Existem amizades que não conseguimos simplesmente descrevê-las em palavras. Daquelas que basta estar junto para que o seu dia melhore. Que nem o tempo ou distância são capazes de diminuir o elo construído. Amizades que não precisam de manutenção, apenas existem.
Certos amigos, entendemos pelo olhar, sem a necessidade de dizer uma só palavra. Parece transmissão de pensamentos, como se um fosse capaz de sentir o outro. Sabendo, só pelo seu andar que ele não está tendo um dia bacana.
Agora imagine um amigo que te acompanhe por toda a sua casa, até mesmo quando você vai ao banheiro. Que te espera do lado de fora do box enquanto termina o seu banho. Alguém que esteja ao seu lado para assistir seu filme favorito. Que te acompanhe de perto a todo momento. Até mesmo na hora de dormir, seu amigo passa a noite toda cuidando do seu sono e sonhos.
Esse amigo, mesmo quando você viaja e passa dias longe de casa, continua te amando e te esperando, ansioso pelo seu retorno. Mesmo que pareça frio às vezes, te ama em silêncio, do jeitinho dele.
Hoje tenho dois desses amigos, na verdade duas amigas. Digo hoje, porque já tive outra que hoje me protege lá do céu dos gatos! Mas nesse exato momento, enquanto escrevo, minhas duas amigas estão aqui ao meu lado, deitadas em minha cama, confortavelmente relaxadas, em um sono tranquilo e profundo, daqueles de sonhar e ficar mexendo as patinhas e o bigode.
É claro que vocês já entenderam de quais amigas estou falando né, então vou apresentá-las a vocês, essas são: Baunilha e Lentilha, minhas amigatas!
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Carolina Bertoldo é escritora, estudante de pedagogia, colecionadora de livros e integrante da turma Manoel de Barros, da Árvore das Letras.
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Sempre gostei de histórias. Os primeiros livros que li foram os clássicos “Cinderela” e o “Caso da Borboleta Atíria”, da antiga coleção vaga-lume. Hoje as coleções são mais modernas, melhoradas... Mas aqueles livros transformaram a minha vida. Lia-os de cima de um pé de ameixa, na casa de minha avó, e lá passava a maior parte do meu tempo sempre na companhia de outros livros que, com o tempo, foram ficando mais “robustos”. A partir de José Lins do Rego e seu “Menino de Engenho” fui descobrindo Graciliano Ramos, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Henriqueta Lisboa, Fernando Sabino, Murilo Rubião... Ainda hoje continuo descobrindo escritores, muitos se tornando amigos, outros pelas páginas de seus livros, como Mia Couto, Ondjaki, Agualusa. Porém, já naquela época sabia o que queria ser. Não tinha uma formulação clara, mas sabia que queria fazer parte do mundo das histórias, dos poemas, dos romances e das crônicas, pois aquilo tudo me encantava, me tirava o chão, fazia a minha imaginação voar. Hoje sou um homem feliz; casado, eterno apaixonado e pai da Yasmin. As duas, ela e a mãe, minhas melhores histórias... Mas também sou formado em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG, com habilitação em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, sou Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG, título que muito me responsabiliza e sou um homem das palavras. Mas essas palavras tiveram um começo... O meu encanto por elas fez com que eu começasse a escrever, inicialmente para mim mesmo, mas o tempo foi passando e pessoas começaram a ler o que eu produzia. Até que a revista AMAE EDUCANDO me encomendou um conto infanto-juvenil, e tal foi minha surpresa que o conto agradou! Foi publicado e correu o Brasil, como outros que vieram depois deste. Mais contos vieram e outros textos, como uma peça de teatro encenada no SESC/MG, poemas, artigos até que finalizei meu primeiro romance - Janelas da Alma - em fase de edição e encontrei uma grande paixão: os Haicais! Embora venho colecionando "histórias", como todo homem que caminha por esta vida, prefiro deixar que as palavras falem por mim, pois escrever para mim é mais do que um ofício que nos mantém no mundo. Escrever me coloca além dele... E é por isso que a minha vida, como a de um livro, vai se escrevendo – páginas ao vento, palavras ao ar.
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Um comentário em “GATO”
E eu conheço gato de duas pernas, que ao meu ver nem é tão gato assim que tem ciúmes dos gatos de quatro patas da namorada dele. Será que o Marido da Carol é de bem ou de mal com a turma do miau?
E eu conheço gato de duas pernas, que ao meu ver nem é tão gato assim que tem ciúmes dos gatos de quatro patas da namorada dele. Será que o Marido da Carol é de bem ou de mal com a turma do miau?
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