SAVITRI – CONTO TRADICIONAL DA ÍNDIA

… Assim, por estas trilhas da Índia, chega a princesa SAVITRI que nos ensinará sobre a coragem para amar…

SAVITRI é um conto de ensinamento tradicional da Índia e ensina sobre amor e determinação, sobre como preparar-se para conseguir o que se deseja, o que na narrativa é indicado pelo jejum e vigília e, sobretudo, nos fala de coragem e do pedido generoso que alcança também o bem-estar daqueles que estão próximos. Mas, acima de tudo, reflete a grande sabedoria da mulher.

O Eu leio para você é uma proposta biblioterapêutica de incentivo ao autoconhecimento e ao amor pelos livros e pelas histórias.

JANELAS DA ALMA – PREFÁCIO DA NOVA EDIÇÃO

Por Jéssica Rodrigues

Será possível adentrar os mistérios da alma e descortinar janelas que possam desvendá-la? Este exercício interno em conflito contínuo com o meio é essência da natureza humana. Os seres que se veem refletidos em situações, encontros e desencontros são puramente isto: humanos. E como uma obra de ficção, um romance, pode revelar tão bem esta nuance genuinamente real e presente no viver ou no imaginário de cada um de nós? A esta e outras perguntas, temos o aguçar aqui nesta obra.

Na leitura deste livro que mescla emoções, sentidos, memórias e devaneios – o encontro pessoal do personagem Jorge é brilhantemente construído nesta narrativa que cativa o leitor do início ao fim do texto. Penso que um bom romance é aquele que, ao fim de um capítulo, nos convida à leitura do próximo. Quando isso acontece, a conexão está estabelecida e o leitor já se deixou cativar pelo enredo. Este é o momento em que a mágica surge: o texto, antes vivo apenas no imaginário do autor, ganha ares e, com asas literárias, alça voo recebendo vida também no universo dos leitores. Foi assim aqui comigo ao leu o “Janelas da alma – uma tempestade íntima, um conflito, um retorno”. Jorge foi apresentando-se e, gradativamente, desvelando seus segredos. Vi-me em conflito de compreensão e, por vezes, voltei para conferir se havia me distraído e perdido algum ponto que me desse pistas para o desenrolar da história. Gosto disso, quando o livro não nos mantém inertes e então nos convida a revê-lo, transitar em suas páginas e buscar elementos de significação e ressignificação. Afinal, é aí que está a graça de tudo, não é? Sem esse remelexo no pensamento, a leitura não nos move, e é nele que o texto toma forma e sentido. Não penso em sentidos prontos e acabados, mas em diferentes e vastas elaborações pessoais, que dialogam com o cerne da narrativa. Isto sim me parece bom: dialogar com o texto, construindo possibilidades e gestando o impossível também.

As janelas do personagem, por vezes, abriram-se às minhas próprias. Um texto que faz parar, pensar, amadurecer. O zelo com informações pontuais como a nomenclatura das flores ou de cenas do cenário artístico teatral, bem como o dialogar de detalhes e de aprendizados nas entrelinhas. Uma obra completa: instigante, bem arquitetada, com jogos simbólicos e confrontos entre o abstrato e o real. Permito-me parafrasear Rubem Alves que diz que “todo jardim nasce de um sonho e, este por sua vez, nasce dentro da alma; assim, quem não tem jardins por dentro, não os plantam por fora, nem passeia por eles”. Jorge me conduziu aos seus jardins externos e internos. Leandro Bertoldo Silva manejou bem as palavras e este livro é um jardim completo.

Jéssica Rodrigues é pedagoga, professora e escritora.

A EVOLUÇÃO DOS LIVROS

Das pinturas rupestres, passando pelo volumen ao codex, os homens foram registrando suas histórias. Os livros, como todas as coisas, viveram e ainda vivem a sua evolução, haja vista os e-books hoje em dia que, respeitosamente e sem nenhum preconceito, pois os tenho, não é a minha preferência.

A partir das lajotas de barro, passando pelo papiro – planta que cresce em regiões lodosas que no antigo Egito existia nas margens do rio Nilo – os livros evoluíram para as peles de animais, onde era possível dobrá-los, uma vez que o papiro, quebradiço, não permitia.

Os chineses já imprimiam calendários e livros sagrados no século VII, mas foi a partir da prensa de tipos móveis de Johannes Gensfleish, conhecido como Gutenberg, no século XV, que tivemos a primeira grande evolução dos livros, podendo estes se popularizarem, uma vez que não eram mais escritos à mão e deixaram de ser uma exclusividade dos nobres e do clero, alcançando o seu maior objetivo: propagar a arte e o conhecimento.

O que isso nos mostra?

Que tudo, absolutamente tudo evolui, principalmente em se tratando de arte, que há sempre outros caminhos a serem percorridos para quem se propõe a encontrá-los, e se eles por acaso não existirem podem ser construídos.

Foi este pensamento que me fez construir com a parceria do luthier Egídio Alves de Souza a minha própria prensa, também de madeira, como a de Gutenberg, e dei a ela o nome de “Paula Brito” em homenagem ao nosso tipógrafo brasileiro no século XIX. Com ela criei uma técnica autoral de feitura de livros utilizando folhas soltas coladas e costuradas ao invés dos tradicionais cadernos em blocos.

Não se trata de querer voltar ao passado, mas se inspirar nele e trazer para a contemporaneidade uma nova forma de fazer e consumir literatura de uma maneira livre e descompromissada de verdades absolutas e receitas prontas, porque elas não existem; o que existe é a vontade, pois, como diz Agualusa, um escritor angolano:

“quando nós fazemos o que quer que seja com paixão, vamos acabar por fazer bem, e os livros bons acabam sempre por encontrar os seus leitores”.

Saiba mais sobre esse trabalho clicando AQUI.

PARA LÁ DESSE QUINTAL

Por Leandro Bertoldo Silva – Quixote das Gerais

Sou de Belo Horizonte e amo minha cidade. Acabei de publicar um livro com histórias de BH contadas pelo fantasma de Aarão Reis, que foi aprovado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Mas foi nesta pequena cidade de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, que fiz nascer a Árvore das Letras e junto dela a Alforria Literária. E é daqui que todos os meus livros autorais, na escrita e na forma, são distribuídos para todo o Brasil. Clique em Alforria Literária para conhecer.

Se estiver passando pelo Vale, venha conhecer Padre Paraíso, a Árvore, a Alforria Literária, as prensas de madeira – as chamadas “Paula Brito” – e toda a arte que floresce nessa terra que se tornou a casa de tantos que aqui chegaram e mesmo dos que saíram, pois, como diz a famosa referência, “quem bebe a água da biquinha, não passa da igrejinha”.

E já que está por aqui, aproveite para ler o conto mínimo “Para lá desse quintal”, inspirado na tranquilidade de todos os Vales que moram em nosso interior.

Quando a pátria que temos não a temos
perdida por silêncio e por renúncia
até a voz do mar se torna exílio
e a luz que nos rodeia é como grades.

– Sophia de Mello Breyner Andresen –

Ilustração: Adilson Amaral

Para lá desse quintal, sempre houve uma noite infinita. Contudo, agora que o transpôs, não sabia se deveria. Talvez fosse melhor imaginá-la pelo rádio ao debruçar-se sobre a mesa a ouvir aquela música e deixar-se fazer dela – a noite – o que as suas lágrimas sugerissem.

Mas a curiosidade o abateu como estrelas cadentes a viajarem em excessos. Era evidente a sua felicidade na simples-cidade em que vivia: meiga, pequena, pacata, protegida dos adereços que tornam cheios os nossos pensamentos.

E quão mais confortável era a vida pouca neste quintal vazio que o tempo ainda não preenchera…

Tudo era tão cheio de nada a sua volta, que a falta, além de não se fazer presente, apresentava-se como possibilidades. Um banho quente em noite fria era um bálsamo de abundância! O que dizer da velha bicicleta que o ajudava a vencer a longa distância entre a casa e a escola e ainda emprestava-lhe a suave carícia do vento?

Mas o menino cresceu…

E o quintal não mais lhe cabia. Não se arrependia de ter desejado o infinito, mas de tê-lo deixado ser ilusão…

PLANEJAMENTO É TUDO, ATÉ PARA LER

Por Leandro Bertoldo Silva

Sabe aqueles livros da sua estante e também da biblioteca da sua cidade, assim como aqueles outros tantos das livrarias que você ainda sonha em comprar?

Então…

Se você também é um amante da leitura como eu deve ficar meio em dúvida às vezes com tantos livros que gostaria de ler, mas que o tempo castiga nosso adorado desejo de viver em meio às páginas. Mas tenho uma boa notícia, uma não, duas! Primeiro, não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; e como esse não é o seu caso, se não nem teria começado a ler este post, vem a segunda boa notícia: há maneiras de resolver essa questão!

Mas, olha! Planejamento é tudo, e é o que devemos fazer, pois ele é muito necessário, ainda mais nos dias corridos de hoje. Devo dizer, entretanto, que não existe um método ou uma cartilha a ser seguida. Cada qual é cada qual e cada um sabe, melhor do que ninguém, onde os calos apertam, ou melhor, do seu dia a dia.

O que vou escrever aqui funciona comigo dentro da minha rotina e escolhas. Sou escritor e mediador afetivo de leitura e ela é matéria-prima do meu trabalho. Tenho tantos livros para ler quanto são as estrelas no céu…! Por isso, faço uma divisão de três modalidades de leitura:

  • LEITURA DE ENTRETENIMENTO;
  • LEITURA DE PESQUISA;
  • LEITURA DE REFERÊNCIA.

Funciona mais ou menos assim:

LEITURA DE ENTRETENIMENTO

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É a que eu faço pelo meu bel prazer (não que as outras não sejam). É a leitura do divertimento puro, do deleite, sem maiores compromissos do que a apreciação da arte literária. Aqui incluo contos, romances, poesias, etc. Costumo realizar essa leitura de segunda à quinta-feira logo após o horário de almoço, mais especificamente de 13h:00 até 13h:45, que é quando estou em meu momento de descanso do trabalho da manhã, o que inclui a escrita e a confecção de livros. Assim, posso me entregar e desfrutar dos personagens e versos…

LEITURA DE PESQUISA

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É a que eu realizo quando estou escrevendo um livro, seja ele de contos ou romance. Um escritor é um contador de histórias e precisa estar atento a tantas histórias já contadas por aí. Isso nos ajuda a estarmos mais presentes, sintonizados com a nossa época, com os gostos e preferências do nosso tempo, sem dizer que um escritor é antes de tudo um pesquisador da sua própria arte. Essa leitura eu a faço às sextas-feiras na parte da tarde, que é o dia de planejar toda a semana que virá.

LEITURA DE REFERÊNCIA

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É a leitura dos grandes autores, daqueles que me dizem mais profundamente, seja em termos de estilo, seja em termos de ideias. Aqui estão os escritores da literatura clássica e contemporânea. Como diz Mia Couto (um dos meus escritores de referência), “os escritores nascem de outros escritores”, e é exatamente assim que acontece. Para essa leitura eu reservei os fins de semana, não todo, claro, pois também tenho uma vida social e familiar que é tão importante quanto. Mas para um leitor sempre sobra um tempinho…

Bem, como disse, não há um modelo a ser seguido. O importante é que cada um encontre o seu jeito, seja ele qual for, pois deixar de ler é algo que não devemos, tanto porque, como disse Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”.

Se você gostou, aproveite para divulgar essas dicas para aquele amigo ou amiga que, como você, ama a leitura e tem vontade de ler muitas coisas, mas, no entanto, esbarra na “falta de tempo”.

Vamos lá?

Ah, e já que estamos em companhia de leitores, aproveito para indicar os meus livros. Saiba sobre eles clicando AQUI

Desejo a todos Boas leituras!

COMO LIMPAR E CONSERVAR O SEU LOCAL DE INFORMAÇÕES VARIADAS, REUTILIZÁVEIS E ORDENADAS – L.I.V.R.O

Por Leandro Bertoldo Silva

Ser um leitor vai muito além da leitura propriamente dita. Ser um leitor passa pelo amor aos livros e o prazer de tê-los. Ser um leitor é realmente muito diferente de um não leitor…

Tudo bem! Vivemos uma era de modernidade impossível de ignorar (e nem podemos e queremos), em que os livros eletrônicos — os chamados ebooks — com diferentes formatos de arquivos de leitura e programas estão em evidência, deixando os livros tradicionais com os dias contados.

Será mesmo?

Machado de Assis, no célebre conto A igreja do Diabo, diz:

“As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão”.

Isso nos leva a pensar, e no meu caso ter a certeza, de que o velho e bom livro de papel… Ah, esses sempre irão existir… Há quem acredite que não; felizmente, tanto como leitor e também como escritor, não faço parte dessa opinião.

Para fortalecer e sustentar a tese dos que acreditam na continuidade da espécie, leia a deliciosa crônica de Millôr Fernandes, que vem ilustrar muito bem o que quero dizer.

Vamos lá…

L.I.V.R.O

“Existe entre nós, muito utilizado, mas que vem perdendo prestígio por falta de propaganda dirigida, e comentários cultos, embora seja superior a qualquer outro meio de divulgação, educação e divertimento, um revolucionário conceito de tecnologia de informação.

Chama-se de: Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. que, em sua forma atual vem sendo utilizado há mais de quinhentos anos, representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, nem pilhas. Não necessita ser conectado a nada, ligado a coisa alguma – nem mesmo à internet (grifo meu). É tão fácil de usar que qualquer criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma sequência de folhas numeradas, feitas de papel (atualmente reciclável) que podem armazenar milhares, e até milhões, de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém permanentemente em sequência correta. Com recurso do TPO – Tecnologia do Papel Opaco – os fabricantes de L.I.V.R.O.S podem usar as duas faces (páginas) da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os custos à metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.S com mais informações, basta se usar mais folhas. Isso, porém, os tornam mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema, visivelmente influenciados pela nanoestupidez.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, no próprio cérebro, sem qualquer formatação especial. Lembramos que, quanto maior e mais complexa a informação a ser absorvida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Vantagem imbatível do aparelho é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. E a leitura do L.I.V.R.O. pode ser retomada a qualquer momento, bastando abri-lo. Nunca apresenta “ERRO FATAL DE SENHA”, nem precisa ser reinicializado. Só fica estragado ou até mesmo inutilizável quando atingido por líquido – caso caia no mar, por exemplo. Acontecimento raríssimo, que só acontece em caso de naufrágio.

O comando adicional moderno chamado ÍNDICE REMISSIVO, muito ajudado em sua confecção pelos computadores (L.I.V.R.O. se utiliza de toda tecnologia adicional), permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder na busca com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com esse FOFO (softer) instalado.

Um acessório opcional, o marcador de páginas, permite também que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou tipo de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. Todo L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso o usuário deseje manter selecionados múltiplos trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com a metade do número de páginas do L.I.V.R.O.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. por meio de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S.

Elegante, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro, como já foi de todo o passado ocidental. São milhões de títulos e formas que anualmente programadores (editores) põem à disposição do público utilizando essa plataforma.

E, uma característica de suma importância: L.I.V.R.O. não enguiça!”

Fantástico, não é?

Sei que como eu, existem muitas pessoas que amam seus livros, que se sentem bem simplesmente estando na companhia deles, sentindo o seu cheiro, o prazer de passar as páginas, namorando cada folha, cada detalhe numa espécie de ritual mágico para a leitura…

Mas o livro, como qualquer objeto, principalmente valioso, precisa de cuidados… Muitos cuidados…

Você que está lendo esse artigo e, que como eu e muitos, ama os seus livros, responda rápido:

 Você limpa os seus livros? Conserva-os? Sabe como fazer isso?

Bem, conheço muita gente que nunca ou raramente se predispõe a esse serviço…

Mas como quem “ama, cuida”, resolvi publicar esse artigo mostrando como é possível fazer a limpeza dos seus livros de maneira correta e eficiente.

Na verdade, a ideia veio a partir de uma coleção de Jorge Amado que ganhei recentemente… Os livros são editados pela Livraria Martins Editora, capa dura, marrom, tipo couro, uma verdadeira relíquia. Para os amantes dos livros e da boa, boa não, ótima literatura, não poderia haver presente maior!

Porém, como os livros estavam um tanto velhos, alguns mofados e estragados, parti para uma busca pela internet de como poderia limpá-los da melhor forma. Encontrei muitas dicas aqui e ali, lá e acolá…

Prece interessante? Então continue lendo para saber mais sobre:

  • O material necessário para a limpeza dos livros;
  • O passo a passo de uma limpeza correta e eficaz de seu livro;
  • Alguns cuidados e dicas essenciais;
  • Um conselho final, que faz toda a diferença na conservação do seu livro.

Como sei que essas informações também podem ser de muita valia para muitas pessoas, resolvi reunir as melhores dicas que encontrei em um único lugar e publicar este conteúdo aqui no blog. O resultado gerou o infográfico abaixo e que tenho o prazer de compartilhar com você. Espero que goste.

Como limpar e higienizar os seus livros

E então, gostou do conteúdo? Viu como é fácil e possível cuidar dos seus livros?

Então, compartilhe esse artigo e ajude outras pessoas que também amam os seus livros a saberem a melhor maneira de limpá-los e conservá-los. Os livros agradecem e a cultura também…

VOCÊ TEM TEMPO PARA VOCÊ?

Você tem tempo para você?

Essa é uma questão mais séria do que pode parecer. Não se trata apenas de ter tempo para fazer o que gosta, mas ter tempo de se preparar para fazer o que quer que seja.

Antes mesmo de começar a ler um livro, eu me preparo para a leitura; antes de trabalhar, antes de estudar, antes de comer, antes de dormir… Tudo o que vamos fazer requer um tempo de relaxamento e preparação.

O resultado é termos mais presença e consequentemente mais prazer. Quando temos pressa para fazer as coisas, geralmente não a vivenciamos como deveríamos. Assista esse vídeo para refletir mais um pouquinho sobre isso…

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

O ENCONTRO DAS IMPROBABILIDADES

“O nascer do sol…

Que dia será este?

Apostas incertas.”

Essa é a aposta feita na primeira página. Aposta ou evidências de um improvável encontro. Nem sei. O que sei é que acordei nesse domingo, bem cedo, sob o miado de Mia Couto, meu gato, que todos os dias me acorda às seis horas e trinta minutos. Um despertador inusitado. E ele só perdeu a hora no único dia em que dele precisei para um encontro marcado às sete horas mais ou menos. Não me atrasei, mas tive que usar do expediente de dirigir até o local do encontro, eu que pretendia ir a pé.

O encontro de hoje era um pouco diferente. Queria terminar de ler As Janelas da Alma, o livro de Leandro Bertoldo Silva que deixei pela metade no sábado e que estava me intrigando. A narrativa parecia dispersa, ou alucinada. Estaria Jorge, o personagem, sob efeito de uma marijuana mal tragada? Ou ele vivia um sonho, ou pesadelo, desses que a gente tem de vez em quando, onde os encontros e as falas dos personagens sonhados aparecem sem a lógica que a gente pensa sempre em dar a nossos diálogos escritos e falados? Quantas vezes na vida eu também tive sonhos assim? Freud os explicaria, será?

Terminei a leitura com Mia Couto em meu colo e Marlon Brando, meu cão, solicitando minha presença para um passeio na rua, como em todos os dias. E ainda estou sob os efeitos alucinógenos de minha imaginação que sempre insiste em fazer parte, como um personagem invisível, das histórias que gosto. Eu, que tinha, em minha juventude, o hábito de escolher um desconhecido na rua e segui-lo, aleatoriamente, para elucidar sua caminhada e seu destino, comecei a seguir o Jorge nas ruas de Belo Horizonte. Até entrei no Borges da Costa onde, em meus tempos de estudante, ia de vez em quando visitar um amigo que lá morava. Só que esse meu amigo não se suicidou no Borges. Ele foi morto pelos cães da ditadura nos anos setenta.

A leitura não me surpreendeu, na verdade. Ela me pegou de roldão, me conduziu a uns labirintos da memória, dentro dos quais eu não entrava há uns tempos. Eu sabia o efeito que ela, a história, faria em mim desde a metade de ontem. Só que hoje, ao acordar, eu queria logo ser conduzido a essa espiral de reminiscências, de sentimentos que fazem parte de meu espírito tanto leitor quanto escritor. E funcionou. Foi exatamente como eu previa, não o desenrolar do texto, mas a minha sensação de alegria com algo tão bem conduzido e escrito.

Mas, afinal, quem é Leandro Bertoldo da Silva? Eu não tinha a menor ideia de quem ele fosse até umas duas ou três semanas atrás. Foi um verdadeiro encontro das improbabilidades o que aconteceu. De repente esse cara que mora em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, apareceu, virtualmente, em minha vida. Pelo menos a pandemia vivida no momento não impede os encontros improváveis. Eles continuam acontecendo, virtualmente. E aí um agente dos correios bate no meu portão e me entrega um pacote com cinco de suas obras publicadas, presente do próprio, com quem eu havia falado apenas uma vez através da internet, mas a amizade através das fibras óticas aconteceu como um sorteio ganho em loteria.

Relicário Pessoal – Haicais – foi o primeiro. Um raro escritor de haicais aos moldes ensinados pelos mestres japoneses, cinco-sete-cinco sílabas poéticas em uma síntese da beleza estética da natureza.

“As rosas escrevem

Palavras em pétalas.

Verdades sutis.”

Entre Linhas: Contos mínimos, li em seguida. Uma surpresa depois da outra. Os contos são, de fato, mínimos. Uma a duas páginas. Mas o engajamento desse leitor foi ao máximo. Que delícia surfar entre as ondas da Despedida, de O Chamado, das Incertezas, entre outros, condensados de ricas histórias.

Depois li O Menino que Aprendeu a Imaginar, outra delícia. O menino segue uma trajetória muito parecida a tantos meninos, como eu, por exemplo, que não tive tantos livros na infância e juventude, mas fui salvo pela poesia de Rudyard Kipling e Carlos Drummond de Andrade, e pelos Capitães de Areia, de Jorge Amado. Esses caras não só me ensinaram a imaginar como cochicharam em minhas orelhas que eu também podia escrever. E comecei a escrever poesia tão logo ganhei o primeiro beijo na boca.

E chegou a vez de Histórias de um certo Aarão e outros casos contados. Que imaginação desse Leandro Bertoldo! Parecia até que eu ouvia de novo as velhas histórias dos fantasmas de Belo Horizonte. Todas as cidades têm seus fantasmas. Mas os da cidade com a qual você conviveu e convive há tantos anos parecem ser mais reais que os outros. Porque você os encontra de vez em quando, seja em roda de conversa em botequim, seja em histórias recontadas nos teatros.

O que nos dá alegria mesmo é a forma de contar todas estas histórias, com estilo e leveza. Parece uma conversa entre dois amigos que se encontram após uma longa ausência, como se tivessem jogado bolinha de gude na infância, ou roubado jabuticaba, juntos, no pomar daquele vizinho chato, na juventude. Essa sensação de pertencimento às histórias, como se você fosse um personagem, ou mesmo como se as pudesse ter escrito, em forma de poesia, de pintura, de escultura ou nos fornos de cerâmica do Jequitinhonha, como me disse uma vez o filósofo francês Serge Feaucherau, é que faz as grandes histórias e os grandes escritores. Obrigado, Leandro Bertoldo da Silva, por me colocar, sem mesmo me conhecer, e suas histórias. E por mais esse encontro das improbabilidades que me trouxe a outros encontros e tantos novos improváveis (hoje certeiros) amigos.

Paulo Cezar S. Ventura nasceu em Timóteo, Minas Gerais, mas considera-se um cidadão de Nova Lima, cidade vizinha a Belo Horizonte. Cursou a Educação Básica em Nova Lima, fez o antigo ginásio no Liceu Imaculada Conceição e o científico no Colégio Estadual Augusto de Lima. Em 1971 entrou na UFMG para cursar Física, e se formou em 1975. Paulo é escritor e autor de várias obras, entre elas, “Mistérios de Marte”. É editor e fundador da Editora Rolimã.

CAMPANHA LEITURA SOLIDÁRIA – UMA ABORDAGEM BILBIOTERAPÊUTICA

A Árvore das Letras, através do selo Alforria Literária, e a Casa da Criança “Alertas”, de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, firmaram uma parceria social, literária, educacional e cultural com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher.

O objetivo desse encontro é atuar no cuidado, afeto e equilíbrio emocional por meio dos livros e da literatura, envolvendo não apenas as crianças, mas todos os profissionais, como professoras, monitoras e demais funcionários e membros da equipe.

O trabalho será realizado de forma voluntária pela Árvore das Letras, utilizando a Biblioterapia de Desenvolvimento, que é o cuidado do Ser a partir das histórias, sejam elas lidas, narradas ou dramatizadas.

É meta dessa parceria a criação de uma biblioteca na Casa da Criança “Alertas” que funcionará junto a uma brinquedoteca, criando um espaço lúdico, de leitura e atividades educacionais e socioculturais.

Para isso, está sendo lançada a campanha Leitura Solidária, que acontecerá em duas frentes. A primeira envolve as obras do escritor Leandro Bertoldo Silva, em que cada livro do autor vendido em qualquer cidade do Brasil, 10% do valor será revertido à compra de novos livros infantis com potencial terapêutico a serem trabalhados tanto com as crianças como com toda a equipe e serão doados à “Alertas” para que seja criada a biblioteca da instituição.

A segunda diz respeito a doações de livros infantis que poderão ser encaminhados para a secretaria de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher, que propôs ser um ponto de apoio para a arrecadação dos mesmos.

Além da doação dos livros, o trabalho conta com encontros de Biblioterapia, em que, a partir de temáticas, histórias são lidas e interpretadas e são feitos processos de dinamizações com o objetivo de integrar, acolher e apoiar, por meio da escuta afetuosa, uns aos outros, atuando no crescimento e desenvolvimento humanos.

A sua adesão a essa campanha é muito importante e bem-vinda! Quem quiser adquirir os livros do autor é só entrar em contato pelo whatsapp (33)98461-2688, ou pelo e-mail alforrialiteraria@hotmail.com.

Quem tiver livros infantis para doar também pode entrar em contato ou encaminhá-los à Secretaria de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher, da Prefeitura de Padre Paraíso, situada na Praça dos Estudantes, nº 100.

Este é um trabalho piloto da Árvore das Letras e outras instituições serão contempladas.

A Casa da Criança “Alertas” atende 90 crianças de 0 a 3 anos de idade e fica na rua São Francisco, 539 – Bairro Bela Vista – Padre Paraíso/MG. No momento, por motivo da pandemia, as crianças estão sendo assistidas em casa. A instituição tem o seguinte quadro de funcionários:

Supervisora: Eliana Gomes Ramalho Ribeiro.

Presidente: Ednei Ferreira Silva.

08 professoras.

06 monitoras.

04 serviçais de limpeza.

04 cozinheiras.

01 nutricionista.

01 zelador.

01 vigia.

01 servidor administrativo.

Participe desta campanha. É só um livro, mas que tem o potencial de transformar vidas!

HISTÓRIAS LIBERTAS, LIVRO LANÇADO

Lançamento ocorrido no dia 06 de maio de 2021

Caros amigos e amigas, leitores e leitoras, hoje venho com o coração radiante de alegria agradecer a presença de todos que puderam estar no lançamento do meu livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados – das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis”. Da mesma forma, agradeço a todos que de alguma forma acompanharam todo o processo ou parte dele recebendo as divulgações (e foram muitas!), comentando, sugerindo, felicitando. Tudo isso foi muito importante para que o evento fosse um sucesso e mostrasse que para a arte não existem fronteiras. O que seria presencial, por causa da pandemia, precisou ser virtual, mas mesmo assim mostramos que é possível criar, ousar e fazer de um instante um momento inesquecível.

Obrigado a cada pessoa que direta ou indiretamente participou para que esse evento acontecesse. Obrigado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerias por ter visto neste projeto algo substancioso que permitisse a sua aprovação via Lei Aldir Blanc. Obrigado aos amigos, familiares, leitores de todas as partes, conhecidos e que se fizeram conhecer a partir deste livro.

Agradecimento especial a Geane Matos, minha esposa, Yasmin Bertoldo, minha filha (a loira – ou rosa? – do Bonfim) e aos meus pais que entenderam o meu tempo e o meu processo de criação. Especial A Paulo Fernandes e Pierre André, que interpretaram Xavier de Novais e o fantasma de Aarão Reis na live de lançamento, abrilhantando ainda mais esse trabalho. A Bhuvi Libanio e Elisa Valadão, pela revisão e ilustração deste livro. A novamente Paulo Fernandes, pelo prefácio. A Robson Vieira, pela transmissão da live. A Angelo Campos e Conceição Franco, pelas lives de pré-lançamento. E um muito especial a Laise Áurea e Luzia Maria de Souza que acreditaram nesse projeto e aceitaram produzi-lo com maestria, dedicação, carinho e amor.

Para quem não pôde assistir a live no dia do lançamento, a mesma se encontra gravada no Youtube da Árvore das Letras e pode ser acompanhada abaixo. Pelo celular, clique em “chat ao vivo” para acessar os comentários.

Gratidão e vamos para a próxima!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.