos que acompanham o meu trabalho! E que a literatura nos aponte caminhos, sempre!

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Forte abraço!

 

ARTE, FLORES, NATREZA E AROMAS… UM LIVRO PARA LER, SENTIR E MEDITAR!

Por Leandro Bertoldo Silva

O livro Relicário Pessoal – haicais está pronto!

Nele, o leitor encontrará pequenas doses de silêncio em poemas tão minúsculos para serem refletidos e guardados em nosso relicário pessoal — esse lugar destinado a proteger coisas preciosas.

É preciso muita sensibilidade para apreciá-los, tamanha a sutileza de seus três veros que contam, em poucas palavras, o sentimento frente a diversos desdobramentos da natureza.

Arte originalmente japonesa, o haicai é uma arte milenar e obedece a um padrão métrico próprio de três versos de 5, 7 e 5 sílabas, respectivamente, totalizando 17 sílabas, o que o diferencia de outras formas poéticas.

Essa métrica também foi levada para a concepção do livro. Há nele 51 haicais distribuídos em 3 partes temáticas, cada qual representando um verso do poema. Assim, na primeira parte — Tempos e Esperas — temos 15 haicais. Isso porque, como dito, o poema possui 3 versos, e como o primeiro tem 5 sílabas, multiplicando 3 por 5 chegamos a 15. O mesmo se dá na segunda parte — Flores e Cores —, onde encontramos 21 haicais pela multiplicação de 3 por 7. A terceira parte — Vida e Contemplação — segue a mesma métrica da primeira, isto é, 15 haicais.

O mesmo raciocínio segue em relação às ilustrações, que são fotos autorais transformadas em desenho no estilo grafite de lugares e momentos de Belo Horizonte e Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, minhas duas cidades queridas. Temos, portanto, 17 ilustrações obedecendo a seguinte ordem: 5 ilustrações na primeira parte, 7 ilustrações na segunda parte e novamente 5 ilustrações na terceira parte, sendo 1 a cada 3 haicais, o que totaliza exatamente o mesmo número de sílabas do poema. Não por acaso, o livro, ainda, possui 90 páginas. 9 + 0 = 9; nove é múltiplo de 3.

                            Como se não bastasse, o livro é produzido com capa em papel ecológico inteiramente personalizado com fibras de material orgânico e tinta natural, numa verdadeira artesania literária. Como o haicai é um poema que dialoga com a natureza, este livro traz uma surpresa… Além da capa ecológica, ela possui flores de bouganville e o miolo do livro é de papel reciclado, o que o torna 100% sustentável, demonstrando um valor importante na preservação do meio ambiente, através do uso de recursos renováveis, sendo um dos grandes objetivos da Alforria Literária. Possui, ainda, um marca página embutido, criando um charme todo peculiar no livro, e mais: o leitor pode escolher até 3 essências – lavanda, menta ou canela – para aromatizar o livro e ter uma experiência que vai além da leitura…

Por essas considerações, digo que o haicai é uma arte apaixonante, tanto para quem aprecia e tenta captar o sentimento do poeta, como para quem o compõe e se aventura na busca da palavra certa e indispensável para transmitir o que sente e deseja, além da oportunidade de ter em mãos um livro que já nasce raro…

São, portanto, essas gotinhas de silêncio, tão pequeninas, que ofereço a você neste livro singelo e diferenciado que só a Alforria Literária tem, desejando que encontre nelas a sua própria essência, guardando-a em seu relicário pessoal…

Este trabalho é feito com a arte da poesia!

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Caso deseje, entre em contato pelo email alforrialiteraria@hotmail.com ou pelo whatsapp (33)98437-0072. Saiba mais clicando AQUI!

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