[INFOGRÁFICO] MACHADO DE ASSIS: A ALMA HUMANA DECIFRADA COM SUTIL IRONIA

Por Leandro Bertoldo Silva

Imagine um garoto mulato, pobre, gago e epilético, filho de pai pintor e mãe lavadeira num Brasil colônia da segunda metade do século XIX…

Uma pessoa assim teria todas as prerrogativas de não se dar bem na vida, certo?

Nem tanto!

As tendências às vezes são só tendências e caem frente às grandes almas…

Estamos falando de Joaquim Maria Machado de Assis, para muitos (inclusive para mim) o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos mais notáveis escritores do mundo, que revolucionou as nossas letras e a nossa maneira de enxergar a vida.

Contrariando a normalidade, Machado de Assis teve uma existência relativamente estável e conheceu, em vida, o prestígio e a fama que lhe cabiam. Foi um dos fundadores, em 1897, da Academia Brasileira de Letras – ABL e eleito seu presidente vitalício. Ao morrer, em 1908, recebeu honras fúnebres de chefe de Estado.

Nada poderia contrastar mais vivamente com seu nascimento, em 1839, no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, e com sua infância de menino órfão e pobre (sua mãe morreu quando ele tinha 10 anos de idade e seu pai casou-se novamente, vindo morrer pouco tempo depois), sendo criado pela madrasta (felizmente boa, para diferenciar das histórias e contos de fadas…).

Entre nascimento e morte, Machado percorreu um duro caminho de quem se faz pelas próprias mãos – mulato pobre de subúrbio, ele se transformaria num dos mais respeitados intelectuais da corte.

Pelo que indicam os registros, Machado de Assis não frequentou a escola, embora tivesse aprendido a ler antes dos 10 anos. Ainda criança, vendeu doces na rua para ajudar a sustentar a casa. Caixeiro de uma livraria, tipógrafo e revisor foram algumas profissões que exerceu antes de se tornar jornalista e escritor.

A estabilidade econômica, porém, veio de outras fontes. Como uma boa parcela da intelectualidade brasileira da época, Machado ingressou no funcionalismo público. Chegou a fazer carreira, foi oficial-de-gabinete de ministro e diretor de órgão público. Em 1889, ano da Proclamação da República, dirigia a Diretoria do Comércio. Nessa época já era um escritor consagrado.

Costuma-se dividir a obra de Machado de Assis em duas fases bem distintas: a primeira apresenta o autor ainda preso a alguns princípios da escola romântica, sendo por isso chamado de fase romântica ou de amadurecimento; a segunda apresenta o autor completamente definido dentro das ideias realistas, sendo, portanto, chamada de fase realista ou de maturidade.

Em 1904, a vida de Machado de Assis é abalada pela morte da esposa – Carolina Augusta Xavier de Novaes – uma base sólida para a sua carreira de escritor e sua companheira por 35 anos, e de quem ele nutria um amor incondicional.

Cultuado em seu tempo (e até hoje) como escritor “clássico”, representante máximo de nossa “boa literatura”, Machado de Assis soube, como nenhum outro escritor brasileiro, revelar os meandros da alma humana e combater, pela ironia sutil, as mazelas de nossa sociedade, ainda colonial, escravocrata e autoritária.

Parece interessante?

Então veja abaixo, no infográfico, um panorama geral para conhecer toda a brilhante trajetória de Machado de Assis – o bruxo do Cosme Velho, algumas de suas ideias e um cronograma básico com as suas principais obras para quem quer se deliciar nessa leitura, que é um verdadeiro mergulho nas profundezas da alma pelo viés da literatura.

machado-de-assis

Gostou de conhecer a história de Machado de Assis, esse grande escritor brasileiro? Então compartilhe esse infográfico e ajude a divulgar essa informação!

A prpósito, que tal mencionar logo abaixo nos comentários qual obra de Machado mais lhe marcou? Se ainda não leu, é um bom momento para começar!  E para te ajudar, veja um pequeno vídeo-resumo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, uma de suas principais obras!

Curtiu esse conteúdo? Então lembre-se!

COMPARTILHAR É SE IMPORTAR!

Mostre para uma pessoa querida que você se importa com ela.

Compartilhe esse conteúdo e me ajude a fomentar a leitura.

[ENTREVISTA] A VITÓRIA DA VONTADE DE ELISA AUGUSTA DE ANDRADE FARINA: A ESCRITORA E SEU TEMPO

Por Leandro Bertoldo Silva

“Você já foi à Bahia, nêga? Não? Então vá!”

Assim perguntou Dorival Caymmi, inspirando, posteriormente, Lenine em sua emblemática canção Lá e Cá. E é parafraseando esses dois ícones da música popular brasileira que eu inicio este artigo-entrevista, perguntando:

Você conhece Elisa Augusta de Andrade Farina? Não? Então conheça…

Elisa Augusta… A menina da Fazenda Tabatinga, em Teófilo Otoni, Minas Gerais, que aprendeu a magia de juntar palavras e sonhava em ser ouvida…

A mulher que tem na escrita o seu oxigênio e alimento…

A escritora que aprendeu com Clarice, Cecília, Adélia, Rachel, a essência de ser mulher das letras e dar voz à luta compartilhada e nunca dissociada de gêneros…

A menina, mulher, escritora que é hoje a Presidente da Academia de Letras da cidade onde nasceu, mostrando que os sonhos é o caminho da construção…

Foi sobre essas vertentes e verdades, entre poesias e memórias, lembranças e sonhos – sempre filtrados por um profundo senso de carinho nas palavras e no trato com elas – que Elisa Augusta de Andrade Farina nos falou nesta entrevista à Árvore das Letras.

warm-note-to-say

Árvore das Letras:   Quem é Elisa Augusta de Andrade Farina?

Elisa Augusta de Andrade Farina:   Nasci em Teófilo Otoni. Sou a quarta filha de dez irmãos. Tive uma infância feliz e cheia de peripécias, a maior parte dela vivida no campo, entre brincadeira e muito exemplo de trabalho e disciplina. Até os sete anos, morei na Fazenda Tabatinga, lá pras bandas de Valão. Depois mudei para Teófilo Otoni onde fui alfabetizada aos 8 anos no Grupo Escolar Teófilo Otoni. Sempre estudei em escola pública, do ginásio ao clássico, no Colégio Estadual Alfredo Sá. Prestei vestibular na UFMG, graduando-me em Filosofia. Morei em Belo Horizonte até 1999, retornando a Teófilo Otoni até os dias de hoje.

014

AL:   Você sempre teve inclinação para a escrita? Fale um pouco da sua trajetória até chegar à presidência da Academia de Letras de Teófilo Otoni.

EAAF:   A maior conquista da minha vida foi quando consegui juntar sílabas e formar palavras. Foi mágico e essa magia se arrasta até hoje. Sinto um prazer incrível em produzir conhecimento, seja através dos meus escritos ou histórias que eu conto. A minha trajetória cultural não foi fácil… Tudo que conquistei foi com muito empenho e esforço. Sempre acreditei que um dia eu seria ouvida, que as minhas ideologias seriam respeitadas e serviriam de influência para aqueles que gostam das palavras. Ser membra da Academia de Letras de Teófilo Otoni foi a realização de um sonho que sempre acalentei, e acreditava bem distante da minha realidade. Quando surgiu a oportunidade de criar uma Academia de Letras, trabalhei arduamente, juntamente com alguns companheiros de sonho para a sua concretização. Sou membra fundadora da ALTO. O amor, compromisso e dedicação foram as molas propulsoras para a minha conquista à presidência dessa ilibada Instituição Cultural. Como bem disse Clarice Lispector: “Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outras pessoas. E outras coisas.”

2017-02-11_11-07-59

AL:   Para você, qual a responsabilidade do escritor diante da realidade presente do país? O que a preocupa?

EAAF:   Como disse anteriormente, nós escritores fomentamos ideologias, que podem ser acatadas ou refutadas de acordo com o interesse daqueles que estão sendo formados. O Brasil de hoje é muito complicado de se analisar sobre o ponto de vista do conhecimento ideológico, social e político. O nosso papel como formadores de opinião é de suma importância. Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos. Temos que ter a consciência de que não podemos perder o foco dos valores que servem para humanizar uma sociedade narcísica e consumista.

AL:   Essa atitude de falar sobre questões do seu tempo, remonta ao Romantismo. Castro Alves fazia isso ao proclamar a respeito da liberdade dos escravos, o que demonstra uma participação social muito grande do escritor. Você acha que o escritor de hoje está omisso?

EAAF:   O tempo vivenciado acarreta consigo implicações na vida intelectual de um povo. A vida transforma as palavras e as palavras transformam o mundo. E no centro dessas transformações estão os escritores, esses artífices da linguagem que, em acaloradas discussões, descobrem identidades e diferenças, unem-se em grupos e criam então os chamados movimentos literários. Dessa forma, sempre estão atuando, não importa se no passado ou na atualidade sempre encontram uma maneira de se expressarem disseminando, assim, as mais diversas formas de expressão e ações conscientes.

AL:   Historicamente, o número de escritores sempre foi maior do que o número de escritoras, embora todas as pesquisas mostram que o número de leitoras é muito maior que o número de leitores. Como você enxerga a linguagem feminina na literatura brasileira hoje?

EAAF:   Em uma sociedade machista, a mulher sempre terá que lutar para conseguir alcançar a sua meta, não importando em que área atue. Na literatura não foi diferente. Somente no século XX que o povo viu surgir as grandes escritoras. Graças a elas, muitas mulheres hoje podem escrever seus veros, seus sonhos e seus livros sem serem julgadas injustamente. As estatísticas comprovam que existem mais leitoras que leitores e a única explicação plausível é o fato de a mulher estar mais propensa a mudar seu estilo de vida e estar mais aberta para ideias novas.

AL:   No seu livro ANTES DE TUDO, MULHER, você diz que “ser mulher é, antes de tudo, uma visão que envolve todas numa luta tão própria do sexo feminino”. Que luta é essa? É possível mensurá-la?

EAAF:   Esse livro nasceu da minha experiência ideológica de enfrentamento ante a posição de inferioridade intelectual da mulher e sua luta de coibir essa defasagem. Mostro, de forma poética, que essa luta pode ser compartilhada sem distinção de gênero através do amor, companheirismo e, acima de tudo, do respeito.

ts-your

AL:   Você também escreveu o livro infantil REINO FELIZ. Como foi a experiência de escrever para criança? O que a motivou?

EAAF:   Sempre sonhei com um mundo melhor e priorizei a imaginação como forma de minimizar o sofrimento e a injustiça. Por que não caminhar pelas veredas da magia e da criatividade como forma de educação e do resgate literário? Foi gratificante a minha experiência porque “podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos”, e o produto que colhi foi edificante e me move a investir na área literária infantil.

untitled-design

AL:   Escrever é algo diferente para cada escritor/escritora. Para alguns, curiosamente, é árduo, insano, torturante; para outros é altamente prazeroso. Para você, como é? Por que você escreve?

EAAF:   Sempre amei escrever, faz parte do meu dia a dia. Através das letras, vou construindo um mundo mais justo, com mais ética e humanidade. Sinto a vida, vejo as pessoas e as formas… A magia se instaura e o amor explode de todas as formas detalhando toda a diferença. Escrever é o meu oxigênio, meu alimento, minha força, meu refúgio…

AL:   A tecnologia ajudou muito o surgimento de novos escritores e escritoras. Muitos jovens estão indo por esse caminho, o que é bom, porque nunca se escreveu tanto como agora. Um dos caminhos utilizados por eles são aplicativos e redes sociais, como o wattpad, onde o usuário pode publicar histórias, contos, romances e poemas online. Porém, curiosamente, o número de escritores cresce proporcionalmente ao número de não leitores, ou seja, estamos vivendo uma geração de contrastes, onde quem deveria ler cada vez mais para escrever, está lendo cada vez menos. Especialistas chegaram a dizer que se as pessoas lessem apenas um terço do que deveriam para escrever, estaria resolvido o problema do mercado editorial brasileiro. O que você tem a dizer sobre isso? Você também acha que para escrever bem é preciso ser um bom leitor, ou uma coisa não tem nada a ver com a outra?

EAAF:   A tecnologia é uma realidade irrefutável. Temos que ter em mente de que ela nos favorece se usada corretamente. Estamos num mundo mediático, vivemos uma relação de aldeia global. Tudo é exposto, natural… Mas para escrever dentro dos preceitos gramaticais e cultos temos que ler os clássicos, até mesmo como forma de analisar a época que foi vivenciada e sua influência na ideologia expressada. Não quero dizer que temos que abandonar as formas literárias populares como a de cordel, contações de histórias, quadrinhos. O respeito por essas formas literárias tão prazerosas e ricas de conteúdos é fundamental num país como o nosso tão diversificado e multifacetado.

AL:   Mia Couto, um escritor moçambicano, diz que os escritores nascem de outros escritores. Isso nos leva a crer em pais escritores e mães escritoras. Quem são os seus pais literários?

EAAF:   Eu tive uma formação acadêmica clássica. Bebi, em várias fontes, as águas do conhecimento. É claro que sofri influência literária de Clarice Lispector, Rachel de Queiroz, Adélia Prado, Cora Coralina, Cecília Meireles, dentre outras. Emergi-me nos seus ditos, absorvi os seus versos numa troca de mulher para mulher. A minha vida literária sofreu influências diversas: dos filósofos que tive que estudar e entender, perpassando por todas as Escolas Literárias até os dias atuais. Cada autor que lia era uma paixão que se tornava amor e me levava a produzir e a sonhar no mergulho da imaginação.

clarice-lispector-thumb-800x572-84883

AL:   Num mundo tão degradado por consumismos desenfreados, qual seria a importância, ou a função, ou o sentido da literatura, da poesia, da narrativa?

EAAF:   A sua função primordial seria de humanização. Estamos em um mundo de consumo exacerbado, em que o ser humano se coisificou. Precisamos da poesia como forma de minimizar essa triste realidade que é expressa a todo o momento, daquilo que vemos, sentimos e nunca vamos entender.

AL:   Vivemos num tempo em que parece que as pessoas buscam o tempo todo a perfeição: o corpo perfeito, o trabalho perfeito, a casa perfeita… Como você lida com o erro?

EAAF:   Apesar da sensibilidade humana de oposição ao erro e ao mal, na verdade não podemos dizer que o homem se incline naturalmente a assumir uma posição de luta contra os erros. A luta pela verdade deve ser positiva. E deve ser verdadeira, isto é, inteligente. A inteligência é a faculdade de aprender o real. O real é concreto, é singular. Devemos, portanto, realizar o esforço de apreender e circunscrever o caso particular. Se existem erros, na ordem prática é necessário cuidar dos que erram. E quem somos nós, em nossas deficiências, para pontuar erros e mais erros? Se os mesmos sempre foram relativizados? E a perfeição é uma questão de visão? E se estivermos míopes? Eis a questão…

AL:   O que é memória para você e quais são as suas memórias?

EAAF:   Em consonância com o dicionário Aurélio, memória é a faculdade de reter as ideias, impressões e conhecimentos adquiridos. Um povo sem memória não constrói sua história. A mesma é uma prática social, construída na vida real por homens e mulheres. As minhas memórias são constituídas por reminiscências alegres ou tristes que fizeram e fazem parte da minha vida. São tantas as minhas memórias que estou estruturando-as e em breve serão apresentadas num livro que será lançado este ano, aguardem…

AL:   Do que você tem saudade?

EAAF:   Tenho saudade dos tempos idos da minha vida, dos momentos que se perderam, quer por fragilidade ou desconhecimento de fazer uma leitura de que a felicidade preenchia todas as lacunas que eu pensava estarem vazias… Tenho saudade do aconchego de colo de mãe, do amor que, como chama, queimava dando-me forças para buscar o desconhecido… Ah, são tantas… Se fosse enumerá-las dariam páginas e páginas perdidas no tempo…

AL:   Nesse mundo de hoje, você acha que ainda há lugar para os sonhos?

EAAF:   Sim. Sem os sonhos não construímos. Se pararmos de sonhar nos perdemos em nós mesmos.

elisa-augusta

Gostou de conhecer a escritora Elisa Augusta de Andrade Farina? Então comente, compartilhe essa entrevista e ajude a divulgar os seus livros, a sua história, as suas ideias. Principalmente você, professora, diretora de escola, coordenadora pedagógica, construa uma relação de proximidade entre escritores contemporâneos e seus alunos, dê a eles a oportunidade do encontro. Como muito bem disse Elisa: “A magia se instaura e o amor explode de todas as formas detalhando toda a diferença..”

Leve um escritor, uma escritora em sua sala de aula e verá essa magia acontecer…

Obrigado, Elisa!

[INFOGRÁFICO] PANORAMA GERAL DA LITERATURA BRASILEIRA – DE 1500 ATÉ OS NOSSOS DIAS

Por Leandro Bertoldo Silva

Você consegue definir?

Imagine um mundo formado por pedaços coloridos de vidro, sendo estes refletidos por espelhos, ocasionando, por meio de sua movimentação, imagens coloridas e diferentes em contínuas transformações…

Certamente, você associou essa descrição a um caleidoscópio, correto?

Correto. Mas não estou falando de um caleidoscópio comum, este do objeto cilíndrico, embora seja cilíndrico o mundo em que vivemos… Tudo bem, calma… O mundo não é cilíndrico, mas o cilíndrico é redondo… (rsrsrsr).

O que quero dizer?

Bem, imagine que você tenha olhos de vidros multifacetados, suas opções são inúmeras e o simples fato de saber que você pode mudar a realidade o fascina. Seu espírito é inquietante, corajoso e determinado, um desbravador de sentimentos que tem na palavra sua força de transformação.

Você sente as ideias fervilharem dentro de você. Sabe que o seu trabalho é libertá-las, pois o mundo depende disso e um dia o reconhecerá, mas, mesmo não reconhecendo, você precisa escrever… E cada palavra, cada frase, cada pensamento constrói uma época, um estilo, uma era…

Suas palavras ganham os livros, suas ideias ganham o mundo, às vezes aplaudidas, às vezes contestadas, e as páginas, manuseadas, se transformam num gigantesco caleidoscópio da humanidade…

Sabe do que estou falando?

Simplesmente de uma das artes mais fascinantes da humanidade, exatamente porque, como os pedacinhos de vidro que mudam o tempo todo, vai se formando nas indefinições, nos contrastes, nas inquietações… E são desses estímulos, alimentados por mentes talentosas e um profundo senso crítico e estético de sua época – e são muitas – que ela surgiu desde os primórdios de nossa descoberta: a literatura!

Essa arte magnífica, responsável por pensamentos como de Oswald de Andrade, ao afirmar, que “antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.”

E isso nos impulsiona a pensar, a refletir… E a devida inserção desses pensamentos vai, como foi, construindo nossa realidade e moldando nossa existência.

Parece interessante?

Então veja abaixo, no infográfico, um panorama geral da literatura brasileira, de 1500 até os nossos dias, e perceba como a nossa história é formada por conceitos e (des)conceitos que vão se construindo num verdadeiro caleidoscópio cultural, o que faz da nossa existência uma arte extraordinária.

panorama-geral-da-literatura-brasileira

Gostou de acompanhar essa evolução histórica das letras? Veja, então, uma seleção (nada fácil de fazer) de 10 obras – cada uma retratando uma época específica. Esta é a “minha” lista, você pode fazer a sua.

A propósito, que tal mencionar logo abaixo nos comentários quais obras e escritores fariam parte da “sua” lista? Isso irá aumentar ainda mais as indicações e o nosso panorama literário. Vamos lá?

carta-a-el-rei-dom-manuel-sobre-o-achamento-do-brasil

Curtiu esse conteúdo? Então lembre-se!

COMPARTILHAR É SE IMPORTAR!

Mostre para uma pessoa querida que você se importa com ela.

Compartilhe esse conteúdo e me ajude a fomentar a leitura.