SEJAMOS ROSAS HUMANAS – ENCONTROS POÉTICOS

A PINTURA FEITA POR IURY PLENUS REPRESENTA A CHEGADA DA CULTURA NO VALE DO JEQUITINHONHA. ASSIM, A ÁRVORE DAS LETRAS FOI LEVANDO A ARTE DA POESIA ATRAVÉS DA OFICINA DE (RE)CONSTRUÇÃO POÉTICA, MINISTRADA NA CASINHA DE CULTURA PARA JOVENS DA ASCAI – ASSOCIAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, NA CIDADE DE ITAOBIM, MINAS GERAIS. O RESULTADO DAS POESIAS ESCRITAS PELOS JOVENS, CUJO TEMA PARTIU DAS ROSAS, SERÁ A PUBLICAÇÃO DE UM LIVRO FEITO E EDITADO PELA ALFORRIA LITERÁRIA. LEIA ABAIXO COMO FOI ESSE ENCONTRO ARTÍSTICO, POÉTICO E ESPECIAL.

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Por Leandro Bertoldo Silva

Logo na chegada fomos recebidos, eu, Geane, minha esposa e Yasmin, minha filha, por Carlos Carmona e Geovana Pinheiro, que ficaram responsáveis por prepararem o local da oficina. Embora a sala destinada com ar condicionado para amenizar o forte calor do Vale do Jequitinhonha estava nos esperando com direito a balas de boas-vindas, agradecemos, organizamos os materiais, mas deixamos claro que utilizaríamos outros espaços da casinha, pois, afinal, um lugar daqueles precisava ser bem explorado já que era de poesia que iríamos falar, e poesia respira em cada metro quadrado daquele lugar… As pinturas na parede, o parquinho, os balanços na árvore, a amarelinha desenhada na rampa que dá acesso ao espaço do palco e do lanche, tudo já era e é poesia como um mundo que se abre ao transpor o portal da imaginação e dos versos que estavam por vir.

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Com tudo pronto – cadeiras em círculo e o centro cuidadosamente preparado com uma rosa na garrafa escrita com um haicai em cima de um tapete de flor feito de fuxico, os jovens foram chegando um a um, em duplas, em trios, naquele clima gostoso das incertezas, onde o nervosismo e a vergonha típica das idades se disfarçam e ganham nas risadas altas o seu refúgio. As incertezas ganharam alento e logo foram substituídas por encanto e brincadeiras na dança de roda que abriu o dia e os trabalhos.

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Como tudo é mágico no mundo da poesia e os deuses da arte parecem estar presentes, foi logo após a dança de roda, quando os jovens começaram a se apresentar, cada qual trazendo sua história de vida, li em seus rostos e gestos a curiosidade ilimitada, a imaginação generosa, o desejo de compreender, mas com espírito crítico e aguçado, cheios de dúvidas, contudo com a coragem de expor experiências decisivas que costumam marcar para o resto da vida. E dessa leitura tive a experiência gratificante de vivenciar a concepção do livro que virá a nascer. O seu nome, como um sopro suave e calmo, me veio à mente ao saborear aquelas confluências de vidas tão ricas que se desdobravam aos nossos olhos. E como tudo fluía ao ritmo deles, estava batizado o filho que ganhava gestação e que saberão ao final da leitura.

A partir daí tudo ganhava dimensão e formas ao mostrar a eles que não existe apenas um caminho para chegar a algum lugar, principalmente à poesia, e muitos jovens que diziam não ter com a leitura e com a escrita uma relação mais íntima, foram descobrindo ao terem contato com elas por meio da brincadeira, do lúdico, da liberdade – bem diferente dos padrões preestabelecidos com regras quase sempre inúteis e desnecessárias para um primeiro contato – que sempre gostaram de ler e escrever e não sabiam.

Tudo que é feito com harmonia segue o caminho das flores e, assim, após um momento necessário de exercício e meditação para que cada um voltasse a atenção para si mesmo, mesmo estando com os outros, todos eles tiveram um primeiro contato com as poesias deixando com que elas escolhessem cada um deles, e não o contrário, fortalecendo a ideia de que na arte tudo pode ser diferente, desde que seja com arte-delicadeza e arte-ternura.

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Tendo sido escolhidos pelas poesias, alguns retribuíram o carinho da escolha pela leitura compartilhada, e entre aplausos e tributos aos poetas, partimos para a escrita dos próprios poemas. Mas, como os sonhos que escondem surpresas, era necessário um tema já previsto por todos nas rosas do centro do círculo, no cheiro perfumado que exalava na sala e no pequeno haicai escrito na garrafa…

No meio de cem

Cada rosa exala

O seu perfume.

Como toda palavra faz parte de textos diferentes, e qualquer palavra pode fazer parte de um poema, três textos de diferentes gêneros foram apresentados a eles dentro de balões para associarem que fazer poesia é brincar com as palavras, exatamente quando Mário Quintana nos diz que “eles passarão, eu passarinho…”

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Com os textos em mãos e de volta à sala em grupos de quatro e cinco, brincamos novamente com as palavras agora escritas no papel e com as cores, e dessa brincadeira surgiram pequenos embriões poéticos em que, cada qual, a sua maneira, deu forma e sentido nascendo, assim, a poesia de cada um, linda, perfeita por si só, magnífica como a rosa que simboliza a taça de vida, a alma, o coração, o amor.

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Estava terminado o primeiro dia… Mas, como diz Drummond, “Vamos a outra parte, com engenho e arte…”

O segundo dia, direcionado pela artista Geane Matos, iniciou como o primeiro: brincando, pois o brincar é o combustível dos sorrisos, da alegria e do retorno a casa, onde encontramos o melhor de nós, sem medos, sem preconceitos e nos abrimos para as possibilidades.

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Após a alegria de voltar a ser criança, dos sorrisos e da descontração, era o momento de cada um compartilhar a sua poesia agora sim acabada, lapidada. A cada leitura todos se surpreendiam com a sua própria capacidade e com a capacidade do outro de fazer poesia. Em cada aplauso acendia no rosto do agora poeta e poetisa o orgulho e a felicidade de ter conseguido o que antes não imaginava ser possível. Mas era real. As poesias eram lidas e declamadas e o respeito que cada um acolhia o outro também era poesia de novo aos nossos olhos. Mas ainda foi dada a eles uma última tarefa… Transpor para outra forma de arte a sua poesia e o seu sentimento. Com delicadeza e generosidade, Geane os conduziu à transposição poética dando a cada um dele um pedaço de argila para que moldassem nela, a partir do que haviam escrito, a sua conexão com a natureza.

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Os trabalhos foram expostos e, da mesma forma, víamos em cada um a alegria da conquista. Estava completo. O que houve em seguida foi ouvirmos o que cada um tinha a dizer de sua experiência e as confluências se fortaleceram nas novas amizades criadas em um laço de respeito e admiração uns pelos outros.

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O resultado físico de toda essa magia poética estará no livro “COM-FLUÊNCIA: PÉTALAS POÉTICAS” a ser lançado no início de 2019, onde cada autor e autora terão a oportunidade de autografar a sua obra, abrindo um ano magnífico no coração de todos.

Assim, fechando os trabalhos de 2018 com muita gratidão e alegria, agradecemos a todos os envolvidos no projeto, principalmente a Leandro Gomes por fazer a ponte entre nós e esta instituição mais que especial! A Andrette Ferraz, gestor da Casinha de Cultura e da ASCAI em Itaobim e a Carlos Carmona pela acolhida. Foi um belo encerramento, embora seja também o início de uma nova etapa.

 

 

VIVENCIANDO A LINGUAGEM, LEITURA E ESCRITA

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Por Leandro Bertoldo Silva

Mais um ano concluído!

No final de novembro, finalizamos com muito proveito o nosso curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita e ficamos muito felizes com a presença de todos os alunos, dos pais, inclusive, que é o nosso maior elo na construção da aprendizagem.

Ficamos muito satisfeitos por verificarmos o quanto os resultados foram perceptíveis pelos pais e quanto os alunos se desenvovleram dentro do que foi proposto para cada turma.

Para que todos saibam o que de fato é este curso e o porquê já estamos entrando no sexto ano consecutivo deste trabalho com um índice de satisfação imensa por todos que passaram, que passam e estão passando por ele, resolvi falar um pouquinho aqui sobre tudo isso. Tenho certeza que entenderão o motivo de tanto prazer…

O QUE É ESCREVER?

Escrever é uma habilidade necessária para todas as pessoas e, particularmente, para quem estuda. Para escrever com clareza é necessária uma anterior organização lógica do pensamento, podendo-se concluir que sem o pensamento logicamente ordenado não pode haver redação clara, inteligível. Isso significa que ensinar a escrever equivale a ensinar a pensar, tarefa obviamente impossível; no entanto, sugerir técnicas ou práticas que favoreçam o desenvolvimento do processo de redação é tarefa possível.

A redação de um bom texto exige grande domínio do pensamento sobre as palavras. É preciso “capturá-las”, escolhê-las adequadamente, dominá-las para ordená-las em frases e parágrafos, como quem monta uma espécie de quebra-cabeça.

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É com este objetivo que o curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita propõe-se a estudar e discutir as etapas a serem seguidas na elaboração de um texto, analisando suas partes constituintes, a construção dos parágrafos, as estruturas frasais, o uso do vocabulário adequado, bem como o caminho para a solução dos erros gramaticais e as impropriedades de vocabulário mais comuns encontradas nas redações.

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Porém, antes disso, faz-se necessário voltarmos nossos olhos para a leitura, que é a “matéria-prima” de nossas ideias, da riqueza de nossos pensamentos e fortalecimento de nossa visão de mundo. É ela que nos mune de “ferramentas” para um bom texto. Tão importante quanto escrever é saber ler e interpretar para que, através dessa prática, possamos alcançar qualidade em nossos argumentos e transpô-los para o papel.

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A ênfase do curso, portanto, privilegia a leitura, a interpretação e a redação de diversos tipos de textos. No entanto, para atingir esse objetivo, tomamos o caminho inverso do comumente usado, isto é, ao invés de partirmos das técnicas para alcançarmos o prazer da escrita, iniciamos exatamente utilizando o prazer das palavras para encontrarmos o caminho das técnicas, preparando o aluno para alcançar resultados satisfatórios e práticos na arte de escrever bem. Para isso, utilizamos vários exercícios práticos de escrita orientada para que o aluno perceba as artimanhas da escrita e seus diversos caminhos ou, como diz Ronald Claver, autor do livro A Arte de escrever com Arte, as artes e manhas do gato. Por isso é que antes das palavras ganharem o papel elas são literalmente desenhadas, além de servirem como fonte de dinâmica e de brincar.

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O curso conta ainda, além de um estudo específico de ortografia e frase, oração e período, com diversas dinâmicas de leitura individual e em grupos com o objetivo de estimular essa prática, auxiliar o desenvolvimento de habilidades de atenção e observação, incentivar a organização e a expressão de ideias, estimular o aumento e a fixação de vocabulário e incentivar a criatividade; tudo isso para alcançar o seu objetivo final, que é levar o aluno a produzir com mais propriedade redações de cunho narrativo, descritivo, dissertativo, informativo, publicitário, acadêmico e literário.

MAS O MAIS IMPORTANTE DE TUDO!

Todos que passam pela Árvore das Letras aprendem que escrevemos não para fazer uma prova no final de ano ou melhorar as notas na escola…

ESCREVEMOS POR QUE SOMOS SERES HUMANOS E, COMO TAIS, TEMOS A NECESSIDADE DE CONTAR E DEIXAR REGISTRADAS NOSSAS HISTÓRIAS!

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MUITO ALÉM DO TEXTO!

 

Levando-se em conta que o resultado de um texto está intimamente ligado com a qualidade emocional e vivencial de quem o escreve, leva-nos a certificar que o ser humano é feito de corpo e alma e, sendo assim, não podemos manter, nos tempos atuais, a ideia de mente separada do corpo e das emoções. Portanto, durante o curso, os alunos contam com o apoio da Terapeuta Floral e artista Geane Matos que, através dos florais, atua no equilíbrio mental e emocional dos alunos em encontros agendados.

Nossa experiência mostra que essa prática apresenta resultados significativos em nossos alunos, como é em várias partes do mundo. A terapia com flores é um tratamento natural que utiliza a essência retirada das flores, usado por via oral, para auxiliar em várias questões. Como não é medicamento, não possui contraindicações nem efeitos colaterais. A fórmula base utilizada é a fórmula do estudante que estimula a concentração no aprendizado, a memória e a força de vontade, além da organização e da perseverança nos estudos.

E VAMOS ALÉM…

No início de cada aula, que tem a duração de uma hora e meia, passamos pela prática da meditação como forma de buscar a concentração e o estado ideal para que os conteúdos, as dinâmicas, as leituras e as escritas a seresm realizadas sejam vivenciadas de maneira profunda e atenta, mantendo os alunos presentes e com a consciência calma. Só assim atingimos a concentração ideal para a aprendizagem.

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Este é o curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita! Ficamos muito felizes com tudo isso… E vamos em frente!

Forte abraço!

Leandro Bertoldo Silva