LEITORES OU OURO DE TOLOS

Por Leandro Bertoldo Silva

Perdoem-me, mas esse texto não é assim tão fofinho…

Encontrar leitores (veja bem) eu disse LEITORES, não visitadores de prefácios, apresentações e orelhas de livro, é como garimpar pedras preciosas. Existem muitos cascalhos, restolhos mesmo, mas desses eu falo depois; o problema são as escoras, as falsas pedras que não perdem a mínima oportunidade para se mostrarem. São bijuterias que muitas vezes até ostentam um brilho como ouro, mas só para os tolos… Isso mesmo! Não são leitores; são ouro de tolos que, quando colocados à prova, se escondem, ficam quietinhos, saem de fininho.

Será que estou pegando pesado?

Tenho encontrado muitas pessoas assim, muitas mesmo, principalmente em lugares onde as “minas” são mais propícias. Alguém pensou nas escolas? Bem, não era para ser assim tão explícito, mas já que pensaram tenho que dar o braço a torcer. Muitas escolas, e eu disse “muitas”, não disse todas, tornaram-se lugares onde menos se lê. Passei algum tempo nelas e infelizmente sempre foi raro ver um professor com um livro nas mãos, e eu digo livro literário, pois didático já é de se esperar, pois é parte do ofício. E os alunos? Bem, estes até são obrigados, o que não deveriam, pois leitura é para ser estimulada, um prazer, mas… Cada um usa os recursos que tem, principalmente quando se joga no time do “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Sabe qual o problema do Brasil?

Sim! De novo, estamos cheio de pessoas assim…

Individualmente também temos bijuterias, o que fazem as pedras serem ainda mais raras. Essas são escassas frente à quantidade de escoras que tomam todos os lugares. Talvez seja esse o motivo do nome “escora”: vivem escorando em desculpas, sendo a campeã delas a famigerada “falta de tempo”. Já escrevi a respeito disso (mas voltarei em breve a falar sobre), em que provo, por “a” mais “b”, que não existe falta de tempo; existe falta de prioridade. Espero até que este seja o caso de muitos, porque pior do que isso é a falta de honestidade. Lembra dos leitores de orelha? Pois é…

Pelo exposto, fica bem claro, pelo menos para mim que mantenho um grupo pequeno de pedras preciosas, o qual, com muito esforço e garimpo, vai aumentando, o retrato de um país, onde, segundo a pesquisa divulgada na 4º edição dos “Retratos da Leitura no Brasil”, desenvolvida pelo Instituo Pró-Livro, aponta que 44% da população não é leitora e que 30% nunca comprou um livro na vida. Mas acredite: mesmo que esse baixo índice de leitura indica uma das nossas mazelas históricas e aponta para o empobrecimento dos debates, inclusive políticos, estamos melhorando! Mesmo a passos lentos vamos caminhando e acreditando que a famosa frase de Monteiro Lobato – “um país se faz com homens e livros” – um dia soe com mais verdade…

Ah, quanto aos restolhos? Bem, desses eu gosto muito e os respeito pra caramba! Enchem o peito e dizem em alto e bom som: “eu não gosto de ler!” Pelo menos são sinceros e não bancam o Kid Cultura.

Quem é Kid Cultura? Oswaldo Montenegro responde! Vejam aí…

Forte abraço!

VITRINE LITERÁRIA: OS TRABALHADORES DO MAR

Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, com a célebre tradução de Machado de Assis, é a minha primeira leitura de 2021. Juntamente com O Corcunda de Notre-Dame e Os Miseráveis, que retratam os dogmas da fé e a sociedade, respectivamente, e que já estão na minha lista na sequência, este livro fala da relação do homem com a natureza interna e externa, criando uma espécie de trilogia de um dos mais fantásticos autores da literatura mundial.

Os trabalhadores do Mar conta a história de Gilliat, um jovem rejeitado pela comunidade onde vive, que se apaixona por Déruchette, a bela sobrinha do armador Lethierry. Para conquistar a jovem, Gilliat enfrenta uma batalha com a natureza para recuperar o motor do navio naufragado de Lethierry. Uma história linda e envolvente de superação, amor e coragem.

Em tempo: Não tenho gatos, mas se algum dia eu tiver uma gata ela se chamará Déruchette. Poderosa, muito poderosa…

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

O AVANTESMA DA LAGOINHA

Por Leandro Bertoldo Silva

Belo Horizonte é uma cidade povoada de fantasmas… Um deles, não mais famoso do que outros, mas igualmente inusitado, traz a alcunha de o Avantesma da Lagoinha. Tenho particularmente um carinho especial por ele e aqui trago uma fala de Xavier de Novais, o personagem do meu livro, que conta, ou melhor, reconta o que Aarão Reis – este também um fantasma amigo – lhe contou em um dos papos na livraria entre um café e outro.

Faço este recorte não sem antes dizer que tenho a permissão de Xavier e Reis para fazê-lo, além de ter que ajustar algo aqui e ali para que, fora do livro, possa fazer sentindo…

E se quiser ouvir o lamento do avantesma – pobre criatura – está aqui no final deste vídeo.

[…] já havia algo de mal assombrado no aspecto daquela cidade promissora… E agora estava ele ali (Aarão Reis), compactuando com uma dessas assombrações no exato momento em que em seu passeio de ônibus passava por um elevado… Lá estava ele, pendurado no viaduto à espera da passagem do carro, o fantasma que carregava e carrega até hoje o nome do lugar e agora deste capítulo: o avantesma da Lagoinha! Muitos já o conhecem – há os que afirmam, inclusive, que já o viu –, mas para que possamos refrescar a memória dos esquecidos e lançar luz aos desavisados antes mesmo de dizer o que é o principal, ou seja, o motivo do choro, aproveitemos a descrição desses que contam terem visto a fantasmagórica aparição e que já se encontra em tantos registros como sendo um senhor todo de preto sem qualquer traço de rosto, sem feição; uma aparição disforme e excêntrica que cheira a enxofre e chora convulsivamente, e que em seguida, como diz um outro fantasma – tão famoso quanto, mas mais ameno e poeta – “dissolve-se qual sonho que não quer ser sonhado”. Antes, o avantesma da Lagoinha costumava espantar motorneiros se pondo entre os trilhos do bonde e enchendo de pavor os moradores do bairro. Hoje, nas madrugadas de lua cheia – sempre as luas cheias – pendura-se pelas bordas dos viadutos importunando os motoristas dos ônibus que trafegam pela região.

Naquela noite, porém, havia chegado mais cedo, e Reis, que seguia em seu passeio de ônibus rumo à livraria, e ao avistar seu colega do além, logo notou que o choro convulsivo estava mais convulsivo que nunca. Embora fosse noite de lua cheia, ainda não era madrugada e vendo aquela pobre alma penada dependurada no viaduto, bem que podia pensar que estava prestes a se atirar lá de cima, se isso fizesse algum sentido para um fantasma.

Reis sempre fora muito generoso, e essa generosidade, principalmente agora naquele caso do avantesma, parecia que lhe aflorava sobremaneira. Primeiro porque se tratava de um igual dentro da sua condição de alma, embora a sua não fosse penada como a do colega. E depois por lhe ser comovidamente doloroso um choro daqueles, e olha que nem rosto tinha a lastimável criatura, imagine se tivesse. […]

Opa, opa, opa… Fiquemos por aqui! Afinal, o livro ainda não foi lançado. Mas, vá lá! Por que do choro convulsivo? Sim, meus amigos! O Avantesma da Lagoinha chorava por amor! Pelo menos foi o que disse Aarão Reis a Xavier de Novais… E isso ninguém sabia! Mas antes que eu me renda à tentação de contar quem era esse amor e o que vai no livro, fico por aqui dizendo apenas que logo, logo, todos saberão…

Forte abraço!

VOCÊ TEM TODA RAZÃO EM NÃO GOSTAR DE LER! PONTO. FINAL? NEM TANTO… SAIBA COMO DEIXAR DE SER UM “LEITOR DE ESCOLA” E CONHEÇA 10 HÁBITOS QUE FARÃO DE VOCÊ UM LEITOR VERDADEIRO

Por Leandro Bertoldo Silva

Escrevi este artigo já há algum tempo. Mas como sou um entusiasta do livro e um incentivador da leitura e entendo perfeitamente os motivos que uma pessoa diz não gostar de ler, o publico novamente chamando à reflexão e fazendo a seguinte pergunta…

Você já passou por essa situação?

O dia da prova está chegando e você ainda nem começou a ler o livro.

Você finalmente vai à biblioteca e descobre que todos os livros já estão emprestados.

Para piorar, a prova vale 10 pontos…

 Pois é, vamos falar de leitura.

Mas calma! Não estou falando da leitura que você pensa ou, infelizmente, está acostumado, ou seja, essa leitura obrigatória, maçante da escola que o professor te obrigou para fazer uma prova. Fala a verdade: Ou você passa por isso ou já passou… E hoje, salvo um milagre, você tem horror a ler!

Aliás, deixe-me falar uma coisa: se este é o seu caso, você tem toda razão em não gostar de ler!

Estudos comprovam que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro.

Ou seja, embora o índice de leitura no Brasil, segundo a fonte de pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada no ESTADÃO, em sua 4º edição, tenha alcançado uma ligeira melhora de 2011 para cá (afinal, em 2011 os leitores representavam 50% da população e até 2016 atingimos 56%), o que dá, mais ou menos, uma média de 4 livros por ano, isso ainda é pouco.

O que isso significa?

Que, teoricamente, um pouco mais da metade dos leitores desse artigo já pararam de lê-lo… (rsrsrsr) Ponto. Final? Nem tanto… Calma lá! Há salvação!

“Teoricamente” porque uma boa notícia é que de 2011 para cá, vem aumentando o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos de 53% para 67%. Isso é fantástico! Talvez os motivos sejam o boom da literatura para este público. Nunca se leu tanto como agora em plataformas e redes sociais específicas. Isso é realmente bom. Agora, quanto a qualidade dessas leituras, bem, isso fica para um outro artigo…

Por hora, continue lendo para saber mais sobre:

  • Por que nunca se deve dar “provas de livro” nas escolas?
  • Por que ler NÃO é chato e que isso é uma coisa que, definitivamente, FOI feita para você?
  • E um presente… Saiba como deixar de ser um “leitor de escola” e conheça 10 hábitos poderosos que farão de você um leitor verdadeiro.
  • Mais um presente! Uma deliciosa entrevista com o ativista literária Paulo Fernandes para ver e ouvir degustando cada palavra desse amante da leitura.

Se você se identificou, aproveite para enviar este artigo para um amigo ou amiga que, às vezes, como você, também passa pelos mesmos questionamentos. Ao final dele, você entenderá como pode ser mágico o mundo da leitura.

POR QUE NUNCA SE DEVE DAR “PROVAS DE LIVRO” NAS ESCOLAS?

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Eu também sofri, e muito, com isso. Sofri tanto que quando me tornei professor, a primeira coisa que decidi foi: “NUNCA darei uma prova de livro na minha vida!” E sabe por quê? Porque essa é uma das razões que mais destroem leitores no mundo, fazendo com que eles tomem horror ao que poderia ser extremamente prazeroso.

Todo mundo nasce gostando de livros! Isso é, portanto, natural. Dê um livro a uma criança de colo e observe o prazer, a curiosidade, o encantamento que ela fica. “Ah, mas ela está encantada são com as gravuras, os desenhos…”

E quem disse que lemos só palavras?

Elas virão a seu tempo, acompanhadas do gosto das imagens, quando passamos a perceber que existe algo a mais que complementam e até ultrapassam aquelas cores e formas.

Infelizmente, sinto em dizer que o que lhe faltou foi um professor ou professora para lhe estender a mão e o conduzir a um mundo mágico e não a um mundo de terror – por mais que lhe apresentasse livros de bruxas e monstros – de provas e notas.

Literatura não é disciplina, pelo menos não deveria ser. Por quê? Lembra-se da pesquisa? Pois vamos a outros dados que todo professor deveria conhecer:

Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão gosto (25%)atualização cultural (19%)distração (15%)motivos religiosos (11%)crescimento pessoal (10%)exigência escolar… (7%)!

Ou seja, a atual (e quase unânime) forma de “obrigar” uma pessoa a ler na escola para fazer prova, é um verdadeiro “tiro no pé”. É preciso entender, de uma vez por todas, que literatura não é disciplina escolar; literatura é ARTE e é como ARTE que deveríamos lê-la.

Há muitas maneiras de avaliar uma leitura que não a temida e “Inútil” prova. Sim, Inútil mesmo, com I Maiúsculo! Mas em outra oportunidade, menciono aqui algumas ações que testei e obtive muito sucesso com meus alunos e leitores, ações que ficaram na memória, principalmente deles, e o resultado foi “resgatar” alguns leitores perdidos que “achavam” que não gostavam de ler.

POR QUE LER NÃO É CHATO E POR QUE ISSO É UMA COISA QUE, DEFINITIVAMENTE, FOI FEITA PARA VOCÊ?

Em meio a todo esse cenário, só há uma forma de resolver a questão:

É preciso “discutir a relação”.

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A boa notícia é que sim, é possível mudar a sua relação com os livros e com a leitura; a má notícia (pelo menos para a grande maioria das pessoas) é que você vai ter que querer… E isso demandará força de vontade, amor e compromisso.

Acontece, que muitas são as pessoas que querem colher novos frutos, mas não estão dispostas a abrir mão das velhas sementes, ou seja, querem mágica! Aí, meu amigo e minha amiga, é melhor desistir antes mesmo de começar… Não estou sendo duro, estou sendo realista. Colhemos o que plantamos!

MAS VOCÊ É UMA PESSOA QUE QUER COLHER NOVOS FRUTOS E SABE QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ UM LEITOR EM POTENCIAL!

Sabe e quer libertar este leitor, ou mesmo acariciá-lo ainda mais e descobrir novos hábitos, novas formas de ler, de se envolver com as páginas e com as letras. Um desses é o seu caso? Viva! É só começar…

Veja, abaixo, algumas dicas bem úteis que funcionam muito comigo, pode ser que funcione com você também, e se souber de outras que venham complementá-las, não excite em compartilhar, comentar, divulgar. Saiba que você pode estar resgatando outros leitores…

10 HÁBITOS PODEROSOS QUE FARÃO DE VOCÊ UM LEITOR VERDADEIRO
Dica # 1 – Identifique o que você gosta
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Esse é o PRIMEIRO passo! Identificar o que você gosta, vai fazer você ler com mais interesse, com mais vontade. A lista de opções é imensa: romance, biografia, contos, espiritualidade, fantasia… E lembre-se: PERMITA-SE GOSTAR! Conheço muitas pessoas que falavam que não gostavam de ler, tinham preguiça, mas que quando se davam a oportunidade de forma realmente entregue, só paravam de ler ao término da última página… O segredo é só começar!

Dica # 2 – Visite uma biblioteca ou livraria
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Se você já entrou em uma livraria sabe do que estou falando! Se não, experimente! O clima é altamente favorável, com muitos livros à disposição. Hoje, muitas investem no bem-estar e permitem que você folheie os livros e até leia-os, além de servir café, chá, sucos… Mas há também as bibliotecas municipais e de bairros que disponibilizam os livros e você nem precisa pagar por eles. O importante é estar entre eles!

Dica # 3 – Crie um espaço de leitura
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O espaço é muito importante, afinal, você não vai querer ler em um ambiente barulhento, desorganizado… Encontre um local que seja limpo, iluminado, confortável. Pode ser que você gosta de ler na rede, ou mesmo debaixo de uma árvore no quintal ou no banco da praça, quem sabe à beira mar… Eu, quando criança, gostava de ler em cima da árvore… Só você saberá o que lhe agrada mais. No sofá da sala também é bom. Seja onde for, o importante é que você o prepare e se prepara para isso, sem televisão ou qualquer coisa que venha atrapalhar sua atenção.

Dica # 4 – Descubra o seu horário
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Todos nós temos um horário mais propício à leitura, seja por questão de tempo e trabalho, seja por questão até mesmo fisiológica. Alguns preferem ler à noite, outros de manhã. Isso vai depender da sua disponibilidade. O importante é que, dentro do tempo disponível, não importa se muito ou pouco, você o obedeça e leia. Verá que, gradativamente, você vai querer ler mais e mais…

Dica # 5 – Converse sobre os seus livros
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Conversar sobre o que você está lendo com amigos, professores e familiares fará você aprimorar o seu gosto pelos livros – eu garanto! Esse é um hábito saudável que aumenta e massageia a sua autoestima, além de estreitar laços de amizades e, por que não, criar novos amigos que, como você, também lê, aumentando o seu círculo de convívio, além de trocar sugestões de leituras.

Dica # 6 – Leia a contracapa e as orelhas do livro

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Nestes locais está a essência do livro sem que ela seja inteiramente desvendada. É o primeiro contato que temos com o que vai ser lido e com o autor do mesmo. Se o assunto lhe agradar, vá em frente; se não, abra outros e se divirta nessa procura.

Dica # 7 – Pesquise sobre o autor ou autora e descubra sobre sua época e sua história
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Essa é uma dica que eu sempre dou. Pesquisar sobre o autor e sua época, além de aumentar a sua cultura e conhecimento, irá fazer você entender melhor a obra, pois saberá o porquê de muitas passagens, estilo de escrita e relacioná-los ao contexto histórico, fazendo você absorver muito mais o conteúdo da história.

Dica # 8 – comece devagar, sem pressa, curtindo o que está fazendo
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A melhor coisa é estar sempre sentindo prazer na leitura. Para isso, se você ainda não tem este hábito e costume, comece devagar… Não inicie com autores muito complexos; eles chegarão ao seu tempo. Comece com pequenas histórias e vá aumentando, aos poucos, o seu repertório. Lembre-se: Tem que valer a pena! Ler é prazer.

Dica # 9 – Ande sempre com o seu livro e, na hora de dormir, deixe-o na cabeceira da cama perto de você.
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Andar sempre com o livro irá fazer você se habituar a ele. Mesmo na era tecnológica de hoje, que você pode ter centenas de livros em um aplicativo de celular, experimente andar com um livro físico em sua bolsa, mochila, enfim. Quando estiver na fila de um banco, naquela horinha da sobremesa em um restaurante e em outros momentos, pegue seu livro, abra e leia. Verá que começará a ter outra relação de proximidade com ele, além de massagear também o seu ego, pois as pessoas o olharão como pessoa culta e polida. E não se esqueça de, na hora de dormir, colocá-lo perto de você, afinal, ele já vai ter se tornado seu grande amigo.

Dica # 10 – Faça anotações sobre a sua leitura e, no final, indique-a a um amigo.
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Fazer anotações sobre o que você lê favorece a compreensão e a interpretação, além de fazer você ficar mais íntimo com o livro e o que ele está te contando… Indicar uma leitura, além de ser um ato altruísta, demonstra sua cultura e cidadania. O país necessita de mais leitores e uma ação puxa a outra. Essa é uma corrente que vale a pena!

E então, gostou das dicas? Espero que elas tenham sido úteis para melhorar a sua vida leitora e que tenha se conscientizado de que ler é um prazer altamente possível de alcançar.

Você conhece alguém que adoraria receber essas dicas?

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E, para finalizar, eu adoraria saber a sua opinião sobre esse artigo.

Deixe um comentário logo abaixo sobre o que você mais gostou, ou sobre alguma dica que não esteja aqui e você deseja compartilhar ou até mesmo alguma crítica sobre esse texto.

Ah, e não se esqueça: agora é a melhor hora para você criar uma nova relação e comprometimento com a sua leitura.

Há um mundo inteiro a ser desvendado pelas páginas dos livros… Ainda duvida? Então assista essa entrevista pra lá de incentivadora com o Paulo Fernandes.

Permita-se!

Boas leituras…

UMA PEQUENA ADVERTÊNCIA OU, PELO MENOS, PARTE DELA…

Por Leandro Bertoldo Silva

[…] Durante algum tempo, hesitei se deveria ou não abrir esta história ao conhecimento de todos, ou melhor, estas histórias, pois foram muitas as contadas pelo meu amigo finado. Sinto-me um tanto perplexo com a possibilidade de me acharem desviado das ideias e quererem me internar num manicômio, mas como fugir à realidade de ter sido escolhido o seu ouvinte? De fato, o meu herói – pois acabou por se tornar para mim um grande herói – escolheu-me. Hesitei-me, como disse, por um bom tempo, suficiente para encher-me de coragem e perder o medo do que as pessoas poderiam dizer, o que inclui o leitor e a leitora e, respeitosamente, dar-lhes uma bela e ostentosa “banana”. Não, não estou nervoso. É apenas um desabafo íntimo. É preciso convir que uma pessoa que recebe pontualmente, como se verá, a visita de um ectoplasma ilustre, com um gosto refinado para o café e um bom papo madrugada adentro e que, além disso, vinha guardando e duvidando se deveria ou não dizer, mas louco para fazê-lo, merece um instante de vazão. Caso contradigam-me, dizendo: “você é um louco”; “fanfarrão”; “contador de histórias”, não tem importância. Medo já não tenho mais, e, a propósito desse último xingamento, devo elucidar que seria injusto, pois histórias nunca soube contá-las, embora as aprecie; eu apenas ouvia, por sinal muito bem traçadas e até diria interpretadas pelo meu amigo defunto, ou melhor, morto, pois defunto já não era mais. Antes que eu me renda à tentativa de teorizar sobre a diferença de ser defunto e ser morto, vamos às histórias… […]

Assim, Xavier de Novais, o personagem-narrador deste livro, abre estas histórias contadas por seu amigo Aarão Reis, ele mesmo: engenheiro chefe que, juntamente com alguns amigos, arquitetou a chamada “Nova Capital”, que hoje nada mais é que a nossa tão linda e formosa cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Este livro, aprovado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerias, via Lei Aldir Blanc, estará à disposição de todos nos próximos meses. Até lá, acompanhem algumas passagens em imagens e pequenas doses deste que é o meu quinto livro publicado pela Alforria Literária, da Árvore das Letras.

É cada história…

2020, UM ANO QUE MARCOU “HISTÓRIA”!

Para uns positiva, para outros nem tanto e eu compreendo. Compreendo as perdas e sinto muito, muito mesmo por todas elas. Mas devo dizer que para mim 2020 foi sublime pela oportunidade de olhar no espelho de minha alma e ter coragem de ser quem sou, de dizer sim para o que se apresentava, mas sem medo de dizer não quando foi preciso e fazer escolhas.

De repente veio a vida e nos exigiu transparências. Se pudesse falar alguma coisa a esse “inimigo” invisível, parafrasearia Chico Buarque e diria: “apesar de você os meus amanhãs sempre foram outros dias”, onde criei, escrevi, conheci pessoas, fiz amigos, estive presente com minha família, resgatei laços de convívios valorizando ao máximo o mínimo que a situação proporcionava; não saí de casa, mas viajei o mundo inteiro nas páginas dos livros que li (e foram muitos), acordei sonhos, contei histórias. Mas, acima de tudo isso, fui Natureza. Por quê? Porque ela sempre dá um jeito.

Gratidão a todos que compartilharam comigo os seus caminhos, que abriram as portas do coração e permitiram esse encontro. Que 2021 chegue com suas aventuras trazendo vida.

forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

A LENDA DO PINHEIRO DE NATAL

Em um dia que todos deixam suas mensagens, deixo a minha em forma de história, que é onde melhor eu me faço, agradecendo e desejando que ao longo desse ano muitos aprendizados e reflexões possam ter ocorrido. Desejo todo amor do mundo, um dia e uma noite de paz na certeza que tudo faz parte de um grande plano divino.

Nesta história você irá descobrir por que o pinheiro é considerado a árvore símbolo do Natal e saber onde e como surgiu a “Noite Feliz”… Esta história, juntamente com outra – “A dieta do Papai Noel” – contada por meu amigo Pierre André, é um presente que oferecemos diretamente do nosso “barco dos sonhos”. Acesse aqui – https://youtu.be/FV5a6nc46Yc – para assistir também a história do Pierre e FELIZ NATAL!


Sigamos com fé porque a vida é maravilhosa!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

QUIXOTE DAS GERAIS

ESCRITOR MINEIRO NO VALE DO JEQUITINHONHA CONSTRÓI UMA PRENSA DE MADEIRA – A “PAULA BRITO” – POR ONDE CONFECCIONA E PUBLICA OS SEUS LIVROS QUE JÁ SÃO ENVIADOS DO NORTE AO SUL DO BRASIL.

Sou escritor, portanto preciso de uma editora para publicar os meus livros… Bem, há controvérsias! Talvez este seja o sonho de 99,9% dos escritores Brasileiros e até fora do Brasil. Talvez este seja o desejo daqueles que querem vender milhares de livros ou, pelo menos, tê-los nas prateleiras das livrarias levados pela famosa pergunta: “o que as editoras querem?”. Devo dizer com muita humildade que não é o meu sonho e, embora não seja contra as editoras, nunca ninguém havia me perguntado o que eu queria delas. E longe de pensar que eu seja um escritor que não deseja vender os meus livros, que não me preocupo com marketing e essas coisas do tipo, não, não é assim; eu me preocupo, eu quero vender os meus livros e vê-los nas mãos dos leitores, mas de um jeito que seja o meu propósito literário e não o dos outros.

Por isso escolhi o caminho da alforria literária. Aliás, esse é o nome do selo criado na Árvore das Letras, minha escola e editora independente. Por ela publiquei 4 livros entre romance, contos, poesia e infantil e estou indo para o meu 5º livro e segundo romance, todos feitos de forma sustentável, com papel reciclado e ecológico, prensados, colados e costurados à mão. Por ela também publiquei outros escritores que, como eu, acredita no Pequeno Príncipe ao pensar que o essencial é invisível aos olhos, bem, não tão invisível assim, pois a “Paula Brito” existe e hoje, após 3 anos da minha alforria, tenho livros vendidos e enviados para várias cidades em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Curitiba e também participei da Feira do Livro do Porto, em Portugal neste ano de 2020, onde, além do conteúdo literário, mostrei o meu processo de produção.

Recebi carinhosamente por um amigo a alcunha de Quixote das Gerais. Pode ser que eu seja mesmo ao acreditar que é possível construir um novo caminho e consolidar esse caminho como uma nova forma de fazer e consumir literatura. É o que venho fazendo entre os muitos moinhos de vento…

Mas se quiser saber melhor sobre essa história, sobre os meus livros, sobre a “Paula Brito” e como eu venho construindo esse lugar está tudo aqui neste blog. Entre e fique a vontade. Se quiser falar comigo, terei muito prazer em atender, é só enviar uma mensagem, me seguir no Instagram, acompanhar os meus vídeos no Youtube.

Quero terminar citando George Bernard Shaw ao dizer: “Alguns homens observam o mundo e se perguntam “por quê?”. Outros homens observam o mundo e se perguntam “por que não?”.

É neste lugar que eu me encontro.

Forte abraço!

Leandro Bertoldo Silva.