Por Saiory Gutierrez
Pouco se fala sobre o bloqueio criativo de um escritor, que tem muito a escrever, mas não sabe por onde começar. Durante um dos eventos de Biblioterapia mediado pelo Leandro — por acaso, o dono desse blog — que participei, ele desenvolve uma dinâmica interessante para a escrita, onde nos inspiramos na escrita de outros autores, fazendo um quebra cabeça de palavras, mas que no fim, se torna uma poesia.
“Lábio;
As lágrimas que choro, branca e calma, ninguém as vê brotar dentro da alma;
Em que espelho ficou perdida minha face?
Me dê a coragem de viver 365 dias e noites, todos vazios da tua presença.
Azul, Magenta, Laranja.
Lágrimas Ocultas;
Retrato;
Meu Deus, me dê coragem!
Coragem, plenitude, êxtase,
Amargo, Olhos, Face,
Cismar, grave, brandura.
A arte liberta aquilo que não somos capazes de dizer.”
Esse foi um texto simples que produzi em um desses momentos de Biblioterapia, que pode parecer simples à primeira vista, mas para mim, que o escrevi e escolhi cada parte do texto, fica visível as emoções que senti em cada palavra! Dessas “simples” palavras consigo exprimir novos textos, poemas e sentimentos. Nascemos para sentir e expressar nossos sentimentos com a arte! Que no meu caso, é a escrita e a música, mas no seu caso pode ser o desenho, a pintura, ou até mesmo artes marciais! Não se deixe esquecer do que nascemos para fazer! Não se esqueça dos seus hobbies, dos seus gostos, e principalmente, da sua essência! Viva a arte em toda a sua grandeza.
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Saiory Gutierrez é estudante do ensino médio, se formando em Gestão Empreendedora integrado ao Ensino Médio, militante feminista pelo Levante Popular da Juventude, presidente do Grêmio Central do IFNMG e uma grande estoica! Expressa profundamente suas emoções através da arte!
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Publicado por leandrobertoldo
Sempre gostei de histórias. Os primeiros livros que li foram os clássicos “Cinderela” e o “Caso da Borboleta Atíria”, da antiga coleção vaga-lume. Hoje as coleções são mais modernas, melhoradas... Mas aqueles livros transformaram a minha vida. Lia-os de cima de um pé de ameixa, na casa de minha avó, e lá passava a maior parte do meu tempo sempre na companhia de outros livros que, com o tempo, foram ficando mais “robustos”. A partir de José Lins do Rego e seu “Menino de Engenho” fui descobrindo Graciliano Ramos, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Henriqueta Lisboa, Fernando Sabino, Murilo Rubião... Ainda hoje continuo descobrindo escritores, muitos se tornando amigos, outros pelas páginas de seus livros, como Mia Couto, Ondjaki, Agualusa. Porém, já naquela época sabia o que queria ser. Não tinha uma formulação clara, mas sabia que queria fazer parte do mundo das histórias, dos poemas, dos romances e das crônicas, pois aquilo tudo me encantava, me tirava o chão, fazia a minha imaginação voar. Hoje sou um homem feliz; casado, eterno apaixonado e pai da Yasmin. As duas, ela e a mãe, minhas melhores histórias... Mas também sou formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG, com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, sou Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG, título que muito me responsabiliza e sou um homem das palavras. Mas essas palavras tiveram um começo... O meu encanto por elas fez com que eu começasse a escrever, inicialmente para mim mesmo, mas o tempo foi passando e pessoas começaram a ler o que eu produzia. Até que a revista AMAE EDUCANDO me encomendou um conto infanto-juvenil, e tal foi minha surpresa que o conto agradou! Foi publicado e correu o Brasil, como outros que vieram depois deste. Mais contos vieram e outros textos, como uma peça de teatro encenada no SESC/MG, poemas, artigos até que finalizei meu primeiro romance - Janelas da Alma - em fase de edição e encontrei uma grande paixão: os Haicais! Embora venho colecionando "histórias", como todo homem que caminha por esta vida, prefiro deixar que as palavras falem por mim, pois escrever para mim é mais do que um ofício que nos mantém no mundo. Escrever me coloca além dele... E é por isso que a minha vida, como a de um livro, vai se escrevendo – páginas ao vento, palavras ao ar.
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