PRIMEIRA LEITURA COMPARTILHADA – ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

E assim foi a nossa conclusão da primeira leitura compartilhada com o livro Alice no país das Maravilhas, de Lewis Carroll. Foram 3 encontros maravilhosos, em que todos tiveram uma participação ativa e integrada. Momento de muita riqueza literária, filosófica e de descobertas a partir dos personagens da obra. Agradeço a todos que vieram nessa viagem de leitura conosco, que se empenharam e demonstraram ser a leitura algo extremamente prazeroso, bem diferente da obrigatoriedade das escolas; Agradeço também ao Paulo Fernandes com seu vasto conhecimento literário e de leitor experimentado, que muito contribuiu para a dinâmica dos encontros e Elania Pinheiro que nos trouxe, com seus conhecimentos de psicologia, um belo panorama de toda obra.

E agora?

Vamos para a nossa próxima leitura: O PEQUENO PRÍNCIPE, de Antoine de Saint-Exupéry!

Quer vir coma agente? Se atente em nossas redes sociais. Em breve a nova programação.

Abaixo o texto Para Maria da Graça, de Paulo Mendes Campos, do livro (“O Amor Acaba”), lido em ocasio da conclusão do encontro.

Para Maria da Graça

Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti.

Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca.

Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca.

Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?”

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano.  “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.

A sozinhez (esquece essa palavra feia que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.

Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes consequências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.

Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes ao dia: “Oh, I beg your pardon!”.  Pois viver é falar de corda em casa de enforcado.

Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: “Gostarias de gatos se fosse eu?”.

Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não sabe quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar.

Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste.

Disse o ratinho: “Minha história é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance.” Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e mulheres que suspiram e dizem: “Minha vida daria um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos, irremediáveis, Maria.

Os milagres acontecem sempre na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar.

Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.

E escuta essa parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo como hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte.

É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos.

O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar em disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo.

E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado Maria, com as grandes ocasiões.

Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá.

A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado.

Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”.

Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor, Maria da Graça.

Por Luana Castro Alves Perez

Para Maria da Graça – Paulo Mendes Campos (do livro “O Amor Acaba”)

REFERÊNCIAS

https://www.portugues.com.br/literatura/paulo-mendes-campos.html

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7147/para-maria-da-graca

COMO NATUREZA

Hoje venho apresentar uma história que nos faz pensar muito…

Como Natureza, de Fábio Monteiro e com belíssimas ilustrações de Elisabeth Teixeira, é um livro sensível que fala de vida, mas também fala de morte. Por que não? Todo ciclo se finda para o surgimento de outro. Um tema que precisamos olhar para ele com sabedoria, adultos e crianças. Estamos preparados a fazê-lo? Essa história nos ensina o tempo das coisas. Tudo se renova.

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Forte abraço!
Leandro.

O GUARDIÃO DO OLHO D’ÁGUA

Há uma profunda e vital necessidade de compartilharmos em gratidão o que, com amor, recebemos. O guardião do olhos d’água nos ensina que é necessário libertar, deixar fluir, nutrir e cuidar dos instrumentos dessa libertação, pois as águas necessitam correr para realizar seu destino…

Conheça essa linda história adaptada de um conto austríaco e que faz parte do livro Reencantamentos para libertar histórias.

Ah, e se você gosta delas – e tenho certeza que sim, pois está aqui – solicite gratuitamente o E-Book DICAS PARA UMA MEDIAÇÃO DE LEITURA clicando AQUI.

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Forte abraço!

A GRANDE FÁBRICA DE PALAVRAS

Existe um país onde as pessoas quase não falam. Nesse país estranho, é preciso comprar as palavras e engoli-las para poder pronunciá-las. O pequeno Philéas precisa das palavras para abrir seu coração à doce Cybelle. Mas como fazê-lo se tudo o que ele tem vontade de dizer à Cybelle custa uma fortuna?

Essa história literalmente “me pegou”. Quando era criança assisti ao filme “A fantástica fábrica de chocolates” e o meu pai trabalhava em uma grande fábrica de fazer papel. Assim cresci em meio a esse mundo de fabricações, mas sem me interessas – confesso – em fazer parte dele como um operário. Embora respeitasse, aquelas coisas, tão úteis em nosso dia a dia, me pareciam comuns. Era me dado a coisas poeticamente estranhas, como as histórias…

Até que num belo dia me deparo com uma fábrica que se aproximava do meu gosto peculiar… Uma grande fábrica de fazer palavras! E ela existia, como existe, em um livro que traz uma história linda onde a voz do coração diz ainda mais dos que elas mesmas.

Saiba do que estou falando conhecendo essa bela história…

Forte abraço!

Leandro.

MEU BAÚ DE HISTÓRIAS

Você tem histórias para contar?

Lembra de alguém que as contava para você quando era criança?

E se você tivesse um baú que pudesse guardar dentro dele todas as histórias que ouvisse e fosse colecionando?

Tudo isso é possível e esse baú existe!

Meu Baú de histórias é um livro escrito com as mãos da delicadeza e da saudade. O escritor Paulo Fernandes nos traz, literalmente, do fundo do baú as lembranças de quando passava férias em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. Hoje, Paulo é ativista literário e contador de histórias, muitas de suas recordações quando ouvia na voz melodiosa do avô lindas aventuras que ia guardando e colecionando.

O melhor de tudo?

Todos nós temos um baú de histórias! Ah! E como é gostoso ouvir histórias contadas pelo adulto. É o primeiro contato da criança com a magia das narrativas orais: a voz, sua melodia, entonações e descobertas de um mundo maravilhoso.

Escutar histórias é o início da aprendizagem para ser um leitor. E quando uma pessoa querida nos conta uma boa história? Por exemplo os nossos avós. Hum… Conhecemos outros lugares, outras culturas, outras ideias, um tempo infinito na imaginação.

Faço aqui a mediação do livro Meu Baú de histórias. E neste livro podemos mergulhar no imaginário e descobrir que todos nós temos um baú como esse. Basta recordarmos da criança que um dia fomos. Iremos colecionar muitas aventuras…

E lembre-se! Leia e conte histórias para as crianças sempre, sempre…

 

Você já segue o Instagram da Árvore das Letras? Se não, siga lá! Há muitas postagens interessantes dentro desse universo das histórias e da literatura! O link é https://www.instagram.com/arv.das.letras/

E o meu canal do Telegram, você também já conhece? Por lá compartilho muitos conteúdos para professoras e professores, como dinâmicas de leitura e escrita para serem aplicadas em sala de aula, dicas de livros e muito, muito mais… Entre e nos encontraremos também por lá.

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Forte abraço!

Leandro Bertoldo Silva.

 

O BARQUINHO DE PAPEL

Pedrinho é um menino “danadinho” a começar pelo nome dele… Você sabe qual é o nome todo do Pedrinho? Veja nessa história que vem mostrar também como a fantasia da criança tem a capacidade de superar situações que muitas vezes são tidas como difíceis na cabeça dos adultos… Difícil? Que nada!

Essa é a história que será o motivo do nosso papo sobre mediação de leitura no dia 28 de agosto, sexta-feira que vem, e que você também é o nosso convidado!

Este bate-papo faz parte da proposta das lives temáticas, onde se pretende perceber como que os processos abordados nas histórias influenciam ou podem influenciar as crianças e jovens e como estamos inseridos dentro deles.

e dessa vez não teremos um, mas dois convidados muito especiais falando sobre a história O Barquinho de Papel, que está no livro O Menino que Aprendeu a Imaginar, de minha autoria e que você pode conhecer no vídeo abaixo.

Os convidados são Wal Sabino e Adilson Amaral.

Wal Sabino é mãe da pequena Ana Flor, aprendiz na arte da cerâmica e psicóloga, graduada pela UFMG. É Terapeuta Bioenergética em formação pelo Instituto de Análise Bioenergética de São Paulo – IABSP.

Adilson Amaral é graduado em Psicologia desde 2015, nas Faculdades Unificadas Doctum, de Teófilo Otoni, Minas Gerais. Tem tido uma excelente vivência no universo da psicologia, contribuindo para a saúde mental e bem-estar do próximo, além de ser artista e o ilustrador da história e do livro.

Esperamos você dia 28/08 às 20h20 no Instagram da @arv.das.letras.

Até lá assista ao vídeo e se encante com o Pedrinho que tem um nome pra lá de engraçado…

Ah, e se você deseja ter um E-book gratuito com Dicas para uma mediação de leitura é só solicitar aqui mesmo no blog, cliando AQUI.

Forte abraço!

Leandro Bertoldo Silva.

O COLECIONADOR DE INFINITOS

Você já colecionou alguma coisa?

Bem, eu já colecionei álbum de figurinhas (nossa, quantos!!), chaveiros e até tampinhas de garrafa…

Hoje eu coleciono livros, mas eu nunca havia colecionado… Bem, o que esse menino da história coleciona. Depois de ler essa história e me encantar com ela, vi que as coleções podem ser diferentes e ter outras perspectivas…

Está curoso para saber o que é? Veja o vídeo…

Linda essa história, não é?

Que tal ver de novo e cantar a música junto?

Eu vivo olhando pro céu

e vejo os animais pulando amarelinha e brincando de pião.

Eu, colecionaor

de infnito céu

Sou um pequeno grande sonhador.

Você já assinou o meu canal do Youtube?

Se sim, eu agradeço muito, mas, se ainda não, corra lá! Assine, curta os vídeos, ative o sininho e vamos juntos nesse universo maravilhoso das histórias!

Forte abraço!

 

 

COMO NASCEM OS PÁSSAROS AZUIS

Livros de imagem despertam enorme fascínio. Talvez muitos de nós tenham se iniciado na leitura e nesse universo tão maravilhoso da literatura através deles. E muito longe pensar que eles só existem para crianças…

Tenho em minha biblioteca uma coleção deles e sempre que vou a livrarias ou mesmo em feiras de livros – o que neste momento não está sendo possível devido a pandemia – sempre me dou de presente horas e horas folheando essas pérolas que é um conjunto de artes bem ali ao alcance dos nossos olhos. E é isto mesmo que eles são, como diz Paulo Fernandes, um amigo e ativista literário: “o livro de imagem educa o olhar para a arte”.

Sim, e mais do que isso! Podemos dizer que lemos palavras, mas também lemos imagens e elas nos transportam para mundos incríveis.

Estas em especial de “Como nascem os pássaros azuis”, de Walter Lara, mostram a transformação dos pássaros por meio do pincel, da tinta e da sensibilidade de um menino. E no meu trabalho de mediador de leitura já estava na hora de inserir esses livros tão belos como encantadores, tão artísticos quanto literários.

Então… Assista ao vídeo e boa leitura!

 

Linda essa história, não é mesmo?

Aproveite para conhecer outras histórias e se increver no meu canal! Isso é muito, muito importante para que eu possa continuar nesse trabalho de formação de leitores.

Posso contar com você?

Forte abraço!

Leandro.

O PESCADOR, O ANEL E O REI

Eia mais uma história que me encanta…

“Viva Deus e ninguém mais, quando Deus não quer ninguém nada faz…”

Um velho pescador, que vivia cantando sem perder a alegria, é desafiado por um rei para provar sua fé. Este lhe entrega um anel e um desafio…

Se o pescador ficasse com o anel durante 15 dias, o rei lhe daria tanta riqueza que ele seria dono da metade do reino. Mas se depois dos 15 dias o pescador não devolvesse o anel, o rei manaria os guardas cortarem a sua cabeça…

O que será que irá acontecer?

Embora Bia Bedran – maravilhosa contadora de histórias e uma das precursoras desse trabalho – tenha feito o livro dessa história, ela se baseou em um conto popular recolhido por Luis da Câmara Cascudo e está em seu livro “O Folclore Brasileiro”, com o título “Via Deus e ninguém mais”.

E agora eu conto pra vocês…

Vocês sabem o que são os mediadores de leitura?

São as pessoas que constroem ponte entre o livro e os leitores, ou seja, que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. Isso se dá de diversas maneiras e o sucesso desse encontro é a formação de leitores apaixonados.

É este o trabalho que estou fazendo através das contações e principalmente leituras de histórias no Youtube.

Aproveite para conhecer outras histórias e se increver no meu canal!

Se inscrevendo e também curtindo os vídeos, o Youtube entende que este é um assunto relevante e assim mais pessoas podem ter acesso aos livros, autores, editores e todo universo da leitura.

Peço seu apoio se inscrevendo no canal para que eu possa continuar nesse trabalho de formação de leitores.

Posso contar com você?

Forte abraço!

Leandro.

ALFORRIA LITERÁRIA: A “ARTESANIA” DO LIVRO

Começo esta apresentação com um pensamaento de Mia Couto…

“O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro”.

CONHEÇA A ALFORRIA LITERÁRIA, UMA NOVA FORMA DE FAZER LITERATURA

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O meu nome é Leandro Bertoldo Silva e eu sou escritor independente. Sou o criador da Árvore das Letras – um espaço de linguagem, leitura e escrita – e do selo Alforria Literária pelo qual publico os meus livros.

Durante o ano de 2017 e já início de 2018, recebi alguns contatos de leitores interessados em adquirirem os meus livros. Curioso que todas as pessoas, e isso já vinha acontecendo há algum tempo, queriam comprar os livros diretamente comigo, embora estejam disponíveis para venda na maioria das lojas online espalhadas pela internet e em plataformas de autopublicação. Isso é totalmente compreensível, uma vez que no final o livro sai a um preço muito alto para o leitor, e estamos falando do livro físico, que é a preferência de 10 a cada 10 leitores que me procuram…

Isso reforçou o meu posicionamento e a minha escolha de ser um escritor independente, a partir do momento que, por outro lado, eu recusei a proposta de contrato de duas editoras por não achar vantagem ao analisar todas as condições, e me ver preso simplesmente ao ego de ter os meus livros expostos em livrarias.

Foi assim que ganhou força a ideia da “Alforria Literária”, um selo criado por mim e pelo qual publico os meus livros, decidido a trilhar um caminho diferente, onde eu possa assumir todas as etapas do meu trabalho – da escrita à distribuição dos livros.

Nada tenho contra as editoras e as plataformas de autopuplicação; apenas acredito em outras possibilidades, ainda mais na realidade de hoje em que a vida exige mais consciências. Por isso, na minha natureza de enxergar propósito em tudo o que faço, desenvolvi a minha própria publicação sob demanda, na qual os meus livros são impressos em papel ecológico, inteiramente personalizado com fibras de material orgânico e tinta natural, numa verdadeira artesania literária, sendo o miolo do livro de papel reciclado, demosntrando um valor importante na preservação do meio ambiente, através do uso de recursos renováveis.

Esse processo é desenvolvido através de uma verdadeira “máquina de fazer livros”, em que a sintonia entre literatura e ecologia está presente, como se verá.

Faça a sua parte sem medo de ser simples

MEU PROPÓSITO LITERÁRIO

Vivemos no Brasil uma crise editorial muito grande, e essa crise não é somente financeira, mas mercadológica, eu diria, até, midiática. Isso porque a maioria das editoras tradicionais valoriza apenas o que é “vendável”. Não há problema nisso se entendermos que são empresas e, como tais, privilegiam o lucro. Mas a troco de quê? O que elas devolvem ao consumidor-leitor é que é um grande questionamento, pois basta entrarmos em livrarias para nos depararmos com uma imensa quantidade de livros traduzidos e os chamados “best-sellers”. E os novos escritores? Quase sempre ficam sem espaço. Ou escrevem o que as editoras querem vender ou possuem um alto poder de investimento, o que nem sempre é possível. As consequências são terríveis, pois isso contribui, entre outras coisas, para o sumiço de uma literatura genuinamente brasileira que ficou no passado.

MiaO escritor moçambicano Mia Couto, em uma entrevista, diz que até às décadas de 60/70 a literatura brasileira ainda era vista como referência para os próprios brasileiros e para outros países, como em África, por exemplo. Ele cita Jorge Amado e todo o seu universo místico, de religiosidade, capoeira, que tem raízes africanas. Cita, ainda, em outro contexto, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, entre outros. Hoje já não há mais essas referências. Segundo ele, “chegam as novelas, mas não chegam os livros”. Ora, se não chegam os livros, não chegam os autores. E para um momento em que, através das inúmeras plataformas de autopublicação existentes, surgem a cada dia tantos “escritores”, onde eles estão? É claro que quantidade não é sinônimo de qualidade, mas em meio a tantos há de ter alguém, e esse alguém não é um só, são muitos.

É neste contexto que surge a Alforria Literária com o claro propósito de liberdade.

POR QUE ALFORRIA LITERÁRIA?

Alforria Literária é mais do que um selo ou uma marca editorial, é o caminho que eu escolhi para mim enquanto escritor. E sabe por quê? Porque escolhi ser livre! Porque decidi assumir que eu sou, assim como você também é, criador da sua própria realidade. Se há uma expressão que possa definir a Alforria Literária, é: POR QUE NÃO?

Por que aceitar o que boa parte das pessoas diz sobre o caminho que a escrita e a carreira literária deveriam trilhar? Não posso ser o criador da minha própria experiência? Não posso eu definir o que eu quero e “como” eu quero? Sei que muitos pensarão: “porque é assim! Porque se você estiver fora das editoras e das lojas você estará fora do jogo”. Será?

encontro direto com leitores

encontrando amigos

‘Se milhares de pessoas estão indo por aqui, então vá por ali…’

 

 Não me recordo onde eu li essa frase, mas ela tem para mim muito mais sentido, além de dialogar com a minha pergunta: POR QUE NÃO?

Ouço e leio constantemente variações de uma mesma versão que é o seguinte questionamento: ‘o que as editoras querem?’ É incrível como que o sistema com suas redes gigantescas nos pressionam e tenta nos convencer de que a maneira delas é mais do que a melhor, mas a única. E mais impressionante ainda é como boa parte das pessoas acreditam nisso e vai abandonando o prazer de guiar a própria vida e a própria escrita num verdadeiro desejo mimético. Passam a achar que é mais fácil adaptar ao que os outros consideram bom para elas do que tentar descobrir por si mesmas e abrir novas possibilidades e caminhos. E com isso, quantos escritores vão abdicando de um fundamento básico, ou pelo menos deveria ser, que é a total e absoluta liberdade de criar, não apenas o conteúdo, mas a forma…

Deixa eu dizer uma coisa: não há satisfação maior do que ser criador da nossa própria experiência, e a pergunta que eu faço através da Alforria Literária é absolutamente o contrário em relação à variação acima. Mais importante do que pensar de que há lugar para todos, é saber que esse lugar nunca será o mesmo.

O SIGNIFICADO DA MARCA ALFORRIA LITERÁRIA

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O desenho representa um pince-nez, modelo de óculos utilizado até início do século XX, que utilizava uma pinça para prender na ossatura do nariz (nez = nariz).

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De modo mais direto e objetivo faz referência, ao mesmo tempo homenagem, ao grande escritor Machado de Assis (1839-1908), que utilizava um pince-nez, presente em quase todas as usas fotografias.

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Indica a perspicácia característica do observador do mundo, que transcreve sua visão em forma de letra. Indica o olhar profundo que enxerga a realidade além das aparências. Enfatiza mesmo o olho, janela para o mundo, espelho da alma. Neste caso, Machado de Assis é um escritor que enxerga longe, lança luz onde havia sombras. Este é um ótimo sentido para melhor compreender a Alforria Literária.

Mas há uma complementação dessa ideia trazida pelo filósofo e psicanalista Angelo Pereira Campos que enriquece muito a Alforria Literária através de uma antiquíssmia simbologia: o Olho de Hórus.

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Símbolo da divindade egípcia, Hórus, filho de Osíris.  Hórus é o deus com cabeça de falcão. Não por acaso, o falcão encontra-se entre os animais de maior acuidade visual. Sua visão alcança uma pequena presa em até dois quilômetros de distância.

Os olhos de Hórus, na mitologia egípcia, sinalizam o Sol e a Lua. Trata-se de uma metáfora da luminosidade, do dia e da noite. Em batalha contra Set, Hórus perde o olho esquerdo, símbolo da Lua.

Neste caso, o olho representado na imagem da Alforria Literária é o direito, símbolo do Sol. Portanto, uma referência direta à luz, à claridade, logo, ao esclarecimento que a literatura nos ajuda a construir ao longo de nossa formação, que, claramente, dura a vida inteira. Desse mesmo modo, encontramos nestas metáforas literárias um sentido maior para a clarividência, que está a nos impulsionar para a liberdade, para a alforria.

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A MÁQUINA DE LIVROS “PAULA BRITO”

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O aspecto fundamental da Alforria Literária é eu ser a minha própria produção sob demanda, ou seja, eu mesmo editar e publicar os meus livros e poder enviá-los para qualquer lugar do Brasil. Para isso, foi confeccionada a minha “máquina de livros”, que carinhosamente chamei de ‘Paula Brito’, em alusão a Francisco de Paula Brito, proprietário de uma livraria no antigo Lago do Rocio no século XIX, atual Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Mulato, autodidata e oriundo de meio humilde, Paula Brito trabalhou como tipógrafo, impressor de livros e jornais, fundando a Marmota Fluminense numa época em que o analfabetismo era gigantesco em nosso país. Além disso, sua importância foi fundamental para acolher um mocinho acanhado, também mulato, brilhante e que faria história: Machado de Assis…

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Essa máquina foi cuidadosamente feita com madeira de Ipê reaproveitada de sobra de demolição e guardada por muitos anos. As mãos talentosas que a moldaram são de Egídio Souza, um luthier que, para quem não sabe, é um termo derivado do francês ‘luth’, que significa ‘alaúde’. Ele dá nome ao profissional especializado em construir instrumentos de corda, tudo feito de forma artesanal, um a um. Trata-se de uma das profissões mais antigas e que já está em extinção, mas que eu tive a sorte de conhecer um e de ter se tornado um amigo. Ainda sobre o propósito das coisas, não poderia ser maior uma vez que se institui uma parceria entre a literatura e a música, sendo eu um escritor inteiramente musical.

Isso vem mostrar que quando as coisas estão em sintonia com nossos desejos elas ganham força! A Alforria Literária já conta com três máquinas “Paula Brito” e os meus livros já foram enviados para várias cidades, como Belo Horizonte, Pernambuco, Curitiba, São Paulo e outras, além de projetos em escolas no Vale do Jequitinhonha onde alunos estão se tornando autores graças à evolução desse trabalho. Um dos meus objetivos é que o livro em si, além do seu conteúdo literário — que é o meu trabalho de escritor — seja um objeto de arte digno de ser admirado e guardado.

Bem, é isso! Estou pronto para fornecer os meus livros com muita qualidade e segurança, enviando-os a qualquer lugar do Brasil a um valor justo e acessível. Saiba sobre eles clicando AQUI! E lembre-se:

O surgimento de novos talentos passa pela sua permisão de experimentar. Permita-se! Leia escritores independentes.

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