VAMOS ACORDAR OS SONHOS?

Por Leandro Bertoldo Silva

Essa semana, no dia 12 de outubro, comemorou-se o Dia das Crianças. E foi exatamente nessa semana que nasceu a segunda edição do livro “O menino que aprendeu a imaginar”, com novo projeto, nova capa e nova história. O livro que virou peça de teatro do grupo In-Cena, de Teófilo Otoni, a partir da parceria com meu amigo Pierre André, com minha direção e também de Geane Matos — a primeira direção externa do grupo após 15 anos de existência — ganhará em breve os palcos e ruas desse nosso Brasil.

E já temos data do nosso primeiro ensaio aberto, que acontecerá em Belo Horizonte, nos dias 24 e 25 de novembro, no teatro Raul Belém Machado.

Como se não bastasse, acontecerá, também, o evento “Sábados Literários” em BH, cujo tema não poderia deixar de ser “O menino que aprendeu a imaginar”, onde estarei em roda de conversa sobre o livro, todo esse processo criativo e a autografar exemplares dessa obra pela qual eu tenho muito carinho.

Este é um livro escrito com o coração e com muitas lembranças, mas também com muita imaginação… Quer saber como? Vem que vou te contar. Vamos voltar um pouquinho no tempo…

É bem verdade que é fruto de um sonho que já existia. Os personagens dessa história — Oswaldo e seu brinquedo — bateram em minha porta há alguns anos e, como quem não queriam nada, apresentaram-se e disseram:

“Ei, você precisa nos soltar! Que história é essa de ficar nos guardando em seus sonhos?”

E, a partir daí, fizeram-me a mais maluca proposta que já recebi até hoje. Lembro-me que olharam bem nos meus olhos e dispararam:

“VAMOS ACORDAR OS SONHOS?”

De fato, acordei sobressaltado com aquela pergunta estranha e me sentei na cama. Ufa! Estava dormindo… Será? Ainda era madrugada e, seja como for, não mais preguei os olhos, pois aquela pergunta também não mais saía da minha cabeça. Corri para o computador e comecei a escrever… Foi assim que Oswaldo e o palhacinho de chapéu de guizos, que você está prestes a conhecer, ganharam vida e foram parar nas páginas de uma conceituada revista de educação.

O interessante é que, por algum tempo, Oswaldo, incentivado pelo brilhante amiguinho, pegou um livro que ganhara de presente, sentou no tapete de seu quarto e, pela primeira vez, abriu e começou a ler as histórias… Mas que histórias eram essas? Eu não sabia. Curioso como sou, perguntava a Oswaldo e ele falava que ainda não era hora de saber. Coisa estranha… E o tempo passou. Entrei para uma escola e fui dar aulas de Português, conheci muitas pessoas, fiz muitas outras coisas e criei o meu próprio trabalho que é hoje a Árvore das Letras, escrevi e publiquei os meus primeiros livros, entrei para a Academia de Letras de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, e fiz amizade com muitos escritores e escritoras, criei a minha própria produção sob demanda e o selo Alforria Literária através de prensa de madeira, a “Paula Brito”, onde os meus livros são feitos.

Até que um belo dia estava cortando alguns papeis para as capas de um livro, quando Oswaldo e seu amigo entraram sala adentro dizendo:

“Quer mesmo saber quais eram as histórias que eu lia? Elas estão aqui!”

Ao me refazer do baita susto que levei, olhei ao redor e só via os meus livros, os papeis, a “Paula Brito”, a Árvore das Letras. Aí perguntei:

“Aqui onde?”

E a resposta veio:

“Assim como os escritores nascem de outros escritores, as histórias nascem de outras histórias! E mais… Nascem das nossas experiências e dos nossos sonhos. Você já devia saber… Tudo o que tem a fazer é dar forma aos seus pensamentos, emendar um no outro, colocar os ‘pingos nos is’. Faça isso e irá se surpreender!”

Bem, foi assim que o livro surgiu. Das minhas lembranças de infância, das minhas leituras, fui juntando palavras, fatos, ideias, nomes daqui e dali como numa gostosa e divertida brincadeira. Dessa brincadeira juntei peças, troquei personagens de lugar, tornei a trocar, misturei um com o outro e consegui algo extraordinário: não apenas uma, mas várias histórias!

Ao término desse trabalho, Oswaldo e o palhacinho viraram para mim e disseram:

“Agora está pronto!”

Aí foi a minha vez de falar:

“Não está! Ainda falta uma coisa…”

E assim nasceu o epílogo do livro ao contar o que aconteceu após Oswaldo ter lido as histórias que seguiam…

Agora é com você! Leia-as e abra-se para o mundo dos sonhos e da imaginação, pois, tenha certeza, todas as possibilidades vivem guardadas lá…

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Pois é, pessoal, esse papo gostoso abre o livro “O menino que aprendeu a imaginar” que, como eu disse, tem nova capa e nova história. Agora, todos poderão encontrar, além do Oswaldo e o palhacinho de chapéu de guizos, outros personagens como o Vovô Teobaldo, a Vovó Cabrocha, o Tio Gerônimo e até o Fernando Luiz! Esse dá o que falar… Mas lá também estão a Dona Nicinha, a professora mais legal do mundo; o Mapinguari, o menino-bicho e até o Pedrinho da pedra lascada cara de gente mas olho de fada com a bola no pé não tem nem mané não anda descalço que é pra não se sujar e adora um cheirinho de sorvete no ar da Silva, que foi parar na capa do livro! É cada uma…

Deixe o seu comentário e aproveite para responder: qual dos seus sonhos você já acordou?

Forte abraço e até o nosso encontro!

Ah! Faça logo o seu pedido, hein, porque a produção dos livros já começou… kkkkk!!!


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4 comentários em “VAMOS ACORDAR OS SONHOS?”

  1. Que legal Leandro!!! A sua forma de construção do texto me lembrou tanto o termo ressignificar. Mesmo que talvez nem tenha essa intenção …. percebi ser uma boa prática para encontrar este lugar. Parabéns!!!

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