LITERATURA SUSTENTÁVEL SOB DEMANDA

Por Leandro Bertoldo Silva

Há tempos venho construindo uma identidade literária que seja realmente minha, e venho buscando isso com muita dedicação, escrita, leitura, pesquisa, experimentos. Com a publicação do meu terceiro livro – Relicário Pessoal – haicais – pela Alforria Literária, através da máquina “Paula Brito”, consegui alcançar uma independência de trabalho que justifica essa busca pelo que venho chamando de publicação sustentável sob demanda.

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Associar um estilo próprio a uma linha editorial ecológica, dando ao livro uma outra “cara” e função é um grande desafio. O trabalho é gigantesco, do tamanho do prazer de criar este outro lugar e estabelecê-lo como uma nova forma de fazer e consumir literatura.

Gratidão a todos que acompanham o meu trabalho! E que a literatura nos aponte caminhos, sempre!

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Forte abraço!

 

ARTE, FLORES, NATREZA E AROMAS… UM LIVRO PARA LER, SENTIR E MEDITAR!

Por Leandro Bertoldo Silva

O livro Relicário Pessoal – haicais está pronto!

Nele, o leitor encontrará pequenas doses de silêncio em poemas tão minúsculos para serem refletidos e guardados em nosso relicário pessoal — esse lugar destinado a proteger coisas preciosas.

É preciso muita sensibilidade para apreciá-los, tamanha a sutileza de seus três veros que contam, em poucas palavras, o sentimento frente a diversos desdobramentos da natureza.

Arte originalmente japonesa, o haicai é uma arte milenar e obedece a um padrão métrico próprio de três versos de 5, 7 e 5 sílabas, respectivamente, totalizando 17 sílabas, o que o diferencia de outras formas poéticas.

Essa métrica também foi levada para a concepção do livro. Há nele 51 haicais distribuídos em 3 partes temáticas, cada qual representando um verso do poema. Assim, na primeira parte — Tempos e Esperas — temos 15 haicais. Isso porque, como dito, o poema possui 3 versos, e como o primeiro tem 5 sílabas, multiplicando 3 por 5 chegamos a 15. O mesmo se dá na segunda parte — Flores e Cores —, onde encontramos 21 haicais pela multiplicação de 3 por 7. A terceira parte — Vida e Contemplação — segue a mesma métrica da primeira, isto é, 15 haicais.

O mesmo raciocínio segue em relação às ilustrações, que são fotos autorais transformadas em desenho no estilo grafite de lugares e momentos de Belo Horizonte e Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, minhas duas cidades queridas. Temos, portanto, 17 ilustrações obedecendo a seguinte ordem: 5 ilustrações na primeira parte, 7 ilustrações na segunda parte e novamente 5 ilustrações na terceira parte, sendo 1 a cada 3 haicais, o que totaliza exatamente o mesmo número de sílabas do poema. Não por acaso, o livro, ainda, possui 90 páginas. 9 + 0 = 9; nove é múltiplo de 3.

                            Como se não bastasse, o livro é produzido com capa em papel ecológico inteiramente personalizado com fibras de material orgânico e tinta natural, numa verdadeira artesania literária. Como o haicai é um poema que dialoga com a natureza, este livro traz uma surpresa… Além da capa ecológica, ela possui flores de bouganville e o miolo do livro é de papel reciclado, o que o torna 100% sustentável, demonstrando um valor importante na preservação do meio ambiente, através do uso de recursos renováveis, sendo um dos grandes objetivos da Alforria Literária. Possui, ainda, um marca página embutido, criando um charme todo peculiar no livro, e mais: o leitor pode escolher até 3 essências – lavanda, menta ou canela – para aromatizar o livro e ter uma experiência que vai além da leitura…

Por essas considerações, digo que o haicai é uma arte apaixonante, tanto para quem aprecia e tenta captar o sentimento do poeta, como para quem o compõe e se aventura na busca da palavra certa e indispensável para transmitir o que sente e deseja, além da oportunidade de ter em mãos um livro que já nasce raro…

São, portanto, essas gotinhas de silêncio, tão pequeninas, que ofereço a você neste livro singelo e diferenciado que só a Alforria Literária tem, desejando que encontre nelas a sua própria essência, guardando-a em seu relicário pessoal…

Este trabalho é feito com a arte da poesia!

Você deseja receber em sua casa o meu novo livro?

Caso deseje, entre em contato pelo email alforrialiteraria@hotmail.com ou pelo whatsapp (33)98437-0072. Saiba mais clicando AQUI!

ALFORRIA LITERÁRIA, UMA NOVA FORMA DE FAZER LITERATURA!

LIVRARIAS, NÃO LOJA DE LIVROS…

Dermeval 7 Arte

Por Leandro Bertoldo Silva

“Leem muito, sabem o que estão a falar, gostam de conversar e criam um ambiente familiar…”

Sim, estes são os livreiros, muito mais do que vendedores de livros que, muitas vezes, não conhecem do seu ofício, são apenas funcionários de livrarias, quer dizer, livrarias não, loja de livros… É bem diferente!

Pois eu conheci o Sr. Demerval, da livraria 7 Arte, no lendário Ed. Maleta, em Belo Horizonte, palco de encontros memoráveis, como Carlos Drummond e Mário de Andrade, Fernando Sabino, Tarsila do Amaral e muitos outros… O Sr. Demerval não é um vendedor de livros, é o verdadeiro livreiro, às antigas, aquele que entende de literatura e do mundo dos escritores.

A diferença entre livrarias e loja de livros, ou megastores, vai muito além do retorno financeiro a curto prazo, pois estas não dependem supostamente da venda de livros. As vendas alternativas de CD’s, presentes, produtos de informática, proporcionam a tão procurada segurança, mas a troco de quase deixar os livros – o principal – em segundo plano.

A consequência disso é um misto de decepção e desilusão quando o vendedor não conhece aquele escritor ou escritora que você tanto ama, que para você é um ícone da literatura. Para quem acha que o vendedor não tem a obrigação de conhecer tudo desse universo, saiba que o livreiro conhece… Ele sabe exatamente quem é quem e jamais tomaria um escritor por escritora e vice-versa… Foi o que me aconteceu ao procurar numa dessas megastores um livro de Mia Couto…

Por isso que ao invés de me embrenhar neste mundo da disputa de egos, onde os destaques ficam para a mídia nas gôndolas bem arrumadas ou na parte dos “mais vendidos”, enquanto outros tão grandes quanto, ou mais, ficam em meio à escuridão das prateleiras – quando ficam – prefiro os Srs. Demervais, aquela conversa em meio aos livros que pulsam vida, história, variados encontros de vozes e figuras das mais simples até grandes intelectuais.

A vida é assim, tudo são escolhas…

A GATA INARA

Por Gabrielle Alves de Oliveira

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Hoje eu quero apresentar a Gabrielle Alves de Oliveira, essa estrelinha da foto que tem 10 anos. Ela é aluna do curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita, da Árvore das Letras e faz parte da turma Alaíde Lisboa.

Depois de uma aula em que falamos de vários gatos e gatas, de como eles se parecem e manifestam personalidades e características humanas, como o heroísmo, a esperteza, a persistência e até a preguiça… (o gato Garfield que o diga…), a Gabrielle escreveu uma releitura da música História de uma Gata, de Chico Buarque de Holanda. E só ficou satisfeita depois de ilustrar a prórpia história… Quer conhecê-la? Leia abaixo!

A gata Inara

(Gabrielle Alves de Oliveira)

                Era uma vez uma gata chamada Inara. Ela vivia num apartamento comendo só filé mignon ou filé de gato. A família de Inara sempre dizia a todo momento:

— Fique dentro de casa, não tome vento!

Mas quando chegou a noite, todos os gatos saíram cantando:

“Nós gatos já nascemos pobre!

Porém, já nascemos livres!

Senhor, senhora, senhorio,

Felino, não reconhecerás!”

Então, Inara voltou para casa depois dessa noite inesquecível. Mas a gatinha foi barrada na portaria. O porteiro chamava-se Luís Felipe, e falou:

— Ah, essa não é a gata do prédio, pois ela está muito suja!

Então a gata falou:

— Ah, sem filé, sem almofada por causa da cantoria? Mas agora o meu dia a dia vai ser bem melhor com meus novos amigos fazendo muitas coisas boas, tipo virando latas, pulando de telhado em telhado e muito mais! Toda noite, eu e todos os meus amigos sairemos cantando assim:

“Nós gatos já nascemos pobre!

Porém, já nascemos livres!

Senhor, senhora, senhorio,

Felino, não reconhecerás!”

Mas vocês pensam que acabou? Ainda tem a moral da história e ela é mais ou menos assim…

“É melhor ter amigos para se divertir do que ter filé, almofada e muito mais… Agora que eu tenho amigos, posso brincar de montão a hora que eu quiser!”

E assim, Inara ficou feliz para sempre!

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E você, quer conhecer mais sobre o curso, saber como escrever melhor gradativamente e com mais prazer, com mais leveza e com muito mais resultado? Clique AQUI e conheça o curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita.

Forte abraço!

Leandro Bertoldo Silva.

REFLEXÃO DE UM ESCRITOR E, ‘POR QUE NÃO’, UM PEDIDO

Por Leandro Bertoldo Silva

LITERATURA NA PALMA DAS MÃOS!

Às vezes me pego pensando de onde vêm estas duas coisas aparentemente opostas: produzir os meus livros num processo de artesania, buscando um retorno com a natureza, e um encanto proporcionado pela modernidade e tecnologia… Na verdade não se trata de escolher entre o passado e o presente, mas muito mais de uma necessidade incontrolável de andar por caminhos inexplorados, e, mais ainda, em abri-los, principalmente aqueles em que se acreditam intransponíveis.

Ok, eu confesso! Sou um inconformado social quando a questão é seguir padrões. Sempre que me deparo com alguma coisa ou situação me vem à cabeça aquela perguntinha mágica: ‘Por que Não?’ Por que não pode ser por aqui? Por que não por ali? Foi assim que passou a existir a Árvore das Letras e a Alforria Literária (nome mais do que sugestivo, não?).

Portanto, não é o apego ao passado nem tampouco um aficionismo com o futuro, mas do desejo de, a partir dos dois, criar o diferente, e fica, assim, explicada a existência de mais uma maneira de ler com o requinte incomparável do século XIX e a velocidade moderna da tecnologia do presente. E isso bem aqui, na palma de suas mãos estando você onde estiver, em casa ou no trabalho, em um bar ou aeroporto, ou mesmo aí exatamente onde você está agora nesse exato momento.

Já criei o Folhetim Literário, enviando por email contos e crônicas do melhor da nossa literatura; Já criei o Folhetim Literário fragmentos, enviando por whatsapp o melhor da nossa poesia clássica e contemporânea. Mas agora crio um novo Folhetim especialmente para divulgar a minha literatura, afinal sou um escritor.

O novo Folhetim é um canal de release, também pelo whatsapp. A ideia é de que não passe de uma tela. Portanto, você irá ler não o capítulo inteiro de um livro. Este você pode adquiri-lo sob demanda através da máquina “Paula Brito”. Nele são apenas pinceladas de determinados momentos da história de forma sequencial.

E de início o convite é para acompanhar o livro Janelas da Alma: uma tempestade íntima, um conflito, um retorno – a história de Jorge, um jovem publicitário que vive as pressões que a vida implacavelmente nos impõe, como a necessidade quase obrigatória de sermos perfeitos, até que, cansado e amargurado, resolve fazer uma viagem de férias. É quando, no caminho do aeroporto, ele se depara com um acidente que mudará completamente a sua vida.

Se você ainda não leu o livro, é uma oportunidade de conhecê-lo; se você já leu, não faz mal, você pode fazer uma coisa simples, mas de uma importância gigantesca para mim: você pode compartilhar o Folhetim com seus amigos. Um clique seu significa muito, afinal é assim que surgem os escritores à medida que são lidos e compartilhados.

Os envios serão em breve. E então, posso contar com você?

Se quiser receber é só enviar uma mensagem para o whatsapp (33)98437-0072.

Aguardo por você!

COMO SÃO FEITOS OS LIVROS DA ALFORRIA LITERÁRIA

Os livros da Alforria Literária são feitos num verdadeiro processo de “artesania” e sustentabilidade. Como bem disse uma leitora (Valéria de Oliveira Alves – Belo Horizonte), “o lado estético é lindo, mas a forma de voltar a um contato mais artesanal e simples da vida é o mais maravilhoso. Como o ser humano precisa entrar em contato com a simplicidade para se reconhecer como elemento da natureza”. É o que também disse Angelo Pereira Campos – leitor e um dos revisoes do livro Janelas da Alma, também de Belo Horizonte: “é o antigo processo preservado”.

Fico feliz, como escritor e como o idealizador da Alforria Literária, pois é exatamente essa a proposta, é essa a percepção que desejo que as pessoas enxerguem nesse trabalho como caminho possível. E aqui publico também um comentário maravilhoso que, perdoando os exageros do grande amigo Jair Jr, membro da Academia de Letras de Teófilo Otoni, soube imaginar o meu sentimento:

“Leandro… Que maravilha! Viajei no tempo e me veio, num lampejo, o castelo de Veneza (?), e em uma das torres do lado sul o grande salão que servia de ateliê e oficina ao mestre Leonardo da Vinci, é bem ali, sozinho, dava asas à sua genialidade inventiva! Daqui posso imaginar as feições dele, idênticas às que penso ver em seu rosto feliz e sorridente como nesse instante de explosivo prazer ao dizer: ‘funciona… Funciona!!!’

Máquina “Paula Brito” – Produção sob demanda

Publicado o meu terceiro livro e o primeiro totalmente feito na Máquina “Paula Brito”, através da proposta da Alforria Literária. A capa de papel ecológico é feita de fibras de coco e o miolo de papel reciclado 14,8X21 cm 75g. Utilizando essa matéria-prima, a Alforria Literária afirma seu compromisso junto ao meio ambiente, lembrando que a reciclagem e a sustentabilidade contribuem para a geração de empregos, a redução do lixo e melhora a qualidade de vida desta e das futuras gerações. A partir de agora estou pronto para distribuir os meus livros e enviá-los a qualquer lugar do Brasil em minha própria produção sob demanda, fazendo da minha literatura um intuito de novos caminhos e mudança de paradigmas.

“Relicário Pessoal” é uma coletânea de haicais, pequenos poemas que contam, em três versos, o sentimento frente a diversos desdobramentos da natureza. Saiba sobre este e outros livros aqui neste blog e entenda toda a proposta da Alforria Literária no post abaixo!

Alforria Literária: uma nova forma de pensar literatura!