Por Elisa Augusta de Andrade Farina
Hoje, mais do que nunca, temos que reavaliar as nossas ações, nossos medos, nossas conquistas e, acima de tudo, nos certificar se realmente vale a pena os sacrifícios, o medo, as discórdias, as realizações.
Fazer um balanço de nossas atitudes comportamentais é exaustivo e muito difícil. Somos muito narcisistas, nos achamos os melhores e acima de qualquer suspeita, seja ela de origem amorosa ou consciência moral.
O homem não é um autômato, um robô, ele tem consciência psicológica, que lhe permite interiorizar o mundo que o circunda, do espaço vital que para ele tem sentido que o faz julgar a própria conduta. A consciência é um juízo da inteligência prática humana que se pronuncia acerca do bem e do mal, do nosso próprio agir. A consciência é uma realidade própria e característica do homem que com ela atua e a ela se refere constantemente em todas as extensões do planeta. É uma realidade humana universal e inserida em todas as culturas.
Todos nós somos seres conscientes e capazes de fazer as nossas escolhas e também avaliar se valeu a pena todos os nossos desejos imperiosos. Somos capazes de sentir que sempre vale a pena a tentativa e não o receio, a confiança e nunca o medo. Que é mais fácil encarar e não fugir da realidade se quisermos construir uma caminhada. E que ainda que haja fracasso, vale a pena lutar, pois o fracasso é o fruto da desistência.
Vale a pena discordar daqueles que você ama e não aplaudir suas decisões erradas. Vale a pena encarar-se no espelho e sentir que a imagem refletida é a melhor que você produziu no decorrer de sua vida. É a interiorização de todos os valores, medos discórdias e de todas as conquistas que vieram fazer parte do projeto de sua existência.
Não podemos fugir da realidade. O autoconhecimento é a fórmula para alcançarmos o outro, é a extensão de todos os nossos desejos que precisam ser conhecidos para que possam ser compartilhados por todos aqueles que amamos e que dividem conosco os nossos ideais. Enfim, vale a pena seja o que for… Vale a pena viver a vida, já que ela não é tudo o que pode nos dar, mas tudo o que podemos oferecer de forma justa e coesa, pois vale a pena lutar pelo que você acredita, mesmo que pareça difícil.
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Elisa Augusta de Andrade Farina é escritora, presidente da Academia de Letras de Teófilo Otoni – ALTO, colaboradora e integrante da turma Manoel de Barros, da Árvore das Letras.
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