LINHA DIRETA COM O FANTASMA DE AARÃO REIS – UMA EXPERIMENTAÇÃO LITERÁRIA

Por Leandro Bertoldo Silva

Bem, antes de mais nada…

Agradeço a sua atenção de estar aqui! Já há algum tempo, venho realizando um trabalho que se chama Folhetim Literário, em que envio para as pessoas, por email, contos e crônicas dos nossos escritores nacionais, tanto clássicos quanto contemporâneos, como Machado de Assis, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Graciliano Ramos, Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo e muitos outros…  Não vou esconder: esperava que o resultado fosse realmente bacana como está sendo, pois acredito que quem tem o gosto pelas letras, adoraria receber estes pequenos textos do melhor da nossa literatura, fazendo o seu próprio tempo de leitura.

Talvez você já conheça os folhetins e saiba do que estou falando. Se sim, ótimo e muito obrigado pela adesão; se ainda não e gostaria de recebê-los, é só clicar e cadastrar o seu email.

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CLIQUE AQUI para receber!

O que digo, é que está tão legal, que me ocorreu uma ideia como escritor independente que sou: Quero usar dos folhetins, hoje, como eram usados no século passado…

Bem, antes de mais nada, não estou aqui vendendo o folhetim, ele é gratuito e sempre será. Não quero usar este canal como “gatilhos mentais”, como dizem os profissionais de marketing, com o claro propósito de “dar” algo aqui para “vender” ali. Não mesmo! Mas como escritor, sim, eu quero ser lido, claro!

Assim, estou planejando um novo projeto de livro. Para mim é um projeto ousado, mas como diz José Eduardo Agualusa, “os melhores livros são aqueles que achamos que não daremos conta de escrever…” Então, vamos lá! Mas antes de apresentar o projeto, deixe-me apresentar a ideia.

LINHA DIRETA

A ideia é simples, assim como os folhetins. Iniciarei a escrita desse livro que se chamará:

HISTÓRIAS DE UM CERTO AARÃO E OUTROS CASOS CONTADOS: DAS HISTÓRIAS E LENDAS DE BELO HORIZONTE RECONTADAS POR UM SEGURANÇA QUE RECEBIA, EM SEU SERVIÇO, A VISITA ILUSTRE DO FANTASMA DE AARÃO REIS”.

Bem, essa História já foi iniciada há alguns anos, mas devido ao trabalho e outros projetos prioritários, eu a deixei descansando logo que a criei. Mas acho que é o momento de acordá-la de um modo diferente, e é aí que você entra…

A minha ideia, então, é escrevê-la em capítulos (ou parte deles) e, à medida que for escrevendo, ir enviando diretamente para as pessoas que queiram lê-la, como e no formato dos folhetins. A diferença é que é uma história “em criação”, que irá se desenvolvendo a partir dos comentários que, porventura, for recebendo (e eu adoraria receber), opiniões e até sugestões. Seria, assim, uma espécie de “novela”, em que os personagens podem ter destinos até então completamente desconhecidos por mim mesmo…

Gostaria muito (MAS GOSTARIA MESMO) de saber se você toparia essa ideia de ir recebendo e acompanhando uma história de um escritor , tendo a oportunidade de estar diretamente com o seu leitor, numa espécie de wattpad pessoal, mas com pessoas maduras e direcionadas.

E então, você topa?

Pergunto, pois poderia simplesmente enviar o email para você, sem você sequer saber do que se trata, encher a sua caixa (e a sua paciência) e me iludir achando que você está lendo. Não é isso que desejo. Desejo que você leia, claro, mas realmente querendo ler.

Então, se você achou interessante e topar me ajudar, por favor, envie-me um email para que eu inclua o seu nome na lista dos que receberão as histórias do fantasma de Aarão Reis. Meu email é:

leandrobrsilva@hotmail.com

SE PREFERIR, VOCÊ PODE SE CADASTRAR DIRETAMENTE CLICANDO NO LINK ABAIXO:
HTTP://EEPURL.COM/COF1EL

Ah, um detalhe importantíssimo!

Não quero me comprometer em enviar toda semana, assim como ocorre com os contos e crônicas que são enviados no Folhetim Literário toda sexta-feira (e irão continuar, sempre). O ritmo da minha escrita vai depender do meu tempo e, claro, das respostas que for recebendo.

Bem, dito isso, vamos à proposta da história. Espero que ache interessante e aceite meu convite. Para mim, como escritor, é muito importante.

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Nessa obra há o deslocamento do foco de interesse da escrita. Não se trata diretamente da biografia real de Aarão Reis, mas da forma como ele enxerga as circunstâncias em que vive após a sua morte. Em vez de trabalhar os espaços externos e sociais do personagem, investe na caracterização ficcional do mesmo a partir do momento em que Aarão Reis, agora um fantasma, conta suas histórias para Xavier de Novais — o segurança de uma livraria —, em nosso século, que é o personagem-narrador do livro.

                AARO_R-1Aarão Reis carrega, sim, a estigma de grande homem importante que foi em vida (Engenheiro que arquitetou a chamada Nova Capital, hoje a cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais), mas o que importa para ele é a sua existência após a morte e a liberdade de fazer o que mais gosta: contar histórias.

                A estrutura de “Histórias de um certo Aarão e outros casos contados” tem uma lógica narrativa inovadora. A sequência do livro não é determinada pela cronologia dos fatos que o envolvem, mas pelo encadeamento das histórias de Aarão Reis recontadas pelo segurança da livraria. Uma história puxa a outra e, entre elas, de forma paralela, a nova existência de Aarão Reis vai sendo revelada ao leitor – pura ficção.

Organizado em contos, a obra flui segundo o ritmo da fala de Xavier de Novais – o narrador, que não é o personagem principal. A aparente falta de coerência da narrativa, permeada pelos contos, revela uma forte coerência interna. Vale lembrar que os contos são as histórias contadas pelo fantasma – ele, sim, o personagem principal – ao amigo.

Em síntese: É um romance (a história fictícia de Aarão Reis no além, após a sua morte) permeado por contos (as histórias contadas ao segurança e recontadas, por este, ao leitor).

A ideia é que as histórias contadas passem  pelo imaginário popular, sendo levadas ao leitor – além de algumas criações genuínas – releituras de lendas urbanas de Belo Horizonte, como “A loira do Bonfim”, “O fantasma do Palácio da Liberdade”, “O mistério do tesouro da Serra do Curral”, entre outras.

conjunto

Dentro do pensamento de que “quem conta um conto aumenta um ponto”, alguns desses personagens seriam amigos de Aarão Reis que poderiam, inclusive, contar as suas próprias versões das lendas, ou seja, a história por trás das histórias, fazendo com que os leitores tenham uma experiência diferente ao que sempre ouviram e busquem as várias versões das mesmas, fazendo um paralelo entre o que é contado e o que pode ser criado.

Essa é a proposta narrativa que ainda reserva outras surpresas, como, quem sabe, um encontro inusitado com Brás Cubas, ou mesmo com o seu criador… Tudo é possível no além…

Dom Casmurro Amostra

Está aqui, portanto, uma oportunidade diferente para todos nós!

Convido você a essa jornada de experimentação e criação literária, remontando aos tempos dos folhetins. Isso se não tiver medo de fantasma… 😉

Mande um email para leandrobrsilva@hotmail.com

ou cadastre diretamente clicando em http://eepurl.com/cOF1eL

Muito obrigado!

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