Máquina “Paula Brito” – Produção sob demanda

Publicado o meu terceiro livro e o primeiro totalmente feito na Máquina “Paula Brito”, através da proposta da Alforria Literária. A capa de papel ecológico é feita de fibras de coco e o miolo de papel reciclado 14,8X21 cm 75g. Utilizando essa matéria-prima, a Alforria Literária afirma seu compromisso junto ao meio ambiente, lembrando que a reciclagem e a sustentabilidade contribuem para a geração de empregos, a redução do lixo e melhora a qualidade de vida desta e das futuras gerações. A partir de agora estou pronto para distribuir os meus livros e enviá-los a qualquer lugar do Brasil em minha própria produção sob demanda, fazendo da minha literatura um intuito de novos caminhos e mudança de paradigmas.

“Relicário Pessoal” é uma coletânea de haicais, pequenos poemas que contam, em três versos, o sentimento frente a diversos desdobramentos da natureza. Saiba sobre este e outros livros aqui neste blog e entenda toda a proposta da Alforria Literária no post abaixo!

Alforria Literária: uma nova forma de pensar literatura!

ALFORRIA LITERÁRIA: UMA NOVA FORMA DE PENSAR LITERATURA!

Por Leandro Bertoldo Silva – escritor

Untitled design

Começo esta apresentação com um penamaento de Mia Couto…

“O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro”.

O meu nome é Leandro Bertoldo Silva e eu sou escritor independente. Sou o criador da Árvore das Letras – um espaço de linguagem, leitura e escrita – e do selo Alforria Literária pelo qual publico os meus livros.

Durante o ano de 2017 e já início de 2018, recebi alguns contatos de leitores interessados em adquirirem os meus livros “Janelas da Alma: uma tempestade íntima, um conflito, um retorno” e “Entrelinhas Contos mínimos”. Curioso que todas as pessoas, e isso já vêm acontecendo há algum tempo, querem comprar os livros diretamente comigo, embora estejam disponíveis para venda na maioria das lojas online espalhadas pela internet e em plataformas de autopublicação. Isso é totalmente compreensível, uma vez que no final o livro sai a um preço muito alto para o leitor, e estamos falando do livro físico, que é a preferência de 10 a cada 10 leitores que me procuram…

Isso reforçou o meu posicionamento e a minha escolha de ser um escritor independente, a partir do momento que, por outro lado, eu recusei a proposta de contrato de duas editoras por não achar vantagem ao analisar todas as condições, e me ver preso simplesmente ao ego de ter os meus livros expostos em livrarias.

Foi assim que ganhou força a ideia da “Alforria Literária”, um selo criado por mim e pelo qual publico os meus livros, decidido a trilhar um caminho diferente, onde eu possa assumir todas as etapas do meu trabalho – da escrita à distribuição dos livros.

Nada tenho contra as editoras e as plataformas de autopuplicação; apenas acredito em outras possibilidades, ainda mais na realidade de hoje em que a vida exige mais consciências. Por isso, na minha natureza de enxergar propósito em tudo o que faço, estou desenvolvendo a minha própria publicação sob demanda, na qual os meus livros são impressos em papel ecológico, primeiramente a capa personalizada com tinta feita de fibras de material orgânico, mas já com o pensamento para que o miolo do livro siga o mesmo padrão – tudo a seu tempo.

Esse processo já está sendo desenvolvido através da aquisição de uma verdadeira “máquina de fazer livros”, em que a sintonia entre literatura e ecologia está presente, como se verá.

MEU PROPÓSITO LITERÁRIO

Vivemos no Brasil uma crise editorial muito grande, e essa crise não é somente financeira, mas mercadológica, eu diria, até, midiática. Isso porque a maioria das editoras tradicionais valoriza apenas o que é “vendável”. Não há problema nisso se entendermos que são empresas e, como tais, privilegiam o lucro. Mas a troco de quê? O que elas devolvem ao consumidor-leitor é que é um grande questionamento, pois basta entrarmos em livrarias para nos depararmos com uma imensa quantidade de livros traduzidos e os chamados “best-sellers”. E os novos escritores? Quase sempre ficam sem espaço. Ou escrevem o que as editoras querem vender ou possuem um alto poder de investimento, o que nem sempre é possível. As consequências são terríveis, pois isso contribui, entre outras coisas, para o sumiço de uma literatura genuinamente brasileira que ficou no passado.

MiaO escritor moçambicano Mia Couto, em uma entrevista recente, diz que até às décadas de 60/70 a literatura brasileira ainda era vista como referência para os próprios brasileiros e para outros países, como em África, por exemplo. Ele cita Jorge Amado e todo o seu universo místico, de religiosidade, capoeira, que tem raízes africanas. Cita, ainda, em outro contexto, João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, entre outros. Hoje já não há mais essas referências. Segundo ele, “chegam as novelas, mas não chegam os livros”. Ora, se não chegam os livros, não chegam os autores. E para um momento em que, através das inúmeras plataformas de autopublicação existentes, surgem a cada dia tantos “escritores”, onde eles estão? É claro que quantidade não é sinônimo de qualidade, mas em meio a tantos há de ter alguém, e esse alguém não é um só, são muitos.

É neste contexto que surge a Alforria Literária com o claro propósito de liberdade.

POR QUE ALFORRIA LITERÁRIA?

Alforria Literária é mais do que um selo ou uma marca editorial, é um caminho que eu escolhi para mim enquanto escritor. E sabe por quê? Porque escolhi ser livre! Porque decidi assumir que eu sou, assim como você também é, criador da sua própria realidade. Se há uma expressão que possa definir a Alforria Literária, é: POR QUE NÃO?

Por que aceitar o que boa parte das pessoas diz sobre o caminho que a escrita e a carreira literária deveriam trilhar? Não posso ser o criador da minha própria experiência? Não posso eu definir o que eu quero e “como” eu quero? Sei que muitos pensarão: “porque é assim! Porque se você estiver fora das editoras e das lojas você estará fora do jogo”. Será?

‘Se milhares de pessoas estão indo por aqui, então vá por ali…’

 Não me recordo onde eu li essa frase, mas ela tem para mim muito mais sentido, além de dialogar com a minha pergunta: POR QUE NÃO?

Ouço e leio constantemente variações de uma mesma versão que é a seguinte pergunta: ‘o que as editoras querem?’ É incrível como que o sistema com suas redes gigantescas nos pressionam e tenta nos convencer de que a maneira delas é mais do que a melhor, mas a única. E mais impressionante ainda é como boa parte das pessoas acreditam nisso e vai abandonando o prazer de guiar a própria vida e a própria escrita num verdadeiro desejo mimético. Passam a achar que é mais fácil adaptar ao que os outros consideram bom para elas do que tentar descobrir por si mesmas e abrir novas possibilidades e caminhos. E com isso, quantos escritores vão abdicando de um fundamento básico, ou pelo menos deveria ser, que é a total e absoluta liberdade de criar, não apenas o conteúdo, mas a forma…

Deixa eu dizer uma coisa: não há satisfação maior do que ser criador da nossa própria experiência, e a pergunta que eu faço através da Alforria Literária é absolutamente o contrário em relação à variação acima. Mais importante do que pensar de que há lugar para todos, é saber que esse lugar nunca será o mesmo.

O SIGNIFICADO DA MARCA ALFORRIA LITERÁRIA

Alforria literária

O desenho representa um pince-nez, modelo de óculos utilizado até início do século XX, que utilizava uma pinça para prender na ossatura do nariz (nez = nariz).

pince-nez

De modo mais direto e objetivo faz referência, ao mesmo tempo homenagem, ao grande escritor Machado de Assis (1839-1908), que utilizava um pince-nez, presente em quase todas as usas fotografias.

machado-de-assis-1398195815361_200x285

Indica a perspicácia característica do observador do mundo, que transcreve sua visão em forma de letra. Indica o olhar profundo que enxerga a realidade além das aparências. Enfatiza mesmo o olho, janela para o mundo, espelho da alma. Neste caso, Machado de Assis é um escritor que enxerga longe, lança luz onde havia sombras. Este é um ótimo sentido para melhor compreender a Alforria Literária.

Mas há uma complementação dessa ideia trazida pelo filósofo e psicanalista Angelo Pereira Campos que enriquece muito a Alforria Literária através de uma antiquíssmia simbologia: o Olho de Hórus.

m2

Símbolo da divindade egípcia, Hórus, filho de Osíris.  Hórus é o deus com cabeça de falcão. Não por acaso, o falcão encontra-se entre os animais de maior acuidade visual. Sua visão alcança uma pequena presa em até dois quilômetros de distância.

Os olhos de Hórus, na mitologia egípcia, sinalizam o Sol e a Lua. Trata-se de uma metáfora da luminosidade, do dia e da noite. Em batalha contra Set, Hórus perde o olho esquerdo, símbolo da Lua.

Neste caso, o olho representado na imagem da Alforria Literária é o direito, símbolo do Sol. Portanto, uma referência direta à luz, à claridade, logo, ao esclarecimento que a literatura nos ajuda a construir ao longo de nossa formação, que, claramente, dura a vida inteira. Desse mesmo modo, encontramos nestas metáforas literárias um sentido maior para a clarividência, que está a nos impulsionar para a liberdade, para a alforria.

m3

A MÁQUINA DE LIVROS “PAULA BRITO”

20180121_115441

O aspecto fundamental da Alforria Literária é eu ser a minha própria produção sob demanda, ou seja, eu mesmo editar e publicar os meus livros e poder enviá-los para qualquer lugar do Brasil. Para isso, foi confeccionada a minha primeira “máquina de livros”, que carinhosamente chamei de ‘Paula Brito’, em alusão a Francisco de Paula Brito, proprietário de uma livraria no antigo Lago do Rocio no século XIX, atual Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Mulato, autodidata e oriundo de meio humilde, Paula Brito trabalhou como tipógrafo, impressor de livros e jornais, fundando a Marmota Fluminense numa época em que o analfabetismo era gigantesco em nosso país. Além disso, sua importância foi fundamental para acolher um mocinho acanhado, também mulato, brilhante e que faria história: Machado de Assis…

Máquina de livros

Essa máquina foi cuidadosamente feita com madeira de Ipê reaproveitada de sobra de demolição e guardada por muitos anos. As mãos talentosas que a moldaram são de Egídio Souza, um luthier que, para quem não sabe, é um termo derivado do francês ‘luth’, que significa ‘alaúde’. Ele dá nome ao profissional especializado em construir instrumentos de corda, tudo feito de forma artesanal, um a um. Trata-se de uma das profissões mais antigas e que já está em extinção, mas que eu tive a sorte de conhecer um e de ter se tornado um amigo. Ainda sobre o propósito das coisas, não poderia ser maior uma vez que se institui uma parceria entre a literatura e a música, sendo eu um escritor inteiramente musical.

Isso vem mostrar que quando as coisas estão em sintonia com nossos desejos elas ganham força! A “máquina Paula Brito” está linda e já estou pronto para distribuir diretamente os meus livros que guardam outras surpresas… Um dos meus objetivos é que o livro em si, além do seu conteúdo literário — que é o meu trabalho de escritor — seja um objeto de arte digno de ser admirado e guardado.

PROCESSO DE COLAGEM

Teste de colagem

Foi realizado com muito sucesso o primeiro teste com a máquina de livros. A capa é de papel ecológico (ver detalhe) e faz parte da proposta da Alforria Literária. O projeto das capas ainda está sendo estudado para se chegar a um padrão de letras e tamanhos para a melhor apresentação possível, primando pela beleza, irreverência e elegância do exemplar. Para o teste foi utilizado no miolo o papel sulfite 75g. O utilizado no livro será o Off-set A5 75g. Utilizei uma cola especial de luthieria para fixar as folhas na lombada, o que torna o livro muito resistente.

2018-01-23_10.04.55
Papel ecológico

 ABORDAGEM EM ESCOLAS, EMPRESAS E FEIRAS LITERÁRIAS

Para o ano de 2018 e subsequentes farei apresentações gratuitas em escolas (públicas e particulares), empresas e feiras literárias apresentando os meus livros já dentro da proposta da Alforria Literária. Para isso, levarei, além dos livros que podem ser adquiridos no local e encomendados, a máquina “Paula Brito” para que todos conheçam o seu funcionamento a partir de uma palestra/demonstração ao vivo, seguindo o seguinte roteiro:

  • Minha história de como e quando aprendi a ler e a minha experiência com os primeiros livros em cima de um pé de ameixa na casa de minha avó;
  • Como descobri os escritores e como decidi ser um deles;
  • O porquê da minha escolha em ser um escritor independente;
  • O sonho, o porquê, a história e a confecção da máquina “Paula Brito”;

(demonstração da colagem de um livro)

  • Apresentação dos meus livros.

Bem, é isso! Estou pronto para fornecer os meus livros com muita qualidade e segurança, enviando-os a qualquer lugar do Brasil a um valor justo e acessível. Saiba sobre eles acessando MEUS LIVROS! E lembre-se:

O surgimento de novos talentos passa pela sua permisão de experimentar. Permita-se! Leia escritores independentes.

Conheça meus livros. Clique AQUI!

Quer saber mais, falar diretamente comigo, agendar uma palestra gratuita em sua escola ou empresa, ou mesmo uma roda de conversa com alunos falando sobre literatura?

ENVIE UM EMAIL PARA 

alforrialiteraria@hotmail.com

Conheça minha página em www.facebook.com/leandrobertoldosilva

Me siga no instagram: @leandrobertoldosilva

VOCÊ AINDA ESCREVE CARTAS? NÃO SABE NEM O QUE É ISSO? SERIA BOM SABER…

carta1

Por Leandro Bertoldo Silva

Bem, aqui estou eu no primeiro dia do ano de 2018… Passadas as festas de Natal e Réveillon e ver as timelines das pessoas lotadas de mensagens e felicitações (sim, eu também enviei muitas), fiquei pensando mais do que nos velhos e saudosos cartões de Natal, mas tentando imaginar se houve alguém nesse fim de ano que tenha escrito uma carta… E se sim, imaginando também o outro alguém que a tenha recebido naquele quase ritualístico processo da surpresa, ao constatar a presença do envelope na caixinha do correio, abri-lo após ter escolhido a melhor hora para fazê-lo e lançar-se à leitura com os olhos marejados de saudades…

Sim, eu sei… Cartas são coisas antigas, ainda mais nos dias de hoje onde tudo são messengerwatts e face; # pronto, falei. Até o e-mail já se sente meio vovô! Mas para quem acha que as cartas já não têm dias contados, por não terem nem mais dias para serem escritas, engana-se! Digamos que as cartas, essa missiva dos tempos dos dinossauros, têm um lugar de honra na inquestionável beleza de ser… As cartas, diferentes das mídias ceifadoras de palavras e até de expressões inteiras, falam com o coração; elas deslizam em nossas memórias e alcançam o patamar da delicadeza e da elegância.

            Costumo comparar as cartas com fusquinhas, e todos sabem que criança não mente. O que isso tem a ver? Tudo! Faça a experiência e veja como uma criança que não esteja “contaminada” pela mídia – coisa infelizmente rara – vai preferir o fusquinha à Ferrari… Por quê? Simples! Fusquinhas se parecem com joaninhas; e as Ferarris? Com Ferraris mesmo. Ah, mas isso é coisa de criança! Será mesmo? Uma vez colocaram um fusquinha 76 original, impecável, rodas pintadas, uma beleza, ao lado de uma Ferrari dentro de um shopping para ver a reação das pessoas. De cada dez pessoas que paravam, oito contemplavam o fusquinha por mais tempo que a Ferrari… Ou seja, o fusquinha, o chamado popopósaboneteiravai-que-eu-fico, e tantos outros nomes e apelidos, é como a nossa carta: antiga, mas de uma beleza incomparável, de uma elegância inquestionável e que expressa mais do que palavras, mas a sabedoria de quem dignifica a escrevê-la, pois ali se cravam histórias.

Escrever cartas hoje é sinônimo de coragem, de pessoas que não têm medo de expressar, além de sentimentos, sua capacidade para tal. Reparem nas pessoas que escrevem cartas – tudo bem, eu sei que é difícil encontrá-las, mas elas existem, sim, em resposta à imaginação do que disse acima – e só o fato de serem difíceis demonstram especialidades raras. Verá, quando as encontrar, que são pessoas polidas, que jogam o jogo das singularidades e não dos plurais, que fomentam encantamentos e nos deixam perplexos pelo diferencial de um gesto, de uma fala ou da própria escrita elaborada, bem cuidada, articulada até o último fio da gramática, digo, das palavras. Escrever cartas é mais do que uma questão de escolha; é uma questão de estilo. Num mundo onde as pessoas parecem ser feitas em série, ser diferente é um perigo. Mas, às vezes, esse risco, ou a falta dele, é o que deixou a vida sem graça, sem cor, sem movimento, apesar de tantos atrativos. O que acontece é que as pessoas são como as cartas: algumas têm conteúdos e, por isso, continuam existindo fazendo a diferença no meio de milhões, enquanto outras… Bem, as outras, por sofrerem tantas mutilações ao longo da vida, é o que todo mundo vê… O que não podemos deixar de pensar é que a vida é um ciclo. Uma vez se está por cima, outra vez se está por baixo. O que hoje é considerado antiquado, ultrapassado, amanhã será um ouro, não o de tolo, esse já sabemos onde se encontra.

            Como diz uma ex-aluna minha, “de acordo com os fatos supracitados”, nada melhor que os ditados populares que muito nos ensinam pela sutileza de suas ideias. Por isso, termino estas palavras com um desses ditados que vem bem a calhar e tão usado em cartas antigamente: “Em terra de cego quem tem olho é rei!”. Pense nisso…

Aproveito para desejar a todos um 2018 repleto de realizações! Que cada projeto, que cada planejamento possa ser cuidado com o mesmo carinho com o qual você os fez…

Vamos em frente!

TEMPO? É VOCÊ QUEM FAZ! PLANEJAMENTO É TUDO, ATÉ PARA LER!

foto-leitura-1426688811711

Por Leandro Bertoldo Silva

Com o que você se identifica?

Antonia mora em São Paulo; Paulo, em Belo Horizonte, assim como Luzia e Angelo, diferente de Geane e Yasmin, que moram em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha. Marlene, Elisa e Jair estão em Teófilo Otoni, Bianca em Campinas, Ana Paula em Governador Valadares, e ainda temos Guilhermes, Letícias, Alices, Mauros, Franciscos, Rosilenes e Alexandres espalhados por todo o Brasil!

Você sente aquela vontade de ler um livro; um não, vários! Você sente que aquelas histórias irão mexer com suas emoções. Você sabe que ali, nos livros, existe um pluriverso a ser desvendado, que há mais informações do que as simples letras impressas nas folhas de papel; existe um mundo, uma época, um contexto que caracteriza a existência de cada um deles. E você quer lê-los, conhecer os seus autores.

Mas você não tem tempo…

Não tem tempo pelo trabalho que é muito. Não tem tempo pela família que precisa da sua atenção. Não tem tempo pela escola, onde você já tem que ler tantas coisas para seus trabalhos e provas. E tantos outros motivos que vão se juntando.

E principalmente?

Você sente que tirar o seu tempo para ler, irá lhe fazer perder tempo…

Talvez essa vontade de ler seja apenas uma bobagem. Talvez essas histórias sejam péssimas. Talvez você seja apenas um tolo ao achar que livros mudam pessoas e podem mudar você mesmo e fazê-lo feliz.

Então, você não lê.

Você acredita nesses pensamentos. Você se sente bem quando seu amigo do trabalho diz, estressado, que está muito ocupado – ufa, não é só você, mesmo dizendo sempre que gostaria que com você “fosse diferente”. Você se identifica com a situação de que os afazeres domésticos lhe tomam toda disposição para fazer o que tanto gosta, assim como os compromissos que sempre existem. E você passa dias, semanas, meses… falando para você mesmo que está certo, que gostaria tanto de ler, mas não tem condições.

Será mesmo?

“Não”! Uma voz dentro de você, meiga e amável, cochicha em seus ouvidos: “Não, isso tudo está muito, muito errado…!” E você revigora a sua vontade primeira. Você acredita na leitura e, acima de tudo, você acredita em você! Sabe que o tempo é você quem faz, que a falta dele não existe, existe é a falta de prioridade, e que se colocar entre as suas prioridades a leitura, ela terá a sua hora, como a novela das sete, o bate-papo com os amigos, o futebol no fim de semana, até o banho do cachorro…

Então você começa de novo!

Antonia mora em São Paulo; Paulo, em Belo Horizonte, assim como Luzia e Angelo, diferente de Geane e Yasmin, que moram em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha. Marlene, Elisa e Jair estão em Teófilo Otoni, Bianca em Campinas, Ana Paula em Governador Valadares, e ainda temos Guilhermes, Letícias, Alices, Mauros, Franciscos, Rosilenes e Alexandres espalhados por todo o Brasil!

Você sente aquela vontade de ler um livro, e pensa… “ler é tão maravilhoso! E outra voz pergunta…

“E se existisse uma forma de ler de uma maneira mais organizada, relacionando as leituras por critérios de objetivos e importância em determinado momento da vida? E se essas leituras pudessem ser compartilhadas ao mesmo tempo sem que uma se sobreponha à outra?”

Um sorriso se estampa em seu rosto…

“Uma incentivando a outra numa atitude contagiante que fosse se espalhando naquele sentimento gostoso de vitória e objetivo concluído, cujo investimento fosse somente a certeza de que o mundo necessita de mais leitores como você e, como consequência, de mais cultura, de mais refinamento?”

Você está feliz, porque percebe que literatura não é matéria didática, é arte, e das maiores, o que proporciona a elevação moral, social e espiritual das pessoas, pois nela encontramos nossas histórias, nossas origens, anseios, valores, desejos e uma infinidade de coisas que nos levam às conquistas que sempre sonhamos. Nela, nos tornamos seres humanos construtores de pensamentos e produtores de novas sempre possíveis realidades.

E sua alma se abre…

Porque essa possibilidade EXISTE! E não é uma só… Através dela você pode criar a sua e se transformar no leitor ou na leitora que sempre quis ser! Você se sente bem porque acaba de se tornar um(a) NOVO(A) LEITOR(A)!

Achou interessante? Então veja este recado!

Viu? Mas continue a ler para conhecer uma maneira muito prática de repartir o seu tempo de leitura de forma a ler muito, muito mais, dentro das suas possibilidades.

Isso por quê?

Bem, se você também é um amante da leitura deve ficar meio em dúvida às vezes com tantos livros que gostaria de ler, mas que o tempo castiga nosso adorado desejo de viver em meio às páginas.

Mas, olha! Planejamento é tudo, e é o que devemos fazer, pois ele é muito necessário, ainda mais nos dias corridos de hoje. Devo dizer que não existe um método ou uma cartilha a ser seguida. Cada qual é cada qual e cada um sabe, melhor do que ninguém, onde os calos apertam, ou melhor, do seu dia a dia.

O que vou escrever aqui funciona comigo dentro da minha rotina e escolhas. Sou escritor e professor e a leitura é matéria-prima do meu trabalho. Tenho tantos livros para ler quanto são as estrelas no céu…! Por isso, faço uma divisão de três modalidades de leitura:

  • LEITURA DE ENTRETENIMENTO;
  • LEITURA DE PESQUISA;
  • LEITURA DE REFERÊNCIA.

Funciona mais ou menos assim:

LEITURA DE ENTRETENIMENTO

leitura-dinâmica-653x393

É a que eu faço pelo meu bel prazer (não que as outras não sejam). É a leitura do divertimento puro, do deleite, sem maiores compromissos do que a apreciação da arte literária. Aqui incluo contos, romances, poesias, etc. Costumo realizar essa leitura de segunda à quinta-feira logo após o horário de almoço, mais especificamente de 13h:00 até 13h:45, que é quando estou em sala de aula esperando meus alunos chegarem. Obviamente, a sala está pronta, matéria preparada, equipamentos checados e, assim, posso me entregar e desfrutar dos personagens e versos…

LEITURA DE PESQUISA

3-3

É a que eu realizo quando estou escrevendo um livro, seja ele de contos ou romance. Um escritor é um contador de histórias e precisa estar atento a tantas histórias já contadas por aí. Isso nos ajuda a estarmos mais presentes, sintonizados com a nossa época, com os gostos e preferências do nosso tempo, sem dizer que um escritor é antes de tudo um pesquisador da sua própria arte. Essa leitura eu a faço às sextas-feiras na parte da tarde, que é o dia de planejar toda a semana que virá, inclusive minha escrita diária.

LEITURA DE REFERÊNCIA

Screen-Shot-2017-03-24-at-9.24.49-AM

É a leitura dos grandes autores, daqueles que me dizem mais profundamente, seja em termos de estilo, seja em termos de ideias. Aqui estão os escritores da literatura clássica e contemporânea. Como diz Mia Couto (um dos meus escritores de referência), “os escritores nascem de outros escritores”, e é exatamente assim que acontece. Para essa leitura eu reservei os fins de semana, não todo, claro, pois também tenho uma vida social e familiar que é tão importante quanto. Mas para um leitor sempre sobra um tempinho…

Bem, como disse, não há um modelo a ser seguido. O importante é que cada um encontre o seu jeito, seja ele qual for, pois deixar de ler é algo que não devemos, tanto porque, como disse Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”.

Se você gostou, aproveite para divulgar este artigo para aquele amigo ou amiga que, como você, ama a leitura e tem vontade de ler muitas coisas, mas, no entanto, esbarra na “falta de tempo”.

Vamos lá?

Ah, e já que estamos em companhia de leitores, aproveito para indicar os meus dois livros – um romance e um de contos curtos. “Janelas da Alma: uma tempestade íntima, um conflito, um retorno”, e “Entrelinhas Contos mínimos”. Saiba sobre eles clicando AQUI

 

livros

Desejo a todos Boas leituras!

A PROPÓSITO D’O MENINO DO DEDO VERDE

menino2

Por Leandro Bertoldo Silva

Você já leu O Menino do Dedo Verde, do acadêmico francês Maurice Druon?

Se sim, para você é uma obra infantil ou adulta? Se não, tanto para você quanto para quem leu vale muito a pena a reflexão publicada na orelha da 57ª edição – Rio de Janeiro, da José Olympio, de 1996.

Bem, a edição vem demonstrada como literatura infanto-juvenil, mas posso lhe assegurar que este é um dos deliciosos casos que a classificação pouco importa, pois tanto crianças, quanto jovens ou adultos são arrebatados para um mundo onde Tistu, o personagem dessa história, nos coloca de frente a uma enxurrada de pensamentos…

Nessa referida edição é onde se encontra a reflexão mencionada que o crítico José Geraldo Nogueira Moutinho (1933-1991), uma das grandes personalidades literárias do Vale do Paraíba, publicou na Folha de São Paulo em junho de 1973.

Na época, estando eu com então 1 ano de idade, não podia sequer imaginar que 44 anos depois iria encontrar, tanto nestas palavras quanto na obra em si de Maurice Druon, um livro que é exatamente, sem pôr nem tirar, tudo o que Moutinho diz.

Na verdade, acredito que ele traduz exatamente o que os que leram a obra tiveram a oportunidade de conferir. E para aqueles que ainda não tiveram essa oportunidade, transcrevo aqui o que lá se foram tantos anos e ainda se mantém absolutamente atual…

Vamos lá…

Um acontecimento a destacar

menino1

A propósito d’O MENINO DO DEDO VERDE o crítico paulista Nogueira Moutinho escreveu na Folha de São Paulo a seguinte crônica:

Trata-se de um dos acontecimentos, não direi literários, mas poéticos, do ano, o lançamento deste livro de Maurice Druon, traduzido por um dos mais completos conhecedores da linguagem lírica no Brasil, Dom Marcos Barbosa. O fato do monge beneditino, recriador em nosso idioma do Pequeno Príncipe, haver se dedicado a verter esse outro texto, já é uma espécie de garantia prévia no tocante à sua qualidade, ao seu lirismo, à sua lição de poesia e de verdade. Maurice Druon, embora acadêmico e autor de romances históricos, nada perdeu de flexibilidade, de gratuidade lírica, não se deixou esclarecer nem emburguesar pelos títulos, lauréis e outras prendas da velhice. É capaz de articular um relato nesse dificílimo idioma que adultos e crianças entendem, os primeiros, é claro, se não matarem em si o espírito de infância, isto é, o espírito de poesia.

Livro para reler ao longo dos anos, se termos a sorte de descobri-lo na idade cronológica certa; livro para meditar em toda a sua riqueza, se já o recebemos adultos.

O paralelo com o récit hoje clássico de Saint-Exupéry não é exagerado. Dom Marcos, que verteu a ambos para o nosso idioma, confessa que só deu pela semelhança quando terminou o trabalho e se pôs a refletir criticamente sobre o livro. De fato, o Pequeno Príncipe pertence a uma mitologia; Tistu, o menino do dedo verde está, ao contrário, preso às contingências sociológicas do mundo em que existimos. O primeiro é intemporal, o segundo é filho da era da poluição, de agressividade e do desentendimento. Sua missão é justamente despoluir, humanizar, reintroduzir a poesia num universo do qual ela se encontra exilada.

Sobre um mundo cinza e enlutado, Tistu deixa impressões digitais misteriosas que suscitam o reverdecimento e a alegria. Tão apaixonante quanto o Pequeno Príncipe, sua tarefa é mais urgente e mais original. Druon foi capaz de criar um símbolo rico de conotações e de apelos, um significante símbolo cujo significado jaz um pouco em cada leitor, capaz de florescer ao descobrir-se também possuidor de um polegar verde.

senhor Bigode

Segundo a explicação do velho jardineiro, Bigode, ao menino, “o polegar verde é invisível. A coisa se passa dentro da pele: é o que se chama um talento oculto. Só um especialista é que descobre. Ora, eu sou um especialista. Garanto que você tem polegar verde”. E à pergunta atônita de Tistu o jardineiro prossegue: “Ah! é uma qualidade maravilhosa, um verdadeiro dom do Céu. Você sabe: há sementes por toda parte. Não só no chão, mas nos telhados das casas, no parapeito das janelas, nas calçadas das ruas, nas cercas e nos muros. Milhares e milhares de sementes que não servem para nada. Estão ali esperando que um vento as carregue para um jardim ou para um campo.”

A simbologia quase evangélica deste pequeno livro faz dele realmente um acontecimento a destacar entre a massa dos lançamentos literários. Cremos estar presenciando o retorno do Pequeno Príncipe: como nas fábulas antigas, se disfarça como Tistu, para só revelar sua verdadeira identidade aos que como ele possuem o polegar verde.”

(Folha de S. Paulo, junho de 1973)

Maravilhoso, não?

Então é assim: se você é um dos felizardos que já leu este livro de verdades e encantos, de flores e cheiros, não importa quanto tempo tenha, se muito ou pouco, se dê a oportunidade de reler agora com ainda mais atenção no momento atual que estamos passando, não apenas no nosso país, mas em toda humanidade…

Se você ainda não leu, nem é preciso dizer, um mundo de emoções, descobertas e verdades o espera…

E não se esqueça! Adoraria saber o que você achou da obra. Entre em contato, comente, recomende…

SALA DE LEITURA: UM ESPAÇO DE DEBATE INTELIGENTE

A Árvore das Letras, em parceria com a Academia de Letras de Teófilo Otoni e a UETO – União Estudantil de Teófilo Otoni, inaugurou sábado, 28 de outubro, a Sala de Leitura, cujo objetivo é proporcionar aos novos escritores da própria Academia e dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha a oportunidade de apresentar e divulgar suas obras, uma vez que os espaços destinados à divulgação presencial se tornam cada vez mais escassos, quase sempre ficando apenas nos momentos de lançamentos. O programa piloto contou com o escritor Jair Jr., da Academia de Letras de Teófilo Otoni, que foi mediado por mim, Leandro Bertoldo Silva, e pela Presidente da ALTO, Elisa Augusta de Andrade Farina. CONFIRA O VÍDEO E ENTENDA A PROPOSTA!

O PORQUÊ DA PROPOSTA

Uma vez que grande parte dos escritores da ALTO e de nosso meio são escritores independentes, vem a proposta de criarmos um lugar para que esses autores possam ter a oportunidade de falarem de suas obras, de terem os seus escritos lidos, comentados e debatidos de forma a contribuir para uma mudança de postura e de realidade. Outras alternativas são possíveis, como ações nas escolas, por exemplo, mas aqui a intenção é de apresentar uma delas: a SALA DE LEITURA, onde a exemplo dos pequenos recitais de piano no tempo de Chopin e Liszt, foram surgindo grandes mestres da música e admiradores que perpetuaram até os dias de hoje o gosto musical e artístico. Perpetuemos, portanto, os novos escritores.

NÃO DEIXE DE INCENTIVAR ESSA IDEIA!

UM, DOIS, TRÊS… ESTÁ COM VOCÊ! O RESGATE DA ARTE DE BRINCAR

Por Leandro Bertoldo Silva

9

Como é gostosa a brincadeira…

Andar, correr, saltar, sorrir…

Ser livre para imaginar,

Ser tudo o que quiser: gigante, herói, donzelas, mocinhos…

Meninos e meninas, toda a gente, se dando as mãos,

Se juntam e formam uma só brincadeira.

Nas rodas de rua, no rouba-bandeira, menino-escondido, menina-é-quem-acha,

Vira o jogo e vamos vencer…

Cabra-cega, pula-corda, passa-anel, joga-peão,

Cata-vento, arco-e-flecha, tamborzinho de caixinha e bolinha de sabão.

Ah, que saudade, que saudade, que saudade!

3

Brincar é um processo criativo que chama à diversão. Diversão, que do latim — diversificare — traduz em diversificar, ou seja, divertimentos diversos. Hoje em dia, a diversificação quase não existe dentro do nosso contexto infantil e até adulto quando o que está em jogo é a brincadeira. Nossas crianças — da geração eletrônica —perderam, infelizmente, a criatividade e até mesmo a autonomia de brincar, uma vez que a maioria esmagadora das crianças e jovens sucumbiu ao modelo pronto e pensado dos jogos eletrônicos cada vez mais sofisticados. Para que fingir, sim, “fingir” que duas rodinhas de madeira presas a um cabo de vassoura é um carro, ou que uma casca de árvore é um navio no oceano, se basta um clique para entrar em um mundo que o coloca dentro de uma realidade virtual onde você dirige em simulação real um carro de Fórmula 1 ou é o piloto de uma aeronave? Acontece que a falta dessa criatividade que em outros tempos reinava fácil em rodas de amigos, hoje faz com que as crianças fiquem cada vez mais sozinhas dentro de seus próprios mundos prontos, sem contar que o “fingimento”, neste contexto, é altamente saudável.

É preciso lembrar sempre que, mesmo dentro do mundo moderno, em que os pequenos são entregues a responsabilidades por vezes até prematuras mediante a um ritmo acelerado de vida dos pais, criança continua a ser criança, e é imperativo que tenha tempo de brincar. É preciso lembrar igualmente que televisão, computador, celular não podem ser babás  e nem os melhores amigos — e não são mesmo — e que brincar não é só descobrir novas funcionalidades do tablet… Brincar é explorar, inventar, correr, pular, criar. Lembram das famosas brincadeiras de roda?

1

Tudo isso Contribui para o desenvolvimento integral, autoconhecimento, estimula várias competências de comunicação, equipe, solidariedade e respeito, resiliência — afinal, nem sempre se ganha —, melhora a atenção e concentração, a expressividade, desenvolve laços afetivos e, além de uma série de outros benefícios, conduz à felicidade…

Como é gostoso brincar… Como é gostoso fazer da parte do seu corpo um personagem encantador, bastando, para isso, um pouquinho de imaginação… Duvida ou nem se lembra como se faz? Veja esse pequeno vídeo…

Foi neste contexto que tivemos, nós da Árvore das Letras, em parceria com a Casa Ateliê Terra do Sol, em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, a iniciativa de proporcionar às crianças o resgate das brincadeiras de roda, a magia das histórias, a criatividade da pintura em desenhos com mandalas e o contato com a natureza a partir da expressão com o barro, transformando-o em peças artísticas. Tudo isso em um local aberto em contato uns com os outros, com as árvores, pássaros e flores. Resultado? Ter a alegria de ver crianças sendo elas mesmas em suas essências…

6

4

“Era uma vez um menino que desenhava com o dedo no vento. Ninguém entendia aquele menino doido. O menino desenhava mais. Um dia falaram para ele que não era assim, que ele tinha que desenhar num papel, no chão, na parede, algum lugar que se pudesse ver. Aí o menino fez um papagaio e foi desenhar no céu…”

(Adelsin, em Barangandão Arco-Íris)

A Árvore das Letras e a Casa Ateliê Terra do Sol estão abertas a propostas de tardes brincantes, como essa, e oficinas diversas.

Achou interessante, quer saber mais a respeito do nosso trabalho? É só nos enviar um contato! Venha brincar com a gente…

E, ah…

Compartilhar é se importar!

Mostre para uma pessoa querida que você se importa com esta causa.
Compartilhe esse conteúdo e nos ajude a resgatar a arte de brincar!