PRÉ-VENDA DO LIVRO HISTÓRIAS DE UM CERTO AARÃO E OUTROS CASOS CONTADOS

Olá!!
Venha participar deste encontro no dia 01 de abril às 19 horas pelo Youtube e descobrir como nasce um livro artesanal na Alforria Literária a partir de um de seus momentos de confecção, e o quanto “Paula Brito” é importante neste processo. É só acessar este link no horário da live: https://youtu.be/a9XGLdYxNYU

Teremos também Valéria Gurgel cantando, ao vivo, a música que está no vídeo!

Você saberá tudo sobre a pré-venda do livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados” e ainda poderá ganhar um exemplar do livro, que será sorteado ao vivo no final da live, e recebê-lo autografado em sua casa.

A live é no dia 1º de abril, mas é verdade, não é mentira não!! Estou esperando você.

REGRAS DO SORTEIO:

1. O período de participação terá início no dia 26 de março de 2021 e se encerra às 23h59 do dia 30 de março de 2021.

2. Para participar basta marcar duas pessoas, curtir e comentar no post de pré-venda no Instagram @arv.das.letras, respondendo à pergunta: “você tem medo de fantasmas? Sim ou não?”

3. O livro será sorteado ao vivo no final da live pelo aplicativo Sorteio Go  somente para as pessoas que seguirem as regras acima. Além disso, para ganhar o livro, a pessoa deverá estar presente na live e se manifestar caso seu nome seja sorteado. Não havendo manifestação, outra pessoa será sorteada.

4. O resultado será divulgado nos stories do Instagram @arv.das.letras.

5. O ganhador deverá entrar em contato informando o endereço para recebimento. O envio do livro será feito pelos Correios na sexta-feira, dia 02 de abril, sem custos para o ganhador.

Boa sorte! Nos encontramos na live!

RELICÁRIO PESSOAL – HAICAIS

RELICÁRIO PESSOAL – HAICAIS é um livro diferente. Não se trata de um livro apenas para ler, mas para sentir. Isso porque é um livro de poemas, mas não quaisquer poemas, são pequenas doses de silêncio escritas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas, respectivamente, totalizando 17 sílabas gramaticais e poéticas para serem refletidas e guardadas em nosso coração.

Ler os poemas é um mergulho que você leva para a sua vida no dia a dia, ao passar pela LEITURA, não para aumentar conhecimento, mas para encontrar você mesmo na palavra; pela MEDITAÇÃO, ao deixar a palavra cair no coração, aceitando-a simplesmente; GESTAÇÃO, que, através da meditação, faz com que a palavra germine e frutifique; e por último a CONTEMPLAÇÃO, para não mais raciocinar a palavra, mas vivê-la no silêncio.

Para isso, você irá encontrar em cada página um haicai que, por si mesmo, já proporciona tudo isso através da sua simplicidade.

Portanto, abra aleatoriamente uma página do livro. Leia e desfrute cada palavra do poema, procedendo aos passos descritos: leitura – meditação – gestação – contemplação. Dê-se um tempo e perceba para onde os versos levam você. Às vezes te fazem revisitar um passado e lá encontrar respostas ocultas… Mas também podem te fazer presente do agora ou mesmo parente do futuro… Volte às outras páginas após se sentir satisfeito(a) com suas reflexões. Não tenha pressa, o importante é abrir-se para as possibilidades.

É assim que eu sugiro que você leia este livro, que ainda traz mais uma sensação: nele, você pode escolher uma essência entre lavanda, menta ou canela que será carinhosamente inserida na capa do livro assim que ele sair da prensa. Dessa forma, você terá uma experiência que vai além da leitura e se conectar ainda mais com a natureza.

Experimente. Este é um livro que eu faço ouvindo música e colocando as melhores intenções para quem o possuir e se aventurar em abrir suas páginas cheias de encontros…

Se você achou interessante e sentiu um chamado para esse livro, entre em contato, faça seu pedido e eu o envio onde quer que você esteja.

Você pode saber mais sobre esse livro, valor e como adquiri-lo, clicando AQUI ou falando diretamente comigo, me enviando uma mensagem por este site ou pelo Whatsapp (33)98461-2688.

Esse é um trabalho que estou realizando nesse momento delicado que estamos vivendo e acredito que pode ser útil a você e outras pessoas por oferecer momentos de paz, fé, introspecção e coragem. O mundo está precisando de afetos e este é um livro que nos abraça e nos acolhe.

Um forte abraço e estou à disposição.
Leandro Bertoldo Silva.

O MUNDO MUDA QUANDO UMA CRIANÇA LÊ UMA HISTÓRIA

Cuidar de uma criança é dar a ela carinho, atenção e nutri-la de todos os cuidados necessários. Tudo isso e muito mais, as histórias possuem e, quando facilitamos esse encontro e entra o “Era uma vez…”, o mundo agradece.

É preciso saber que gostar de ler é e sempre foi natural. Repare no encantamento e no semblante de uma criança ao folhear um livro pela primeira vez. São os pais quem oferecem essa oportunidade, e são eles os responsáveis por manter os corações pulsando pelas palavras.

Quando essas palavras vêm acompanhadas por livros feitos um a um, costurados manualmente, chegam, junto com elas, o princípio ativo da valorização. É assim que os encontros acontecem.

Um lindo dia (seja ele qual for) e boas histórias para você 🙂

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

CRÔNICA NOSSA DE CADA DIA

Sempre gostei de crônica, essa maneira deliciosa de falar da realidade por caminhos literários. A propósito, é comum nos vemos em volta da seguinte pergunta: afinal, o que é realmente uma crônica?

Bem, recebi de presente do amigo Ricardo Albino essa resposta em forma de… Crônica! Assim, com a sua permissão, publico aqui no blog esse texto “muito gostoso de ler”.

***

Outro dia alguém me perguntou o que era uma crônica e eu disse apenas que era um texto muito gostoso de escrever, pela sua liberdade. No entanto, na tarde de 12 de março último, a caminho de mais um treino de bocha, acho que encontrei uma resposta criativa para essa pergunta.

Em minha opinião, a crônica é tudo aquilo que se enxerga e não apenas vê; é tudo que se escuta e não apenas ouve; é o colorido que todos nós damos a um quadro pintado em tela transparente, com letras escritas em linhas tortas que ganhamos de presente ao nascer.

 Portanto, a crônica nada mais é do que a representação da arte de viver. Dizem que tudo se cria nada se perde tudo se transforma. Para o jornalista posso dizer que não há nada mais verdadeiro, chega a ser até engraçado. É só colocar o pé na rua e é como se um radar fosse ligado, para nossa sorte, nosso radar, não costuma ter limite de velocidade, no meu caso funciona até parado no sinal de trânsito.

O cenário, desta vez, não era um barzinho da capital, mas, uma loja de esquina. Quatro pessoas, supostamente amigos, conversavam. A curiosidade surgiu quando ouvi a frase:

— Ocê viu, ele pegou!

O outro retruca:

— Não pegou nada!.

Pensei que falavam da paixão nacional do brasileiro, o futebol. Mas, logo percebi que o assunto em questão era a paixão nacional do homem, ou ao menos da maioria deles, as mulheres.  Um ser humano abençoado. Coisa mais linda, por Deus, ainda não foi criado. Dizem até que ele tentou, mas, ficou desanimado, pois, percebeu que era difícil criar algo tão iluminado.  Por elas de A à Z sou um cara apaixonado.

Ah! Os outros dois entraram na conversa. Um dizia assim:

— Ocê tá falando que chegou na loira?

E o quarto rapaz grita de lá:

— Eu duvido!

E o primeiro, todo orgulhoso, reage rápido:

— Ela me deu até o telefone dela!

O segundo ri e o terceiro completa:

— Ela é muito areia pro seu caminhãozinho.

O outro diz:

— Ocê ligou? Aposto que deu ocupado ou ela deu o número errado.

Foi gargalhada geral. Nesse momento, o sinal de trânsito abriu e fui eu dentro do carro imaginando onde foi parar aquela crônica nossa de cada dia.

Ricardo Albino é formado em Comunicação Social – Jornalismo, pelo Centro Universitário de Belo Horizonte – UNI-BH. Contador de histórias, formado pelo Instituto Cultural Aletria, Ricardo participou de inúmeros projetos, como a “Semana Nacional de Museus”, participou no quadro “Os Contadores de Histórias” no programa Revista da Tarde, na Rádio Inconfidência e vários outros projetos e festivais.

POR UMA LEITURA MAIS AFETIVA

Por Leandro Bertoldo Silva

A leitura para mim sempre foi algo arrebatador e fascinante, mesmo antes de saber juntar letras e formar palavras. Quando criança, lá pelos meus 4 ou 5 anos de idade, pegava livros e revistas em quadrinhos e inventava as histórias que não estavam ali, mas em minha alma de menino. Sim, antes de formar palavras eu juntava sonhos e as escutava dentro de mim enquanto folheava as páginas daqueles objetos mágicos. Gostar de ler, portanto, é e sempre foi natural, ou pelo menos deveria ser. Por que então tantas pessoas dizem ter horror à leitura?

Antes de tentar responder essa pergunta, reforço a minha declaração de que gostar de ler é algo absolutamente natural. Isso porque somos seres humanos e, como tais, temos a necessidade de contar histórias. Fazemos isso tanto pela escrita como pela oralidade, como também pelas cores, pelos cheiros, pelos sabores, pelo tato e, principalmente, pelos sentimentos. Não há como negar a subjetividade da vida, o olhar de carinho da mãe que nos faz ter a certeza da sua alegria por nós, o amparo do pai ao sentir sua mão protetora ao nos jogar para cima quando criança, o medo da perda quando da presença dos avós mais idosos, mesmo sabedores do quanto isso também é natural. O que estou querendo dizer é que não lemos somente palavras; lemos a natureza a partir das nossas percepções, das nossas alegrias, expectativas e também das nossas dores, saudades e frustrações, ou seja, lemos e somos lidos, pois fazemos parte das sensações. Uma vez que todos esses sentimentos podem ser, aí sim, interpretados pelas palavras e absorvidos pelos poetas, pelos romancistas e contistas através de tantas obras maravilhosas, não há nenhum motivo de correr daquilo que apreciamos tanto, porque simplesmente faz parte de nós mesmos. O que acontece então?

Acontece que em algum momento essa conexão não é bem feita, primeiramente pelos pais ao permitirem um certo distanciamento dos filhos a julgarem, muitos, que a responsabilidade é da escola, e essa devolve aos pais a falta de presença e incentivo. Assim, tudo vira cobrança. A propósito, sempre que ouço a expressão “incentivo à leitura”, algo me incomoda, embora eu também já a tenha usado. E não é o incômodo de admitir a necessidade de incentivar alguém a algo que eu tanto aprecio, mas principalmente por saber que de incentivo já estamos cheios. Somos todos super estimulados à leitura, temos hoje livros interativos, eletrônicos, que falam, tocam música e uma série de outras coisas mirabolantes. Portanto, o que falta não é incentivo, o que falta é saber o que fazer com tudo isso e, principalmente, falta afeto literário, e isso dificilmente os pais estão sabendo dar aos filhos, como, mais difícil ainda, as escolas sequer estão aptas a essa tarefa, pois agem na obrigatoriedade e não na esfera do acolhimento. Deixe-me falar uma coisa: onde entra a obrigação expulsa-se o prazer. Acontece que as pessoas não sabem fazer de outra forma e preferem continuar em um infinito jogo de passa ou repassa. Os pais não querem admitir as suas distâncias, assim como as escolas não querem admitir a incapacidade de pensarem fora da caixa e vivemos, todos, essa fragilidade absoluta.

Com tudo isso que foi exposto, resta-nos uma alternativa: a coragem de acreditar que a leitura transcende, e muito, todos os espaços e que em algum lugar de nós mesmos existe aquele menino, aquela menina que um dia se encantou com o primeiro livro que ganhou, mesmo sendo ele de borracha para não estragar ao leva-lo para o banho… Um dia nossos olhos brilharam ao ouvir uma história e nos surpreendemos ao saber que ela veio daquele mesmo objeto mágico que nos fora dado a folhear até que descobrimos que nós mesmos podíamos fazê-la sair de lá, sem cobranças, sem provas, sem atividades para mostrar ao mundo o quanto somos inteligentes. Aliás, inteligência é olhar o mundo com afetividade, é lê-lo em sua inteireza e simplicidade, é sentir grato por aqueles que traduzem os nossos sentimentos e permitem que os modifiquemos a partir das nossas próprias vivências, e isso não tem certo nem errado, tem existência. Inteligência é saber que não precisamos percorrer sempre os mesmos caminhos, porque existem outros, e, se não existirem, podem ser construídos. Quando compreendermos isso, veremos diminuir os horrores em detrimento dos prazeres. Não sei se respondi à pergunta, talvez nunca venha a conseguir, e está tudo bem. Cada um tem o seu momento de descoberta. Apenas sou grato pelo meu ter sido, com o auxílio dos meus pais, desde cedo lá naqueles livros e revistas que me deixaram folhear e um pouco mais tarde em cima de um pé de ameixa, onde levava os meus livros, usando os galhos como estantes, lendo, absorvido pelo encanto, o mundo que se me abria com acolhimento e carinho.

CONTA MAIS UMA

Livro de Nye Ribeiro, com ilustrações de Ana Terra.

Vovó Milota já tinha lido todos os livros de história, mas seus netinhos queriam mais: “Conta mais uma, vovó. Só mais uma!” Um dia, vovó acorda bem cedo, pega sua cesta mágica e vai para o bosque em busca de inspiração para inventar histórias. Ali, andando por entre as árvores e observando os movimentos, barulhos, cheiros, formas e cores da natureza, vovó descobre diferentes personagens para tecer uma nova história.

Nesta história de Nye Ribeiro, com ilustrações de Ana Terra e publicado pela roda e cia editora, vovó Milota nos leva a um passeio por um bosque encantado, reunindo imagens e ideias em sua cesta mágica.

Despertar na criança e no adulto o encanto pela natureza e o respeito pelo meio ambiente é algo que encontramos nesta mediação de leitura que eu, carinhosamente, preparei para vocês.

Assista o vídeo, curta, assine o canal. Ficarei muito feliz!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

UMA FLOR NASCEU

“Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu”.
(Carlos Drummond de Andrade)

Por Leandro Bertoldo Silva

Sempre tive uma relação muito especial com as flores. Para mim, elas são as artes mais perfeitas da natureza e capazes de curas inimagináveis. Leia uma pequena história que traz as flores como inspiração.

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Seu coração estava dilacerado e queria pôr fim à sua vida, acabar com aquele sofrimento, pois imaginava ser isso possível por esse caminho, já que era o único que conhecia. Preparou todas as coisas que julgou serem necessárias para a aguardada despedida; e já era próximo de meio dia…

Na sexta hora, quando nada mais restava a fazer a não ser saltar para o destino imaginado, uma rosa, até então despercebida, chamou-lhe a atenção no momento exato que se desfolhou à sua frente. Ao ver as pétalas espalhadas daquela rosa, não duvidou de que, um dia, não importa se há muito tempo ou segundos antes, aquela bela flor teve forma, perfume e função de ser bela, doando, assim, o seu amor. Olhou para as pétalas que um dia formaram uma flor e que, mesmo naquele estado, continuavam sendo uma flor, porque ainda tinham a capacidade de oferecer a beleza e o prazer do seu perfume… Foi quando compreendeu que o amor, antes de ser sentido, deve ser manifestado, mesmo que dilacerado, pois está aí a natureza de transformar-se. Como orvalhos naquelas mesmas pétalas, lágrimas sublinharam seus olhos, mas já eram de agradecimento, não apenas por ter sido salvo por uma flor, mas por ter se convertido em uma; e já era um minuto depois do meio dia…