PLANEJAMENTO É TUDO, ATÉ PARA LER

Por Leandro Bertoldo Silva

Sabe aqueles livros da sua estante e também da biblioteca da sua cidade, assim como aqueles outros tantos das livrarias que você ainda sonha em comprar?

Então…

Se você também é um amante da leitura como eu deve ficar meio em dúvida às vezes com tantos livros que gostaria de ler, mas que o tempo castiga nosso adorado desejo de viver em meio às páginas. Mas tenho uma boa notícia, uma não, duas! Primeiro, não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; e como esse não é o seu caso, se não nem teria começado a ler este post, vem a segunda boa notícia: há maneiras de resolver essa questão!

Mas, olha! Planejamento é tudo, e é o que devemos fazer, pois ele é muito necessário, ainda mais nos dias corridos de hoje. Devo dizer, entretanto, que não existe um método ou uma cartilha a ser seguida. Cada qual é cada qual e cada um sabe, melhor do que ninguém, onde os calos apertam, ou melhor, do seu dia a dia.

O que vou escrever aqui funciona comigo dentro da minha rotina e escolhas. Sou escritor e mediador afetivo de leitura e ela é matéria-prima do meu trabalho. Tenho tantos livros para ler quanto são as estrelas no céu…! Por isso, faço uma divisão de três modalidades de leitura:

  • LEITURA DE ENTRETENIMENTO;
  • LEITURA DE PESQUISA;
  • LEITURA DE REFERÊNCIA.

Funciona mais ou menos assim:

LEITURA DE ENTRETENIMENTO

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É a que eu faço pelo meu bel prazer (não que as outras não sejam). É a leitura do divertimento puro, do deleite, sem maiores compromissos do que a apreciação da arte literária. Aqui incluo contos, romances, poesias, etc. Costumo realizar essa leitura de segunda à quinta-feira logo após o horário de almoço, mais especificamente de 13h:00 até 13h:45, que é quando estou em meu momento de descanso do trabalho da manhã, o que inclui a escrita e a confecção de livros. Assim, posso me entregar e desfrutar dos personagens e versos…

LEITURA DE PESQUISA

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É a que eu realizo quando estou escrevendo um livro, seja ele de contos ou romance. Um escritor é um contador de histórias e precisa estar atento a tantas histórias já contadas por aí. Isso nos ajuda a estarmos mais presentes, sintonizados com a nossa época, com os gostos e preferências do nosso tempo, sem dizer que um escritor é antes de tudo um pesquisador da sua própria arte. Essa leitura eu a faço às sextas-feiras na parte da tarde, que é o dia de planejar toda a semana que virá.

LEITURA DE REFERÊNCIA

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É a leitura dos grandes autores, daqueles que me dizem mais profundamente, seja em termos de estilo, seja em termos de ideias. Aqui estão os escritores da literatura clássica e contemporânea. Como diz Mia Couto (um dos meus escritores de referência), “os escritores nascem de outros escritores”, e é exatamente assim que acontece. Para essa leitura eu reservei os fins de semana, não todo, claro, pois também tenho uma vida social e familiar que é tão importante quanto. Mas para um leitor sempre sobra um tempinho…

Bem, como disse, não há um modelo a ser seguido. O importante é que cada um encontre o seu jeito, seja ele qual for, pois deixar de ler é algo que não devemos, tanto porque, como disse Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”.

Se você gostou, aproveite para divulgar essas dicas para aquele amigo ou amiga que, como você, ama a leitura e tem vontade de ler muitas coisas, mas, no entanto, esbarra na “falta de tempo”.

Vamos lá?

Ah, e já que estamos em companhia de leitores, aproveito para indicar os meus livros. Saiba sobre eles clicando AQUI

Desejo a todos Boas leituras!

COMO LIMPAR E CONSERVAR O SEU LOCAL DE INFORMAÇÕES VARIADAS, REUTILIZÁVEIS E ORDENADAS – L.I.V.R.O

Por Leandro Bertoldo Silva

Ser um leitor vai muito além da leitura propriamente dita. Ser um leitor passa pelo amor aos livros e o prazer de tê-los. Ser um leitor é realmente muito diferente de um não leitor…

Tudo bem! Vivemos uma era de modernidade impossível de ignorar (e nem podemos e queremos), em que os livros eletrônicos — os chamados ebooks — com diferentes formatos de arquivos de leitura e programas estão em evidência, deixando os livros tradicionais com os dias contados.

Será mesmo?

Machado de Assis, no célebre conto A igreja do Diabo, diz:

“As capas de algodão têm agora franjas de seda, como as de veludo tiveram franjas de algodão”.

Isso nos leva a pensar, e no meu caso ter a certeza, de que o velho e bom livro de papel… Ah, esses sempre irão existir… Há quem acredite que não; felizmente, tanto como leitor e também como escritor, não faço parte dessa opinião.

Para fortalecer e sustentar a tese dos que acreditam na continuidade da espécie, leia a deliciosa crônica de Millôr Fernandes, que vem ilustrar muito bem o que quero dizer.

Vamos lá…

L.I.V.R.O

“Existe entre nós, muito utilizado, mas que vem perdendo prestígio por falta de propaganda dirigida, e comentários cultos, embora seja superior a qualquer outro meio de divulgação, educação e divertimento, um revolucionário conceito de tecnologia de informação.

Chama-se de: Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. que, em sua forma atual vem sendo utilizado há mais de quinhentos anos, representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, nem pilhas. Não necessita ser conectado a nada, ligado a coisa alguma – nem mesmo à internet (grifo meu). É tão fácil de usar que qualquer criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma sequência de folhas numeradas, feitas de papel (atualmente reciclável) que podem armazenar milhares, e até milhões, de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém permanentemente em sequência correta. Com recurso do TPO – Tecnologia do Papel Opaco – os fabricantes de L.I.V.R.O.S podem usar as duas faces (páginas) da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os custos à metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.S com mais informações, basta se usar mais folhas. Isso, porém, os tornam mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema, visivelmente influenciados pela nanoestupidez.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, no próprio cérebro, sem qualquer formatação especial. Lembramos que, quanto maior e mais complexa a informação a ser absorvida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Vantagem imbatível do aparelho é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. E a leitura do L.I.V.R.O. pode ser retomada a qualquer momento, bastando abri-lo. Nunca apresenta “ERRO FATAL DE SENHA”, nem precisa ser reinicializado. Só fica estragado ou até mesmo inutilizável quando atingido por líquido – caso caia no mar, por exemplo. Acontecimento raríssimo, que só acontece em caso de naufrágio.

O comando adicional moderno chamado ÍNDICE REMISSIVO, muito ajudado em sua confecção pelos computadores (L.I.V.R.O. se utiliza de toda tecnologia adicional), permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder na busca com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com esse FOFO (softer) instalado.

Um acessório opcional, o marcador de páginas, permite também que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou tipo de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. Todo L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso o usuário deseje manter selecionados múltiplos trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com a metade do número de páginas do L.I.V.R.O.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. por meio de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S.

Elegante, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro, como já foi de todo o passado ocidental. São milhões de títulos e formas que anualmente programadores (editores) põem à disposição do público utilizando essa plataforma.

E, uma característica de suma importância: L.I.V.R.O. não enguiça!”

Fantástico, não é?

Sei que como eu, existem muitas pessoas que amam seus livros, que se sentem bem simplesmente estando na companhia deles, sentindo o seu cheiro, o prazer de passar as páginas, namorando cada folha, cada detalhe numa espécie de ritual mágico para a leitura…

Mas o livro, como qualquer objeto, principalmente valioso, precisa de cuidados… Muitos cuidados…

Você que está lendo esse artigo e, que como eu e muitos, ama os seus livros, responda rápido:

 Você limpa os seus livros? Conserva-os? Sabe como fazer isso?

Bem, conheço muita gente que nunca ou raramente se predispõe a esse serviço…

Mas como quem “ama, cuida”, resolvi publicar esse artigo mostrando como é possível fazer a limpeza dos seus livros de maneira correta e eficiente.

Na verdade, a ideia veio a partir de uma coleção de Jorge Amado que ganhei recentemente… Os livros são editados pela Livraria Martins Editora, capa dura, marrom, tipo couro, uma verdadeira relíquia. Para os amantes dos livros e da boa, boa não, ótima literatura, não poderia haver presente maior!

Porém, como os livros estavam um tanto velhos, alguns mofados e estragados, parti para uma busca pela internet de como poderia limpá-los da melhor forma. Encontrei muitas dicas aqui e ali, lá e acolá…

Prece interessante? Então continue lendo para saber mais sobre:

  • O material necessário para a limpeza dos livros;
  • O passo a passo de uma limpeza correta e eficaz de seu livro;
  • Alguns cuidados e dicas essenciais;
  • Um conselho final, que faz toda a diferença na conservação do seu livro.

Como sei que essas informações também podem ser de muita valia para muitas pessoas, resolvi reunir as melhores dicas que encontrei em um único lugar e publicar este conteúdo aqui no blog. O resultado gerou o infográfico abaixo e que tenho o prazer de compartilhar com você. Espero que goste.

Como limpar e higienizar os seus livros

E então, gostou do conteúdo? Viu como é fácil e possível cuidar dos seus livros?

Então, compartilhe esse artigo e ajude outras pessoas que também amam os seus livros a saberem a melhor maneira de limpá-los e conservá-los. Os livros agradecem e a cultura também…

VOCÊ TEM TEMPO PARA VOCÊ?

Você tem tempo para você?

Essa é uma questão mais séria do que pode parecer. Não se trata apenas de ter tempo para fazer o que gosta, mas ter tempo de se preparar para fazer o que quer que seja.

Antes mesmo de começar a ler um livro, eu me preparo para a leitura; antes de trabalhar, antes de estudar, antes de comer, antes de dormir… Tudo o que vamos fazer requer um tempo de relaxamento e preparação.

O resultado é termos mais presença e consequentemente mais prazer. Quando temos pressa para fazer as coisas, geralmente não a vivenciamos como deveríamos. Assista esse vídeo para refletir mais um pouquinho sobre isso…

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

O ENCONTRO DAS IMPROBABILIDADES

“O nascer do sol…

Que dia será este?

Apostas incertas.”

Essa é a aposta feita na primeira página. Aposta ou evidências de um improvável encontro. Nem sei. O que sei é que acordei nesse domingo, bem cedo, sob o miado de Mia Couto, meu gato, que todos os dias me acorda às seis horas e trinta minutos. Um despertador inusitado. E ele só perdeu a hora no único dia em que dele precisei para um encontro marcado às sete horas mais ou menos. Não me atrasei, mas tive que usar do expediente de dirigir até o local do encontro, eu que pretendia ir a pé.

O encontro de hoje era um pouco diferente. Queria terminar de ler As Janelas da Alma, o livro de Leandro Bertoldo Silva que deixei pela metade no sábado e que estava me intrigando. A narrativa parecia dispersa, ou alucinada. Estaria Jorge, o personagem, sob efeito de uma marijuana mal tragada? Ou ele vivia um sonho, ou pesadelo, desses que a gente tem de vez em quando, onde os encontros e as falas dos personagens sonhados aparecem sem a lógica que a gente pensa sempre em dar a nossos diálogos escritos e falados? Quantas vezes na vida eu também tive sonhos assim? Freud os explicaria, será?

Terminei a leitura com Mia Couto em meu colo e Marlon Brando, meu cão, solicitando minha presença para um passeio na rua, como em todos os dias. E ainda estou sob os efeitos alucinógenos de minha imaginação que sempre insiste em fazer parte, como um personagem invisível, das histórias que gosto. Eu, que tinha, em minha juventude, o hábito de escolher um desconhecido na rua e segui-lo, aleatoriamente, para elucidar sua caminhada e seu destino, comecei a seguir o Jorge nas ruas de Belo Horizonte. Até entrei no Borges da Costa onde, em meus tempos de estudante, ia de vez em quando visitar um amigo que lá morava. Só que esse meu amigo não se suicidou no Borges. Ele foi morto pelos cães da ditadura nos anos setenta.

A leitura não me surpreendeu, na verdade. Ela me pegou de roldão, me conduziu a uns labirintos da memória, dentro dos quais eu não entrava há uns tempos. Eu sabia o efeito que ela, a história, faria em mim desde a metade de ontem. Só que hoje, ao acordar, eu queria logo ser conduzido a essa espiral de reminiscências, de sentimentos que fazem parte de meu espírito tanto leitor quanto escritor. E funcionou. Foi exatamente como eu previa, não o desenrolar do texto, mas a minha sensação de alegria com algo tão bem conduzido e escrito.

Mas, afinal, quem é Leandro Bertoldo da Silva? Eu não tinha a menor ideia de quem ele fosse até umas duas ou três semanas atrás. Foi um verdadeiro encontro das improbabilidades o que aconteceu. De repente esse cara que mora em Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, apareceu, virtualmente, em minha vida. Pelo menos a pandemia vivida no momento não impede os encontros improváveis. Eles continuam acontecendo, virtualmente. E aí um agente dos correios bate no meu portão e me entrega um pacote com cinco de suas obras publicadas, presente do próprio, com quem eu havia falado apenas uma vez através da internet, mas a amizade através das fibras óticas aconteceu como um sorteio ganho em loteria.

Relicário Pessoal – Haicais – foi o primeiro. Um raro escritor de haicais aos moldes ensinados pelos mestres japoneses, cinco-sete-cinco sílabas poéticas em uma síntese da beleza estética da natureza.

“As rosas escrevem

Palavras em pétalas.

Verdades sutis.”

Entre Linhas: Contos mínimos, li em seguida. Uma surpresa depois da outra. Os contos são, de fato, mínimos. Uma a duas páginas. Mas o engajamento desse leitor foi ao máximo. Que delícia surfar entre as ondas da Despedida, de O Chamado, das Incertezas, entre outros, condensados de ricas histórias.

Depois li O Menino que Aprendeu a Imaginar, outra delícia. O menino segue uma trajetória muito parecida a tantos meninos, como eu, por exemplo, que não tive tantos livros na infância e juventude, mas fui salvo pela poesia de Rudyard Kipling e Carlos Drummond de Andrade, e pelos Capitães de Areia, de Jorge Amado. Esses caras não só me ensinaram a imaginar como cochicharam em minhas orelhas que eu também podia escrever. E comecei a escrever poesia tão logo ganhei o primeiro beijo na boca.

E chegou a vez de Histórias de um certo Aarão e outros casos contados. Que imaginação desse Leandro Bertoldo! Parecia até que eu ouvia de novo as velhas histórias dos fantasmas de Belo Horizonte. Todas as cidades têm seus fantasmas. Mas os da cidade com a qual você conviveu e convive há tantos anos parecem ser mais reais que os outros. Porque você os encontra de vez em quando, seja em roda de conversa em botequim, seja em histórias recontadas nos teatros.

O que nos dá alegria mesmo é a forma de contar todas estas histórias, com estilo e leveza. Parece uma conversa entre dois amigos que se encontram após uma longa ausência, como se tivessem jogado bolinha de gude na infância, ou roubado jabuticaba, juntos, no pomar daquele vizinho chato, na juventude. Essa sensação de pertencimento às histórias, como se você fosse um personagem, ou mesmo como se as pudesse ter escrito, em forma de poesia, de pintura, de escultura ou nos fornos de cerâmica do Jequitinhonha, como me disse uma vez o filósofo francês Serge Feaucherau, é que faz as grandes histórias e os grandes escritores. Obrigado, Leandro Bertoldo da Silva, por me colocar, sem mesmo me conhecer, e suas histórias. E por mais esse encontro das improbabilidades que me trouxe a outros encontros e tantos novos improváveis (hoje certeiros) amigos.

Paulo Cezar S. Ventura nasceu em Timóteo, Minas Gerais, mas considera-se um cidadão de Nova Lima, cidade vizinha a Belo Horizonte. Cursou a Educação Básica em Nova Lima, fez o antigo ginásio no Liceu Imaculada Conceição e o científico no Colégio Estadual Augusto de Lima. Em 1971 entrou na UFMG para cursar Física, e se formou em 1975. Paulo é escritor e autor de várias obras, entre elas, “Mistérios de Marte”. É editor e fundador da Editora Rolimã.

CAMPANHA LEITURA SOLIDÁRIA – UMA ABORDAGEM BILBIOTERAPÊUTICA

A Árvore das Letras, através do selo Alforria Literária, e a Casa da Criança “Alertas”, de Padre Paraíso, no Vale do Jequitinhonha, firmaram uma parceria social, literária, educacional e cultural com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher.

O objetivo desse encontro é atuar no cuidado, afeto e equilíbrio emocional por meio dos livros e da literatura, envolvendo não apenas as crianças, mas todos os profissionais, como professoras, monitoras e demais funcionários e membros da equipe.

O trabalho será realizado de forma voluntária pela Árvore das Letras, utilizando a Biblioterapia de Desenvolvimento, que é o cuidado do Ser a partir das histórias, sejam elas lidas, narradas ou dramatizadas.

É meta dessa parceria a criação de uma biblioteca na Casa da Criança “Alertas” que funcionará junto a uma brinquedoteca, criando um espaço lúdico, de leitura e atividades educacionais e socioculturais.

Para isso, está sendo lançada a campanha Leitura Solidária, que acontecerá em duas frentes. A primeira envolve as obras do escritor Leandro Bertoldo Silva, em que cada livro do autor vendido em qualquer cidade do Brasil, 10% do valor será revertido à compra de novos livros infantis com potencial terapêutico a serem trabalhados tanto com as crianças como com toda a equipe e serão doados à “Alertas” para que seja criada a biblioteca da instituição.

A segunda diz respeito a doações de livros infantis que poderão ser encaminhados para a secretaria de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher, que propôs ser um ponto de apoio para a arrecadação dos mesmos.

Além da doação dos livros, o trabalho conta com encontros de Biblioterapia, em que, a partir de temáticas, histórias são lidas e interpretadas e são feitos processos de dinamizações com o objetivo de integrar, acolher e apoiar, por meio da escuta afetuosa, uns aos outros, atuando no crescimento e desenvolvimento humanos.

A sua adesão a essa campanha é muito importante e bem-vinda! Quem quiser adquirir os livros do autor é só entrar em contato pelo whatsapp (33)98461-2688, ou pelo e-mail alforrialiteraria@hotmail.com.

Quem tiver livros infantis para doar também pode entrar em contato ou encaminhá-los à Secretaria de Cultura, Turismo e Direitos da Mulher, da Prefeitura de Padre Paraíso, situada na Praça dos Estudantes, nº 100.

Este é um trabalho piloto da Árvore das Letras e outras instituições serão contempladas.

A Casa da Criança “Alertas” atende 90 crianças de 0 a 3 anos de idade e fica na rua São Francisco, 539 – Bairro Bela Vista – Padre Paraíso/MG. No momento, por motivo da pandemia, as crianças estão sendo assistidas em casa. A instituição tem o seguinte quadro de funcionários:

Supervisora: Eliana Gomes Ramalho Ribeiro.

Presidente: Ednei Ferreira Silva.

08 professoras.

06 monitoras.

04 serviçais de limpeza.

04 cozinheiras.

01 nutricionista.

01 zelador.

01 vigia.

01 servidor administrativo.

Participe desta campanha. É só um livro, mas que tem o potencial de transformar vidas!

HISTÓRIAS LIBERTAS, LIVRO LANÇADO

Lançamento ocorrido no dia 06 de maio de 2021

Caros amigos e amigas, leitores e leitoras, hoje venho com o coração radiante de alegria agradecer a presença de todos que puderam estar no lançamento do meu livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados – das histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis”. Da mesma forma, agradeço a todos que de alguma forma acompanharam todo o processo ou parte dele recebendo as divulgações (e foram muitas!), comentando, sugerindo, felicitando. Tudo isso foi muito importante para que o evento fosse um sucesso e mostrasse que para a arte não existem fronteiras. O que seria presencial, por causa da pandemia, precisou ser virtual, mas mesmo assim mostramos que é possível criar, ousar e fazer de um instante um momento inesquecível.

Obrigado a cada pessoa que direta ou indiretamente participou para que esse evento acontecesse. Obrigado à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerias por ter visto neste projeto algo substancioso que permitisse a sua aprovação via Lei Aldir Blanc. Obrigado aos amigos, familiares, leitores de todas as partes, conhecidos e que se fizeram conhecer a partir deste livro.

Agradecimento especial a Geane Matos, minha esposa, Yasmin Bertoldo, minha filha (a loira – ou rosa? – do Bonfim) e aos meus pais que entenderam o meu tempo e o meu processo de criação. Especial A Paulo Fernandes e Pierre André, que interpretaram Xavier de Novais e o fantasma de Aarão Reis na live de lançamento, abrilhantando ainda mais esse trabalho. A Bhuvi Libanio e Elisa Valadão, pela revisão e ilustração deste livro. A novamente Paulo Fernandes, pelo prefácio. A Robson Vieira, pela transmissão da live. A Angelo Campos e Conceição Franco, pelas lives de pré-lançamento. E um muito especial a Laise Áurea e Luzia Maria de Souza que acreditaram nesse projeto e aceitaram produzi-lo com maestria, dedicação, carinho e amor.

Para quem não pôde assistir a live no dia do lançamento, a mesma se encontra gravada no Youtube da Árvore das Letras e pode ser acompanhada abaixo. Pelo celular, clique em “chat ao vivo” para acessar os comentários.

Gratidão e vamos para a próxima!

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

MATERNIDADE

Por Leandro Bertoldo Silva – do livro “Entrelinhas contos mínimos”.

Maternidade era uma das palavras esquecidas no seu dicionário. Era fácil demais para algumas pessoas pensarem nisso, não para ela, de corpo perfeito e vida em liberdade. Por isso, seu ventre crescido estava na contramão de todos e recordava sua rejeição. Daquele invólucro perfeito, ficariam cicatrizes, marcas que sobreporiam ao efemeramente físico e atingiriam sonhos interrompidos.

Dejanira era mulher do mundo. Esse era o resguardo que nunca pensou em abandonar, nem sequer substituí-lo por um momento que fosse. Sentia-se sem vida, apesar da vida que crescia dentro de si. E, agora, mesmo sendo duas, teimava em sua solidão. O tempo passava, mas não levava a angústia que aumentava a cada dia que a circunscrição de seu estado apontava. Já dividia seu alimento, mesmo sem sua permissão, como seria dividir o resto? Era o que pensava desolada e inquieta. Só havia um jeito: acabar logo com aquilo. Porém, o feto crescido já era uma criança e, antes mesmo de pensar em qualquer outra coisa, de seu corpo redondo começou a emergir um líquido que, ao rebentar da bolsa, jorrou junto com uma sensação indefinível que a urgência do momento não permitiu reflexões. Elas só vieram quando, já com a criança liberta deitada em seu peito em meio aos médicos, começou a cantarolar uma cantiga de ninar no mesmo momento em que seus seios saciavam o filho que calava a ouvir.

Seus olhos recém-maternos se iluminaram, e o coração, que antes rejeitava, agora acalentava e se punha a descobrir uma desconhecida impressão felina e protetora.

A mulher do mundo sem fronteiras não sabia se o choro convulso que irrompia naquele instante era amor ou remorso, talvez fossem os dois. Aquele momento eternizado na música que embalava sua criança fazia pensar: afinal, é a mãe quem dá à luz um filho ou é o filho que faz nascer a mãe?

ESTÁ CHEGANDO!

CONTAGEM REGRESSIVA para o lançamento deste livro que traz as histórias e lendas de Belo Horizonte recontadas por um segurança que recebia, em seu serviço, a visita ilustre do fantasma de Aarão Reis.

Nunca pensei ser possível encontrar e conversar com meu próprio personagem após o livro ser escrito…

E como se não bastasse, dia 06 é o aniversário de Aarão Reis que estaria completando 168 anos de idade. E adivinha só quem virá para esse aniversário!! Será??…

Eu, Aarão Reis, Xavier de Novais e outras surpresas esperamos você com muito carinho no dia 06 de maio, depois de amanhã, às 19 horas, no Youtube da Árvore das Letras.

Acesse o link https://youtu.be/ksonOa1FPhI no horário marcado. Assista à live e, se quiser ganhar um kit com o livro e outros presentes, siga o Instagram @arv.das.letras, curta o post do kit e concorra ao sorteio.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

KIT DE LANÇAMENTO

Olá!!

Hoje é dia 03 de maio e só faltam 3 dias para o lançamento do livro Histórias de um certo Aarão e outros casos contados! E como prometido na sexta-feira passada, vejam só que linda surpresa!!

Um kit exclusivo que você pode ganhar ao assistir a live de lançamento. Nele você irá encontrar:

– 4 livros do escritor Leandro Bertoldo Silva;
– 1 caneca com a marca do Aarão Reis (fantasminha);
– 4 chocogodes (chocolates em formato de bigode);
– uma linda vela aromatizada com essência de café;
– saco com 150gr. de grãos selecionados do maravilhoso café Catuaí 100% Arábica;
– 5 ímãs de geladeira com palavras em 《mineirês》;
– uma mini garrafa com mensagem.

Para concorrer, você precisa seguir o Instagram @arv.das.letras, curtir o post do kit que está lá e assistir a live de lançamento no dia 06/05, quinta-feira que vem, no Youtube, às 19 horas. Amanhã divulgarei o convite com o link de acesso. Só assim teremos como identificar todas as pessoas.

MAS ATENÇÃO!!

O sorteio será em live no dia seguinte, ou seja, 07 de maio, às 19 horas, no Instagram @arv.das.letras. Venha participar deste momento que está sendo oferecido para você com muito carinho e que contará com visitantes muito especiais…👻👻😊

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.

Pílula Aarão Reis – Caríssimo Novais

De fato, quando entrei na livraria corri os olhos por toda ela e lá estava meu amigo que, assim que me viu, fez um aceno de cabeça. À saída dos dois funcionários, Reis soltou uma sonora e jovial gargalhada e bem divertido saudou-me.

            Logo o café já estava pronto e eu era todo ouvidos ao meu amigo, que após sorver o primeiro gole seguido de um suspiro, no seu habitual gesto já ritualístico de quem iniciava uma longa e prazerosa noite narrativa, como fazem os contadores de “causos”, contou-me uma história que eu nunca poderia imaginar ter sido daquela maneira… O quê? Esta e muitas outras histórias estão neste livro de horizontes tão belos…

Do livro “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados”.

LANÇAMENTO DIA 06 DE MAIO NO YOUTUBE DA ÁRVORE DAS LETRAS!

Para quem deseja adquirir o livro é só entrar em contato pelo WhatsApp (33)984612688. A pré-venda de promoção vai até o dia 06.

Forte abraço!
Leandro Bertoldo Silva.