KIT DE LANÇAMENTO

Olá!!

Hoje é dia 03 de maio e só faltam 3 dias para o lançamento do livro Histórias de um certo Aarão e outros casos contados! E como prometido na sexta-feira passada, vejam só que linda surpresa!!

Um kit exclusivo que você pode ganhar ao assistir a live de lançamento. Nele você irá encontrar:

– 4 livros do escritor Leandro Bertoldo Silva;
– 1 caneca com a marca do Aarão Reis (fantasminha);
– 4 chocogodes (chocolates em formato de bigode);
– uma linda vela aromatizada com essência de café;
– saco com 150gr. de grãos selecionados do maravilhoso café Catuaí 100% Arábica;
– 5 ímãs de geladeira com palavras em 《mineirês》;
– uma mini garrafa com mensagem.

Para concorrer, você precisa seguir o Instagram @arv.das.letras, curtir o post do kit que está lá e assistir a live de lançamento no dia 06/05, quinta-feira que vem, no Youtube, às 19 horas. Amanhã divulgarei o convite com o link de acesso. Só assim teremos como identificar todas as pessoas.

MAS ATENÇÃO!!

O sorteio será em live no dia seguinte, ou seja, 07 de maio, às 19 horas, no Instagram @arv.das.letras. Venha participar deste momento que está sendo oferecido para você com muito carinho e que contará com visitantes muito especiais…👻👻😊

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

Pílula Aarão Reis – Caríssimo Novais

De fato, quando entrei na livraria corri os olhos por toda ela e lá estava meu amigo que, assim que me viu, fez um aceno de cabeça. À saída dos dois funcionários, Reis soltou uma sonora e jovial gargalhada e bem divertido saudou-me.

            Logo o café já estava pronto e eu era todo ouvidos ao meu amigo, que após sorver o primeiro gole seguido de um suspiro, no seu habitual gesto já ritualístico de quem iniciava uma longa e prazerosa noite narrativa, como fazem os contadores de “causos”, contou-me uma história que eu nunca poderia imaginar ter sido daquela maneira… O quê? Esta e muitas outras histórias estão neste livro de horizontes tão belos…

Do livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados”.

LANÇAMENTO DIA 06 DE MAIO NO YOUTUBE DA ÁRVORE DAS LETRAS!

Para quem deseja adquirir o livro é só entrar em contato pelo WhatsApp (33)984612688. A pré-venda de promoção vai até o dia 06.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

Pílula Aarão Reis – passagem de tempo

A não ser pelas várias ruas que hoje levam o nome de antigos amigos seus, Belo Horizonte é para Aarão Reis outra urbe, a quem a campa nunca lhe fora berço, como fora a seu amigo Brás Cubas. Não, não adiantarei nada do que tenho a dizer. Vamos com calma, não há pressa. Apenas digo isso para explicar o porquê da preferência de Reis por estar, e não apenas ter estado, sempre em terras mineiras, sendo ele de Belém, capital da antiga província do Grão-Pará, que hoje conhecemos como estado do Pará. Mas como sei que a curiosidade é característica natural do ser humano, ainda mais em casos como esses, já respondo à mais do que provável questão. Sim, esse Cubas ao qual me refiro é mesmo aquele do velho bruxo, do antigo e famoso Morro do Livramento, hoje Morro da Providência, em terras cariocas. 😮
Entretanto, teremos calma – já disse – tudo ao seu tempo.

Do livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados”.

LANÇAMENTO DIA 06 DE MAIO NO YOUTUBE DA ÁRVORE DAS LETRAS!

Para quem deseja adquirir o livro é só entrar em contato pelo WhatsApp (33)984612688. A pré-venda de promoção vai até o dia 06.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

Pílula Aarão Reis – O avantesma da Lagoinha

Muitos já o conhecem – há os que afirmam, inclusive, que já o viram -, mas para que possamos refrescar a memória dos esquecidos e lançar luz aos desavisados, antes mesmo de dizer o que é o principal, ou seja, o motivo do choro, aproveitemos a descrição feita por quem conta ter visto a fantasmagórica aparição e que já se encontra em tantos registros. Trata-se de um homem todo de preto sem qualquer traço de rosto, sem feição; uma aparição disforme e excêntrica que cheira a enxofre, chora convulsivamente e, em seguida, como diz um outro fantasma – tão famoso quanto, mas mais ameno e poeta – “dissolve-se qual sonho que não quer ser sonhado”.
O porquê do choro convulsivo? Ah, meus amigos e amigas, vocês nem imaginam… Leiam o livro e se surpreendam!

Do livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados”.

LANÇAMENTO DIA 06 DE MAIO NO YOUTUBE DA ÁRVORE DAS LETRAS!

Para quem deseja adquirir o livro é só entrar em contato pelo WhatsApp (33)984612688. A pré-venda de promoção vai até o dia 06.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

Pílula Aarão Reis – A loira do Bonfim

Como a história tem muitas estórias, várias são as versões que envolvem a loira misteriosa. Teria sido ela abandonada no altar por um rapaz boêmio e, por isso, suicidara e vagava agora pelos túmulos do Cemitério do Bonfim à procura do noivo?

Seria ela moça de programa que seduzia os homens que tivessem carro para levá-la até sua casa, mais precisamente na rua Sete Lagoas, esquina com Jaguari, bem em frente ao Cemitério e, tão logo descia, adentrava a necrópole atravessando seus muros altos, deixando horrorizados de medo os rapazes inocentes?

A história registra essas e outras estórias já bem conhecidas, mas nenhuma delas reveladora do que pode, ou poderia ser a verdadeira origem de mais um fantasma na capital das alterosas.

Nem é preciso dizer que o caso não é meu… Por isso, aos historiadores que se sentirem incomodados, dou-lhes uma sugestão: tão logo tenham sua existência mudada de patamar, solicite uma audiência com meu amigo e cobre dele o que neste livro vai narrado… 😏
(Xavier de Novais).

E MAIS!!

06 de maio está chegando, dia do aniversário de Aarão Reis e lançamento do livro. O que eu posso dizer é que será imperdível! Teremos um lindo brinde exclusivo para sorteio e algumas visitas… 👻😆 Hummmm…..

LANÇAMENTO DIA 06 DE MAIO NO YOUTUBE DA ÁRVORE DAS LETRAS!

Para quem deseja adquirir o livro é só entrar em contato pelo whatsapp (33)984612688. A pré-venda de promoção vai até o dia 06.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

MEDIAÇÃO AFETIVA DE LEITURA EM UMA ABORDAGEM BIBLIOTERAPÊUTICA

“Uma história pode ser cem vezes mais lembrada do que mil explicações.”
(Jorge Bucay)

Afirmo que gostar de ler é algo absolutamente natural. Isso porque somos seres humanos e, como tais, temos a necessidade de contar e ouvir histórias. Fazemos isso tanto pela escrita como pela oralidade, como também pelas cores, pelos cheiros, pelos sabores, pelo tato e, principalmente, pelos sentimentos.

O que estou querendo dizer é que não lemos somente palavras; lemos a natureza a partir das nossas percepções, das nossas alegrias, expectativas e também das nossas dores, saudades e frustrações, ou seja, lemos e somos lidos, pois fazemos parte das sensações. Uma vez que todos esses sentimentos podem ser interpretados pelas palavras e absorvidos pelos poetas, pelos romancistas e contistas através de tantas obras maravilhosas, infantis e adultas, não há nenhum motivo para não gostar de ler.

“Uma leitura bem levada nos salva de tudo, inclusive de nós mesmos.”
(Daniel Pennac)

Por sempre defender a literatura como uma das formas mais autênticas de desenvolvimento humano, é que me encantei pela Biblioterapia e busquei potencializar um trabalho que já vinha acontecendo desde 2014 na Árvore das Letras, um espaço de linguagem, leitura e escrita, por meio da mediação afetiva de leitura.

Mas o que é Biblioterapia?

Biblioterapia é uma área de pesquisa que enxerga a literatura como um enorme potencial afetivo, no sentido de acolher as pessoas e contribuir com o seu desenvolvimento, não apenas intelectual, mas principalmente emocional, uma vez que as histórias desviam o caminho da razão e vai para o espaço da sensibilidade. Para a professora Clarice Fortkanp Caldin, referência em Biblioterapia no Brasil, podemos defini-la como “o cuidado com o desenvolvimento do ser humano por meio das histórias, sejam elas lidas, narradas ou dramatizadas”.

Tal abordagem não tem como objetivo simplesmente incentivar a leitura; ela acontece como consequência do processo, que busca de forma mais abrangente a conexão, a reflexão, a leveza e o equilíbrio. São esses os benefícios da literatura que ajudarão um pensar e viver autênticos e, com isso, melhorar gradativamente essa relação, desenvolvendo a criatividade e agindo na pacificação das emoções.

“Para transmitir o amor pelas obras literárias é preciso tê-lo experimentado.”
(Michele Petit)

Com base em minha experiência como leitor, mediador de leitura, contador de histórias e escritor, apresento como foi uma prática de leitura realizada com crianças na Árvore das Letras em parceria com a Terra do Sol, na cidade de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, que se constituiu em uma verdadeira prática biblioterapêutica, inclusive com um lindo processo de dinamização, processo esse de fundamental importância no contexto da abordagem. O encontro aconteceu em 2019, antes da pandemia.

Abro aqui um parêntese para mencionar que o termo “dinamização” está emprestado da homeopatia não por acaso. O processo de leitura se faz em pequenas doses passo a passo, e nunca de uma só vez sem que a criança se envolva sentimentalmente com a história. Portanto, dinamização é “o conjunto de operações de diluir e agitar soluções com o objetivo de potencializar o medicamento”. Aqui, segundo Carla Sousa, especialista em Biblioterapia, os “medicamentos” são as histórias vindas das “capsulas”, ou seja, os livros, cujo princípio ativo são as metáforas.

A PRÁTICA

A prática em questão foi realizada com 3 crianças entre 4 a 6 anos de idade e seus pais. Tivemos o acompanhamento da artista-artesã Geane Matos e da psicóloga Wal Sabino. O livro utilizado foi “A semente – SOS florestas”, de Eduardo Albini. Todo o encontro foi realizado em um tempo de 1 hora. A temática foi a natureza e a sua preservação, porém as questões abordadas transcenderam a natureza física e versaram também para a natureza pessoal, uma vez que somos todos partes de um mesmo sistema de vida.

O local escolhido para essa prática foi a Terra do Sol, um espaço aberto, onde as crianças e os pais que acompanharam a atividade, puderam estar em contato com plantas, árvores, algumas frutíferas, em um ambiente totalmente acolhedor.

O LIVRO

“A semente – SOS florestas” é um livro de imagens que conta uma história muito simples sobre um menino, sua irmã e uma semente. O plantar uma semente de feijão ou lentilha, regá-la, cuidar dela e vê-la crescer em um germinador é uma das tarefas legais da escola. Mas… que tal se trocarmos os feijões e as lentilhas por outras sementes? Aquela, a daquela árvore que está na calçada, na frente de casa… Ou a que está no quintal da vovó… Ou até mesmo que está no pátio da escola? Fazendo isso, a gente descobre um pouco mais sobre as florestas…

A apresentação do livro para as crianças  iniciou com um momento de conversa e relaxamento. O local foi cuidadosamente preparado com esteiras para se sentar em círculo e, no meio, foi disposto um cesto com pinhas, também conhecida como fruta do conde em algumas regiões.

Como o livro é de imagem, iniciamos cantando com as crianças uma música versando sobre árvores, pássaros e demais elementos da natureza. A seguir, a história foi sendo contada oralmente com a ajuda das crianças à medida que as imagens iam sendo mostradas.

Logo após à leitura, as crianças foram ouvidas em seus sentimentos e sensações a respeito da história e questões sobre preservação, respeito, crescimento, cuidado foram trazidas pelas crianças e cuidadosamente potencializadas.

A DINAMIZAÇÃO

A dinamização se iniciou com os frutos sendo oferecidos às crianças, que os pegaram e os partiram com as mãos depois de higienizadas. Algumas crianças gostaram do sabor, enquanto outras tiveram estranheza com a textura e não quiseram comer, o que reforçou a ideia do amadurecimento das nossas próprias sensações e escolhas. E está tudo bem.

Na história, um garoto, ao passear com seu cãozinho, encontra uma semente na rua. Ele então a leva para sua casa e, com a ajuda da irmã, planta a semente em um recipiente com algodão. Sem saber do que se tratava, vão fazendo várias suposições enquanto, ao longo dos dias, a plantinha vai crescendo. À medida que o tempo passa, a planta cresce cada vez mais enquanto os dois sonham com um lugar cheio de árvores. Ao ver da janela do seu apartamento um jardineiro plantando uma muda de árvore, percebe que se parecia muito com a sua e resolve comparar as duas plantas. Ao ver que se tratava da mesma espécie e que ela crescia muito, telefona para os seus amigos e resolvem plantá-la na floresta, voltando para casa feliz.

Foi neste contexto que as semente de pinha foram distribuídas para as crianças, assim como vasos, terra e água. As sementes foram plantadas pelas crianças, deixando que elas mesmas fizessem todo o processo de fazer as covas, colocar as sementes na terra, tapar e regar com água.

Todo o processo foi feito de forma muito lúdica, conversando com a terra e abençoando as sementes  para que crescessem saudáveis.

O FECHAMENTO

Feito o plantio das sementes, os vasos foram colocados na sombra e todos se reuniram novamente para falar das suas próprias experiências no processo, com a proposta de voltarem dias depois para acompanharem o crescimento da planta e, consequentemente, os seus em termos de vivência e consciência com a natureza e consigo mesmos.

E assim, a atividade foi finalizada.

E foi dessa forma que realizamos um verdadeiro encontro de Biblioterapia em que foi possível a companhia de todos, crianças e pais. Porém, com o momento pandêmico, não é possível tal prática presencial, o que não inviabiliza o processo que pode ser realizado de forma on-line com perdas de alguns recursos, mas ganhos de outros.

O que importa é que as histórias literárias estão repletas de potencialidades de crescimento humano e que a criatividade, o querer, a vontade e, principalmente o amor, nos leva ao cuidado do outro com acolhimento e carinho. O que advém disso é o surgimento de pessoas melhores e um mundo muito mais justo e humano.

ALFORRIA LITERÁRIA – LIVROS FEITOS PARA VOCÊ, SÓ PARA VOCÊ!

Dando continuidade ao nosso mês de eventos que preparam o lançamento do livro Histórias de um certo Aarão e outros casos contados – das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis, no dia 6 de maio, hoje venho carinhosamente apresentar a Alforria Literária.

Quando me perguntam o que ela é, só tem uma forma de responder… Vejam o vídeo para saber!

E já convido todos e todas para a live do dia 09 de abril, próxima sexta-feira, às 19 horas, com a professora do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Belo Horizonte, Conceição Franco. Estaremos batendo um papo sobre o conto “Uma certa Dona Nicinha”, que está em meu livro “O menino que aprendeu a imaginar”, um dos livros da Alforria. Venha ouvir este conto e ela, a professora que inspirou essa escrita.
Será pelo Youtube da Árvore das Letras. Aguardamos vocês!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

EU SOU A ÁRVORE E A ÁRVORE SOU EU

Árvore

Por Leandro Bertoldo Silva

Você já passou pela experiência de desejar algo ardentemente e, de repente, perceber que já a possuía há tempos e não se dava conta disso? Pois é, isso aconteceu comigo…

Sempre admirei as pessoas cuja forma de vida se assemelha intimamente com aquilo que acreditam. Isso pode parecer simples e óbvio, mas não é tanto assim. Quantas pessoas você conhece que vivem uma vida que não querem? Seja no trabalho, no casamento, na família, ou com elas mesmas… Acontece que isso é muito comum.

Eu sempre quis ser escritor sem saber ao menos o que isso, de fato, significava. E é exatamente aqui que a minha vida se funde com um pé de ameixa…

Eu tinha 7 anos quando a minha brincadeira preferida não era jogar bola ou brincar de carrinho, como os outros meninos da minha idade, mas subir em um pé de ameixa que ficava ao lado de um pé de goiaba na casa da minha avó, e lá ficar horas viajando pelas páginas dos livros que levava comigo, usando os  galhos da árvore como estantes. Era a minha primeira biblioteca. Eu não tinha uma ideia muito clara do que aquilo representava, mas eu também queria inventar histórias. Foi assim que se deu o meu contato com a literatura.

Sítio

Naquele tempo passava um programa na televisão: O Sítio do Picapau Amarelo e, igualmente, de todos os lugares do Sítio, como o poço dos desejos da Emília, a cabana do Tio Barnabé e dos inesquecíveis Zé Carneiro e Malazarte, a cozinha da Tia Nastácia, a gruta da Cuca, a casa de bambu do Saci, a venda do Seu Elias no Arraial dos Tucanos, o que eu mais gostava, o que fazia mesmo os meus olhos de criança brilharem era a biblioteca da Dona Benta, quando o Visconde – o meu herói – aparecia lendo aqueles fantásticos livros de histórias e contos da Carochinha. Novamente, o pé de ameixa transformava-se naquele lugar e de lá eu ia à lua e dela aos corredores assustadores do labirinto do Minotauro, protegido por Teseu e Pedrinho. O pé de ameixa era, portanto, um portal onde eu desnudava-me de mim mesmo e ali eu sonhava nas páginas dos livros, inicialmente da Coleção Vaga-lume que, por intermédio de uma professora – Dona Marieta – a qual sou muito grato eternamente, incentivou-me a ler “O Caso da Borboleta Atíria” e “A Ilha Perdida”… Hoje as coleções são mais modernas, mas aqueles livros transformaram a minha vida, que, com o passar do tempo, foram ficando mais robustos…

A partir de José Lins do Rego e seu “Menino de Engenho”, fui descobrindo Graciliano Ramos, Machado de Assis, Drummond, Clarice Lispector, Fernando Sabino e uma infinidade de vozes que tornaram a lista imensa. E ainda hoje continuo descobrindo escritores, muitos se tornando amigos, outros pelas páginas dos seus livros, como Mia Couto, Valter Hugo Mãe, Conceição Evaristo, entre outros e outras.

Entre as muitas coisas que estes escritores e escritoras me ensinaram, está o fato de eu querer profundamente estar entre eles, fazendo parte do mundo das histórias, dos poemas, dos romances, dos contos, pois aquilo tudo me encantava. Hoje sou escritor e devo dizer que nada disso teria acontecido se não fossem muitas pessoas – os meus pais, claro, os primeiros a me contarem histórias, a Dona Marieta, e a tanta gente que entendeu o meu amor pelos livros e começaram a me presentear com eles. Mas essa história só foi possível existir por causa do pé de ameixa. Acredito mesmo que se não fosse ele eu não estaria aqui escrevendo essas lembranças. Essa árvore me acolheu como um fruto, cuidou de mim e dos meus sonhos, afagou a minha imaginação e moldou a minha existência de tal maneira que digo sem hesitação que eu sou essa árvore e essa árvore sou eu.

Recentemente, fui até o local onde ela estava para, depois de tantos anos, pois minha avó se mudara para outra casa, vê-la e abraçá-la, mas… O pé de ameixa já não existe mais. As nossas histórias não são as histórias dos outros e é por isso que devemos escrevê-las – para salvá-las… O pé de ameixa foi arrancado para, em seu lugar, ser construído uma casa. Não cheguei a entrar. Preferi voltar. Mas… Eu disse que ele não existe mais? Não é verdade!

Em uma dessas noites, sonhei que voltei lá onde ele ficava. E no meu sonho ele estava onde sempre esteve, no mesmo lugar. Quando apareci no portão da casa e ele me viu, os seus galhos balançavam tanto, mas tanto, que eu cheguei a ver um sorriso em toda a árvore. Corri a abraçá-la e a acariciá-la e esse acontecimento foi tão real que ficamos os dois assim por um grande tempo. Acordei em meio ao abraço dessa árvore que até agora, quando escrevo, é possível sentir.

Pois é, o pé de ameixa existe sim! Não apenas em meu coração, mas até no meu corpo, pois, uma vez, ao escorregar da árvore, os seus galhos, na iminência de salvar-me, amparou-me na queda deixando uma cicatriz em meu braço. Mais do que isso, ele existe onde hoje é a minha forma de viver e cuidar da minha família e de tantos alunos e leitores, fazendo com que essa história continue. Sua lembrança em mim é tão marcante e sua importância tão grandiosa, que anos depois, já formado, casado e pai – afinal, lembre-se que eu tinha apenas 7 anos de idade – recriei o mesmo pé e dei a ele o nome de Árvore das Letras… Tenho certeza que esse sonho, esse abraço foi um pedido de agradecimento.

Mas mesmo assim, mesmo fazendo existir essa Árvore, senti-me no dever de devolver a ela o acolhimento. Assim, na cidade onde hoje eu moro, a 550 Km de Belo Horizonte, vi um pé de ameixa na casa de uma senhora… Fui até essa casa, chamei a senhora e contei para ela toda essa história. O pé estava cheio de frutas, que ela, entendendo a importância do momento, me deu um cachinho, que levei para casa. Nunca o sabor da fruta me fora tão delicioso! Sabor de lembrança… Das sementes que sobraram, plantei-as em vasinhos e de todos os vasinhos um germinou. Estou cuidando dele com muito carinho, mas todos sabem que um pé de ameixa é uma árvore de grande porte, com raízes bem profundas. Eu não tenho um local para plantá-lo definitivamente… Mas uma pessoa tem! E sei que essa pessoa entenderá perfeitamente o sentimento que aí existe e saberá cuidar muito bem dele.

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Pois é, mano velho, estou cuidando da Árvore das Letras enquanto ela é essa mudinha e preparando-a para viajar até sua chácara em Curitiba. Cuida dessa árvore para mim, sabendo que ela é a minha história e, sendo assim, é uma parte minha que estará plantada aí… Fico muito feliz em saber que assim essa história estará transpondo fronteiras e esse pé de ameixa ficará enorme para, quem sabe, um dia uma outra criança suba nele para ler um livro…

PRÉ-VENDA DO LIVRO HISTÓRIAS DE UM CERTO AARÃO E OUTROS CASOS CONTADOS

Olá!!
Venha participar deste encontro no dia 01 de abril às 19 horas pelo Youtube e descobrir como nasce um livro artesanal na Alforria Literária a partir de um de seus momentos de confecção, e o quanto “Paula Brito” é importante neste processo. É só acessar este link no horário da live: https://youtu.be/a9XGLdYxNYU

Teremos também Valéria Gurgel cantando, ao vivo, a música que está no vídeo!

Você saberá tudo sobre a pré-venda do livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados” e ainda poderá ganhar um exemplar do livro, que será sorteado ao vivo no final da live, e recebê-lo autografado em sua casa.

A live é no dia 1º de abril, mas é verdade, não é mentira não!! Estou esperando você.

REGRAS DO SORTEIO:

1. O período de participação terá início no dia 26 de março de 2021 e se encerra às 23h59 do dia 30 de março de 2021.

2. Para participar basta marcar duas pessoas, curtir e comentar no post de pré-venda no Instagram @arv.das.letras, respondendo à pergunta: “você tem medo de fantasmas? Sim ou não?”

3. O livro será sorteado ao vivo no final da live pelo aplicativo Sorteio Go  somente para as pessoas que seguirem as regras acima. Além disso, para ganhar o livro, a pessoa deverá estar presente na live e se manifestar caso seu nome seja sorteado. Não havendo manifestação, outra pessoa será sorteada.

4. O resultado será divulgado nos stories do Instagram @arv.das.letras.

5. O ganhador deverá entrar em contato informando o endereço para recebimento. O envio do livro será feito pelos Correios na sexta-feira, dia 02 de abril, sem custos para o ganhador.

Boa sorte! Nos encontramos na live!

RELICÁRIO PESSOAL – HAICAIS

RELICÁRIO PESSOAL – HAICAIS é um livro diferente. Não se trata de um livro apenas para ler, mas para sentir. Isso porque é um livro de poemas, mas não quaisquer poemas, são pequenas doses de silêncio escritas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas, respectivamente, totalizando 17 sílabas gramaticais e poéticas para serem refletidas e guardadas em nosso coração.

Ler os poemas é um mergulho que você leva para a sua vida no dia a dia, ao passar pela LEITURA, não para aumentar conhecimento, mas para encontrar você mesmo na palavra; pela MEDITAÇÃO, ao deixar a palavra cair no coração, aceitando-a simplesmente; GESTAÇÃO, que, através da meditação, faz com que a palavra germine e frutifique; e por último a CONTEMPLAÇÃO, para não mais raciocinar a palavra, mas vivê-la no silêncio.

Para isso, você irá encontrar em cada página um haicai que, por si mesmo, já proporciona tudo isso através da sua simplicidade.

Portanto, abra aleatoriamente uma página do livro. Leia e desfrute cada palavra do poema, procedendo aos passos descritos: leitura – meditação – gestação – contemplação. Dê-se um tempo e perceba para onde os versos levam você. Às vezes te fazem revisitar um passado e lá encontrar respostas ocultas… Mas também podem te fazer presente do agora ou mesmo parente do futuro… Volte às outras páginas após se sentir satisfeito(a) com suas reflexões. Não tenha pressa, o importante é abrir-se para as possibilidades.

É assim que eu sugiro que você leia este livro, que ainda traz mais uma sensação: nele, você pode escolher uma essência entre lavanda, menta ou canela que será carinhosamente inserida na capa do livro assim que ele sair da prensa. Dessa forma, você terá uma experiência que vai além da leitura e se conectar ainda mais com a natureza.

Experimente. Este é um livro que eu faço ouvindo música e colocando as melhores intenções para quem o possuir e se aventurar em abrir suas páginas cheias de encontros…

Se você achou interessante e sentiu um chamado para esse livro, entre em contato, faça seu pedido e eu o envio onde quer que você esteja.

Você pode saber mais sobre esse livro, valor e como adquiri-lo, clicando AQUI ou falando diretamente comigo, me enviando uma mensagem por este site ou pelo Whatsapp (33)98461-2688.

Esse é um trabalho que estou realizando nesse momento delicado que estamos vivendo e acredito que pode ser útil a você e outras pessoas por oferecer momentos de paz, fé, introspecção e coragem. O mundo está precisando de afetos e este é um livro que nos abraça e nos acolhe.

Um forte abraço e estou à disposição.
Leandro Bertoldo Silva.