O ESPELHO, A BOTA E A ROSA

Sempre achei que não somos nós que escolhemos as histórias que queremos contar, mas exatamente o contrário; são elas que escolhem a nós!

Assim foi com O espelho, a bota e a roa, do livro Histórias que ouvi contar, da Alaíde Lisboa de Oliveira, publicado pela editora Peirópolis.

Estava eu em uma feira de livro quando de um estande vi uma espécie de facho de luz, alguma coisa que me atraía para lá. Ao me aproximar, bem aos moldes das histórias e causos, estava lá o livro parecendo me chamar e os personagens a dizer: “abra e liberte-nos!” Nessa época, eu estava apenas iniciando as minhas primeiras contações… E quando abri o livro, a primeira história que se apresentou foi esta.

Como na narrativa de histórias acabamos por emprestar um pouco de nós mesmos com todo o respeito e licença poética que nos são permitidos, transcrevo abaixo a história tal qual a li, e no vídeo em seguida como ela se moldou a mim…

Vamos lá?

livro histórias que ouvir contar

Era uma vez um rei que tinha uma filha muito bonita. Muitos príncipes queriam casar-se com aquela princesa tão bonita. Dentre os príncipes, três eram belos, bons e ricos.

O rei não sabia como escolher o melhor dos três para se casar com a filha. Resolveu, então propor aos príncipes que lhe trouxessem três presentes; e o príncipe que conseguisse trazer o presente de mais valor receberia a linda princesa em casamento.

Os três príncipes aceitaram a proposta do rei e partiram.

Na primeira encruzilhada, antes de tomarem rumo, combinaram que na mesma encruzilhada se encontrariam na volta de três meses depois.

O príncipe mais velho dirigiu-se a uma antiga cidade e, por cúmulo da sorte, logo na entrada viu e ouviu um menino gritando:

— Quem quer comprar um espelho mágico? Quem quer comprar um espelho mágico? Quem quer comprar um espelho mágico?

O príncipe aproximou-se do menino e perguntou:

—Qual o poder do espelho mágico?

O menino respondeu:

—O espelho mágico tem o poder de refletir tudo que se passa em qualquer parte do mundo.

O príncipe comprou o espelho e pensou:

— Com esse presente eu me casarei com a linda princesa.

O segundo príncipe dirigiu-se a outra antiga cidade e, por cúmulo da sorte, logo na entrada viu e ouviu um menino gritando:

— Quem quer comprar uma bota mágica? Quem quer comprar uma bota mágica? Quem quer comprar uma bota mágica?

O segundo príncipe aproximou-se do menino e perguntou:

— Qual é o poder da bota mágica?

O menino respondeu:

— A bota mágica tem o poder de levar a pessoa ao lugar que quiser na hora em que quiser.

O segundo príncipe comprou a bota e pensou:

— Com esse presente eu me casarei com a linda princesa.

O príncipe mais novo dirigiu-se a outra cidade, antiga também, e, por cúmulo da sorte, logo na entrada viu e ouviu um menino gritando:

— Quem quer comprar uma rosa mágica? Quem quer comprar uma rosa mágica? Quem quer comprar uma rosa mágica?

O príncipe mais novo aproximou-se do menino e perguntou:

— Qual é o poder da rosa mágica?

O menino respondeu:

— Essa rosa tem o poder de dar vida a quem estiver morrendo.

O príncipe mais novo comprou a rosa mágica e pensou:

— Com essa rosa mágica eu me casarei com a linda princesa.

No dia marcado, os três príncipes se encontraram na encruzilhada.

O príncipe mais velho mostrou aos outros o espelho mágico, e, como desejassem todos ver a princesa distante, o espelho refletiu, na mesma hora, no quarto do palácio, a princesa deitada, como se estivesse para morrer.

O segundo príncipe mostrou a bota que fazia viagens longas rapidamente e convidou os outros a irem com ele para o palácio. Num instante os três príncipes chegaram ao palácio do rei e rodearam a cama da linda princesa quase morta.

O príncipe mais novo aproximou do rosto da princesa a rosa mágica. Ao sentir o perfume, a princesa abriu os olhos, sentou-se e sorriu como se nunca estivesse perto da morte.

Tornou-se difícil escolher o príncipe que deveria casar-se com a princesa. Sem o espelho, sem a bota e sem a rosa, a linda princesa não viveria.

O pai deixou, então, que a filha mesma escolhesse de acordo com o seu coração. E ela escolheu o príncipe mais novo, o príncipe da rosa.

Mas havia também no palácio mais duas lindas princesinhas, sobrinhas do rei. A mais velha casou-se com o príncipe mais velho. A segunda casou-se com o segundo príncipe.

E foi linda a festa dos três casamentos.

Bem, como quem conta um conto aumenta um ponto… segue agora a minha versão da história!

Bem, antes de me despedir, deixe-me perguntar uma coisa:

Vocês sabem o que são os mediadores de leitura?

São as pessoas que constroem ponte entre o livro e os leitores, ou seja, que criam as condições para fazer com que seja possível que um livro e um leitor se encontrem. Isso se dá de diversas maneiras e o sucesso desse encontro é a formação de leitores apaixonados.

É este o trabalho que estou fazendo através das contações e principalmente leituras de histórias no Youtube.

Aproveite para conhecer outras histórias e se increver no meu canal!

Se inscrevendo e também curtindo os vídeos, o Youtube entende que este é um assunto relevante e assim mais pessoas podem ter acesso aos livros, autores, editores e todo universo da leitura.

Venho pedir seu apoio se inscrevendo no canal para que eu possa continuar nesse trabalho de formação de leitores.

Posso contar com você?

Forte abraço!

Leandro.

2 comentários em “O ESPELHO, A BOTA E A ROSA”

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