Vocês já pararam para pensar na importância do tempo em nossas vidas?
Vocês conseguem valorizar cada momento para além da pressa cotidiana?
Muitas vezes o nosso dia a dia não nos permite perceber a grande obra da natureza, ou seja, nós mesmos dentro de um contexto de mudanças e transformações.
Por quantas coisas passamos, quantos momentos vividos… Se pensarmos que cada um deles nos forma como pessoa e é responsável pela nossa transformação, é salutar guardarmos na memória um pouquinho de cada dia.
Esse “guardar” oportuniza a conexão com nossas emoções e nossas memórias afetivas, fazendo com que organizamos sentimentos e experiências, abraçando não apenas o que é alegre, mas também o que traz saudade.
Quando revistamos nossas memórias afetivas sabemos o que é importante para nós. Porém, é preciso reconhecer o valor do passado sem se prender excessivamente a ele. O melhor é enxergá-lo com ternura para celebrar o presente e se preparar para o futuro.
Com tudo isso, deixo uma reflexão:
Quais memórias você guardaria e por quê?
Para inspirar sua reflexão, deixo também aqui abaixo a narração da história “Caixinha de guardar o tempo”, escrita pela Alessandra Roscoe e ilustrada por Alexandre Rampazo. Quem sabe, ao ouvir essa história, você também não sentirá o desejo de fazer como Sofia?
Forte abraço e até a próxima!
Descubra mais sobre Por uma literatura de identidade própria , onde escrever é costurar ideias com as mãos
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Sempre gostei de histórias. Os primeiros livros que li foram os clássicos “Cinderela” e o “Caso da Borboleta Atíria”, da antiga coleção vaga-lume. Hoje as coleções são mais modernas, melhoradas... Mas aqueles livros transformaram a minha vida. Lia-os de cima de um pé de ameixa, na casa de minha avó, e lá passava a maior parte do meu tempo sempre na companhia de outros livros que, com o tempo, foram ficando mais “robustos”. A partir de José Lins do Rego e seu “Menino de Engenho” fui descobrindo Graciliano Ramos, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Henriqueta Lisboa, Fernando Sabino, Murilo Rubião... Ainda hoje continuo descobrindo escritores, muitos se tornando amigos, outros pelas páginas de seus livros, como Mia Couto, Ondjaki, Agualusa. Porém, já naquela época sabia o que queria ser. Não tinha uma formulação clara, mas sabia que queria fazer parte do mundo das histórias, dos poemas, dos romances e das crônicas, pois aquilo tudo me encantava, me tirava o chão, fazia a minha imaginação voar. Hoje sou um homem feliz; casado, eterno apaixonado e pai da Yasmin. As duas, ela e a mãe, minhas melhores histórias... Mas também sou formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG, com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, sou Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG, título que muito me responsabiliza e sou um homem das palavras. Mas essas palavras tiveram um começo... O meu encanto por elas fez com que eu começasse a escrever, inicialmente para mim mesmo, mas o tempo foi passando e pessoas começaram a ler o que eu produzia. Até que a revista AMAE EDUCANDO me encomendou um conto infanto-juvenil, e tal foi minha surpresa que o conto agradou! Foi publicado e correu o Brasil, como outros que vieram depois deste. Mais contos vieram e outros textos, como uma peça de teatro encenada no SESC/MG, poemas, artigos até que finalizei meu primeiro romance - Janelas da Alma - em fase de edição e encontrei uma grande paixão: os Haicais! Embora venho colecionando "histórias", como todo homem que caminha por esta vida, prefiro deixar que as palavras falem por mim, pois escrever para mim é mais do que um ofício que nos mantém no mundo. Escrever me coloca além dele... E é por isso que a minha vida, como a de um livro, vai se escrevendo – páginas ao vento, palavras ao ar.
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