Estava em viagem de ônibus para Teófilo Otoni quando entra um senhorzinho com um som portátil a tocar Dire Straits. Ainda bem que a música era boa. Ao sentar, seu celular chama e ele atende no viva-voz. Do outro lado a tal voz bem viva e sem se identificar foi logo dizendo tão alto quanto a música:
Moço, nem ti conto! Sabe o Seu João da Tutóia lá do Mandeu? Pois é, onti a gente tava lá e ele pegô um copo comprido com tampa em riba pareceno um canudo, ispremeu um bucado de limão dentro, sacudia, sacudia e abria a tampa, sacudia, sacudia e abria di novo; dizia ele que era pra sair o gás, sabe cumé? Com aquele troço sacudido, ele embrenhô um litro de cachaça lá dentro… Ê, minino! Mas nós entrô fechado naquele trem que dava até dó. Na hora de imbora, o Zaqueu aprumô uma iscada na carcunda e foi até bem. Mas quando chegô lá na frente, a iscada inganchô num gaio de arve que tava assim no arto, ele bambiô, iscorregô num arbusti e coiciô que nem cavalo bravo que só veno a disinbestança que foi. E aí num teve remendo! Foi Zaqueu prum lado, iscada pro outro, uma diabera danada… Ê trem da peste, sô. Teve bão dimais!
O senhorzinho foi responder quando a cobertura caiu. Entre as risadas de quem estava próximo e ouviu toda a história, fiquei a pensar de como a literatura surge pronta bem a nossa frente. Peguei meu bloco de notas e pus-me a registrar na tentativa de captar, entre um balanço e outro, o tom da voz que acabara de ouvir, sem saber se o que fazia era plágio ou uma apropriação indevida. Pensei em pedir permissão ao dono do celular, mas já era tarde, não dava mais tempo. Ele havia decido. Ô diacho, sô.
________________________
Pois é… Essa é uma daquelas histórias que nos pegam de surpresa quando menos esperamos. Vem, acontece e quando percebemos já foi. O privilégio de escrever é poder registrar e contar o que poderia ter sido perdido. Então me diz o que você achou e me conte aí: você já vivenciou histórias inesperadas?
Academia Taguatinguense de Letras, Orgulho de nossa cidade, Há 37 anos a promover, A Literatura com dignidade. . Seus escritores e poetas, Deixam sua marca na história, Com obras e palavras lúcidas, Constroem a nossa memória. . Em Taguatinga, cidade querida, A Academia é um tesouro, Um farol que ilumina a vida, E inspira novos escritores. . Que siga por muitos anos, A brilhar na comunidade, Academia Taguatinguense de Letras, Tradição da nossa cidade
Escrever é uma habilidade necessária para todas as pessoas e, particularmente, para quem tem a literatura como estilo de vida. Para escrever com clareza é necessária uma anterior organização lógica do pensamento, podendo-se concluir que sem o pensamento logicamente ordenado não pode haver redação clara, inteligível. Isso significa que ensinar a escrever equivale a ensinar a pensar, tarefa obviamente impossível. No entanto, sugerir técnicas ou práticas que favoreçam o desenvolvimento do processo de redação é tarefa possível.
Quando assumi o compromisso de conduzir pessoas já experimentadas na leitura ao caminho da escrita literária, sabia exatamente aonde iríamos chegar: em um lugar onde o belo faria morada em nossos corações. Já vislumbrava estes livros que você tem a oportunidade de apreciar no vídeo abaixo, sabia das suas existências e até já conversava com eles. O que não imaginava é que eles trariam, junto com as palavras, a “calmaria” de uma amizade tão sincera, de uma admiração absolutamente profunda por cada pessoa, cada qual com as suas particularidades, com os seus sonhos, com as suas dores e cores. Tudo matéria-prima da escrita, ingredientes textuais que ao longo de doze meses teceram os mais saborosos pratos semânticos em um banquete de histórias.
Vivenciamos a linguagem, a leitura e a escrita de uma maneira na qual eu sempre acreditei: pelo amor, jamais pela dor e obrigação. Nesse lugar rimos, choramos, nos emocionamos, entramos nas vidas uns dos outros, soubemos de detalhes, nos pertencemos. Munimo-nos de ferramentas não apenas para um bom texto, mas para alcançarmos a qualidade de nossa humanidade.
Sim, a literatura é uma escada muito alta, e cada texto, cada verso, cada pensamento me fez chegar até o topo. Calo-me nesse instante, dando lugar às vozes principais presentes nestes livros agora entregues ao mundo. São eles, pelas mãos de quem os escreveram, as estrela a brilharem como sempre brilharam ao longo de suas feituras. Desejo apenas dizer uma coisa a todos e todas que acreditaram e se entregaram nessa travessia: por serem hoje mais um galho a crescer nessa Árvore das Letras a amparar os meus sonhos e mostrar que eu nunca estive errado, muito, muito obrigado! A literatura precisa de vocês.
________________________
Para que você possa conhecer um pouco desse trabalho, acompanhe este vídeo de apresentação dos livros. Assim nos fizemos amigos, fortalecemos os laços já existentes e continuaremos nossa evolução literária agora com os Novos Autores.
“Foi lá na venda do Seu Lidirico… tem de tudo e cada coisa que tem eu explico…”
Foi lá na Venda do Seu Lidirico que eu conheci em 2018 uma das lendas, agora não viva pelos lados de cá, mas pelos lados de lá, da nossa história: Lidirico José de Almeida, o Seu Lidirico. Atleticano, nascido em Novo Cruzeiro (hã?!), no ano de 1927, chegou na cidade de Araçuaí, no Norte de Minas Gerais, em meados da década de 40 e, como ele mesmo me disse, se voltou a sua cidade de cinco a seis vezes ao longo de todos esses anos foi muito. Desde então, ele mantinha um dos pontos comerciais mais tradicionais do lugar: a Venda do Seu Lidirico, “que tem de tudo e cada coisa que tem eu explico”… E como explicava…
Sentado em uma cadeira simples de bar ao lado da neta atrás do balcão, Seu Lidirico chegou a levantar quando nos viu – eu, minha esposa, minha filha, minha sogra e meu sogro Gelson Pinheiro, outra lenda viva da nossa história que merece capítulo especial.
Tínhamos ido de Padre Paraíso a Araçuaí para conhecermos dois lugares muito comentados: uma “flor e cultura”, que não floresce apenas flores e transpira cultura, como tudo naquela cidade, e… a Venda do Seu Lidirico.
A floricultura era o primeiro destino. Por isso, Seu Lidirico sentou-se pacientemente como se soubesse que o melhor sempre fica por último, afinal o apressado come cru, como diz o bom mineiro. Acenei para ele como quem falasse “estou indo aí” e podia ver as histórias e causos se ajeitando em sua cabeça para serem contados, como se já não tivessem sido centenas de vezes…
A conversa de mineiro de que um lugar fica bem pertinho um do outro, “bem ali”, esticando o beiço, nesse caso era verdade. Era só atravessar a rua. Quem vai em um tem que ir no outro. E Seu Lidirico estava lá nos esperando certo da nossa visita.
Nunca havia conhecido uma celebridade de verdade, porque as falsas se acham; as verdadeiras acham as pessoas, no carinho das mãos que recebem, no afeto do aperto que sentimos na verdade do coração como uma ponte que liga pessoas. Foi assim, nesse bem-querer, que fomos recebidos por Seu Lidirico e sua esposa, Dona Iaiá, chamada por sua neta a pedido dele.
Não sabíamos para quem olhar. Os casos se misturavam e se completavam sempre com precisão de datas e uma memória invejável de quem a própria história pedia licença. O início da venda, as primeiras casas da rua, os únicos dez carros da cidade, se muito, quando chegaram, a data do casamento (1948), o número de filhos – quinze no total – e os mais de 30 netos somando, ao todo, 98 pessoas vivas, excetuando uma nora que morreu intoxicada na fazenda – “só morreu essa nora nesses anos todos”, explicava Seu Lidirico, eram algumas das muitas histórias que se sucediam.
Esses e outros causos, até a partida do Atlético contra o São Paulo na noite anterior vencida pelo time mineiro com gol contra, eram contados, comentados e explicados enquanto apresentava as famosas cachaças produzidas por um dos filhos na região que, claro, provamos, eu e meu sogro, e levamos dois litros, enquanto Dona Iaiá dividia a conversa entre o engarrafar outros dois litros de cloro para a venda e as fotos tiradas sempre atrás do balcão, como se aquela amizade nascente já fosse antiga.
Fico feliz em encontrar pessoas assim em que a simplicidade é verdadeira e que a história também se faz espontânea na hora, sabendo que está sendo escrita e conhecida não apenas nas páginas dos livros, mas ali, ao vivo, porque se tem um lugar que tem história para contar é mesmo lá na Venda do Seu Lidirico.
Para que possam conhecer mais do que tem na Venda do Seu Lidirico, passa lá, é bem ali… Pertin, pertin, um tirin de bala de bodoque, no Norte de Minas Gerais, em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. Mas se não der para ir, se avexe não, como dizem por lá, ouça abaixo a música, pois até música feita por Miltinho Edilberto e Xangai, apresentada no programa Sr. Brasil, do Rolando Boldrim (outra lenda), Seu Lidirico tem, afinal, é a venda do Seu Lidirico, “que tem de tudo e cada coisa que tem eu explico…”. E ele também! E como explicava…
________________________
Existem histórias que é preciso contar e recontar. Essa já esteve por aqui, logo quando eu conheci o Seu Lidirico em 2018. Mas republico em homenagem a essa lenda que nos deixou em 17 de junho de 2023 e que eu tive o prazer de conhecer e prosear.
Certa vez um sábio caminhava em silêncio por uma praia deserta junto a um de seus jovens discípulos, quando ele lhe perguntou:
— Mestre ensina-me a arte do desapego? Em minha humilde opinião é a mais preciosa de todas as artes!
— Você já construiu um castelo de areia?
— Não, Mestre! Para quê o faria?
São feitos de meras ilusões!
— Construa, cuide, aproveite, desapegue-se! Orientou o Mestre, seriamente. Jamais altere essa ordem.
O jovem sentou-se na areia e começou a engenhar uma suntuosa arquitetura de areia. Aquelas horas que se sucederam, nas quais ele se dedicou àquele grande feito, não teve pensamentos paralelos, viveu e desfrutou daquele momento, não teve olhos para outra coisa. Estava no momento presente. Ele construiu, cuidou, aproveitou… Mas a maré subiu, as ondas se agitaram e o castelo se desmanchou.
Frustrado, mesmo já prevendo o que logicamente aconteceria, ele se recolheu ao descanso ali nas proximidades onde estavam em um retiro com demais colegas.
No outro dia, novamente caminhando com seu Mestre, o jovem relatou o ocorrido no dia anterior, na praia e o Mestre outra vez lhe recomendou:
— Vá e construa um castelo de areia! Construa, cuide, aproveite, desapegue!
E o jovem discípulo bastante desanimado obedeceu e construiu outro castelo de areia, ainda maior e mais belo que o anterior. Ele construiu, cuidou, aproveitou e veio a maré e o levou!
Assim se sucedeu na praia por quarenta dias em que passou em companhia de seu Mestre, construindo castelos de areia. Construía, cuidava, aproveitava e se decepcionava quando as ondas vinham e os levavam sem dó, nem piedade.
Pela quadragésima vez o Mestre o recomendou:
— Construa um castelo de areia!
Dessa vez, o jovem construiu, cuidou, aproveitou e se foi, sem olhar para trás! Já não estava preocupado quando as ondas viessem para destruí-lo e o tomasse dele.
O Mestre o chamou e disse:
— Agora sim, você entendeu.
________________________
Existem histórias que que é preciso se calar após a leitura para que possamos refletir… Essa é uma delas.
Padre Paraíso – portal do Vale do Jequitinhonha / MG.
Por Leandro Bertoldo Silva
É comum as pessoas saírem do interior e irem para a capital em busca de uma vida melhor e até mesmo para se encontrarem. E quando o contrário faz muito mais sentido?
O ano era 2011 quando mudei de Belo Horizonte para Padre Paraíso, a primeira cidade do Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais, levando, juntamente com minha esposa e filha, então com 5 anos de idade, o sonho de trabalhar com literatura em uma região que não tinha (como não tem) nenhuma livraria – a mais próxima fica a 100Km de distância – e, também, pouca cultura leitora.
Após 2 anos como professor de português de uma escola e ter feito parcerias com editoras da capital, consegui levar livros para a cidade, fazendo com que os alunos tivessem contato com uma literatura mais contemporânea, inclusive promovendo visita de autores. Uma delas foi o meu grande amigo e parceiro Pierre André, com os seus livros “Emengarda, a barata” e “Bichos De-Versos”.
Assim foi até 2014, quando a grande mudança ocorreu: criei no fundo de uma loja de artigos religiosos, com apenas um quadro na parede e 4 carteiras, o curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita para jovens e crianças, trabalhando todos os gêneros de produção textual – da escrita criativa até os textos dissertativos, tendo a leitura como nossa grande matéria-prima. Foi o nascimento da Árvore das Letras. Foram 7 anos ininterruptos formando centenas de pessoas e as vendo produzirem textos cada vez melhores, alcançando excelentes notas na redação do ENEM e se formando profissionais como médicos, psicólogas, cirurgiões dentistas e, claro, escritores e escritoras.
Até que veio a pandemia… O curso, até então presencial e já com mais carteiras na sala e em outro local, passou a ser on-line e duas novas mudanças ocorreram: a Árvore das Letras ao longo desse tempo e pela minha escolha em ser um escritor independente por opção se transformou também em uma editora sustentável, onde os livros são feitos utilizando matéria-prima reciclada e ecológica em uma prensa de madeira totalmente fabricada artesanalmente – a “Paula Brito”. Foi assim que me coloquei no mercado literário e editorial e passei a publicar não apenas os meus livros, mas também outros autores da cidade e outras capitais.
A segunda mudança é que o curso Vivenciando a Linguagem, Leitura e Escrita transformou-se em uma vivência on-line e passou a focar exclusivamente em textos literários com o objetivo de formar, aprimorar e publicar novos autores dentro do processo sustentável e ecológico, que ganhou um selo de publicação chamado Alforria Literária. Tudo feito pelo esforço de acreditar em novas possiblidades e promover a liberdade da escrita e publicação, consolidando esse caminho como uma nova forma de fazer literatura.
Junto com tudo isso, criei este espaço em 2017 — o blog da Árvore das Letras —, um lugar em busca de uma literatura de identidade própria, onde passei a publicar matérias, entrevistas, vídeos e as Crônicas de Domingo, tudo relacionado à literatura independente, fazendo parcerias que hoje transpuseram o continente e chegou à Angola, Luanda e Maputo em África, divulgando e compartilhando textos meus e de vários autores de forma totalmente gratuita.
Esse trabalho irá continuar porque é o meu propósito de vida, mas com apoio pode ir muito mais além!
Bem, quis escrever essa história por três razões: primeiro para mostrar quais são as minhas motivações, e elas partem de querer dizer que não existe apenas um caminho para se conseguir o que se deseja e realizar os seus sonhos, sejam eles quais forem. Sempre existirá uma estrada, e se não existir é possível construí-la. Segundo porque me perguntaram aonde eu quero chegar com esse trabalho, e eu digo sem problemas que é me tornar a maior referência de publicação “realmente” independente e sustentável do Brasil. E terceiro para agradecer a todas as pessoas que torcem por mim, que entendem o meu amor e a minha dedicação, a todos os meus alunos, ex-alunos, parceiros, leitores, enfim, é por vocês que faço o que faço.
________________________
Se você gostou dessa história, curta, comente, compartilhe; caso queira fazer uma pergunta estou à disposição. Quer vir fazer uma visita, conhecer nosso espaço físico, nossas prensas, nossa forma de produção, teremos muito prazer em recebê-lo(a).
Chamo-me Tomé Nasapulo, conheci o Tempo assim que nasci. Na verdade, foi o tempo que conheceu-me primeiro. Evidentemente, eu nem sequer tinha noção de sua existência no começo da vida. Em franqueza vos digo: foi um amor à primeira vista! Desde então, tornamo-nos inseparáveis, partilhando cada instante das nossas vidas, sejam bons ou ruins.
Dias, meses, anos passavam até descobrir que não conseguíamos viver separados, logo, decidimos selar a cumplicidade em matrimónio. Como foi maravilhoso! Jovem, de apenas 18 anos de idade, ansioso para conquistar o mundo.
Após o matrimónio não se demorou para que tivéssemos a nossa primogénita, Paciência.
Com o ímpeto da juventude, queria dar tudo ao Tempo, sem obedecer as etapas. Entretanto, o Tempo dotado de experiência, mostrou que as coisas não funcionavam daquela maneira. Demorou perceber que o tempo tinha razão. Só tomei consciência após o nascimento da nossa filha Paciência. A Paciência mostrou-me que com o trabalho, comprometimento tudo se ajeita no momento certo.
O amor era tanto! Não esperamos mais, veio o segundo filho, a quem chamamos de Resiliência. A Resiliência nasceu no momento mais conturbado da nossa vida. Na ingenuidade, estava na eminência de separação, trocar o Tempo pelo Suicídio, mas o Tempo como sempre, mostrou-se experiente provando que não passava de uma neblina e tão logo o sol daria a sua graça e continuaríamos as nossas vidas.
Olhei para Resiliência, percebi que era o momento do recarregar das energias e lutar para enfrentar a crise.
Os anos foram passando, com eles foi se apimentando a nossa relação, daí o Tempo propor que tivéssemos mais um filho, todavia receei em anuir devido as dificuldades da vida, mas vocês sabem que quando a mulher quer tudo acontece. Por conseguinte, nasceu a nossa filha Kwasula, o qual demos o nome de Maturidade.
A Maturidade é o show-off da casa, tudo acontece a sua volta e com ela compreendemos a razão do ser das coisas.
________________________
Essa é a linda e inspiradora história do tempo de Tomé Nasapulo, poeta e contista de Angola que nos visita aqui neste espaço. Conte aqui nos comentários o que achou e também nos diz como você lida com o “seu” tempo. Adoraríamos saber 🙂
Se você é escritor ou escritora ou mesmo familiarizado com a escrita já deve ter ouvido essa pergunta: “o que as editoras querem”? Engraçado, nunca ninguém havia me perguntado o que eu queria das editoras… Bom deixar claro: não sou contra elas, só acredito que existem outros caminhos. E se não existirem? Nós construímos. Não tão simples assim, mas possível.
Foi esse pensamento que me fez recusar um contrato em 2016 e passar alguns anos elaborando o meu jeito de publicar, porque mais do que escrever e ter os meus livros em uma estante de livraria, eu sempre quis costurá-los, colá-los, prensá-los, e mais: mostrar às pessoas como se faz isso.
Mais do que o suposto lugar de honra do escritor inatingível, eu prefiro o lugar do encontro, da fala, do contato simples com o leitor. Essas imagens mostram isso.
Por isso, quero agradecer à professora @viviane_goncalves24 (há professores e professores… Os alunos agradecem) por sua dedicação exemplar e inspiradora, por ter escolhido o meu livro “Entrelinhas contos mínimos” para trabalhar com eles e, claro, todos os alunos e alunas da Escola Estadual Professor José Monteiro Fonseca pela visita, pelo carinho e pela partilha.
São por momentos assim que escolhi ser um escritor realmente independente e criar uma literatura que chamo de identidade própria. Quer vir fazer uma visita?
Saiba mais sobre a Alforria Literária clicando AQUI! Forte abraço.