Por Simone Kelly de Oliveira
Será que ele tem a mesma sensação de esperar alguém com muita saudade no aeroporto, depois de uma longa viagem? Alguém que vai sair do portão de desembarque, te abraçar, e aquele abraço faz o seu coração vibrar…
É sobre encontrar a árvore do desejo e pedir o fruto do amor?
Mas eu pergunto a você: o amor tem várias características? A vivência humana precisa de amor em todos os relacionamentos. E, sobre relacionamento, há um muito polêmico: o entre cônjuges.
Ah, lembrei-me de uma obra de muito sucesso, intitulada — Os Homens são de Marte, as Mulheres são de Vênus —. Por isso se distinguem demais. Será?
Para mim, homens e mulheres não pertencem totalmente a planetas diferentes, porque, no fundo, todos só querem amar e se sentir amados.
Pois é natural que o amor ofereça afeto, carinho, ternura e tudo de agradável que ele pode dar. Mas há também as lutas, as diferenças, as dores terrenas que ele — o amor sublime — pode superar, porque “o amor tudo suporta”. 1 Coríntios 13:7, Bíblia Sagrada: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Então, o amor, na verdade, é uma lição de aprendizado e depende do valor que você dá diante das circunstâncias.
Mas ele é plenitude, fascinante. E deve ser por isso que, no fundo, para alguns é tão difícil conjugar o verbo amar.
Talvez não haja resposta para essa pergunta que eu possa afirmar. Quem sou eu para tal julgamento apontar? Pois há na vida experiências que cada coração pode analisar.
Mas o que importa, no fundo de nossas almas humanas imperfeitas é estar nos braços do verdadeiro verbo amar.
Talvez não seja fácil percebermos, talvez não seja fácil encontrar. E creio que, certamente, a maioria quer se abrigar onde ele está. É a estrada onde muitos querem chegar.
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Simone Kelly Costa de Oliveira do Nascimento nasceu em Belém (PA).Professora de Língua e Literatura Portuguesa, do Ensino Fundamental e Médio, graduada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Letras Língua e Literatura Portuguesa, pós-graduada em Educação Especial e Psicopedagogia. Acadêmico Efetiva Imortal ALSPA, Academia de São Pedro da Aldeia -RJ. Recebeu a honraria “Mérito Acadêmico Charles Dickens ALSPA”, Academia de Letras São Pedro da Aldeia -RJ.
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Publicado por leandrobertoldo
Sempre gostei de histórias. Os primeiros livros que li foram os clássicos “Cinderela” e o “Caso da Borboleta Atíria”, da antiga coleção vaga-lume. Hoje as coleções são mais modernas, melhoradas... Mas aqueles livros transformaram a minha vida. Lia-os de cima de um pé de ameixa, na casa de minha avó, e lá passava a maior parte do meu tempo sempre na companhia de outros livros que, com o tempo, foram ficando mais “robustos”. A partir de José Lins do Rego e seu “Menino de Engenho” fui descobrindo Graciliano Ramos, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Henriqueta Lisboa, Fernando Sabino, Murilo Rubião... Ainda hoje continuo descobrindo escritores, muitos se tornando amigos, outros pelas páginas de seus livros, como Mia Couto, Ondjaki, Agualusa. Porém, já naquela época sabia o que queria ser. Não tinha uma formulação clara, mas sabia que queria fazer parte do mundo das histórias, dos poemas, dos romances e das crônicas, pois aquilo tudo me encantava, me tirava o chão, fazia a minha imaginação voar. Hoje sou um homem feliz; casado, eterno apaixonado e pai da Yasmin. As duas, ela e a mãe, minhas melhores histórias... Mas também sou formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG, com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, sou Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG, título que muito me responsabiliza e sou um homem das palavras. Mas essas palavras tiveram um começo... O meu encanto por elas fez com que eu começasse a escrever, inicialmente para mim mesmo, mas o tempo foi passando e pessoas começaram a ler o que eu produzia. Até que a revista AMAE EDUCANDO me encomendou um conto infanto-juvenil, e tal foi minha surpresa que o conto agradou! Foi publicado e correu o Brasil, como outros que vieram depois deste. Mais contos vieram e outros textos, como uma peça de teatro encenada no SESC/MG, poemas, artigos até que finalizei meu primeiro romance - Janelas da Alma - em fase de edição e encontrei uma grande paixão: os Haicais! Embora venho colecionando "histórias", como todo homem que caminha por esta vida, prefiro deixar que as palavras falem por mim, pois escrever para mim é mais do que um ofício que nos mantém no mundo. Escrever me coloca além dele... E é por isso que a minha vida, como a de um livro, vai se escrevendo – páginas ao vento, palavras ao ar.
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