SÁBADOS LITERÁRIOS

Com muita literatura, beleza, música e histórias realizamos o primeiro encontro dos “Sábados Literários”, em Teófilo Otoni.

Gratidão imensa a todos os parceiros e apoiadores, como a todas as pessoas que prestigiaram esse momento tão lindo com muita arte e poesia, em especial a presença da presidente Elisa Augusta De Andrade Farina e membros fundadores da Academia de Letras de Teófilo Otoni – MG. Poder levar meu trabalho junto com a Rocinante, minha bicicleta de livros, minha prensa de madeira, os cadernos sustentáveis feitos em parceria com Geane Matos e contar minha história como escritor independente é algo muito valioso.

Agradecimento especial ao Instituto Cultural In-Cena e à Livraria Papo Café.

Espetáculo “Drummond pelos Cantos” (Grupo In-Cena).

Já temos o nosso próximo encontro marcado para o dia 12 de março. Então… Até lá!

Realização: Papo Café Livraria e Cafeteria.

Produção: Instituto In-Cena.

Apoio: Restaurante Rua das Flores, Árvore das Letras Escola Ateliê, Grupo Criativa.

O SILÊNCIO MAIS GOSTOSO DE OUVIR

Por Leandro Bertoldo Silva

Certa vez, em um texto de Rubem Alves, li o seguinte: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.” E mais adiante ele parafraseia Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, e diz: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma”. Fiquei pensativo. Não porque aquilo não fazia sentido para mim; pelo contrário, fazia muito, muito mesmo. Lembrei-me, inclusive, de uma experiência vivida e é a ela que recorro. 

Sou uma pessoa muito ligada à espiritualidade à minha maneira… Gosto de ler, meditar, fazer minhas orações e práticas diárias, mas, confesso, não sou muito de ir a Igrejas, embora as respeite profundamente. Sou de enxergar todos os lugares e ocasiões como perfeitos para uma imersão profunda com nós mesmos —e isso inclui meu travesseiro — e acredito que, se somos partículas do todo, como a gota é de um rio, somos o todo e, portanto, não necessitamos de momentos e locais propícios ao encontro, embora, repito: respeito quem pense o contrário.  

Um dia, porém, estava a passar em frente uma Igreja e, na ocasião, até um pouco atormentado, triste mesmo. Ao ver a porta aberta, senti uma imensa vontade de entrar naquele templo e assim fiz, com tranquilidade e a mais absoluta simplicidade. Sentei em um dos enormes bancos de madeira e, para a minha surpresa, não havia absolutamente ninguém lá dentro. Eu estava completamente só. Não poderia ser melhor, pois todo o meu desejo era estar em minha própria presença sem “conselhos” e sermões de quem, fosse um padre, ministro ou pastor, jamais saberia dos meandros dos meus propósitos e eu não estava disposto a dizer. Desculpe a sinceridade, mas naquele momento a minha conversa era mesmo com o “Dono da casa”.  

Imerso aos meus questionamentos e com tantas coisas a dizer fechei os olhos, e… Não me veio nada que eu pudesse verbalizar. Até tentei, forcei, busquei uma sentença, uma palavra ao menos e nada. Falta de inspiração ou de educação? Não sei… Resignei-me. Ao perceber meu insucesso, não quis e nem pretendia maquiar o meu sentimento e mantive disposto a aceitar a minha dor nua e crua em silêncio. Embora eu estivesse calado, minha cabeça era um tumulto de vozes, mas naquele momento, curiosamente, se aquietava. Estaria a ser escutado? Certamente não foi por aquela única senhora ao entrar furtivamente por uma portinhola e sair por outra, quase como um fantasma a soar alto o batido não de correntes, mas de suas sandálias pelo interior da nave, fazendo não sei o quê e sequer prestou atenção em minha presença. Sozinho estava e sozinho fiquei. As pessoas simplesmente passam sem perceber e às vezes é o melhor que podem fazer por nós. 

Não sei quanto tempo fiquei ali. Perdi os ponteiros das horas. Mas digo efetivamente, excetuando os passos da senhora de há pouco, ter sido o silêncio mais delicioso que eu já ouvi em toda a minha vida. Lá dentro, ao usufruir do inexplicável, senti o quanto precisava dele e não imaginava o tanto que me acolhia como um acalento de mãe, um colo de pai, um afago de avó. Ao sair já não era mais a mesma pessoa de outrora, mas alguém a celebrar um encontro. Foi quando disse (finalmente consegui) ao Ilustríssimo Anfitrião sem mesmo vê-lo, mas certamente senti-lo: “Por favor, entenda esse silêncio como a minha oração”. Tenho comigo que Ele entendeu, porque eu compreendi perfeitamente… 

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** Grato pela sua leitura. E você, já ouviu um silêncio que te fez bem? Deixe nos comentários. Compartilhe também este texto com seus amigos. Para mim é de muita valia.

Forte abraço!

CARTA RESPOSTA À QUIXOTE DAS GERAIS

Por Valéria Gurgel
https://www.instagram.com/valeriacristinagurgel/

QUAL O MUNDO QUE VOCÊ QUER?

Essa foi a pergunta feita pelo amigo escritor e administrador deste blog, Leandro Bertoldo Silva, carinhosamente conhecido por Quixote das Gerais, em uma crônica que pode ser conferida AQUI ou na página do Jornal Presença Itabirito, MG acessando https://www.facebook.com/serazzi.gurgel.

Eu dei a minha resposta! Uma carta desabafo que gostaria muito que também fosse lida por Miguel de Cervantes! Claro, se ele hoje pudesse ter acesso às nossas atuais realidades, mas, que para dizer a verdade, vejo que o mundo e a humanidade não caminha! Até hoje mal rasteja por aí! E percebo que dentro de cada um de nós habita um Dom Quixote e um Sancho Pança!!! Vamos à resposta.

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Querido amigo “Quixote das Gerais”, Don Leandro Bertoldo! Essa é a minha humilde carta, que eu, Valéria Gurgel, gostaria ter enviado para Miguel de Cervantes!

Se eu pudesse analisar o mundo em que vivemos, baseado no contraste entre o Cavalheiro Sonhador que nos inspira a agir e o de seu Fiel Escudeiro realista e sua revigorante humanidade, eu diria que seguimos oscilando o pêndulo da razão e da emoção.

Essa busca constante pelo equilíbrio tão almejado que poderia dar fim ao egoísmo, chaga sangrenta essa, que só atrasa o processo evolutivo da humanidade, não cessa. Somos bombardeados a cada século, a cada ano, meses, dias, horas por inúmeros e constantes desafios. Doenças, conflitos familiares, conflitos internos, externos, desigualdades, insanidades inumanas e limitações financeiras, físicas, psíquicas, que resultam em letargiar nossas ações, reações e decisões no cotidiano da vida. E tudo isso vem recheando os nossos mais lindos sonhos deixando-os com um leve sabor amargo de decepção.

Sabemos que viver é uma dádiva, um verdadeiro presente que nos foi concedido pelo criador. Por isso, e por um sentimento que nos invade às vezes, a vida nos instiga a aventurar-se a…

Aí mora o precioso quixotismo imbatível, romântico e sonhador que não nos deixa esmorecer e amarelar o verde de nossas esperanças. Que faz despertar o brilho nos olhos e aquele desejo de fazer acontecer, ainda que quantas vezes, nem sabemos como ou por onde seguir.

Diante a essa competição desenfreada, cruel, onde os verdadeiros valores, vem sendo substituídos por prazeres vãos. Vitórias que jamais conhecerão derrotas, competidores que não enxergam o seu adversário com o mesmo valor e respeito, atropelamentos sucessivos acontecem nessa desenfreada corrida que pisa em cima do outro para se elevar, sucessos que jamais entenderam o que é trabalho. A Selva de pedras devoradora das oportunidades e do papel de destaque.

Ou podemos optar por estagnarmos as ideias, os projetos, os desejos, os sentimentos, por excesso de realismo deprimente, que também não nos conduz a nenhum porto seguro. E morremos frustrados, decepcionados, quantas inúmeras vezes em uma única vida, sem sequer descobrirmos: aonde habita o nosso verdadeiro propósito por trás de tudo isso!?

Lamentavelmente ainda nos perdemos entre o passado e o futuro, entre o medo e a coragem, entre o sonho e a realidade, deixando escapar de nossas mãos esse autoconhecimento de entender, afinal, o que viemos fazer aqui. E nessas angústias existenciais, vamos perdendo o nosso precioso tempo, presente, que é a única coisa real na qual ainda temos um certo controle substancial.

As nossas inquietações pançônicas urgem e nos tornamos leões com garras abertas prontos para atacar, quando o assunto é família, sobrevivência, e defender o nosso condado familiar repleto de carências existenciais e limitantes crenças, medos, bloqueios mentais nos quais somos submetidos de geração a geração, até mesmo sem entender o porquê de tudo isso.

Então, afinal, quem somos nós? Cavalheiros Errantes ou Fiéis Escudeiros, meros acompanhantes? Somos os seguidores da tropa, da grande massa de pés no chão, ou o fidalgo com a cabeça nas estrelas, que mira um oásis no horizonte, ainda que caminhando sobre as areias escaldantes do deserto? Somos simplesmente humanos, ou, desejamos ser?

Como defensores de nossas subjetividades temos o direito de sermos, de querermos, porém, o ciclo vicioso, do “te ver e não te querer, é improvável, é impossível” como diz a letra da música de Francisco Eduardo Amaral e Samuel Rosa de Alvarenga, é um labirinto cruel, sem fim, que às vezes, não nos leva a lugar nenhum. Entender e valorizar o Ser, sem o Ter, é um processo longo e diário.

Portanto, vale a pena gargalharmos por nossas supostas infelicidades ou fracassos assim entendidos por nós e se formos motivos de chacotas por almejarmos algo maior que nós mesmos, que saibamos seguir adiante, com a certeza de que ainda que pareça distante essa conquista, toda longa caminhada sempre começa com o primeiro passo. Às vezes, esse primeiro passo possa representar muita atitude.

Rotulados de covardes sempre seremos, pela sociedade Quixotesca, porque os Sanchos se recusam a entrar em combates fadados ao fracasso. Rotulados de loucos sempre seremos, pela sociedade Panciana, dos Sanchos que não acreditam que a vida é aquele cenário paradisíaco, palpável, de justiça e ao alcance de todos e de nossos olhos ilusórios de cristal. A trajetória vai sendo escrita e precisa ser lida, relida, pontuada e corregida diversas vezes. É um verdadeiro percurso sinuoso, que não se conclui em decisões retilíneas. Onde tanto o Cavalheiro como o Escudeiro, precisam interagir-se num bom diálogo interno, pautado com vírgulas do bom senso, exclamações de encantamentos, interrogações, na hora do medo, aspas, para enfatizar cenários específicos, parênteses para repensar situações para, no final da história, fecharmos a última página sem nenhumas reticências, e sim um certeiro ponto final.

Nossas querências jamais serão capazes de responder afinal qual o mundo queremos viver. O mundo de Quixote, ou o mundo de Sancho Pança? Sabemos que muitos são os que nem sequer vivem, apenas sobrevivem!

Mas, diante tudo isso, amigo Don, em pleno século XXI e um mundo tão caótico e repleto de incertezas, de uma coisa eu tenho a certeza, que a verdadeira realidade das escolhas individualistas, não são nem uma coisa nem outra. E como já dizia Martin Luther King “O que mais me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”!

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** Grato, como sempre, pela sua leitura. E se gostou desse texto, lembre-se de curtir, compartilhar, comentar. Ações simples, mas grandiosas para mim. Mas… Qual é mesmo o mundo que você quer?

Forte abraço!

PELA LITERATURA INDEPENDENTE

Hoje, ser um escritor independente é sinônimo de coragem. Claro, não basta escrever, mas fazer todo o processo acontecer.

Mas posso dizer uma coisa?

Isso é MARAVILHOSO!!

E não por acaso a literatura independente vem conquistando e dominando as escolhas dos autores e autoras mundo afora que passaram a entender que ser dono e dona dos seus próprios trabalhos é um grito de liberdade.

Eu como escritor não apenas sou independente por opção e convicção, mas confecciono os meus próprios livros. Isso mesmo! Com agulha e linha, papeis ecológicos e muita criatividade faço nascer cada livro que escrevo sem abrir mão de uma boa revisão profissional, ISBN, ficha catalográfica, ilustração, quando necessário, e tudo que o mercado proporciona.

Para você que é escritor/escritora e pensa em seguir por esse caminho, veja algumas das vantagens que, para mim, valem por todo o esforço preciso para se colocar no mercado.

– A decisão SEMPRE será sua! Você terá a palavra final em cada etapa da criação do livro, da escrita a parcerias de divulgação e distribuição, capa, projeto gráfico, entre outras coisas.

– Os direitos autorais são absolutamente SEUS, o que permite publicar sua obra no formato que desejar tendo total controle de mudanças no conteúdo.

– 100% do lucro da venda do SEU livro, quando feita diretamente por você, e maior margem de negociação JUSTA de comissões e condições de venda.

O desafio é grande, mas a recompensa é gigantesca. Agora, como diz Ovídio: “Ou nem sequer o tentes, ou senão lança-te por completo a fazê-lo”.

A escolha é e sempre será SUA.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

QUAL O MUNDO QUE VOCÊ QUER?

Por Leandro Bertoldo Silva

Há um tempo escrevi uma reflexão sobre a pandemia e fiquei a pensar como ele, o tempo, muda de perspectiva. O passado já não existe e o futuro ainda virá e, assim, além de acarretar uma sobrecarga no presente, faz muitas coisas se perderem, inclusive nossas responsabilidades com nós mesmos.  

Para quem escreve, excetuando os clássicos, que só são clássicos por nunca serem esquecidos, pode ser meio frustrante se sentir desatualizado ou, no mínimo, ver se tornar desimportante algo tão sério e talvez diminuído na fala dos que ainda virão. Já pensou ouvir daqui a alguns anos algo do tipo: “Ah, não liga não! Esse negócio de pandemia que o vovô fala é láááá do ‘tempo do onça’ (assim como essa expressão). Hoje não tem importância nenhuma, é só uma ‘gripezinha’”. Tomara mesmo ser uma gripezinha com o avanço da ciência… No entanto, na iminência de deixar vivo o alcance de nossos atos, devo acrescentar apenas uma pergunta ao final do escrito. Foi assim… 

Que momento vivemos! É engraçado — sim, há “graça” em tudo isso — pensar na única certeza existente: as incertezas. 

Sou do tipo de pessoa a acreditar naquele ditado: “se a vida te deu um limão, faça uma limonada”. Pois é, a vida não nos deu um limão, mas uma plantação inteira. 

Estou a falar dessa medonha pandemia que em momento algum da humanidade a história registrou algo tão surpreendente. Mas não quero dizer aqui mais do que os jornais, os especialistas e as autoridades já noticiaram; quero ir além do medo, se é possível, e pensar nisso tudo como um grande presente, uma grande oportunidade de uma mudança absurdamente necessária em nossas vidas, pelo menos na minha. 

Há tempos vivenciava uma angústia por não conseguir expressar meu sentimento ao olhar para as coisas do mundo, de como as pessoas, e até mesmo eu, iam dispondo suas vaidades, suas “certezas” e opiniões em um mundo tão superficial. De repente a felicidade passou a ser medida pela nossa popularidade, pela quantidade de “amigos” e seguidores e, depois, nem isso – bastam as curtidas, o resto não interessa. 

Em um mundo onde tudo virou marketing – e da pior espécie – ao ponto de nos vermos invadidos por uma onda de propagandas de produtos e serviços os quais sequer necessitamos ou temos interesse, em um mundo onde até os sorrisos são vendidos por uma camuflada onda de “gatilhos mentais” para capturar nossa atenção e vender felicidade de forma fácil, para não dizer mágica, a custo da inocência do desejo, vem a vida e nos obriga a parar com tudo isso e a pensar unicamente em sobreviver. 

Mas sobreviver para quê? 

Para voltar ao que era antes? Voltar ao trabalho da mesma maneira como se nada tivesse acontecido ou simplesmente termos tirado umas férias inesperadas? Voltar às enxurradas de postagens marqueteiras e à vida superficial das redes sociais? Voltar a tratar o outro como inimigo porque pensa diferente, embora também não sejamos obrigados a ser cordiais com quem nos faz mal e termos o direito de nos afastar? E por que não fazemos? Porque temos medo de sermos sinceros com nós mesmos e, por isso, suportamos o insuportável? Sabe aquele pensamento: “eu te respeito, mas isso não significa que eu preciso ser seu amigo?” Sabe aquele trabalho que você realiza porque é obrigado a ganhar dinheiro, pois se não fosse isso você não o faria? Sabe tantas outras coisas ditas e acreditadas pela verdade dos outros? 

Pois é… Para esse mundo eu não quero mais voltar. 

Quero o mundo onde eu continue a escrever, porque escrever é a minha sobrevivência, mas sem me ver preso nas correntes ocultas a me forçar a divulgar para todo mundo. Deixa-me falar uma coisa: estou a compreender que o que fazemos não é para todo mundo… Este blog não é para todo mundo, os meus livros não são para todo mundo, nem mesmo este texto é para todo mundo, mas para quem, por alguma razão, se alinha com o meu estado de espírito e com a minha forma de pensar. Pode não ser, e certamente não é, melhor e nem pior do que a de ninguém; é simplesmente minha e nossa para quem nos irmanamos. E isso basta. 

Quero o mundo onde a obrigação de trabalhar não destrua o prazer que o trabalho me traz e nem mesmo faça parte da minha vida; onde as pessoas entendam o meu jeito de fazer as coisas. Pode até não ser o delas, e está tudo bem. 

Quero o mundo onde eu tenha menos amigos virtuais e mais amigos reais. O mundo onde a tecnologia seja usada a meu favor e não o contrário. O mundo o qual não seja preciso me afastar das pessoas para dizer o quanto gosto delas e futuramente eu me arrepender de não tê-lo feito. Quero um mundo tão diferente… 

Sabe o que mais penso de tudo isso? 

Para esse mundo poder existir eu precisarei resignificar dentro dele quem eu sou ou quem eu fui. Não é ele a mudar, mas eu na minha ignorância de me fechar em meus medos por achar não dar conta dos desafios que é não pertencer a lugares, relacionamentos, formas de trabalho há muito perdidas por não mais acreditar dessa ou daquela maneira. 

E aqui está a “graça”, não hilária, mas da permissão de sermos autênticos e fazermos diferente, pois, embora a palavra mudança traga calafrios gigantescos em nossos corações, nos colocamos nessa situação de ter nela a única forma de salvar a nós mesmos e os outros, nos olhando de verdade e transformando as incertezas em possibilidades. 

E VOCÊ, QUAL O MUNDO QUE VOCÊ QUER? 

E aqui acrescento a pergunta a tornar essa reflexão universal e duradoura, a considerar a vitória da ciência. Passado tudo isso e a olhar para você, mas olhar bem, em qualquer tempo e em qualquer lugar, responda: é esse o mundo que você quis? 

** Grato novamente pela sua leitura. E se gostou desse texto, lembre-se de curtir, compartilhar, comentar. São ações muito simples, mas grandiosas para mim.

Forte abraço!

TEMPOS IDOS, MAS VIVIDOS

Por Leandro Bertoldo Silva

Curioso como as profundas transformações da vida só são percebidas depois – muito depois – quando tomam importâncias gigantescas. No momento em si são apenas acontecimentos, nada mais. Felizes são os escritores ao captarem em palavras fotografias dos seus tempos. Se alguém irá ler ou não, como você agora, é outra história. O importante é que está grafada antes de tudo na alma e salva do esquecimento. Mas quem disse que um escritor nasce escritor? Mia Couto bem diz: “ninguém é alguma coisa, e sim está alguma coisa”. E eu nem era e nem estava absolutamente nada naquela época de algum dia de algum mês de 1979. Aliás, era: uma criança de 7 anos de idade a aprender a ler e a escrever sem se dar conta do quanto estava a ser moldado naquelas folhas mimeografadas com cheiro de álcool ao contornar à lápis os pontilhados das letras.

Antes de qualquer coisa, sim, naquela época aprendíamos a ler e a escrever mais tarde e de forma rudimentar. Não era como hoje quando meninos e meninas com 4, 5 anos já estão iniciando suas jornadas com as palavras com as mais avançadas metodologias. Mas tenho comigo que muitas vezes a “pressa é inimiga da perfeição” e nem sempre quem larga na frente chega em primeiro, quando chega, ou chega bem. Basta um olhar minucioso para os acontecimentos do dia a dia em comparação à simplicidade de outrora e tirar as próprias conclusões.

De qualquer forma, eu aprendi a ler muito rápido. Talvez até mesmo pela espera, porque antes de lançar-me às letras eu lia – e lia muito bem – as coisas da vida. Lia o gosto das frutas que eu comia no quintal da minha avó, em especial para as ameixas, goiabas, pitangas e amoras. Lia os meus carrinhos de lata, que até hoje me fascinam. Lia as bolas de gude e as de meia feitas pelo meu pai. Lia as formigas ao acompanhá-las em fila ao formigueiro com as folhinhas às costas. Lia as joaninhas a passear pelos meus dedos. Lia o vento nos cabelos que já não tenho quando, de cima da árvore, continuava a ler o sopro forte da chuva que vinha pelo canto das cigarras.

Ah, que tempos… Tudo isso era o grande livro da natureza e foi muito útil quando finalmente chegou os dias de escola. Engana-se quem pensa que aquelas histórias escritas em língua que hoje se chama “saudade” acabaram com a vinda do novo compromisso. Ir para a escola era uma aventura. A propósito, eu ia de avião. Eu tinha vários. O que eu mais gostava era um branco e laranja com hélice frontal e trem de pouso para a água (vai que chovia no caminho…). Decolava do quintal e por dois a três quilômetros voava com os olhos fixos pelas janelinhas daquele aviãozinho de brinquedo até pousar com segurança no hangar debaixo da carteira da minha sala de aula.

Foi nessa sala, inclusive, que aquela transformação profunda do início desse texto se tornou uma das maiores. Não me lembro dos colegas, mas jamais esqueci a professora que uma vez a segui da escola até sua casa apenas para ver onde ela morava a fim de certificar que ela era uma pessoa normal, que tinha casa, família, comia e bebia como todo mundo. Sempre tive as professoras daquela época como seres diferentes das outras pessoas, quase divinos, e eram mesmo. Havia nelas qualquer coisa de fadas, uma espécie de perfeição que provocava fascínio. Aquela em especial apresentou-me as letras. E a partir daquele momento eu poderia escrever as minhas leituras.

Evoco apenas mais três daqueles tempos: essa mesma professora ao nomear-me “guardião da escada” a fim de impedir que os alunos saíssem do pátio na hora do recreio antes do sinal, o que acarretou em mim um prodigioso sentimento de responsabilidade; a roupa de palhaço que a minha mãe fez para uma festa da escola em que o cós da calça ficava quase à altura do joelho, tornando-me a sensação da festa na qual substituí as gozações pelos aplausos anos depois nos palcos de teatro, e de novo a professora ao ensinar-me que quando estamos sem ideias para escrever, a folha de papel pode se tronar um copo para beber água. É que no caminho de volta para casa havia uma pracinha e no meio dela uma biquinha por onde corria uma água constante. Nunca soube de onde vinha a água, ainda bem, mas meu avião sempre fazia uma escala no banco ao lado da bica, onde eu repetia as dobras na folha de caderno ensinadas pela mestra, e dava forma a um copinho que recebia a água e me saciava a sede antes de continuar a viagem. Embora hoje uso computadores para registrar as minhas leituras, ainda escrevo em cadernos, mas não arranco as suas folhas para que não sacie a importância de tempos idos, mas vividos com a intensidade de um menino que soube o que é ler cada momento da vida, porque, para lá do meu quintal, sempre existiram e irão existir páginas a serem preenchidas e, quem sabe, percebidas.

** Grato pela sua leitura. E se gostou desse texto, curta, compartilhe, comente. São ações muito simples, mas grandiosas para mim.

Forte abraço!

FELIZ LIVRO NOVO!

Que na vida possamos ser quem realmente somos, sorrir os nossos sorrisos, mostrar, sem medo, os nossos corações. FELIZ LIVRO NOVO para todos! Os que podem ser lidos e os que podem se escritos. A página está em branco e hoje começa um novo capítulo. Escrevamos.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

CHEGA! É COELHO DEMAIS NESSA HISTÓRIA!

É possível até que, para quem vê um escritor sentado àquela mesa repleta de exemplares de seu livro autografando-os para os leitores ávidos na fila de espera, pense em como é maravilhosa e promissora a vida desses arquitetos da palavra. Mais do que isso, é possível imaginá-los ainda crianças em volta de suas prodigalidades ao ostentar todos os elogios das professoras primárias para o orgulho dos pais.

Bem, devo confessar que o meu início não foi assim tão alvissareiro… Aliás, muito, mas muito longe disso. Quando criança eu sofria de uma certa indisposição periférica de linguagem portátil de intercomunicação simplificada, que, em termo mais popular, significa “preguiça”. Sim, devo admitir – até porque há provas incontestáveis disso – que eu tinha muita preguiça de escrever. Aí está, veja só…

Eu sempre inventei histórias, isso ninguém pode negar, e as contava brilhantemente, embora pessoa alguma as ouvia, pelo menos que eu estivesse consciente disso. Eu inventava e reinventava verdadeiros feitos memoráveis com heróis e mocinhas ao portar os meus bonequinhos de plástico como personagens principais e tinha até os secundários e antagonistas, subia ladeiras impossíveis cheias de obstáculos formados pelas voltas do grosso cobertor de onça na cama dos meus pais com meus carrinhos e minha picape cinza de rodas largas e, mesmo quando não havia a companhia de nenhum desses cúmplices de aventuras, me imaginava em um complexo e extenso torneio chamado “Campeonato Belo-horizontino de Futebol de Jogo Dedado”, que consistia apenas em uma bolinha de gude e os meus dedos indicador e médio de ambas as mãos, como se fossem as pernas dos jogadores, aliás, de todos os 11 jogadores de todos os times inscritos no torneio, que acontecia no tapeta da sala da minha casa com turno e returno. Havia times de todos os bairros da cidade, sendo o maior clássico Pompéia X Esplanada Futebol Clube. E olha que existia passe de calcanhar, embaixadinha, lançamentos precisos e até o som da torcida que vibrava com cada lance e gols antológicos. Digo isso para mostrar que, sim, eu inventava histórias, mas escrevê-las… E é aí que entra a pessoa que me projetou para o que eu sou hoje: para alguns, Maria Elena – com “E” mesmo – para outros, Dona Elena, outro, ainda, Lena, mas, para mim, a minha mãe. E o que tem isso com o título dessa história? Calma! Não sejamos apressados como os coelhos…

Estava eu naquele fim de manhã de uma sexta-feira na sala de aula a contar as horas à espera para ir embora crente que naquele dia não teríamos “para-casa”, o que me renderia todas as tramas e aventuras possíveis com meus companheiros de imaginação, além de poder realizar toda uma rodada do campeonato de jogo dedado, quando tudo se esvaiu como um passe de mágica ao ouvir a professora, minutos antes de soar o sino, pedir que escrevêssemos o que naquele tempo chamávamos de “composição”. Era a redação de hoje  e aquela palavra, por incrível que pareça, me atormentava. A primeira sílaba -com imediatamente era substituída pela correlação -im e a palavra virava “imposição”. Pronto! Era isso o suficiente para toda a minha criatividade ir para o espaço e a indisposição periférica de linguagem portátil de intercomunicação simplificada tomar conta de mim e do meu humor.

Ainda bem que o tema da composição era livre, o que não diminuiu a imposição correlata, e isso me fez voltar para casa acabrunhado já preocupado com o que eu iria escrever. Para que essa história não vire um tratado psicológico ou de educação ao associar o que para mim era e ainda continua sendo óbvio, ou seja, se um dia, para os seresteiros, a televisão matou a janela, para mim a obrigação matava a vontade, cheguemos, pois, logo aos coelhos. Mas não sem antes dizer o quanto minha mãe me conhecia! Ao me ver arrastar o caderno para lá e para cá e brincar com o lápis entre os dedos, ela já sabia do que se tratava. Sem deixar de mexer nas panelas do almoço e vendo o estado que a imposição periférica me deixava, ela disse um “venha cá, meu filho, eu vou te ajudar. Já que o tema é livre, escreva aí! Mas só dessa vez, hein…”. Sentei ali mesmo no chão da cozinha e, olhando para cima, aquela mulher de pouco mais de um metro e sessenta se agigantava em ternura, cuidado, carinho, sabedoria e amor. Preparei-me para escrever, quando ela começou a ditar:

– Era uma vez um coelho… – “Era uma vez um coelho…”

– Que casou com uma coelha… – “que casou com uma coelha…”

– E teve sete coelhinhos…

CHEGA! É COLEHO DEMAIS NESSA HISTÓRIA! O que tinha sido para mim um alívio a ajuda da minha mãe, tornara-se um drama ao lembrar das explicações da professora… Não é que ela havia dito que o tema era, de fato, livre, mas que todo personagem que colocássemos na história tinha que ter nome, sobrenome, história pregressa (eu nem sabia o que era isso) e, para mim, identidade, CPF, procuração passada em cartório – só faltou ser aquela do céu – assinada: “Deus”. Deus do céu…

Confesso não me lembrar de como terminou essa história, essa e a daquela coelhada toda. Talvez a minha ânsia de escrever que tempos depois fez parte do que sou e faço hoje seja a minha tentativa de descobrir. De qualquer forma, sou grato à professora que me venceu ao tirar de mim naquele dia a possibilidade de minhas aventuras, mas me deu a oportunidade de ter com minha mãe um momento breve, brevíssimo, mas o suficiente para marcar oficialmente o meu começo na literatura. Eu sempre disse e continuarei dizendo que a literatura é uma escada muito alta, e que para chegar lá no topo é preciso subir degraus. Se assim é na leitura, na escrita então nem se fala… Sim, ela me venceu, mas “ao vencedor , as batatas”, já dizia Machado de Assis, e certamente não foram as que minha mãe cozinhava naquele dia. Essas eram só minhas. Das mãos generosas da minha mãe surgiam, assim, o alimento do corpo e da alma ao fazer nascer não coelhos, mas, a partir deles, a existência de uma lembrança e de um ofício.

PAIS E FILHOS, FILHOS E PAIS

Por Leandro Bertoldo Silva

“Quando é que os pais vão entender os filhos? Quando é que os filhos vão entender os pais?”

É assim que Moacyr Scliar entra na parte final de uma crônica intitulada Um filho e seu pai, que, ao ler, recordo-me de uma passagem da vida quando eu, com dez anos, fui apresentado não ao meu pai – que já o conhecia de várias ocasiões, mas ao pai que eu queria ser. A bem da verdade minto um pouco – só um pouquinho – porque, embora já havia tido tantas mostras do herói que meu pai sempre foi e ainda é, mesmo eu hoje com os meus 49 anos de idade, foi lá naquela manhã quando, absolutamente atormentado por uma prova de ciências que estava prestes a fazer, tive a alma completamente arrebatada ao olhar para aquele homem de semblante tranquilo e assovio afinado, sua marca registrada ao se fazer presente, enquanto me levava para a escola em passos lentos antes mesmo de ir para o trabalho.

Voltando um pouco, acordei com aquela vontade de fazer os ponteiros do relógio regressarem para não encarar a dura realidade de ir para a escola, ainda mais em dia de prova. A disciplina já é sabida: Ciências. Qual a matéria? Corpo humano, ou, para ser mais exato, o esqueleto humano. Havia passado o dia anterior em cima dos cadernos tentando decorar os mais de 200 ossos que o constitui, sem me esquecer das extremidades de cima com seus trapézios, trapezóides, capitatos, hamatos e uma série de nomes para mim mais úteis nas histórias espaciais que eu inventava com os meus bonequinhos Playmobil.

Como sempre, o meu pai precisou chamar várias vezes para eu levantar, enquanto passava o café. Minha mãe, cúmplice daqueles momentos, me vestia ainda na cama e, uma vez de pé, não havia mais jeito: era ir ao banheiro e de lá me dirigir à mesa, onde já estavam os meus irmãos em conversas animadas — às vezes nem sempre — contrapondo comigo ao viver, calado e acabrunhado, meu pesadelo de Lucy, o esqueleto mais antigo já encontrado no mundo, estima-se que da espécie “Australopithecus afarensis” que viveu há 3,2 milhões de anos.

Eu praticamente nem prestava atenção no que comia. Meu pensamento saia do cérebro e descia pelo tubo anelar da traqueia, passando pelo esôfago e chegando aos intestinos grosso e delgado, quase me fazendo arrevessar, para dizer uma palavra mais apropriada para a ocasião em que eu me encontrava à mesa do café.

Mas não se iludam! Essas palavras difíceis nem em sonho eu as tinha em minha mente e nem seria capaz de pronunciá-las à época. A propósito, esse era o problema: eu não sabia nada. O dia anterior havia sido um desastre em minhas tentativas infrutíferas de decorar o esqueleto humano, a sua função e para que servia cada coisa, inclusive ossinho por ossinho. E ainda tinha que lembrar a professora dizendo que não podíamos decorar, era preciso saber… Francamente!

Terminado o café que eu mal havia começado – sem que minha mãe amorosamente repreendesse e emendava um “não deixe de merendar no recreio, hein!”, lá fui eu mochila às costas na companhia do meu pai que a essa altura já detinha todo o conhecimento do que me afligia. E foi aí que começou toda a sua destreza que fazem dos pais seres especiais, sem esforço e alteração e muito menos broncas e sermões.

– Por que está tão preocupado com a prova? – foi a pergunta que eu mal podia acreditar e cuja resposta era óbvia:

– Ora, pai! Porque eu não sei nada!

– Mas você não estudou?

– Estudei, né pai! Mas é muito osso e muita função. É tanta coisa que tem dentro da gente…

– Bom, meu filho, se você estudou você bem sabe, por exemplo, que o maior osso do corpo humano é o estribo, e…

– Que isso, pai? O senhor está louco?! Se eu escrevo isso na prova aí é que eu tiro zero mesmo! Esse é o menor e não o maior. O maior é o fêmur, que é responsável por formar a coxa. O estribo é esse ossinho aqui que fica na nossa orelha.

– Ah, sim… Eu me enganei. Bem, mas se cair na prova qual é o mineral presente nos ossos aí você sabe que é o cloro, não é?

– Pai do céu!! Que cloro que nada! É o cálcio. E o esqueleto humano junto com os dentes possuem 99% dele. Isso eu sei porque só faltou 1% pra chegar em cem. Aí não dá pra esquecer.

– Hummm…. Você foi bem inteligente… Então também não dá pra esquecer que o osso mais forte que nós temos é o osso da mão, porque a gente usa pra apertar as coisas.

– Ai, ai, ai, pai… O senhor é maluco mesmo! Ainda bem que não vai fazer a prova no meu lugar! A nossa mão não tem um osso só, tem vários, e são divididos em carpo, metacarpo  e falange. Além do mais o osso mais forte é o da mandíbula que serve pra mastigar as coisas. Desse jeito o senhor nem deve saber que ele é o único osso móvel do crânio.

– É mesmo? Puxa, não sabia…

E assim foi durante todo o trajeto de casa até a escola, com meu pai falando tudo ao contrário do que eu tinha lido nos livros e no caderno e eu consertando sem deixar de lado aquele mau humor de quem não sabia nada para fazer uma prova.

Ao chegar ao portão da escola, meu pai me deu um abraço, um beijo e desejou boa sorte na prova. Fui o observando indo embora em seu passo calmo e assovio afinado, já desconfiado de que algo muito importante havia acontecido. Eu que cheguei a pensar que o meu pai não estava a me ajudar em nada, ao receber a prova, vi que estavam ali em forma de perguntas exatamente toda a conversa que eu acabara de ter com ele. Até parece que ele havia lido o meu caderno! Será?… Fui respondendo uma a uma às questões, e quando a professora no mesmo dia entregou o resultado da prova, estava lá um 10 e abaixo dele escrito “Parabéns, você arrasou!”.

Saí da escola todo contente e fui pulando para a casa numa felicidade nada clandestina, como disse Clarice Lispector em uma de suas mais belas crônicas. A minha era evidente. Esperei ansiosamente a chegada do meu pai que reconheci pelo assovio. Entreguei a ele a prova, que apenas disse com o semblante bem de pai:

– Você é inteligente! E eu achando que eu sabia tudo…

Pois é, foi assim que eu aprendi uma das maiores lições da minha vida que nada tem a ver com ciências, mas sim, como eu disse, em ser apresentado ao pai que um dia eu queria me tornar.

Tem apenas duas coisas nessa história que eu preciso destacar: entre acertos e erros eu estava errado, muito errado em achar que o meu pai não havia me ajudado em nada, mas, mais errado do que eu estava a professora…

Não, Dona Marieta! Quem arrasou foi o meu pai.

FESTIVAL LTERÁRIO INTERNACIONAL DE BELO HORIZONTE – FLI BH 2021

Em 2021, o Festival Literário Internacional de Belo Horizonte – FLI BH acontece em uma edição totalmente digital. De 10 a 20 de agosto são mais de 100 atrações em uma jornada literária de 11 dias no Portal Belo Horizonte.

Com atividades diversas e opções para todos os públicos, a programação contempla discussões sobre a criação, a circulação, a leitura e a literatura na cidade, incluindo seu diálogo com outras linguagens artísticas.

O 4º FLI BH tem como tema “VIRANDO A PÁGINA: Livro e leitura tecendo amanhãs”, e uma das novidades dessa edição é a possibilidade de autores e autoras independentes poderem mostrar suas obras mais recentes.

E é com muita alegria que estarei participando com o livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados – das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis”, publicado pelo selo Alforria Literária, da Árvore das Letras.

A participação será em vídeo que será disponibilizado na página do FLI BH na abertura do festival.

Acesse o link http://www.portalbelohorizonte.com.br/fli/2021/ e fique por dentro da programação.