SUA OPINIÃO VALE LIVRO

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Por Leandro Bertoldo Silva

No mês de abril deste ano fui contemplado como o Autor do Mês pelo site LiteralmenteUai, de Belo Horizonte, o que, claro, me deixou muito feliz e lisonjeado. Uma das coisas que eu mais gostei da belíssima matéria que a Elis escreveu – e você pode conferir clicando no link abaixo – foi mesmo o título, relacionando-me com a “incrível arte de semear ideias literárias”.

Capturar

Clique no link para ler – https://bit.ly/2InSX1O

Gosto da palavra “semear”. Sugere tornar público, divulgar, promover, originar, mas, principalmente, “provocar”. De fato, se eu voltar um pouquinho no tempo, desde 2012, recém-chegado em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, e a partir de 2014 com o surgimento da Árvore das Letras, venho provocando, inclusive em mim mesmo, alguns pensamentos, como este que quero compartilhar com você agora para logo depois fazer uma proposta. Calma, não estou vendendo nada a não ser uma ideia, mas para você comprar de graça… Continue aí acompanhando, acho que vai gostar.

Como escritor e amante dos livros que sou, acompanho alguns perfis interessantes em algumas redes sociais. São escritores, jornalistas, blogueiros, influenciadores, artistas, enfim, uma galera bacana que sabe mesmo o que está fazendo. Mas percebo que, salvo algumas exceções, grande parte das pessoas que curtem esse tipo de coisa, a leitura, o livro, a informação, muitas vezes ficam aí mesmo, ou seja, na curtida, mas com pouca interação, diálogo mesmo para fazer germinar o que com inteligência e esforço se semeou.

Não quero aqui entrar em polêmicas, mas todos sabem que existe uma quantidade enorme de pessoas que curtem tudo, às vezes sem ler… O que para muita gente pode ser legal, afinal o que importa são os likes – “nossa, como sou f…” – para mim o barco navega em outras águas… E como sinto falta daquele lugarzinho do bate-papo inteligente, da troca de ideias saudáveis e sem violência, com conteúdo e que leva a outros lugares às vezes até inimagináveis, o que é muito gostoso, quero te “provocar” a seguinte ideia!

Uma vez por semana estarei postando um texto literário neste blog, meus e de outros autores, aqui mesmo onde você está agora. Pode ser parte de um romance em sequência, um conto ou até um poema. A partir da leitura deste texto, abrimos o debate nos comentários abaixo da postagem, onde todos, conhecidos ou não, poderão naquela semana e em seu tempo expressar as suas percepções e promover uma troca de ideias interessantes que podem gerar até novos pensamentos, tudo é possível, o que vale é comentar.

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Mas detalhe importantíssimo!!

Sabendo que o tempo urge e os conteúdos e as informações na internet estão cada vez mais rápidas, os textos publicados não passarão de uma “lauda literária”, ou seja, 2.100 caracteres, incluindo espaço, mesmo que eu tenha que sintetizar a isso todo um capítulo de um livro sem que ele perca em conteúdo! Se for um vídeo, não passará de 60 segundos. É um baita desafio! E tem mais – e aqui fica explicado o título desse artigo – todo dia 1º de cada mês farei um sorteio de um livro literário, sem custos, inclusive de postagem, para as pessoas que deixarem seus comentários participando do debate. Isso mesmo! Leu, comentou, deixou sua presença, você pode ganhar um livro.

Mas como vai funcionar?

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Assim! No último dia do mês eu divulgarei nas minhas redes sociais os nomes de todas as pessoas que comentaram aqui no blog os textos publicados. No dia seguinte eu realizo o sorteio por nomes usando um aplicativo da própria internet, desses gratuitos mesmo, que dê para compartilhar nas redes sociais e deixar tudo às claras. Com isso, entrarei em contato com a pessoa sorteada para pegar o endereço e enviar o livro de presente. Pronto! Tudo muito simples. E para acrescentar um pouquinho mais de fermento neste bolo, sugiro que ao ler o livro a pessoa o passe para frente e assim por diante, de modo que através de uma pessoa muitas outras sejam contempladas. Não é legal?

Abaixo você pode conferir quais os primeiros livros a serem sorteados.

Para começar, vou postar alguns contos do meu livro Entrelinhas, já que ele é formado por histórias curtas que favorecem o formato proposto. E fica ele, também, como o primeiro livro a ser sorteado no dia 1º de junho.

E então, o que acha? Vamos nessa? Pode deixar seu comentário aí em baixo então e saberei que está dentro!

Se ainda não segue e quiser seguir o blog, seja muito bem-vindo(a). Isso fará com que você receba um e-mail toda vez que eu fizer uma postagem, mas estarei divulgando também nas redes sociais.

Então é isso! Aproveite para ler a matéria do LiteralmenteUai sobre o Autor do Mês clicando AQUI!

Conheça também um pouco mais da Árvore das Letras, da Alforria Literária, dos livros ecológicos e sustentáveis e ajude a “semear ideias literárias”, a natureza e as pessoas agradecem!

Você também pode me seguir no Instagram no @leandrobertoldosilva e a página da Árvore das Letras no facebook no www.facebook.com/linguagemle

Até a primeira postagem e te aguardo nos comentários. JÁ ESTÁ VALENDO!

LIVROS A SEREM SORTEADOS EM JUNHO E JULHO DE 2019!

Junho

Entrelinhas Contos mínimosEntrelinhas Contos mínimos – Leandro Bertoldo Silva (Alforria Literária)

Entrelinhas é uma coletânea de minicontos cheios de espaços vazios prontos para serem preenchidos pela sensibilidade e olhar crítico de quem os ler. Através desses espaços, repletos de provocações, abordando diversos temas trazidos à tona com leveza poética, é possível se encontrar nos silêncios, (re)conhecer-se, rebelar-se e reescrever outras sempre possíveis histórias, quem sabe nossas próprias…

Julho

Rei Branco Rainha NegraRei Branco, Rainha Negra – Paulo Amador (Editora Lê)

Por causa do preconceito, Chica da Silva jamais é mostrada em sua inteireza. Nem o justíssimo Joaquim Felício dos Santos escapou ao pecado de chama-la “negra boçal”. O romancista Paulo Amador, em Rei Branco, Rainha Negra, mostra uma outra Chica da Silva, a verdadeira. Esta surge da narrativa elegante, mostrando o nascimento e o desdobrar de um sonho de liberdade que acabaria por criar em Diamantina a primeira democracia racial do mundo, que incorporou o negro como cidadão. Acima de tudo, Rei Branco, Rainha Negra é o relato emocionante da luta do povo de Diamantina contra o absolutismo português, em que Chica teve comando de generala.

O INCENTIVO NASCE DE NOSSAS AÇÕES

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Esta é uma publicação de agradecimentos! Agradecimento a todos que compareceram ao lançamento do livro O Menino que Aprendeu a Imaginar no dia 30 de abril, em Padre Paraíso, demonstrando o seu carinho e principalmente a sua valorização pela leitura, pela arte e cultura. Não citarei aqui nomes porque não seria possível dizer todos e, para mim, todos que lá estiveram são especiais, assim como os que não puderam estar presentes, mas que enviaram palavras de apoio e até mesmo orações que muito me fortaleceram. Muito obrigado!

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Mas essa é também uma publicação de reflexão! Reflexão pela ausência de muitos professores e demais profissionais da educação que trabalham com o incentivo à leitura, que não medem esforços, ou pelo menos assim é para ser, para fazer com que um aluno, uma criança ou jovem valorize o livro, os autores, os ilustradores e todo um trabalho que é feito com muito empenho e responsabilidade. É preciso pensar que o incentivo nasce de nossas ações; que precisamos retribuir aquilo que muitas vezes solicitamos num pedido de visita a uma escola, a uma contação de histórias ou mesmo uma presença ou palavra em um projeto de leitura.

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Estamos vivendo um momento crucial em nossa existência social, cultural, educacional, moral, onde não é mais possível viver sem a verdade dos nossos sentimentos, em agir por forma e diferentemente daquilo que dizemos. Mas como aquela história de um menino que andando em uma praia repleta de estrelas do mar, pegava uma a uma e a jogava de volta à água para salvá-la, e ao ser criticado por alguém por haver milhões delas e ele não ter condições de salvar todas, fico com a resposta do menino ao olhar bem para a pessoa, se abaixar, pegar mais uma, jogá-la na água e dizer: “para essa eu fiz a diferença…”

Que bom que tivemos muitos meninos e meninas jogando estrelas do mar de volta ao oceano neste dia…

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LEVANDO LITERATURA PELOS VALES

Incenivar a leitura em grandes centros como Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre; realizar megas feiras literárias, salões do livro, bienais em lugares já com tantos recursos é muito louvável, assim como trabalhar a leitura com alunos em escolas bem estruturadas, grandes, equipadas e sortidas de livros e projetos é uma ação que precisa continuar. Mas trabalhar a leitura em lugares que não têm sequer uma livraria por perto, quando muito (e muito mesmo) uma banca de revista, sendo que muitos nem isso, em escolas onde os livros são escassos e o acesso a eles mais ainda em todos os sentidos, é bem diferente… E aí eu me pergunto:

“qual a diferença humana, veja bem: ‘humana’ entre crianças de todos os lugares?”

Sou nascido e criado em Belo Horizonte, uma cidade que eu amo, mas há 9 anos moro em Padre Paraíso, uma pequena cidade no Portal do Vale do Jequitinhonha e que também aprendi a amar, e o que encontrei aqui e nas cidadades e municípios ao redor, nas zonas rurais me faz refletir no que queremos, no que nos move e qual o alcance de nossa consciência quando enchemos o peito e falamos: “precisamos incentivar a leitura…”

COM-FLUÊNCIAS – PÉTALAS POÉTICAS

Quando nos deparamos com algo assim é que enxergamos o valor de acreditar em todas as possibilidades; é quando o que para muitos é uma obrigação ou mesmo uma tarefa, para eles é um convite e para nós uma realização ao ver jovens acreditando em si mesmos e indo muito, mas muito além de muitos com o dobro ou o triplo de oportunidades. Isso, sim, é verdade, é respeito um pelo outro, isso é inclusão por quem sabe fazer, é cultura, é educação que vale a pena, é Vale do Jequitinhonha. Parabéns a ASCAI – Associação da Criança e do Adolescente de Itaobim e muito obrigado pela oportunidade e por acreditarem na Árvore das Letras e na Alforria Literária. Ver estes jovens com os livros nas mãos e os olhos brilhando, livros que eles escreveram na oficina de (Re)Construção Poética e que tivemos a oportunidade de produzir e publicar é uma felicidade sem tamanho. Que prazer este encontro!

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL A PRÉ-VENDA DO LIVRO O MENINO QUE APRENDEU A IMAGINAR

Leandro Bertoldo Silva

Olá, crianças! O livro O menino que Aprendeu a Imaginar já está com data de lançamento confirmada para o dia 30 de abril de 2019, em Padre Paraíso, às 19 horas. E vocês pais, mães, tios, professores, amigos, amigas, amigos de amigos, leitores, enfim, amantes dos livros infanto-juvenis, já podem comprá-lo e recebê-lo antes de todo mundo e com preço mais baixo!

É só participar da pré-venda que acontecerá do dia 20/3/2019 ao dia 20/4/2019. São apenas 30 livros disponíveis para pré-venda. Caso você tenha interesse em adquirir o livro com preço promocional somente dentro deste prazo, acesse o link abaixo e faça o seu cadastro para receber em seu e-mail todas as informações que você precisa para ter em suas mãos um livro sustentável, ecológico, ilustrado, feito com muito carinho e com muita imaginação! Edição especial limitada. Garanta o seu!

Link da Pré-Venda

CLIQUE AQUI!

O livro O MENINO QUE APRENDEU A IMAGINAR traz a reflexão da fantasia e do lúdico na vida das crianças, a importância de enxergar o mundo através das histórias e de se interagir com o outro através da arte e das simplicidades.

O livro tem o propósito de resgatar o poder criativo da criança, fazer o adulto revisitar suas lembranças e memórias dos tempos em que um simples barquinho de papel era motivo de muitas aventuras num dia de chuva… E o que dizer daquela professora que foi tão importante e faz com que queiramos ser importantes para alguém? E as histórias contadas ao redor da fogueira ou do fogão de lenha… Quem nunca se imaginou viajando pelos lugares e vivendo aventuras?

O MENINO QUE APRENDEU A IMAGINAR sou eu, é você, são nossos filhos e filhas, nossos netos e netas, nossos alunos, nossos pais, nossos avós que, por algum motivo, precisamos todos reaprender a reconectar com nossa criança, nosso Ser e nossa essência.

E então, vamos acordar os sonhos, pois um dia nunca é igual ao outro para quem tem um livro nas mãos…

Oswaldo lendo no tapete

SINOPSE

Chateado por não ter nada de diferente para fazer, Oswaldo fica dentro do seu quarto cheio de lamentações quando um grande livro de histórias que fica bem no alto da estante cai “sozinho” no chão. O susto, já enorme, aumenta ainda mais quando o menino percebe que não foi um acidente, mas obra do seu brinquedo predileto: um lindo palhacinho de roupas coloridas e chapéu de guizos.

Gesticulando e dando mil cambalhotas, o palhacinho conduz Oswaldo a mundos que ele não conhecia, como a casa de um caçador onde entra, disfarçado de menino, o temível bicho Mapinguari; Vê a chuva cair lá fora levando nas enxurradas um barco de papel e, dentro dele, uma criança cheia de imaginação; E o que dizer de uma professora bem diferente ao apresentar à turma o seu amigo Geógrafo, um Atlas falante?

Repleto de surpresas, a história reserva ainda uma muito maior no final que, certamente, fará meninos, meninas e até adultos terem outros olhos para a leitura e para os livros.

A história base desse trabalho foi publicada na revista AMAE Educando, em 2009, em Belo Horizonte, teve uma montagem de teatro e ganha agora em livro publicado pela Alforria Literária uma nova estrutura e conceito, inclusive nas ilustrações feitas por Adilson Amaral – psicólogo e artista do Vale do Jequitinhonha – trazendo uma proposta que dialoga com a importância da imaginação a partir da leitura e das imagens não sugestionadas para que o leitor crie a sua própria realidade.

Um livro escrito com um grande carinho, não apenas por ser o primeiro infanto-juvenil do autor, mas por se basear em sua própria história de vida e no que acredita.

LANÇAMENTO DIA 30 DE ABRIL!

Ouça abaixo a música tema de uma das histórias do livro, composta por Helder Lima.

A ARTE DE SIGNIFICAR

Por Xavier de Novais, personagem narrador do livro Histórias de um certo Aarão e outros casos contados, ainda em processo de escrita.

Olá!
Cuidei que o meu escritor estivesse brincando quando delegou a mim a tarefa de assumir a lista de transmissão no WhatsApp. Mas qual! Não só não estava brincando, como cruzou os braços (literalmente) a isso, deixando mesmo para mim o encargo de alimentar de literatura quem por lá estiver espontaneamente. Não que ele não queira, mas as tarefas de escrita e produção de livros, além dos cursos e oficinas na Árvore das Letras os chamam ao serviço. Para comprovar o que digo, deixo aqui um pequeno vídeo dele em ação com a nossa “Paula Brito”, sim, nossa! Dou-me o direito de tê-la como minha, já que é ela que dará existência física à minha história e as do meu amigo Aarão Reis…

A propósito, você sabe por que a máquina de livros da Alforria Literária se chama “Paula Brito”? Esse nome é em alusão a Francisco de Paula Brito, proprietário de uma livraria no antigo lago do Rocio no século XIX, atual Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro. Mulato, autodidata e oriundo de meio humilde, Paula Brito trabalhou como tipógrafo, impressor de livros e jornais, fundando a Marmota Fluminense numa época em que o analfabetismo era gigantesco em nosso país. Com essa história, o nome de uma máquina que faz livros não poderia ser mais adequado, não acha? Além disso, a importância de Paula Brito foi fundamental para acolher um mocinho acanhado, também mulato, brilhante e que faria história… Machado de Assis, que, por sua vez, inspirou com o seu óculos pince-nez a marca da Alforria Literária.
E tudo se encaixa!

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Saiba mais sobre a Alforria Literária, seu conceito e história clicando AQUI!

GENTE, QUE LOUCURA!

LISTA DE TRANSMISÃO.

Por Leandro Bertoldo Silva

 

Estava sentado no sofá da minha casa pensando nos livros que coloquei como meta este ano para ler, quando comecei a conversar comigo mesmo… Na verdade não era bem comigo que eu conversava, mas com o personagem que estou escrevendo no livro das histórias de Aarão Reis – Xavier de Novais. Não seria nada demais se levando em conta que ele, na minha história, é o segurança de uma livraria; nada estranho, portanto, de estar falando com o nobre amigo sobre livros.

Acontece que ele começou a ter opiniões próprias, tecendo comentários sobre livros que eu ainda não li e ele sim… A propósito, Xavier de Novais é um exímio leitor, como se verá no meu livro quando eu o terminar.
Mas isso me fez pensar sobre o que é ser um personagem. Talvez para ele o personagem fosse eu… Pensando na teoria de que às vezes são os livros que nos escrevem e não o contrário, é bem possível que fosse mesmo. Mas para maior compreensão, se é que é possível, deixo que ele próprio se explique e se apresente.

Oi, o meu nome é Xavier de Novais. Não sou propriamente um personagem. Personagem tem uma personalidade; eu não tenho uma personalidade, tenho várias, ou melhor, tenho tantas quantas forem os olhos de quem me leem. Isso porque posso estar em um poema, mas também em um romance, quem sabe em um conto, ou mesmo num ensaio. Ora, se não sou um personagem, também não o deixo de ser, e muitos! Posso até ser você neste momento. Na verdade, eu preciso de você para existir, mas você não precisa de mim para viver, mas se me ter e ouvir minha voz, sendo ‘um’ comigo e abrir as portas do seu coração, posso lhe abrir mais do que isso, posso lhe abrir estradas. Não quero agora lhe dizer mais do que poderei falar em versos e histórias. Despeço-me, então, para nelas me fazer presente, se assim me permitir. Até breve!

É nessa antítese, nessa espécie de mundo dos contrários que vivi essa experiência inusitada e que peço agora a gentileza da sua atenção para aliá-la à sensibilidade das percepções poéticas e literárias para, junto com Xavier de Novais, adentrarmos os caminhos por onde é possível sonhar.

Para isso, além de o estar escrevendo no livro Histórias de um certo Aarão e outros casos contados: das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis, resolvi dar a ele existência própria e fora do livro.

Assim, a partir de agora é ele quem irá se encarregar de uma lista de transmissão que mantenho no WhatsApp, o que será ótimo, pois vai me desafogar um pouco nas tarefas que tenho que fazer. E vamos ver no que isso vai dar…

Se você já faz parte da lista, ótimo! Se ainda não e deseja fazer e receber folhetins literários, indicação de livros, autores, matérias, informações de feiras e eventos culturais, seja bem-vindo(a). É só enviar uma mensagem no whatsapp no número (33)98437-0072, dizendo: EU QUERO FAZER PARTE DA LISTA. Divulgue também para os seus amigos!

Venha fazer parte dessa experiência literária!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

O HOMEM; AS VIAGENS

Por Leandro Bertoldo Silva

Como ex-morador de Brumadinho, sinto muito e vejo com muito pesar mais esse acontecimento do rompimento da barragem do Córrego do Feijão apenas 3 anos depois do ocorrido em Mariana. É um momento em que a dor se aflora pelo descaso de tanta gente. E eu penso: quem é “essa gente” a não ser nós mesmos, com toda a nossa capacidade de ganância, de dinheiro e de poder, do querer levar vantagem sem medir esforços, sem respeitar sequer o nosso próprio planeta e quem dirá o próximo? E isso tudo para con-quis-tar, sendo incapazes de con-vi-ver.
Recolho-me à literatura e lembro Drummond. Busco na poesia um alento de mudança de sentido. Que as mudanças políticas, humanas e sociais comecem dentro de cada um de nós!

ANO NOVO, VIDA NOVA, TUDO NOVO!

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A ÁRVORE DAS LETRAS passa a incorporar em sua identidade o nome ESCOLA ATELIÊ. Para isso foi feita uma reformulação em seu espaço que estará oferecendo novos cursos, oficinas e atividades, como encontros de leitores e autores, oficinas de arte, artesanato e poesia.

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O espaço conta ainda com um showroom, onde é possível comprar peças de arte, mandalas e livros do selo Alforria Literária.

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E as mudanças não param por aí!

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Além disso, a ÁRVORE DAS LETRAS ATELIÊ está indo para além das fronteiras do Vale, levando seus trabalhos para outras cidades e regiões. Agora, você que não é de Padre Paraíso pode contratar oficinas, palestras e ter as nossas sementes plantadas para fazer florescer arte onde estiver!

Onde a literatura e a arte se completam!

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LIVRE COMO UM PASSARINHO

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Por Leandro Bertoldo Silva, do livro Entrelinhas Contos mínimos

“Algumas lembranças são confusas: umas me

fazem rir, quando lembro que chorei. Outras me

fazem chorar, quando lembro que rimos juntos”.

(Bob Marley)

“Pronto! Todo o esforço valeu a pena! Cheguei neste auditório como Alvinho e saio como Doutor Alvarenga Peixoto! As intermináveis provas, as leituras que me tiraram o sono… Tudo aqui neste diploma. Agora é ir para a advocacia e ser livre como um passarinho…”.

Recordar-se dessas palavras ditas há vinte anos, naqueles minutos fugidos para o café, enquanto olhava a rua pelas grades da janela de seu escritório, fazia-o lembrar do amigo de infância de quem um dia sentiu pena por não ter, como ele, estudado as letras. Agora, sentia pena de si no meio daquelas repartições, petições e processos igualmente intermináveis, enquanto, em algum lugar lá fora, talvez em alguma praia ouvindo o barulho do mar e sentindo a leve brisa do vento em seus cabelos, Tonho, o amigo iletrado, vendia seus biscoitos da sorte. Assim pensava quando foi interrompido por ter sido chamado, às pressas, para mais uma audiência, no mesmo instante em que um passarinho voou do peitoral da janela levando no bico um pedacinho de “sonho”…

Ouça a baixo a história narrada